Em Barreirinhas, Governador entrega mais duas Escolas Dignas

Com as inaugurações em Barreirinhas, governo do estado entregou 11 escolas dignas até o momento. Foto: Gilson Teieira/Secap

“Estudei nessa escola sentado pelo chão porque não tinha nenhum banco pra sentar, todo sujo de barro. Assim foi com meus filhos, meus netos e agora, só agora, isso vai mudar”. O relato comovente é do aposentado Alberto de Castro, 76 anos, que desde que nasceu mora no povoado de São José dos Viúvos, em Barreirinhas, onde foi entregue pelas mãos do governador Flávio Dino mais uma Escola Digna, nesta segunda-feira (22). Na mesma manhã, também em Barreirinhas, uma segunda unidade nova foi entregue pelo governador, no povoado de Mangas. São antigas e duras realidades sendo transformadas e o que parece pouco para alguns é, para gente como o seu Alberto e para os quase 200 estudantes beneficiados com as duas novas unidades, um sonho antigo, agora realizado.

O programa Escola Digna tem conseguido, segundo Flávio Dino, cumprir um objetivo fundamental da atual do Governo do Estado, levar desenvolvimento para quem foi historicamente negligenciado, garantido igualdade de chances e de oportunidades. “Os benefícios chegam para o povoado de Mangas e de São José dos Viúvos, para Barreirinhas e para o estado, porque estamos levando cidadania e direitos para uma parcela do nosso povo antes condenada à invisibilidade, a não ser visto e a não ser lembrado. E nós estamos mostrando que, de fato, a boa política, aquela que garante direito para todos é o que nós estamos praticando no Maranhão”, relatou o governador.

Com as inaugurações em Barreirinhas, governo do estado entregou 11 escolas dignas até o momento. Foto: Gilson Teieira/Secap

Mangas está a uma hora da sede de Barreirinhas e o acesso é difícil, de estrada carroçal e muita areia, onde mora há 63 anos seu Zé Pereira. “Nenhum governador nunca tinha vindo aqui, nem em período de eleição, nem de campanha política e agora a gente vê isso aqui. É um privilégio muito grande, ainda mais para inaugurar essa escola, que para o que conheço é um padrão de primeiro mundo, aqui no meio desse ‘matão’, como se diz, no meio desse ‘vai quem quer’ e eu não sei nem dizer como estou feliz”, contou o senhor, animado com o resultado e com a inédita presença de um chefe de estado no povoado tão distante do centro da cidade.

Lá foi construída a Escola Municipal Bom Pastor, com quatro salas, banheiros com acessibilidade, cantina e mobiliário, tudo bem diferente da antiga escola, beneficiando aproximadamente 140 estudantes do ensino fundamental, de 2 a 16 anos. Para viabilizar a obra, a Secretaria de Estados de Desenvolvimento Social (Sedes) construiu um poço de 56 metros de profundidade e vazão de oito metro cúbicos/hora. Com a nova infraestrutura, 120 famílias e 500 pessoas passam a ter acesso a água de qualidade. Uma grande transformação na vida de quem mora no local, como a lavradora Maria da Glória Rodrigues, 52 anos, que, de uma única vez, está ganhando uma escola de qualidade para o filho pequeno e água na torneira de casa. Ela contou que na casa havia dois grandes problemas: enquanto o filho, o pequeno Erlilson, de oito anos, estudava em escolas sem a menor infraestrutura, ela precisa se virar para conseguir água para os afazeres domésticos caminhando distâncias.

