Peixadas – Notas rápidas

“Arroz Tio Urbano” agradece

A Urbano Produções, “arroz de festa” em Viana, na Baixada Maranhense, ostentou uma vistosa placa de nove por três metros, na entrada da cidade, com fotos do prefeito Magrado e sua vice, Lucimar, claro, agradecendo os milhares de reais embolsados via contrato de dezenas de bandas de péssimo gosto, para animar o circo carnavalesco de macho velho, além da venda de camarotes ao custo de R$ 6 mil, que segundo prints das redes sociais, deveria ser depositado em uma conta pessoal de um servidor da prefeitura.

Improbidade

Segundo advogados ouvidos pelo Blog, a exibição gratuita dos gestores fere o “principio da impessoalidade” que segundo a constituição de 1988 (art. 37, caput), deve ser entendido como aquele que princípio que vem excluir a promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos sobre as suas realizações administrativas. Não é permitido que os agentes públicos tenham privilégios, esse principio é, portanto, característica visível do princípio republicano (Art. 1º, caput da Constituição Federal). Portanto, uma representação no Ministério Público não deve ser descartada.

Servindo de penico I

Aliás, falando em MP – órgão Estatal que tem como função principal zelar pela boa aplicação da lei, pela ordem jurídica e pelo estado democrático de direito e foi criado para defender os interesses da sociedade, a nosso ver, usou dois pesos e duas medidas, quanto ao critério de coibir festas e vendas de bebidas alcóolicas nos seus arredores. (Releia aqui o texto da operação cidade organizada), que passou o rodo nos barros da Av. Luis Couto, em Viana.

Bar de Luis de Mumbuca, “O Senadinho”derrubado a pedido do Ministério Público de Viana

O milionário carnaval de macho velho passou um tapume de madeira no entorno da importante instituição, mas não impediu que o local virasse mictório público para milhares de foliões, deixando as proximidades fétidas, durante seis dias de folia.

Servindo de penico II

Atuando como uma irmã siamesa – nesse mesmo bloco -, a recém inaugurada Câmara de Vereadores também cedeu a sua calçada para o carnaval, e, também não foi poupada das aberrações cometidas por foliões sob o efeito de álcool; porém, a casa do povo, recheada com “vereadores troiras” (que só sacodem a cabeça), com raras exceções, jamais se negariam a atender uma imposição do chefe.

Os blocos sumiram

Assim como estão devastando todos os setores públicos que ainda funcionavam em Viana, a gestão macho velho e sua famigerada secretaria de cultura também exterminaram o carnaval de rua e suas manifestações espontâneas, como as escolas de samba, os blocos de bairros e os blocos organizados.

Quem resistiu?

O Bloco Marombas, o Laranjeira de Dona Zeca e o Piteuzinho, bem que tentaram levar alegria à passarela e aos camarotes, mas, diante da ausência de público, o desfile foi apenas uma formalidade, diante de um fiasco de carnaval, ou melhor, um baile funk, patrocinado com o dinheiro do contribuinte.

Quem ganhou?

Na quarta-feira de cinzas, segundo informações, divulgaram que o “Bloco Laranjeira do Meu Quintal” foi o grande vencedor do desfile dos blocos. Com a presença irreverente de Dona Zeca, mas sem estrutura de som, o bloco conseguiu superar até o breguíssimo Piteuzinho e suas luzes natalinas, com o DNA da prefeitura.

Desbotados

O Blog procurou explicação para a ausência dos blocos gigantes que se digladiavam nos carnavais anteriores. Foliões tristes e desmotivados explicaram que, antes, a Prefeitura incentivava com dinheiro vivo, de forma que as próprias diretorias produzissem seus desfiles, seus adereços, fantasias e ou abadás. Agora, com macho velho, são oferecidos somente os abadás, produzidos em uma malharia de quinta categoria, desbotados, parecendo artigo de R$ 1,99. Aí, tudo virou cinzas!!!

E a caixa caiu…

A caixa d’água do bairro Mutirão é um exemplo emblemático de uma administração que seria atrapalhada, numa definição mais generosa, se não fosse, de fato, displicente e fracassada. A prefeitura precisou de uma semana para fazer a colocação da caixa, amarrando com cordas tão frágeis quanto o telhado de vidro de certos gestores, e em apenas uma hora o vento derrubou o serviço. É assim que o povo de Viana tem sido tratado, com deboche. Mas por falar em vento, diz o bom ditado: “quem planta vento, colhe tempestade!”

Zona Rural em desespero

Como diz o ditado, “uma imagem vale por mil palavras” publicamos algumas fotos que comprovam o abandono e o desespero dos moradores da Zona Rural de Viana, cujas estradas vicinais estão intrafegáveis, povoados às escuras, as escolas estão sem aula e a produção não consegue ser escoada, nem com ajuda de tratores.

O nosso lago

Único e majestoso, o Lago de Viana oferece aos visitantes e turistas um passeio ecológico espetacular, que merece ser preservado e aproveitado pelos empreendedores locais. É preciso saber oferecer atendimento e infraestrutura, de forma que essa importante ferramenta de gerar renda seja mais bem aproveitada. Se a prefeitura que não tem secretaria de turismo não fomenta nada, que os próprios vianenses tenham iniciativas para tirar proveito do nosso principal cartão postal.  

Posse de Gastão Vieira em Brasília

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