Motorista é preso após quase atropelar policiais em São Luís

Luís André Rocha da Silva foi autuado em flagrante. Ele foi levado para o Centro de Triagem do Complexo de Pedrinhas.

Um motorista identificado como Luís André Rocha da Silva, de 33 anos, foi preso em flagrante na manhã desta segunda-feira (18), em São Luís, após quase atropelar um grupo com cerca de dez policiais.

Segundo o delegado José Hildo Cordeiro, titular do 16º Distrito Policial do bairro Vila Embratel, na capital, os policais ficaram nervosos durante a situação e chegaram a pular o muro da delegacia com o intuito de não ser atropelados. “Uns policais correram para o meio da rua e os outros conseguiram pular para dentro da área do muro do Plantão”, contou.

Antes de passar em frente ao Distrito Policial, o veículo do motorista preso ainda derrubou uma barraca e bateu em uma motocicleta que estava estacionada na avenida principal do bairro Vila Embratel.

O caminhão-baú foi apreendido e Luís André Rocha da Silva foi levado para o Centro de Triagem do Complexo de Pedrinhas, na capital.

Fonte: G1

Motorista que atropelou nove pessoas é julgada no Maranhão

Samantha Martins da Silva é julgada nesta segunda (18). Julgamento acontece na Vara Criminal de São José de Ribamar.

Teve início na manhã desta segunda-feira (18), em São José de Ribamar, o julgamento de Samantha Martins da Silva, motorista que atropelou cerca de seis anos nove pessoas na Praia de Panaquatira, no município de São José de Ribamar, região metropolitana da capital.

O acidente foi no mês de setembro de 2010. Samantha Martins da Silva, segundo as investigações da Polícia Civil dirigia um automóvel na areia da praia e fazia manobras perigosas quando atropelou nove pessoas, entre elas o menino Carlos Eduardo, de apenas três anos. Ela chegou a ser presa, mas pagou fiança e foi liberada. O menino morreu dias depois no Hospital Municipal de Urgência e Emergência Clementino Moura (Socorrão 2), em São Luís.

Nesta segunda-feira, no Júri Popular da Primeira Vara Criminal de São José de Ribamar Samantha está sendo julgada pelo crime de homicídio doloso, aquele em que há a intenção de matar.

De acordo com a juíza da Primeira Vara Criminal de São José de Ribamar, Tereza Mendes, o julgamento é um alerta, principalmente, para o motorista. “Precisamos aumentar essa fiscalização, precisamos aumentar a prevenção, precisamos aumentar a conscientização das pessoas á respeito de dar importância da condução de um veículo de forma responsável e respeitosa para com os demais”.

O Ministério Público vai pedir a condenação de Samantha. “A posição do Ministério Público aqui é em defesa da sociedade maranhense, em defesa da criança que morreu, da sua família, mas também a função da pena aqui está com uma repressão aqui de novos crimes, de pessoas beberem e dirigirem e acharem que vão ficar por isso mesmo. Não vão receber uma punição devida”.

A decisão de condenar ou não a suspeita está nas mãos dos jurados. O julgamento não tem hora para terminar. Conforme a investigação da Polícia Civil, Samantha dirigiu o veículo embriagada.

Fonte: G1

Para lá do fundo do poço, o que nos espera?

Tempos atrás, quando a crise ainda não era tão dilacerante, questionei aqui se já tínhamos chegado ao fundo do poço ou se o poço não tinha fundo. A poucas horas da decisão sobre o impeachment, me pegunto o que nos espera para lá do fundo do poço, pois não há o menor risco de algo melhorar e nos levar de volta à tona tão cedo, qualquer que seja o resultado de domingo.

Chegamos a este momento crucial da vida brasileira como aquela atleta suiça, Gabrielle Anderson, que foi tropeçando e se arrastando exangue para cruzar a linha de chegada na maratona feminina da Olimpíada de Los Angeles, em 1984.

No mesmo ano, o Brasil enchia as ruas de festa e esperança na campanha das “Diretas Já” para reconquistar o direito de votar para presidente da República, ao final da longa noite da ditadura militar. Agora, assistimos ao movimento assanhado da “Direita Já”, que quer voltar ao poder a qualquer custo, nos remetendo de volta ao período traumático pré-golpe de 1964, como constatou Mino Carta em seu editorial desta semana.

Nestas últimas horas, atingimos o grau máximo de degradação dos usos e costumes políticos, com parlamentares e partidos inteiros mudando de lado, como quem troca de camisa, sem dar a menor satisfação à distinta platéia. Longe dos microfones e dos holofotes, a pátria mãe gentil é leiloada em tenebrosas transações, repetindo a velha canção.

Entre a continuidade do governo Dilma, que já não existe, e o advento de um possível governo Temer, que trás a marca do retrocesso, as pessoas com quem converso, exaustas e desalentadas, ficam em dúvida sobre o que pode ser pior para elas, diante da total falta de perspectivas de uma mudança para melhorar a nossa situação.

Até porque, com uma ou com outro, o Congresso Nacional, o mais medíocre e tacanho que já tivemos após a redemocratização do País, continuará o mesmo, com estas figuras patéticas, que desde ontem e até agora vão se revezando nos microfones da Câmara sem falar coisa com coisa, apenas disputando o espólio da Nação.

Por isso, para não perdermos as esperanças, só vejo um jeito de sairmos desse fundo de poço sem fundo: convocando novas eleições gerais, por iniciativa de quem ficar no Executivo, com a missão de promover uma profunda reforma política-partidária-eleitoral, no mais curto prazo possível. O Brasil não pode mais esperar.

Sei que é sonhar muito alto, mas se perdermos a capacidade de sonhar, a vida fica sem sentido.