São José dos Viúvos

Com as inaugurações em Barreirinhas, governo do estado entregou 11 escolas dignas até o momento. Foto: Gilson Teieira/Secap

Já em São José dos Viúvos foi inaugurada a escola Epitácio Cafeteira, que atenderá 83 alunos. Entre eles está o Lucas Ferreira, que nos últimos três anos estudou em pequenas casas alugadas, sem a menor estrutura para ensino e aprendizagem, porque a unidade municipal estava completamente comprometida. “Agora estou muito feliz porque tem essa escola chique, aqui pertinho da minha casa e eu vou estudar à noite. Cheguei foi a passar vergonha, estudando na casa dos outros, alugada. Agora estou feliz da vida, escola nova, farda nova, tudo novo. Eu vou zelar e não vou deixar nada acontecer”, contou Lucas, que também comemorou a chegada de um poço e das instalações elétricas que beneficiarão 120 famílias do povoado.

 

A família da dona de casa Jeane Cardoso, 30 anos, também sentirá a transformação dos novos investimentos. Mãe de duas crianças, ela conta que os pequenos estudam há três anos em casas cedidas ou alugas. “Há muito tempo a gente pedia uma escola para o lugar, para estudar numa escola melhor, em que pudessem ter um estudo melhor”, conta.

Para a construção das duas unidades escolares, o Governo do Estado aplicou mais de R$ 1 milhão. Cada escola custou R$ 511.351,90. Os prédios possuem estrutura com quatro salas e também ganharam mobiliário novo, adequado para a aprendizagem dos alunos, como explica o secretário de Estado de Educação, Felipe Camarão. “Sempre uma grande emoção, estamos entregando mais duas Escolas Dignas, desta vez em Barreirinhas. É uma revolução da educação do Maranhão e a perspectiva é de mais 200 até o fim do ano e assim nós vamos transformando a vida das pessoas concretamente, programa Escola Digna é isso é a transformação, é a substituição das escolas de taipa e estrutura inadequada, por espaços bem diferentes”, destacou Felipe Camarão, que lidera a pasta que executa o programa.

Escola Digna

Promovido pelo Governo do Estado, o Programa Escola Digna está substituindo escolas de taipa e palha por prédios de alvenaria em todo o Maranhão. Até o momento foram entregues 11 unidades: Fortaleza dos Nogueiras (1), Parnarama (1), Turiaçu (1), São João do Sóter (1), Buriticupu (2), Barreirinhas (2) e Santa Filomena (3). Em outra frente do programa, unidades escolares precárias também estão sendo reconstruídas ou reformadas. A meta do governo estadual é entregar 300 novas Escolas Dignas até 2018. Além disso, até julho deste ano, serão 574 escolas reformadas ou reconstruídas.

Com as inaugurações em Barreirinhas, governo do estado entregou 11 escolas dignas até o momento. Foto: Gilson Teieira/Secap

 

 

 

ROTAM impede assalto a ônibus em Matinha e libera 37 reféns

Dois assaltantes armados invadiram um ônibus intermunicipal no início da tarde da última segunda-feira (22), no município de Matinha e fizeram passageiros e motorista reféns. Segundo a polícia, o coletivo saiu de São Luís em direção a São João Batista.

Pelo menos 37 passageiros estavam no veículo e ficaram sob a mira de armas de fogo enquanto o motorista estava sendo obrigado a conduzir o veículo para uma estrada no povoado Xulunga, município de Matinha, onde os criminosos que já estava com os R$308,00 da renda do ônibus pretendiam roubar os pertences dos reféns.

Ao passar por uma guarnição da Ronda Ostensiva Tático Móvel da Polícia Militar do Maranhão, ROTAM, na MA 014, o motorista fez um sinal de luz e a guarnição começou a monitorar o veículo.

Os policiais conseguiram interceptar o ônibus e iniciaram negociação com os suspeitos identificados como Lucas Rafael Sena, que completou 18 anos no último domingo (21) e Otávio Silva Muniz, para liberação dos reféns, convencendo a dupla a se render e liberar todos os passageiros sem ferimentos. A dupla  foi encaminhada para a delegacia de Matinha.

Folha de SJB

Programa Juros Zero movimenta até R$ 92 milhões na economia maranhense

Fotos: Karlos Geromy

Microempreendedores e empresas de todo o estado já podem participar do Programa Maranhão Juros Zero. Criado pelo Governo do Estado, o programa é uma iniciativa pioneira para alavancar o investimento produtivo e promover a geração de emprego e renda no Estado.

