Homenageando A Flor Do Mururu

Do brejo da luz, e não da cruz, brota a flor de uma canção para iluminar as trevas que permanecem à vista, mas são impedidas de turvar as águas de muitas infâncias, diante dos gestos e das intenções da parceria portentosa destes dois nomes consagrados do nosso cancioneiro popular: Josias Sobrinho e Zeca Baleiro.

Balada brejeira que tem nome e sobrenome, e parece nos conduzir na mansidão de uma canoa, singrando preguiçosamente o curso das águas de um rio de sonhos serenos e azuis.

“Vejo a flor do mururu / Boiando no Mearim / imagino que é tu / Que passa oiando pra mim”

Assim se passaram 25 anos, até que a semente, digo, poema amadurecesse e virasse fruto, digo, melodia, nas terras do bem que virá, suculenta e roceira. Que bom que chegou neste momento de tantas indelicadezas e ódios espalhados pelo mundo. De agosto de 1996 a maio de 2019, vingou bonita e viçosa, e debutou em 2021!

“Ai meu pé de cajá / Cajari meu araçá / Meu Arari, meu sonho azul / Quem irá daqui / Quem virá de lá”

Parceria musical deste naipe – Zeca e Josias; Josias e Zeca – parece ser tecida por dedos de deuses marotos, que nos observam de outras galáxias; ou, quem sabe, daquelas divindades das matas, protetores da natureza e dos mistérios dos pássaros, cheias de encantamentos e encantarias.

“Quero ver o que tem lá / Quero-quero que não vi / Bem-te-vi meu sabiá / Um dia eu vou voltar / Pro lugar de onde vinvim”

A Flor do Mururu, agora materializada em single, chegando em todas as plataformas de música, neste dia 23 de abril do ano da graça de 2021, para o alcance e ausculta de todos os ouvidos e corações que ainda acreditam no encantamento do mundo e na cultura da paz! Com a cumplicidade cultural de outro parceiro majestoso – maestro Zé Américo!

Que seja muito bem-vinda!

Joãozinho Ribeiro, fã, poeta e compositor

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *