Respeite o povo da Baixada Maranhense

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Pensei no canto das graúnas, nas jaçanãs, no saboroso pescado, nos verdes campos, nos poetas, nas tradições e na fé dessa gente baixadeira — que tanto nos encanta com suas histórias e lendas…

É tanta grandeza reunida que não dá para se confundir com qualquer “bodejo” saído da boca de quem não tem paladar para distinguir os sabores do que é bom…

Acho que a boca do deputado Edilázio Júnior já tenha sentido o dissabor de suas palavras…

Talvez não! Afinal, tem gente que se acostuma a falar com o bafo do que se processa no intestino…

A evidente discriminação dispensada ao povo da Baixada, a quem o deputado Edilázio classifica de classe ” C”, merece todo o nosso repúdio.

E tudo isso, porque o deputado entende que a construção de um cais na Ponta d’Areia — próximo à Península, condomínio de luxo onde mora — vai “contaminar” o bairro mais luxuoso da cidade.

A ” contaminação” a que o deputado se refere, seria em razão de que o cais ficaria exposto ao povo da Baixada, com sua vans, mototáxis, vendedores ambulantes, carrinhos etc., como se ser ” baixadeiro” equivalesse a viver num estuário de vilanias, mediocridades e maldições.

Não podemos aceitar esse sentimento de inferioridade, de desapreço em relação a nossa gente — herdeiros de uma história e de uma cultura tão ricas.

Também, não podemos continuar aceitando que esses sevandijas nos visite apenas para pedir votos, usufruindo a nossa hospitalidade.

Senhor deputado, converse com a babá de seus filhos. Ela é de São Bento ( da Baixada), e trouxe na bagagem honestidade e dedicação para dentro de sua casa. Aconselhe-se com ela; peça a ela que lhe ensine alguns princípios; e se ainda lhe restar um pouco de dignidade, peça-lhe desculpas pelas suas tolices.

Por: José Alberto Sampaio Albertinho

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