Mediante a concessão de subsídio financeiro de até R$ 20 mil, o Juros Zero beneficia o microempreendedor individual (MEI) e demais empresas que fizerem empréstimo junto à instituição financeira parceira do programa, mantendo o pagamento das parcelas em dia.

Para garantir que empreendedores de todas as regiões do estado possam participar, o Governo do Maranhão distribuiu os recursos destinados ao programa entre todas as vinte e uma Microrregiões do Estado, mapeadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), proporcionalmente ao número de empresas com cadastro ativo registradas nos municípios que compõem cada uma delas.

O Secretário de Governo, Antônio Nunes, diz que a ideia é gerar mais empregos e renda: “O Programa Juros Zero é mais uma iniciativa do Governo do Maranhão a favor do empreendedorismo. O governador Flávio Dino vê no empresariado um aliado importante para a recuperação da economia maranhense. Por intermédio da classe empresarial é que são gerados empregos e renda para os trabalhadores, bem como geração de receitas tributárias, quando produzem e comercializam bens e serviço”, destacou ele.

Serão R$ 5 milhões investidos, mas a movimentação gerada possibilitará que as empresas levantem, com juros subsidiados pelo Governo do Estado, até R$ 92 milhões, por meio de aproximadamente 18,5 mil operações de crédito.

Como funciona o Programa

O microempreendedor individual, bem como as empresas interessadas em aderir ao Programa, já podem procurar as agências do Banco do Brasil. Lá, assinarão, no momento da contratação da operação de crédito, Termo de Adesão ao Programa, autorizando a instituição financeira a disponibilizar para o Governo do Estado as informações sobre cada operação contratada.

Comprovado o pagamento em dia da parcela mensal, o Governo do Estado devolverá à empresa o valor dos juros pagos no período, mediante depósito em conta de livre movimentação que a empresa detenha na instituição financeira.

O empreendedor pode solicitar empréstimo até o limite de R$ 20 mil. Os recursos devem ser utilizados para ampliar seus negócios, adquirir equipamentos, formar capital de giro essencial ao negócio ou equilibrar seu fluxo de caixa.

O Secretário Antônio Nunes explica que a grande vantagem do programa é o aquecimento da economia com geração de mais empregos: “Com o programa, os empresários terão uma boa ajuda para formar capital de giro, por exemplo, adquirir estoques com juros zero, ou então adquirir equipamentos e máquinas para o setor produtivo”.

Nunes acrescenta que, “como consequência, a oferta de bens e serviços pela empresa ficará menos onerosa e os preços desses bens e serviços poderão baixar. Vamos aquecer a demanda por serviços e isso

Sem valor legal, gravação de Joesley mostra duas conspirações

Danilo Verpa/Folhapress – Joesley Batista, dono da JBS, na sede da empresa, em São Paulo

Folha,com

Por Delmétrio Magnoli

Temer acusa uma conspiração contra a Presidência -urdida, na falta de outra hipótese, pela Polícia Federal e pelo Ministério Público, com amparo de Edson Fachin. Janot acusa uma conspiração contra o sistema de Justiça, urdida por Temer. Quem tem razão? A resposta, deploravelmente, é: os dois.

A gravação clandestina de Joesley não possui valor legal, por não ter sido autorizada por um juiz. Mas foi admitida a priori por Fachin, que colocou Temer sob investigação. Segundo a versão oficial, o empresário-bandido não combinou a operação com a PF ou o MP, mas os termos de sua delação premiada, ainda mais brandos que os concedidos a Marcelo Odebrecht, induzem a uma suspeita razoável.

Se, de fato, a gravação foi uma armadilha montada junto a policiais e procuradores, o áudio converte-se em prova do crime de abuso de autoridade.

