Somos donos de nossos sonhos ou vítimas dos sonhos dos outros?

Vivemos sonhos fantasiados. Aquilo pelo que lutamos muitas vezes não corresponde aos nossos próprios anseios, e sim sonhos artificialmente criados para serem seguidos e acreditados.

liberdade_livre arbítrio.jpg Google Imagens

Vivemos aprisionados, como vítimas dos próprios medos e condenados a cumprir a prisão nos mais severos moldes. Nossa cela encontra-se em nosso íntimo, cujas barreiras à liberdade se reforçam a cada submissão a vontades e comportamentos que não se coadunam com o “eu” que habita e que se vê eliminado frente aos temores da alforria.

É difícil não pertencer a si mesmo. Deixar de fazer aquilo que ansiamos com medo do julgamento alheio. Quantas vezes nos despimos de nossa própria vontade com medo dos comentários e opiniões daqueles que deixamos, ainda que inconscientemente, invadir nossas vidas e ditar as regras? Quantas vezes abdicamos daquilo que nos agrada e que desejamos, no foro mais íntimo, mas que nos negamos com a justificativa do medo?

O medo, sentimento devastador que não raro nos impede de ir além dos “clichês” e das verdades socialmente estagnadas e duramente enraizadas no interior das vítimas de seus ditames. Invade o pensamento, limita nossas ações, utilizando um poderoso artifício e chave de toda essa resignação: o medo da rejeição.

E talvez seja ele que nos limite à verdade autêntica, baseada na comodidade de se auto-pertencer e no direito de sermos livres. Mas por que nos submetemos e nos deixamos levar pela pressão social que teima em fazer-nos esquivar de nossos próprios anseios? Por que temer a rejeição e o olhar de desaprovação do outro, quando, intimamente, aquilo que é visto com repulsa nos causa felicidade?

Fomos treinados para a submissão. Acostumamo-nos a agir conforme se espera que ajamos. E fugir disso leva ao espanto, basta lembrar-se daqueles que ousaram desafiar as normas sociais para lutar pelo próprio sentido de felicidade. Acabaram sendo criticados e vistos como “loucos” perante uma sociedade de indivíduos “normais”.

“Normais”? Não acredito que esse seja o termo apropriado. Seria “normal” abrir mão dos próprios sonhos porque lutar por eles causaria espanto e reprovação? Ou será que se abre mão deles com medo de desapontar aqueles que nada têm a ver com sua própria construção da autorrealização?

Sonhar os sonhos dos outros pode evitar os julgamentos e a condenação de sonhar os próprios sonhos. Mas, infelizmente ou não, somente os nossos sonhos são capazes de nos proporcionar a verdadeira alegria da vitória, do alcance. Porque, ainda que a sociedade tenha fixado um padrão de felicidade, ele pode não corresponder àquilo que nos satisfaz. E a satisfação dos outros definitivamente não tem o poder de preencher o vazio gerado pela frustração da derrota a si mesmo imposta.

É preciso liberdade. Fugir dos padrões e voltar-se para si mesmo. O que realmente me faz feliz? O que eu busco e como posso realizar meus sonhos? São perguntas necessárias, e que devem ser feitas à distância dos olhares e julgamentos maquinalmente produzidos e que insistimos em absorver e elevar ao patamar de verdade incontestável.

OBIVIUS

Paço do Lumiar intensifica combate contra Dengue, Chikungunya e Zika.

Nesta terça-feira (22), foi dado o ponta pé inicial para uma série de ações visando manter o município de Paço do Lumiar livre do Aedys Aegypti, mosquito transmissor da dengue, chikungunya e da zika. Para marcar as ações de combate foi organizo um ato solene na praça da juventude no Maiobão.

As ações acontecem mediante uma parceria entre a prefeitura de Paço do Lumiar e o Governo do Estado, com execução das atividades de combate em campo por meio da Secretária Municipal de Saúde (SEMUS) e SES/MA. Segundo o coordenador de Vigilância em Saúde de Paço, Raphael Pessoa, trata-se na verdade de um reforço de um trabalho incansável desenvolvido pelos Agentes de Endemias.

“O município, mesmo durante o período mais complexo da pandemia, não parou de desenvolver o trabalho de combate às arboviroses. Agora com este apoio institucional da SES, vamos continuar nesta linha de visita domiciliares e também uso dos carros conhecidos popularmente como fumacê”, explicou ele.

