Agressão contra jornalistas alerta para o perigo do alto nível de intolerância e ignorância

Dalvana MendesO ataque de intolerância e fúria injustificado de que foi vitima a jornalista Dalvana Mendes, na manha desta quarta-feira (19), no centro de São Luís, e que por pouco e por muita sorte, não resultou em algo bem mais grave não pode e não deve passar despercebido, ser relevado, esquecido ou minimizado.

As agressões físicas e verbais desferidas contra a jornalista, pelo simples fato dela ser identificada como apoiadora, simpatizante, ou militante da campanha do candidato a prefeito Eduardo Braide, alem de abrir um precedente perigoso para que a intolerância e a violência tomem conta da disputa eleitoral, mostra o risco e o perigo a que que estão expostos os comunicadores e formadores de opinião que ousam tomar partido, assumir, escolher, defender e trabalhar por uma proposta, uma candidatura e um nome.

É preciso garantir a ampla liberdade de expressão e de pensamento, nós jornalistas, blogueiros e comunicadores não podemos mais aceitar que alguns tentem usar a censura, a intolerância, a intimidação e violência como forma vã de tentar calar as nossas vozes.

A jornalista estava no interior de uma lan house, no Centro de São Luís, quando foi agredida fisicamente no pelo proprietário do estabelecimento. Após perceber que Dalvana era simpatizante da candidatura de Eduardo Braide, ele se apresentou como apoiador do candidato Edivaldo Holanda Jr (PDT) e começou a agredir a jornalista.

Expresso aqui a minha solidariedade a colega Dalvana Mendes, ao mesmo tempo em que repúdio toda e qualquer tentativa, ou ato de censura, intolerância, intimidação ou violência praticado contra profissionais de comunicação.  (Blog do Abimael Costa)

Confira o depoimento da jornalista dada minutos após as agressões

Presidente Sarney é a cidade com a pior colocação no Bem-Estar Urbano

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Quem chega ao município de Presidente Sarney (MA) se depara logo com as vias mal pavimentadas, o lixo espalhado e até pendurado em árvores –sinal inequívoco da coleta deficiente– e o esgoto que corre a céu aberto, espalhando mau cheiro.

São problemas desse tipo que fizeram a cidade ficar em último lugar no recém-divulgado Ibeu (Índice de Bem-Estar Urbano), calculado pelo Observatório das Metrópoles, ligado à Universidade Federal do Rio de Janeiro. O índice usa dados do censo de 2010 para classificar os 5.565 municípios do país segundo a infraestrutura urbana de que dispõem.

Sem rede de esgoto e com um sistema de abastecimento de água irregular (instalado em 2010), os quase 20 mil habitantes da última colocada se valem de fossas sanitárias e de poços artesianos. A cidade está numa região alagadiça, a Baixada Maranhense, a cerca de 200 km de São Luís, e, no período das chuvas (de janeiro a julho), é comum as fossas encherem.

Quando isso acontece, quem pode contrata, por R$ 100, limpa-fossas da cidade vizinha, Pinheiro –da qual Presidente Sarney se emancipou em 1997, usando a homenagem ao mais célebre político do Estado como trunfo. O esgoto que os caminhões recolhem nas casas é despejado no riacho do Pimenta.

“Todo mundo tomava banho aqui, é o rio que deu origem à cidade. Hoje ninguém pode mais usar”, diz o estudante Cleilson Araújo, 20. As vias que levam ao centro da cidade não são asfaltadas e têm iluminação escassa. A poucos metros do local de despejo de esgoto, um descampado faz as vezes de aterro sanitário. Só não está mais cheio porque os dejetos foram coletados na semana em que a Folha visitou a cidade.

SEM SURPRESA

A notícia da desonrosa posição de Presidente Sarney no Ibeu não tardou a chegar aos habitantes, às vésperas do primeiro turno das eleições. Ela foi usada pela candidata vitoriosa, Valéria Castro (PC do B), mas não há consenso –nem entre políticos nem entre a população– sobre seu impacto no resultado.

Nenhum dos moradores ouvidos pela Folha se surpreendeu com a identificação, pelo Ibeu, das más condições de sua terra. Mas todos citaram cidades que, segundo eles, estariam ainda piores. “Eu sabia que Presidente Sarney não estava num momento bom, mas não que estava péssimo. Para mim foi surpresa ser a última colocada”, disse a futura prefeita.

