“Redes antissociais”

Todo cuidado é pouco para não cairmos na zona de risco e virarmos sociopatas virtuais, e, por conseguinte, fazer de algo importante e útil, como são as redes sociais, em verdadeiras “rede antissociais”.

A internet revolucionou o cotidiano da humanidade não somente do ponto de vista da comunicação e da forma que recebermos e compartilhamos informações, mas também como nos relacionamos com o próximo, muitos dos quais sequer conhecemos pessoalmente para fazer algum juízo de valor razoável.

Através dela, da internet, as chamadas redes sociais impulsionaram ainda mais algo que já nasceu revolucionário, uma espécie da revolução dentro da revolução.

E o resultado é um mundo cada vez menor, mais próximo e que pode ser ao mesmo tempo mais fraterno ou mais cruel dependo do modo que for usado, pois como tudo na vida, as redes sociais podem trazer tantas facilidades quantas forem possíveis assim como inúmeras dores de cabeça para os chamados internautas.

É quando as redes deixam de ser “sociais” e se transformam aterrorizantemente em “redes antissociais”.

Ao ganharem esse caráter “antissocial”, as redes podem destruir pessoas, empresas, instituições, famílias, enfim, fazer um estragado irreversível à imagens e reputações de qualquer um ou de qualquer coisa.

Em seu livro “Humilhado: como a era da internet mudou o julgamento público” (Editora Best-Seller), o jornalista britânico Jon Ronson trata profundamente sobre esse lado obscuro da internet, revelando histórias de depreciações públicas cometida nos ambientes virtuais.

No Brasil, com a radicalização da política, é possível se ver um pouco, aliás, um pouco não, muito das barbáries e hostilidades que acabam por fazer do Twitter e do Facebook, por exemplo, verdadeiros lixões cibernéticos. Às vezes dá vontade de vomitar de tanto aberração, tanta baixaria, trocas de ofensas e agressões pessoais para tudo que é lado.

Não é por acaso o surgimento do “Cyberbully” ou “Bullying Virtual”, que faz vítimas pelo mundo afora, inclusive em São Luis como aconteceu com o servidor portuário David Barros, 37, que teve montagens agressivas com sua foto, após postá-la em seu perfil de rede social – ele denunciou o caso a polícia!

Nesse sentido, todo cuidado é pouco para não cairmos na zona de risco e virarmos sociopatas virtuais, e, por conseguinte, fazer de algo importante e útil, como são as redes sociais, em verdadeiras “rede antissociais”. (Via Blog do Robert Lobato)

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