A superintendente de Epidemiologia da ses-ma, Maria das Graças Lírio, assegurou que a parceira institucional segue nesse patamar de prestar para os municípios todo o apoio possível e necessário, em especial aqui da grande Ilha. “A área metropolitana, com efeito aos municípios da grande Ilha são áreas que apresentam maior risco, em se tratando do Maranhão. Por isso é importante esta parceria para que continue a manter o trabalho de proteger a população das doenças causadas pelo mosquito”.

O secretário de saúde, João Muryci, reitera que a atuação neste sentido, corrobora ainda com outras linhas de atuação da SEMUS, para preservar a saúde da população em Paço. Ele ressalta que em meio a uma pandemia de Coronavírus, tanto as síndromes gripais, quanto outras doenças como a dengue, chikungunya e zika, podem ampliar dificuldades neste cenário atual.

“Além dos nossos esforços neste sentido de combater estas doenças, é importante que a população nos ajude a desenvolver este trabalho e mais que isso, é importante que ela abrace essa causa! Dentro das regras de prevenção, é claro, receba a visita do agente de endemias, atente para descartar corretamente garras pet, pneus e vasilhames e assim não se dê chance alguma para o mosquito”, lembra o secretário.

Carrinho Cidreira se reúne com funcionários da limpeza

Viabilizando nova metodologia de trabalho, no que diz respeito ao serviço de limpeza urbana na cidade de Viana, o prefeito eleito Carrinho Cidreira (PL) esteve reunido na segunda-feira,10, com os funcionários do Departamento de Limpeza Urbana, lotados na Secretaria de Municipal de Infraestrutura, para comunicação e implantação de nova dinâmica no exercício da preservação da limpeza da cidade.

Na ocasião o gestor municipal explicou aos funcionários as questões relativas rotas, áreas e estratégias de coleta e melhoria dos serviços realizados e materiais de proteção individual.

De acordo com Carrinho, o encontro com os funcionários do departamento de limpeza foi satisfatório. “A reunião foi bastante produtiva, vamos implantar uma nova dinâmica e teremos uma divulgação dos horários e procedimentos para uma coleta mais eficaz e seletiva. Os garis executam um trabalho árduo, cansativo e de extrema importância para toda a população. É importante o incentivo para que trabalhem motivados. A população também deve se conscientizar que é um trabalho coletivo e todos devem ajudar a manter a cidade limpa”, finalizou.

Lições da pandemia: a hora e o lugar da liderança humana

Ao contrário do que muitos insistem em afirmar, 2020 não apenas terá acontecido, mas terá sido uma grande lição

(Crédito: Pexels)

Não há para onde correr. Em tempos de crise, os líderes, em especial os CEOs e altos gestores públicos, assumem mais responsabilidade e relevância. Encaram a face embaçada do problema e a comunicação da crise. Suas vozes moldam as narrativas do público interno e direcionam pontos de vista da opinião pública, para o bem e para o mal.

Comportamentos são gerados a partir do exemplo do líder. Da mesma forma, poucas palavras são tão capazes de produzir efeitos de grande escala no mundo como as dos chefes de estado e das autoridades de saúde. Suas palavras chamam à ação e produzem efeitos materiais.

Com a pandemia, fundadores, executivos e gestores perceberam como tudo o que construíram se tornou frágil quase da noite para o dia e foram convidados a olhar para dentro e para e fora e observar de perto a realidade vivida por seus funcionários e por suas famílias. Como nunca, a complexidade e a ineficácia de soluções unilaterais ficaram tão visíveis.

O encontro da crise gerada pela pandemia com uma crise de confiança que vem desafiando o país e o mundo e do crescimento da intolerância e da desigualdade, deixou todos em sinal de alerta e fez acordar uma sociedade assustada, carente de saber o que está acontecendo. De compreender o que isso tudo significa em suas vidas pessoais e coletivas. Uma realidade que faz crescer o valor das informações verdadeiras, assertivas, transparentes e confiáveis transmitidas por líderes gentis, empáticos e colaborativos.

