O retrato da educação de Viana mesmo já tendo recebido 10 milhões de reais de Fundeb este ano

A imagem é o retrato de como anda a educação municipal em Viana. Ou melhor: não anda. O prefeito Magrado Barros debocha do Ministério Público do Estado do Maranhão (MP-MA), rasga a Constituição Federal, que considera, em seu artigo 205, a educação como um “direito de todos e um dever do Estado”. A maioria das escolas de Viana ainda nem iniciou o ano letivo, mesmo com o calendário já seguindo para o segundo semestre de 2019.

Professores e pais de alunos estão revoltados com a situação. Nos povoados, nas poucas escolas onde as aulas estão funcionando, os estudantes são dispensados por volta das 11 horas da manhã porque precisam voltar andando para casa sob o sol escaldante, caminhando sobre a lama e o barro que toma conta das estradas. Ônibus escolares estão se deteriorando, alguns abandonados pelo meio do caminho, conforme comprova a foto. São recursos públicos desperdiçados e o futuro de centenas de meninas e meninos ameaçado.

Mas, ao contrário do que poderia imaginar algum cidadão ingênuo, o problema não é a falta de verba para uma das áreas mais importantes para o aumento do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) tão almejado pelo governador Flávio Dino (PCdoB) para libertar o Maranhão da pobreza que humilha e rouba a dignidade humana de milhares de maranhenses.

Segundo informações do Portal da Transparência do Governo Federal, de janeiro a abril deste ano, somente do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) foram transferidos R$ 3.018.549, 72 (três milhões, 18 mil, 549 reais e 72 centavos) com complementação da União no valor de R$ 6.229.98, 32 (seis milhões, duzentos e vinte e nove mil, 98 reais e 32 centavos) para a Prefeitura Municipal de Viana. Ou seja, são quase 10 milhões de reais depositados nos cofres municipais.

Como se não bastasse o sofrimento diário com a falta d’água, com ruas esburacadas e estradas intrafegáveis por carros, agora são as futuras gerações de vianenses que estão condenadas pela falta de perspectiva de uma vida melhor que a educação pode proporcionar.

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