Valéria foi eleita por uma diferença de 278 votos –teve 4.483 eleitores, do total de 14.575. Venceu o candidato do atual prefeito, Edson Chagas (PMDB), que está em seu segundo mandato consecutivo. Os grupos políticos de ambos alternam-se no poder. “Nosso município é um dos mais prósperos do Brasil. Eu contesto esse índice, é inverdade. O senhor foi em outras cidades? Essa visita foi direcionada”, afirmou.

Ele admite, no entanto, dificuldades orçamentárias que se refletem nos serviços públicos –e também no pagamento dos salários do funcionalismo, que está atrasado. A cidade vive do Fundo de Participação dos Municípios. Seu orçamento previsto para 2016 é de R$ 63 milhões.

Seus habitantes ou estão empregados pela prefeitura ou vivem da venda de areia e de peixes, extraídos do rio Turiaçu, que chamam de Turi. “Presidente Sarney não arrecada um centavo, vive exclusivamente dos repasses da União. Ser prefeito é um sofrimento, porque a renda é irrisória”, diz Chagas.

A seu favor, ele pode argumentar que estudos que usam métricas diferentes do Ibeu têm outros resultados. No Índice de Desenvolvimento Humano dos Municípios, que leva em consideração renda, longevidade e educação, Presidente Sarney se sai um pouco melhor: fica na 5.098ª posição.

No Ranking de Eficiência dos Municípios, da Folha, que mostra quais cidades entregam mais saúde, educação e saneamento com menos recursos, a cidade está em 1.725º lugar. Sua administração é classificada como tendo “alguma eficiência”.

O que falta em infraestrutura na cidade parece sobrar em fé para seus moradores –a reportagem viu ao menos seis tipos diferentes de igrejas. Dos políticos, não parecem esperar grande coisa. “Não temos escola boa, não temos saneamento básico, lugar para praticar esporte. Qualquer obra que inauguram é ótimo, porque não tinha nada. Ficamos à mercê disso”, diz Cleilson. (Folha de SP)

Luís Cardoso é eleito presidente da associação dos blogueiros do MA

 

luiscardoso-e1476821899225Jornalista Luís Cardoso (foto), é eleito presidente da associação dos blogueiros do Maranhão. Em reunião realizada hoje, blogueiros decidiram escolher o nome do jornalista Luís Cardoso para presidente da Associação Maranhense dos Blogueiros – AMABLOG, no período de três anos. As informações são do próprio Luís Cardoso.

Cardoso disse que: “a associação será representativa e não aceitará mais que políticos ou empresários achincalhem quem os denuncia por condutas indevidas”. O jornalista deixou claro que se não fosse os blogs hoje nos estados e nas cidades a corrupção estaria correndo desenfreada.

“O nosso papel tem sido o de fiscalizador, tanto que em boa parte das operações da Policia Federal do Maranhão, são anexadas as denúncias dos blogs. Somos vítimas de constantes ameaças, de processos descabidos por denunciarmos o descaso, as mazelas, e as falcatruas por agentes públicos ou privados”, disse o jornalista.

Luís Cardoso lamentou as declarações do candidato Eduardo Braide que chamou os blogueiros de achacadores e lembrou que o parlamentar se revoltou depois que o pai dele, Antonio Braide, foi denunciado pelos blogs em operações de desvios de recursos públicos.

Amanhã, o presidente da AMABLOG vai solicitar audiência ao secretário de segurança pública, Jefferson Portela, para que esclareça as investigações sobre o assassinato do blogueiro Ítalo Diniz. “Iremos denunciar, aos organismos nacionais e internacionais as ameaças, as agressões, e os assassinatos de blogueiros no Maranhão”, avisou o jornalista.

A sabatina da TV Difusora, os jornalistas e seus financiadores

Blog do Ed Wilson

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Jornalista é um trabalhador especial, porque lida com uma ferramenta delicada – a informação. Em tese, deveria usar a profissão para educar, instruir e desenvolver o senso crítico do público. Muitos o fazem, graças a Deus.

Mas, o fluxo de informação tem o controle acionário das empresas e dos políticos, transformando a profissão de jornalista em joguete dos interesses particulares ou de grupos familiares que controlam os meios de comunicação, as prefeituras, governos e parlamentos.

Nessa cruzada de interesses, os jornalistas vendem sua mão-de-obra porque precisam sobreviver, pagar as contas e comprar o leite das crianças.