Decisões que implicam em vidas, geralmente deixam líderes paralisados, principalmente em situações em que a urgência em decidir é vital. Ficou claro que as escolhas precisam ser tomadas com o olhar para as diferenças e para a gestão de danos que estão atingindo a sociedade de forma desigual. Não existem dúvidas, as escolhas deste momento colocarão muitos líderes na história por sua resiliência e responsabilidade e levarão outros tantos ao descrédito e ao desaparecimento.

Se, por um lado, a situação ampliou os riscos de exposição, revelou o quão importante é perceber que está na hora de abandonar estratégias baseadas em imagens construídas para esconder a realidade. Está claro que a estratégia capaz de fazer diferença neste momento deve estar focada na construção de reputação, aquela que se baseia na coerência entre o que temos como valor e o que fazemos todos os dias.

São nessas horas que as instituições e corporações cujos líderes respondem a valores, crenças e propósitos claros se sobressaem no meio da tempestade. São esses os líderes que mais rapidamente colocam seus colaboradores e familiares em primeiro lugar, reconhecendo que a vida é o bem maior.

Este momento deixou ainda mais claro que organizações e líderes sem propósito e sem interesse além do lucro deixarão de existir muito em breve. É necessário, possível e urgente fazer negócios enquanto trabalhamos para minimizar e resolver os impactos sociais e ambientais gerados pelo sistema.

Não à toa, é exatamente neste momento que a agenda ESG – Enviroment, Social and Governance – adotada pelo sistema financeiro para avaliar o desempenho de uma empresa, ganha força e coloca a trajetória e não apenas o resultado alcançado em perspectiva.

Mais do que nunca, líderes precisam se fazer presentes. O olho no olho, mesmo que virtual – enquanto o presencial não for recomendado – é necessário, assim como a verdade, a clareza e a gentileza. Cada um a seu modo, os líderes com os melhores resultados na gestão da crise têm sido os mais positivos em sua capacidade de gerar confiança, o que tem acontecido, quaisquer que sejam as notícias, quando alguns aspectos essenciais são observados:

–  As pessoas estão em primeiro lugar?

– Você está liderando o processo e está lado a lado com a sua equipe?

– No que você está trabalhando?

Garantir que a cultura da empresa seja tão ou mais forte do que era antes do confinamento também figura entre os principais desafios dos líderes. Mais que em qualquer era, a partir de agora, a comunicação passará a ser entendida como relevante e pedirá dos líderes prioridade, coerência e comprometimento traduzidos em narrativas que orientam, cuidam, acolhem, motivam e engajam.

O momento pede líderes positivamente humanos, corajosos a ponto de se colocar vulneráveis e ousados em sua capacidade de enfrentar o desconhecido, sem medo de dizer “eu não sei”, e orientados para construir soluções de forma conjunta.  Só assim as dificuldades que estão sendo vividas agora irão gerar o aprendizado necessário não apenas para resolver da melhor forma os problemas que estão em curso, mas para que estejamos preparados para evitar ou gerenciar novos tempos difíceis. É dessa forma que, no final, ao contrário do que muitos insistem em afirmar, 2020 não apenas terá acontecido, mas terá sido uma grande lição.

Meio&mensagem

Bebeco Supermercados lança Promoção de Natal

Neste mês de dezembro, o Bebeco Supermercados – O filho do Rei – iniciou sua “Promoção de Natal”, com foco na oferta de produtos a preços mais baixos e lojas decoradas. O catálogo promocional de produtos (veja abaixo) já foi divulgado e vale para as três lojas, em Viana, Penalva e Matinha, e oferece itens de primeira necessidade e decoração para deixar a casa organizada durante as festas de fim de ano. Diante deste cenário, a expectativa de vendas são bem otimistas.

Divulgação
Divulgação

“A intenção é aumentarmos o volume de vendas de produtos sazonais, tais como aves, panetones e vinhos. Além disso, nossa meta é superar o natal passado, com ofertas imbatíveis para agradar a todas as famílias das cidades onde atuamos”, explica o diretor do Bebeco Supermercados, João Rafael.

Sobre o Bebeco Supermercados

Fundado em 8 de dezembro de 2016, líder do mercado varejista no município e referência na Baixada, o Bebeco gera vários empregos no supermercado e na distribuidora de alimentos. Além disso, possui marca própria do melhor arroz da região: Arroz Bebeco tipo 1 e Arroz Bebekinho.