O vazamento à imprensa da informação sobre o áudio, obra óbvia de alguém da PF ou do MP, precedeu em um dia inteiro a divulgação, por Fachin, do inteiro teor da conversa. A informação vazada foi convenientemente apimentada, de modo a alcançar os explosivos efeitos políticos desejados.

De acordo com a versão inicial, Temer estimulava Joesley a pagar o silêncio de Eduardo Cunha. Mas o áudio fica longe de evidenciar uma deliberada ação conjunta de obstrução de Justiça. No mundo normal da democracia e do Estado de Direito, Janot deveria se sentar no banco dos investigados.

Qual é a motivação dos conspiradores da PF e do MP? Nutrem eles a ambição messiânica de “limpar o Brasil”, por cima da política, erguendo-se à condição de Poder Moderador? Ou, como sugeriu Temer, agem como representantes de corporações dispostas a tudo para proteger seus privilégios ameaçados pela reforma previdenciária? As duas alternativas, não excludentes, indicariam um grau trágico de degeneração institucional do país.

“A montanha pariu um rato”, proclamou Temer, revelando o mesmo descolamento da realidade que contamina tantos figurões da nossa república do compadrio e da propina. O diálogo entre o presidente e seu estimado bilionário só não provoca asco terminal em espíritos adormecidos por uma cepa incurável de cinismo político.

Ali está, na residência presidencial, à sombra da noite, em furtivo encontro não agendado, um bandido que narra os seus crimes presentes e anuncia crimes futuros a um interlocutor complacente, docemente enlevado. “Um rato”? Não seria, mais precisamente, uma dupla de ratos?

Se a gravação tivesse valor legal, ela provaria que Temer incorreu em crime de prevaricação, acumpliciando-se passivamente com pelo menos três atos de obstrução de Justiça. O presidente tinha o dever de dar voz de prisão ao bandido que, falando ou não a verdade, confessava a compra de um procurador, de um juiz e do silêncio de um potencial delator. No lugar disso, o que se ouve são murmúrios de aprovação, afagos amigáveis, sutis indícios de cooperação. “Rato”, você disse? Sim, a palavra apropriada talvez seja essa mesmo.

Na Justiça, se ela existe, o áudio será descartado. Mas, na esfera da política, tanto quanto no episódio de Dilma e Lula, o áudio permanecerá -junto a seu contexto. A delação da JBS menciona um histórico de propinas. Um certo Loures, célebre porta-valises do presidente, parece envolvido no mesmo tipo de transações com dinheiro vivo às quais se dedica um certo Aécio. Joesley, “rato” premiado com uma vida de prazeres em Nova York, não caiu do vácuo na garagem privativa do presidente. A montanha pariu o colapso do governo.

Temer tinha duas razões de ser: a estabilidade constitucional da transição e as reformas destinadas a salvar a economia das implicações do lulopetismo. Depois de Joesley, ambas dissiparam-se. O presidente, “repito”, não renunciará.

Os decentes, dentro e fora do governo, renunciarão a ele. O resto cabe ao TSE.

Brasil à deriva…

Texto da Professora Doutora Adriana Hassin (História/UFRJ), colega niteroiense. Para nossa reflexão, a luz de suas palavras.

“Estamos, literal e metaforicamente, desgovernados. Não se trata mais de “fora Lula”, “fora, Dilma” ou “fora, Temer”. A questão, agora, é desgoverno. República e democracia estão ameaçadas nesse país, vendido pela imoralidade. Como historiadora, só consigo lembrar do livro “Devassa da Devassa”. Como cidadã, estou perplexa e assustada com perspectivas de futuro. Como mãe, estou apavorada do país que meus filhos herdarão. Como moradora de Brasília, estou preocupada em ver o exército na rua, a cidade assombrada, os prédios sendo cercados. Não é mais hora de partidarismos, politiquinha, ideologias de camiseta. É hora de nos preocuparmos e levantarmos a bandeira do Brasil. É na pátria que temos que pensar. É ela que nos une. Unamo-nos, como franceses que fizeram a Revolução de 1789. O resto vem depois! Porque falta pouco para não termos nem resto, nem depois….”