Os blogs, que deveriam fugir à regra do controle das corporações político-econômicas sobre os meios de comunicação, acabaram reproduzindo o círculo vicioso.

Durante das campanhas eleitorais, os jornalistas vivem na corda bamba dos vencedores/derrotados e nas constantes mudanças de linha editorial dos jornais e das emissoras de rádio e televisão, que ficam à mercê dos sabores e desprazeres de quem pilota as verbas publicitárias do poder público.

No Maranhão, em especial, a sobrevivência da mídia impressa e eletrônica depende majoritariamente do Governo do Estado, da Prefeitura de São Luís, da Câmara dos Vereadores, Assembleia Legislativa e dos mandatos parlamentares no varejo.Quase tudo está dominado. É difícil fugir a essa regra, a não ser quando um programa é arrendado e o operador temporário do meio dita a linha editorial do patrocinador.

RINGUE

 

No centro, candidato Eduardo Braide bateu e levou
No centro, candidato Eduardo Braide bateu e levou

Foi nesse contexto que ocorreu um dos piores momentos da campanha eleitoral de São Luís, durante a sabatina da TV Difusora, arrendada para o grupo político do prefeito Edivaldo Holanda Junior (PDT), candidato à reeleição.

Por uma razão financeira óbvia, a televisão arrendada integra a artilharia pesada do prefeito contra o adversário Eduardo Braide (PMN).

Chamado ao ringue, Braide foi à sabatina da TV Difusora já sabendo que ia apanhar. Por isso, bateu, provocando os jornalistas sobre as suas relações empregatícias.

A partir desse momento, o que deveria ser uma sabatina virou um espetáculo protagonizado pelo jornalista Jeisael Marx, que perdeu a compostura e atropelou todas as regras da entrevista.

Marx deixou de lado a galhardia de cantador de bingo e engasgou-se no próprio sangue de âncora de programa policial, incorporando uma espécie de comunista bissexto com porrete na mão.

Assim, a chance de entrevistar o candidato sobre as propostas para a cidade transformou-se em um ringue.

Na ausência de um campo da comunicação pública no Maranhão, há pouca luz no fim do túnel para a cobertura eleitoral e para o jornalismo político, que seguirá ao sabor do controle acionário das emissoras.

A sabatina da TV Difusora traduz uma síntese: o futuro de São Luís é sombrio, seja qual for o vencedor.

FALSA POLARIDADE

É preciso acabar com essa “tese” de que Edivaldo Holanda Junior (PDT) é comunista e Eduardo Braide (PMN) é o candidato de José Sarney (PMDB).

Ambos pertencem a famílias tradicionais e usufruíram igualmente do sarneísmo, por meio dos pais Edivaldo Holanda e Carlos Braide, militantes históricos do grande campo reacionário do Maranhão.

Sob o falso argumento de que “Braide é Sarney”, a campanha do prefeito arrendou o Sistema Difusora de Comunicação/SBT, pertencente ao senador Edison Lobão (PMDB), um dos braços político-midiáticos do sistema oligárquico liderado pelo Sistema Mirante de Comunicação/Rede Globo, de propriedade da família José Sarney.

Em 2014, na campanha para o Governo do Maranhão, a TV Difusora serviu para impulsionar a campanha do primogênito de Edison, Lobão Filho (PMDB), na disputa contra Flávio Dino (PCdoB), que venceu a eleição.

Dois anos depois (2016), a mesma TV Difusora, arrendada, está sob controle do grupo político do prefeito-candidato Edivaldo Holanda Junior (PDT), correligionário do governador.

Presas às suas crenças e às relações com os patrocinadores, as linhas editoriais das emissoras alimentam um ciclo perigoso, onde o maior prejudicado é o cidadão/eleitor.

CONFUSÃO ELEITORAL

ZZZZZZZZZZZZZZZZZ-pesquisa-eleitoral-480x330Para completar o caldo, este eleitor, já confuso com o tiroteio editorial, sofre o bombardeio dos institutos de pesquisa contratados por TVs e blogs, com resultados tão díspares que servem mais para confundir que esclarecer.

Apesar de tudo isso, não podemos desistir da profissão. Para além do jornalismo de porrete, há bons e criteriosos profissionais em diversos meios de comunicação, na internet e nas assessorias.

No mais, a campanha segue para a reta final e não existe qualquer perspectiva de um debate específico sobre o Plano Diretor de São Luís, instrumento jurídico e técnico fundamental para planejar a gestão da cidade.