Atuando com um mix de produtos em diversos ramos alimentícios e bebidas, artigos de perfumaria, produtos de limpeza, o Supermercados Bebeco é a concretização da visão empreendedora do jovem empresário vianense, João Rafael Nunes – filho do empresário Gilberto Nunes e neto do comerciante Chico de Dunga, o Rei do Café -, como é conhecido na Cidade dos Lagos. O slogan “o filho do Rei” foi inspirado em uma promessa religiosa, feita há vários anos por Gilberto Nunes, cujas graças foram alcançadas e retribuídas com o alcance social e o sucesso do grupo.

Carrinho Cidreira é diplomado prefeito de Viana

O prefeito eleito de Viana, Carrinho Cidreira (PL) e sua vice, Regina Machado (PCdoB), foram diplomados pela justiça eleitoral nesta quinta-feira, 17. Carrinho tomará posse no dia 1° de janeiro.

Em um jantar aos vereadores eleitos e suplentes, o prefeito eleito falou sobre a vitória e a conquista do diploma. “A partir de agora, somos oficialmente prefeito e vice-prefeita de Viana, esta cidade que amamos. Este diploma vem mostrar que pelos próximos quatro anos o meu grande foco será cuidar da nossa cidade. Agradeço a cada vianense que nos deu esse voto de confiança. Agradeço também aos vereadores e que juntos possamos lutar por uma cidade mais justa para todos os moradores, uma cidade mais digna para todos os vianenses. Mãos à obra, porque o trabalho não para! ”, finalizou.

Representando o governo do estado, o secretário estadual da agricultura familiar, Júlio Mendonça, esteve presente e parabenizou os eleitos, desejou um excelente mandato e que muitos desafios virão. “Quero parabenizar o nosso companheiro Carrinho Cidreira, a Regina Machado e a todos os vereadores. Desejo um excelente trabalho e que podem contar com a parceria do governo do estado para trazer melhorias para a nossa querida Viana”, disse.

Participaram do evento os vereadores eleitos João de Marco (PL); Missô do Galeto (PL), Merval Castro (PCdoB), Dorivan Cunha (PT); Laercio Faray (PL); Markelio Sousa (PCdoB); suplente Diego da Alvorada (PCdoB). A futura primeira dama, Cleisane Cidreira; o advogado Ramon Nunes e Marcelo Santana;

O processo particular e a existência de um todo

Quando eu era criança e ouvia os adultos falando com tanta certeza, eu sempre me questionava se havia outra forma de enxergar as coisas. Eu nunca me contentei com o óbvio, acreditando em um olhar singular para a existência. Essa postura interligada em um movimento introvertido fez com que eu fosse silêncio, embora paralelamente observadora. Talvez seja o sol em virgem, mas detalhes nunca fugiram do meu olhar. Esse é um dos pontos preferidos sobre mim, o olhar indignado e questionados para uma parte do outro e do mundo que não é tão explorada e pra mim deveria receber mais atenção.

Um dia eu li que para seres tão pequenos como nós, a vastidão só é suportável por meio do amor. Isso me remeteu a um pensamento que me guiou por muito tempo, me sentir pequena diante do mundo e sua gama de possibilidades. Talvez por isso eu tenha pavor de limitações e também de certezas. Porque a incontrolabilidade da vida todo dia bate na nossa porta de alguma maneira.

Todo mundo encontra-se em seu processo particular, em seu desenvolvimento pessoal. A gente só não pode esquecer que ainda há uma vida em sociedade e ao final de uma soma nós somos seres interdependentes. Não somos responsáveis por tudo, assim como não somos responsáveis apenas pela nossa vida singular. O contato direto afeta, o indireto também.

Refletir o que vale a pena, para que vale a pena e o que realmente tal fato agrega na sua vida e no mundo. No fim, a gente vira a mesma coisa. A gente pode deixar saudade, marcas, lembranças. E o que vem depois é um mistério em que a gente deposita nossa fé, nossa esperança, nossa dúvida. A consciência de que nada é perfeito, mas que talvez aconchegar-se em um coração e fazer lar para o outro supra um vazio de alma que precisa ser preenchido, ou que deixe o caos ao redor mais suportável.

Se a vida for uma competição por dinheiro, status, imagem e poder, eu não vejo problema em perder. O que você tem plantado e como tem cultivado no mundo?

OBIVIUS