Olimpíadas de Tóquio. Maranhense Rayssa Leal, a “Fadinha do Skate” e o colo de mamãe

O fenômeno Rayssa Leal, de apenas 13 anos, mais jovem atleta da história do Brasil em Olimpíadas, por ser menor de idade ganhou o privilégio de ter a mãe dormindo com ela na Vila Olímpica de Tóquio

Rayssa Leal na Vila Olímpica de Tóquio — Foto: Reprodução

Por Marcel Merguizo -Tóquio – Globo.com

“Minha Rainha, vem aqui”. Se alguém ouvir esse grito na Vila Olímpica de Tóquio, pode até achar que é alguém chamando Marta. Mas pode ser apenas Rayssa Leal pedindo ajuda à mãe, Lilian. Essa é uma das formas carinhosas que a Fadinha do skate, atleta mais jovem da história do Brasil em Olimpíadas, chama a mamãe Leal. Por ter apenas 13 anos, Rayssa teve esse privilégio: ser acompanhada em toda a viagem pela mulher que, além de tudo mais, ainda cuida da sua carreira no esporte.

Lilian já passou a primeira noite no quarto da filha, na Vila dos atletas, e passará as próximas também. Ela tem uma credencial especial cedida pelo comitê organizador justamente por ser um… caso especial (como este Blog Olímpico havia contato há mais de um mês). A presença de Lilian é a única exceção da delegação brasileira, que, como sabemos, está menor devido à pandemia. Credenciais foram cortadas de todos os lados, dos jornalistas aos convidados e patrocinadores, não seria diferente com as delegações nacionais.

Pois bem, hoje decidi escrever sobre Rayssa porque o Comitê Olímpico do Brasil me marcou em uma publicação, no Twitter (obrigado, adorei), em que mostrava a menina prodígio chegando ao Japão com sua mala e o skate no pé, em uma escada rolante do aeroporto. Desde então, uma dezena, centena, talvez milhares de notificações aparecem para mim a cada minuto. Fácil entender: Rayssa é um sucesso! E, por isso, desperta curiosidade das pessoas.

Estou me divertindo com os comentários: “Eu, com 13 anos, queria ser a Power Ranger rosa”, “Imagine ser primo dela: com 13 anos sua prima já tava nas Olimpíadas”, “Não deixa o Medina ler isso que ele vai falsificar a identidade”. Esses amigos internautas são maldosos. No entanto, também tem muita gente perguntando como ela viajou sozinha. E a resposta é: ela não viajou sozinha, nem vai ficar sozinha na Vila, está em um quarto com a própria mãe. Aliás, antes da pandemia, quando já se sabia que Rayssa estaria nos Jogos, mas com os pais na arquibancada, torcendo, a ideia inicial era que a Fadinha dividisse quarto com uma psicóloga. Um adiamento, um coronavírus novo e um ano depois, cá está a menina de Imperatriz do Maranhão acompanhada por quem a lhe colocou no mundo 13 anos atrás.

Os próximos passos dessas duas? Rayssa tem grandes chances de conquistar uma medalha em Tóquio, na volta ao Brasil deve tomar a vacina que não pode receber quando estava nos Estados Unidos treinando, mas a permanência em Imperatriz ainda é uma incógnita, em razão da falta de estrutura que a cidade oferece à skatista. Propostas para a maranhense mudar de casa com a família sempre existiram. E a garota ir para a Califórnia pode acabar como destino para quem quer ser star.

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