Ninguém sabe o que pensam os candidatos sobre a Lei de Zoneamento, Uso e Ocupação do Solo Urbano.

Quase não se fala no futuro de São Luís. Será uma cidade com vocação portuária e industrial? Como adequar essa vocação aos padrões mínimos de controle da poluição? O que fazer com a área do retroporto do Itaqui? São tantas perguntas sem resposta…

Para encerrar, é sempre bom lembrar: o jogo da política é bruto, mas não perde a ternura. Se Braide ganhar, ele fica no comando da verba publicitária da Prefeitura e tudo pode acontecer, até mesmo reatar relações diplomáticas com seu algoz da campanha.

Já vi esse filme várias vezes.

PF investiga Aviões do Forró e 3 bandas por fraude de R$ 500 mi

avioes-do-forro-intejaSonegação de bandas pode ser de R$ 500 mi, diz PF; Aviões é investigado. Polícia e Receita deflagraram operação ‘For All’ na manhã desta terça. Fisco detectou disparidade ao cruzar cachês, nº de shows e valor declarado.

Gioras Xerez, Lena Sena e Viviane Sobral

Do G1 CE

As fraudes no Imposto de Renda investigadas pela Polícia Federal (PF) e a Receita em um dos maiores grupos empresariais de forró do país podem chegar a R$ 500 milhões, segundo divulgou a PF em coletiva nesta terça-feira (18). Pelo menos quatro bandas administradas pela A3 Entretenimento são investigadas, entre elas a Aviões do Forró.

O grupo alvo da operação “For All”, deflagrada nesta manhã, é responsável por famosas bandas de forró e casas de show no Ceará. Segundo a PF, as bandas declaravam apenas 20% do que ganhavam.

Ao G1, por e-mail, a banda Aviões do Forró informou “que está à disposição da Polícia Federal e da Justiça e que colaborará com todos os questionamentos em relação à operação”. Os vocalistas Xand e Solange Almeida foram ouvidos na sede da PF, em Fortaleza. Segundo a polícia, eles não foram indiciados formalmente, apenas prestaram esclarecimentos. Os empresários Isaías Duarte e Carlos Aristides, do grupo A3 Entretenimento, também foram levados para prestar informações na PF.

A delegada PF Doralucia Oliveira explicou que “causou estranheza” quando foram analisados os valores médios dos cachês das bandas, a quantidade de shows realizados e divulgados em agenda pela internet, e os valores declarados ao Imposto de Renda.

As investigações são relativas aos anos de 2012 e 2014. “Os contratos eram feitos com 20% do valor efetivo, e o resto circulava por fora com valor em espécie”, informou a delegada. Somente com relação às bandas, a sonegação seria em torno de R$ 121 milhões.

Segundo a PF, o nome da operação faz referência à expressão da língua inglesa “For All”, que significa “para todos” em português. Há notícias de que no início do século XX, engenheiros britânicos instalados em Pernambuco para construir uma ferrovia promoviam bailes abertos ao público, “para todos”. O termo passou a ser pronunciado “forró”. “O nome da operação veio dessa origem popular da palavra forró, principal ramo de atividade do grupo investigado”, diz a polícia.

A Polícia Federal disse ainda que vai abrir “ampla fiscalização em pessoas físicas e jurídicas para, a partir daí, materializar os valores que compõem a sonegação”. Há apenas um mandado sendo cumprido na Paraíba; os demais são no Ceará.

Cerca de 260 policiais federais e 35 auditores participam da operação em Fortaleza, Russas e Sousa (PB). Segundo a delegada da PF, uma das pessoas investigadas na operação teria domicílio na cidade paraibana.

Bloqueio de bens

A Justiça Federal decretou o bloqueio de imóveis e a apreensão de veículos pertencentes a pessoas ligadas ao grupo.

Há indícios de que os integrantes da organização forneciam dados falsos ou omitiam informações nas suas declarações de Imposto de Renda pessoa física e jurídica, para eximir-se da cobrança de tributos.

Segundo a PF, o grupo ainda adquiria bens, como veículos e imóveis, sem declarar ao Fisco. Foram encontradas divergências sobre valores pagos a título de distribuição de lucros e dividendos, movimentações bancárias incompatíveis com os rendimentos declarados, pagamentos elevados em espécie, além das diversas variações patrimoniais a descoberto.

