Morre, aos 76 anos, o escritor e cronista maranhense Jomar Moraes

Ele estava internado em São Luís e morreu na manhã deste domingo (14). Membro da Academia Maranhense de Letras, escritor deixou forte legado.

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Do G1 MA

Morreu na manhã deste domingo (14), em São Luís, aos 76 anos, o pesquisador, ensaísta, cronista, crítico e historiador da literatura maranhense, Jomar da Silva Moraes. Segundo primeiras informações, o escritor sofria com problemas renais e, durante a madrugada, uma crise afetou o coração do escritor, que não resistiu. Ele estava internado em um hospital privado da capital.

O Jomar é a Academia Maranhense de Letras. Um homem dedicadíssimo à cultura e à literatura maranhense”

Benedito Buzar ‘ Presidente da Academia Maranhense de Letras

O corpo deverá ser velado a partir das 12h deste domingo (14), na Academia Maranhense de Letras (AML). O enterro ocorrerá nesta segunda (15), às 9h, no cemitério Jardim da Paz, na Estrada de Ribamar, região metropolitana de São Luís.

Jomar Moraes também era membro da Academia Maranhense de Letras, instituição que presidiu por 22 anos em 11 mandatos consecutivos, se tornando o presidente que por mais tempo presidiu a Casa no Maranhão. O escritor ocupava a cadeira de número 10.

Sua história se mistura à própria história da literatura e cultura maranhenses. Bacharel em Direito pela Universidade Federal do Maranhão, o escritor ainda se tornou especialista em Comunicação Social pela mesma universidade e carrega o título de Mestre em História também pela UFMA.

Por telefone, o atual presidente da Academia Maranhense de Letras, o jornalista e advogado Benedito Bogéa Buzar, falou ao G1 sobre como recebeu a notícia da morte de Jomar Moraes. Segundo ele, a perda é irreparável, mas seu legado vai durar para sempre.

O presidente fez referência à fase difícil pela qual a AML passou, quando Jomar tomou posse da presidência. Ele disse que o trabalho dedicado do escritor foi importante para impulsionar e retomar a credibilidade que a Academia tem atualmente.

“O Jomar é a Academia Maranhense de Letras. Um homem dedicadíssimo à cultura e à literatura maranhense. Ninguém retrata tão bem a Casa, o objetivo da Casa quanto o próprio Jomar. Ele, quando presidente da Academia, levantou a casa que estava desacreditada e retomou à Academia o status que ela tem hoje”, disse Buzar.

Legado

Ao G1, Benedito Buzar disse que recebeu a notícia da morte de Jomar Moraes com muita dor e tristeza. Emocionado, ele comentou que, embora tenha partido, o escritor deixou um legado inestimável que já está escrito na história da cultura maranhense.

“Ele é um grande profissional e, com certeza, já faz parte da história do Maranhão. Seu nome já está escrito na história e seu legado é imenso. Quando ele apareceu, foi com muita luminosidade. Ele é um iluminado é trabalhou incessantemente no intuito de resgatar a cultura do estado. Ele não só batalhou em função da Academia Maranhense de Letras, ele fez tudo isso em função do estado do Maranhão”, declarou.

Obras

Natural de Guimarães, cidade localizada a 70 km de São Luís, Jomar Moraes nasceu no dia 6 de maio de 1940. O escritor foi de grande importância, principalmente para manter viva a literatura e ajudar a contar a história do estado.

Ele ajudou a enriquecer a cultura maranhense com seus livros Guia de São Luís, O Físico e o Sítio, Graça Aranha, Vida e Obra de Antônio Lobo, entre outros títulos que denotam a paixão de Jomar Moraes por São Luís.

Em uma de suas passagens pela TV Mirante, o escritor maranhense divulgou a obra “Pretextos para pré-textos”, uma ideia que partiu dos vários pré-textos que ele escreveu em todas as suas obras.

Conhecedor da história de São Luís, Jomar Moraes também participou de uma edição do Repórter Mirante. Na ocasião, o escritor tirou dúvidas e ajudou a explicar os nomes curiosos de ruas e avenidas da cidade de São Luís.

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