Não renunciarei, diz Michel Temer em pronunciamento na TV

Por G1 – Brasília

O presidente Michel Temer afirmou na tarde desta quinta-feira (18) no Palácio do Planalto que não teme delação e que não renunciará.

Ele fez um pronunciamento motivado pela delação premiada dos empresários Joesley e Wesley Batista, donos da JBS. As delações já foram homologadas pelo Supremo Tribunal Federal. Nesta quinta, o ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no STF, autorizou a abertura de inquérito para investigar o presidente.

“No Supremo, mostrarei que não tenho nenhum envolvimento com esses fatos. Não renunciarei. Repito: não renunciarei. Sei o que fiz e sei a correção dos meus atos. Exijo investigação plena e muito rápida para os esclarecimentos ao povo brasileiro. Essa situação de dubiedade e de dúvida não pode persistir por muito tempo”, declarou.

Reportagem publicada no site do jornal “O Globo” nesta quarta (17) informou que Joesley Batista entregou à Procuradoria Geral da República (PGR) gravação de conversa na qual ele e Temer falaram sobre a compra do silêncio do deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso na Operação Lava Jato.

“Não temo nenhuma delação, nada tenho a esconder”, disse Temer. “Nunca autorizei que se utilizasse meu nome”, declarou o presidente.

Houve, realmente, o relato de um empresário que, por ter relações com um ex-deputado, auxiliava a família do ex-parlamentar. Não solicitei que isso acontecesse. E somente tive conhecimento desse fato nessa conversa pedida pelo empresário”, disse.

Ele afirmou que nunca autorizou que se pagasse a alguém para ficar calado. “Em nenhum momento autorizei que pagasse a quem quer que seja para ficar calado. Não comprei o silêncio de ninguém”, declarou.

Temer disse que pediu oficialmente ao Supremo acesso ao conteúdo das delações, mas não conseguiu.

“Meu governo viveu nesta semana seu melhor e seu pior momento”, disse Temer, em referência a indicadores de inflação, emprego e desempenho da economia e à revelação da delação dos donos da JBS. “Todo o esforço para tirar o país da recessão pode se tornar inútil”, afirmou.

Segundo o presidente, “a revelação de conversas gravadas clandestinamente trouxe fantasmas de crise politica de proporção ainda não dimensionada”.

Íntegra do pronunciamento

Leia abaixo a íntegra do pronunciamento de Michel Temer:

Olha, ao cumprimentá-los, eu quero fazer uma declaração à imprensa brasileira e uma declaração ao País. E, desde logo, ressalto que só falo agora – os fatos se deram ontem – porque eu tentei conhecer, primeiramente, o conteúdo de gravações que me citam. Solicitei, aliás, oficialmente, ao Supremo Tribunal Federal, acesso a esses documentos. Mas até o presente momento não o consegui.

Quero deixar muito claro, dizendo que o meu governo viveu, nesta semana, seu melhor e seu pior momento. Os indicadores de queda da inflação, os números de retorno ao crescimento da economia e os dados de geração de empregos, criaram esperança de dias melhores. O otimismo retornava e as reformas avançavam, no Congresso Nacional. Ontem, contudo, a revelação de conversa gravada clandestinamente trouxe volta o fantasma de crise política de proporção ainda não dimensionada.

Portanto, todo um imenso esforço de retirar o País de sua maior recessão pode se tornar inútil. E nós não podemos jogar no lixo da história tanto trabalho feito em prol do País. Houve, realmente, o relato de um empresário que, por ter relações com um ex-deputado, auxiliava a família do ex-parlamentar. Não solicitei que isso acontecesse. E somente tive conhecimento desse fato nessa conversa pedida pelo empresário.