No decorrer da investigação, foram identificados indícios de lavagem de capitais, falsidade ideológica e associação criminosa.

“As medidas judiciais cumpridas hoje pela Polícia Federal têm por finalidade buscar a responsabilização das pessoas físicas e jurídicas ligadas ao grupo empresarial e possibilitar que Receita Federal se municie de elementos suficientes permitindo uma real avaliação dos possíveis tributos sonegados”, informou a PF.

A Receita Federal divulgou que as investigações iniciaram em 2012 e foram aprofundadas a partir de 2014, com parceria da Polícia Federal e do Ministério Público.

O poder do questionamento. Como um simples “porquê” pode mudar tudo

João Paulo Batistella, via HSM Educação Exectiva

Tenho uma filha de aproximadamente 3 anos e sempre digo que aprendo mais com ela do que o contrário. A última lição que minha pequena princesa tem me ensinado é a magia do questionamento como forma de confrontar ideias e aumentar sua base de conhecimento. As crianças começam a realizar questionamentos a partir dos 2 anos de idade como uma forma de ampliar seu conhecimento sobre o mundo novo em que vivem. Para a mente de uma criança tudo é aceitável, mas de uma coisa ela não abre mão: entender a razão das coisas. Essa é a maneira que elas possuem de entender como as coisas funcionam e começar sua preparação para a vida adulta. Alguns pais sentem-se extremamente pressionados nesta fase, em particular para explicar temas mais polêmicos ou comportamentos não convencionais. Não vou entrar aqui no mérito do que é certo ou errado um pai fazer nesta fase porque não é esse o objetivo do artigo, mas gostaria de chamar a atenção do leitor sobre como durante nossa vida deixamos de fazer coisas que até uma criança sabe que é importante: questionar.

Quando ficamos adultos, diferentemente das crianças, passamos a encarar os fatos como simples verdades e deixamos de questioná-los. Outro dia minha filha me perguntou por que ficou de noite e lhe respondi que estava de noite porque o sol tinha ido descansar. Imediatamente ela já quis saber por que ele foi descansar e a conversa foi longe… Nenhum adulto questiona mais porque temos dia e noite, ou sol e a lua. São verdades que assumimos, e são assim e ponto final.

Diferentemente do mundo da astronomia ou da física, no mundo dos negócios algumas verdades precisam ser questionadas para que se encontre a rota da inovação. Uma das formas de questionamento mais produtiva que já experimentei é a de buscar entender o “porquê” das coisas, tal como minha filha de 3 anos sabe fazer melhor do que eu. Equipes que questionam e procuram entender a razão por trás de suas atividades produzem resultados superiores. Com questionamento aqui não defendo que as pessoas devem sempre compreender e concordar com as razões que as levam a realizar determinadas atividades. Isso seria tentar instituir uma democracia corporativa, algo que poderia ser visto como utópico na grande maioria das organizações. O que eu defendo é que as pessoas busquem sempre entender a razão que motiva a realização de sua atividade. Com isso ela poderá sempre aprimorar seu trabalho para ir de encontro às expectativas do real propósito dele (mesmo que não concorde com ele). Por exemplo, eu já vi gestores solicitando aos seus funcionários trabalhos com o seguinte descritivo via e-mail: “realize uma apresentação sobre o produto xyz”. Neste exemplo o gestor falhou na comunicação por simplesmente não explicar a razão pela qual ele precisa desta apresentação, além do que o canal e-mail não é o ideal para este tipo de solicitação. No caso deste exemplo o que normalmente ocorre é a seguinte cadeia de eventos:

1. Gestor solicita apresentação.

2. Funcionário realiza o trabalho.

3. Gestor recebe o trabalho.

4. Gestor não gosta do trabalho e solicita revisão.

Os passos de 2 a 4 se repetem então de maneira indefinida até que se chegue ao propósito ou até que o tempo se esgote.

Quem não está fazendo o certo neste exemplo? Eu creio que ambos! Normalmente as pessoas tendem a culpar o gestor por não ter explicado corretamente ao funcionário o que pretendia, o que é perfeitamente justo. Mas, se o funcionário não estava em posse das informações necessárias para realizar um bom trabalho, por que não fez um conjunto de questões para guiar melhor suas atividades? Vergonha, receio, orgulho? Seja qual for a resposta, o fato é que o trabalho realizado não foi bom, e achar o melhor culpado não muda o resultado da equação.

