FOGO AMIGO – Quem colocou Magrado na condição de perseguidor dos evangélicos?

A revolta e a indignação tomaram conta dos evangélicos de Viana, nestes últimos dias. Chamado nas redes sociais de “satanás”, “anticristo”, “mensageiro do diabo”, entre outros impropérios, o prefeito de Viana passou a ser alvo da fúria de alguns fieis desde que a atual administração decidiu cobrar taxas das igrejas do município quando houver a realização de cultos evangélicos em vias publicas.

Os boletos de pagamentos feitos por pastores têm sido divulgados aos quatro cantos da cidade, com valores que variam de 100 a 265 reais. Embora o artigo 50., do Capítulo II, no item  VI, considere “assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias”, para a gestão de Magrado Barros, a liberdade de culto tem preço.

“Quem minimamente conhece direito tributário, sabe que as igrejas são imunes, tributariamente, e isso se deve ao princípio da laicidade que garante a total independência da igreja e estado, assim, o estado não pode criar embaraço à livre manifestação de fé através de tributos. Ora, se a igreja organizada no Templo é imune, tributariamente, fique certo um cidadão que deseja, na porta de casa celebrar sua fé realizando um culto ou uma missa? Ele dependerá da autorização do prefeito para manifestar sua crença?! Faça-me o favor!”, declarou o Pastor Spurgeon Damasceno, irmão da deputada estadual evangélica, Mical Damasceno (PTB), líder política nascida em uma família de evangélicos.

As igrejas cristãs vianenses já estão organizando uma manifestação de repúdio público contra a medida imposta pela Prefeitura. As perguntas que não querem calar são: se não existe a cobrança de IPTU ou Alvará, no município, por que cobrar taxas logo de igrejas? Se a população não paga pelos shows pagos com o dinheiro público, como Chicanana e outras atrações da “festa da carne”, o Carnaval, por que tem pagar pelos júbilos ao espírito? Quem decidiu fazer vigorar a cobrança, justo agora, se os evangélicos não pagavam pela realização de seus cultos nas ruas? Quem teria interesse direto em desgastar a imagem do prefeito, com mais essa trapalhada e esse obstáculo às manifestações religiosas? Pela quantidade de Judas ao redor, nem reza forte vai conseguir salvar Magrado Barros.

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