Repito e ressalto: em nenhum momento autorizei que pagassem a quem quer que seja para ficar calado. Não comprei o silêncio de ninguém. Por uma razão singelíssima: exata e precisamente porque não temo nenhuma delação, não preciso de cargo público nem de foro especial. Nada tenho a esconder, sempre honrei meu nome, na universidade, na vida pública, na vida profissional, nos meus escritos, nos meus trabalhos. E nunca autorizei, por isso mesmo, que utilizassem o meu nome indevidamente.

E por isso quero registrar enfaticamente: a investigação pedida pelo Supremo Tribunal Federal será território, onde surgirão todas as explicações. E no Supremo, demonstrarei não ter nenhum envolvimento com esses fatos.

Não renunciarei, repito, não renunciarei! Sei o que fiz e sei da correção dos meus atos. Exijo investigação plena e muito rápida, para os esclarecimentos ao povo brasileiro. Esta situação de dubiedade ou de dúvida não pode persistir por muito tempo. Se foram rápidas nas gravações clandestinas, não podem tardar nas investigações e na solução respeitantemente a estas investigações.

Tanto esforço e dificuldades superadas, meu único compromisso, meus senhores e minhas senhoras, é com o Brasil. E é só este compromisso que me guiará.

Muito obrigado. Muito boa tarde a todos.

Acusados de homicídio na Baixada Maranhense são condenados

Júri promovido pela comarca de Matinha na Baixada Maranhense nessa quarta-feira, 17, terminou com a condenação dos réus Antonielson Oliveira Nunes, Daniel Gonçalves Silva, Joberval Pinto Pacheco, o “Jobinho” e Geovane Aires Pereira, o “Thoca” a, respectivamente, 02 (dois) anos, 03 (três) meses de reclusão e 39 (trinta e nove) dias-multa; 26 anos de reclusão; 03 (três) anos, 04 (quatro) meses e 03 (três) dias de reclusão e 03 (três) anos e 08 (oito) dias de reclusão. O cumprimento de pena do condenado Daniel deve ser inicialmente fechado, no Complexo Penitenciário de Pedrinhas. Os réus responderam pelos crimes de homicídio, tentativa de homicídio, tráfico de drogas e associação para o tráfico. Presidiu o júri o titular da comarca, juiz Celso Serafim.

Segundo a denúncia, no dia 18 de janeiro de 2014, por volta das 21h, em um clube localizado no município, um desentendimento inicial entre Geovani e Anderson Marlos da Silva, o “Saci”, gerou uma briga corporal na qual se envolveram todos os acusados e que culminou com a morte do dono do clube, Claudiner Alves Silva, atingido por um tiro de revólver disparado por Daniel, além de lesões causadas por disparos de arma de fogo  em  Anderson e em outra vítima, Everaldo Sousa Rodrigues.

Consta da denúncia que Anderson foi atingido no ouvido por tiro à queima-roupa disparado por Joberval, enquanto que Everaldo foi atingido no joelho por tiro de Daniel.

De acordo com o processo, após os crimes os denunciados fugiram, tendo sido presos em flagrante na companhia de um menor com o qual foram encontradas 13 (treze) “pedras” de crack.

Em júri promovido no dia anterior, 17, Rayan Silva Ribeiro respondeu por tentativa de homicídio praticada contra Amistroques Penha Santos. O crime, ocorrido no dia 15 de janeiro de 2015, por volta das 02h30, na casa da vítima, contou com a participação de outro acusado, Luzenilson Mota Lindosos, conhecido como “Gordinho”, além de um terceiro citado em depoimentos como participante do crime, Júnior.

Por maioria, o Conselho de Sentença decidiu que o réu não teve a intenção de matar a vítima, diante do que o juiz declarou reconhecer a possibilidade de nova definição jurídica do fato, desclassificando o  crime para lesão corporal, declarando a incompetência do Tribunal de Júri para julgar o fato.

“Determino que após o trânsito em julgado desta sentença seja retificada a distribuição no sistema Themis PG especificando o novo procedimento e assunto a ser adotado”, diz o magistrado na sentença. Via Blog do Vandoval Rodrigues