Um hábito que eu incorporei a minha rotina quando alguém da equipe vem me falar algo é sempre questionar a razão. Se o cliente solicitou algo, eu imediatamente pergunto ao portador da mensagem: por que ele solicitou isso? Se a pessoa antes não sabia, passará a saber e, com essa informação, atuará melhor para atender ao cliente, pois agora entende o propósito. Além disso, esse constante questionamento que faço estimula uma cultura de entender o que há por detrás de cada entrega, tarefa ou compromisso. As pessoas já sabem que eu vou fazer essa “incômoda” pergunta, por isso se prepararam para ela. Depois de um tempo nem preciso mais fazer a pergunta, pois entender sempre o propósito das coisas passou a fazer parte da cultura. Não é fácil, não é simples, mas vale muito a pena pelos resultados superiores que você poderá entregar. Inclusive eu acredito que a cultura do questionamento seja uma pré-condição para inovar.

A grande mensagem que eu queria passar com este post é: você já sabe como fazer, você já fez quando era criança, então nunca pare de questionar. Ser ou não apenas uma engrenagem da máquina corporativa depende muito mais de você do que de qualquer outra coisa. A inovação não surge normalmente de grandes ideias que as pessoas têm de repente, ela surge de pessoas que questionam, entendem e não se conformam em fazer algo de um jeito se há outra forma melhor de fazê-lo

Municípios da Baixada Maranhense têm até o dia 30 para se inscreverem no programa ‘Diques de Produção’

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Municípios da Baixada Maranhense têm até o dia 30 deste mês para se inscreverem no programa ‘Diques de Produção’. A iniciativa do Governo do Estado tem como objetivo combater a salinização dos campos inundáveis destas regiões e instalar canais para armazenamento de água doce. A medida visa proteger os igarapés e demais ecossistemas existentes nestas áreas. “As comunidades terão agora um tempo maior para se preparar e efetivar sua participação no processo, conhecendo bem as regras e assim poderão selecionar os povoados a serem contemplados no projeto”, destacou o secretário de Estado de Desenvolvimento Social (Sedes), Neto Evangelista.

Para orientar os municípios sobre o programa, a Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária (Agerp) realizou um ciclo de seminários no mês passado, em Viana e Bacurutuba. Durante os eventos, os participantes de entidades e movimentos sociais tiveram acesso às regras do edital de inscrições. Uma das questões levantadas durante os seminários foram as cláusulas do edital. Quem participou aproveitou para tirar dúvidas e questionar sobre os critérios exigidos. “As comunidades tiveram um maior detalhamento das condições para participação e desenvolvimento de seus projetos”, reiterou Neto Evangelista.

Os seminários são uma forma de criar canais de participação da população no processo de construção do programa e discutir com os movimentos sociais e sociedade civil sua viabilidade, pontuou o presidente da Agerp, Júlio César Mendonça. “São considerados vários aspectos, desde a questão ambiental, produção e impacto social”, ressaltou. Uma das reivindicações atendidas durante os seminários foi a prorrogação do edital para que as comunidades possam se ambientar, e, assim, definir as prioridades na intervenção do programa. “Nós ainda acatamos algumas sugestões para incluir no edital e assim contemplar as demandas destas comunidades”, concluiu.

O programa ‘Diques de Produção’ recebe projetos nas áreas de agricultura, pecuária e piscicultura na região. A iniciativa pretende ainda reduzir os índices de insegurança alimentar, da pobreza e gerar trabalho e renda para as comunidades beneficiadas pelo projeto.

Inscrições

São aptos para inscrição associações, sindicatos, cooperativas e afins. Os representantes destas comunidades devem apresentar um abaixo assinado. A documentação necessária ao processo de seleção deverá ser encaminhada a Sedes – Rua das Gardênias, Qd 01, nº 25 – Jardim Renascença – no setor de protocolo; e nos escritórios regionais da Agerp, em Bacabal, Agerp em Itapecuru-Mirim, Pinheiro, Santa Inês e Viana.

Os municípios qualificados pela inscrição, sobretudo às famílias assistidas pelo Bolsa Família, terão prioridade na execução de projetos. Estão incluídas 35 cidades, entre elas, Viana, Matinha, Pinheiro, Cedral, Cajari, Conceição do Lago Açu, Guimarães, Monção, São João Batista, Mirinzal, Igarapé do Meio, São Vicente de Férrer, Cururupu, Bequimão, entre outras. (Via Blog do Genival Abreu)