Viana recebe Farol do Saber Josefina Cordeiro Cutrim totalmente revitalizado

Divulgação – Seduc

Na próxima quinta-feira (26/04), o município de Viana receberá o Farol do Saber totalmente revitalizado. O Governo do Maranhão, por meio da Secretaria de Cultura e Turismo (Sectur) e da Educação (Seduc)  investiu nesta obra o valor de R$ 294.318.97, parte do programa de requalificação dos 118 faróis maranhenses.

Josefina Cordeiro Cutrim

Por solicitação do desembargador Lourival Serejo – membro da Academia Vianense de Letras (AVL), o Farol será denominado Professora Josefina Cordeiro Cutrim, ex-professora, e também ex-diretora do antigo Antônio Lopes entre 1977 a 1993, deixando naquela escola a marca de sua competência e seriedade profissionais. Também ensinou na Escola Normal N. S. da Conceição e no extinto Ginásio Bandeirante, tornando-se diretora também deste último por quatro anos (1972/1976).  Leia mais AQUI.

Os Faróis dos Saberes integram o Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas do Maranhão, sancionado pela Lei nº 10.613, de 05 de julho de 2017. Fazem parte do Sistema todas as bibliotecas municipais, que hoje somam 158 municípios, além dos 118 faróis dos saberes e bibliotecas comunitárias.

SOBRE A OBRA:

Farol do Saber Josefina Cordeiro Cutrim

Município: Viana

Valor investido: R$ 294.318.97

Tempo da obra: 3 meses

Doação de Acervo: 500 títulos

DESCRITIVO DO SERVIÇO REALIZADO:

– Limpeza e retirada de materiais

– Reforço estrutural dos pilares, laje e marquises

– Retirada de piso cerâmico existente

– Retirada e recomposição de revestimento primário

– Retirada e recomposição de esquadrias com defeitos

– Reforço na estrutura da marquise

– Reforma do banheiro e do piso de todos os pavimentos

– Reformada a escada e corrimão, com adição de escada ao topo do farol

– Retirada, revisão e troca da estrutura da cobertura e Telhas

– Forro de PVC

– Pintura de todo Farol do Saber

– Troca de todas as esquadrias devido ao alto nível de degradação

– Instalação Hidrosanitária Refeita

– Executado todas as instalações elétricas – Iluminação e tomadas internas e externas

– Execução de paisagismo ao redor do Farol

– Instalação de novos corrimãos e restauração de pontos de corrosão

– Recuperação das Estantes de Livros

– Instalação de ar-condicionado

– Recursos de acessibilidade

(Com informações da Seduc –MA)

Charles Broxa, o Rei da Bicharada

Nonato Reis*

Charles Broxa era um típico “bargado” (em Viana, diz-se da pessoa desconfiada), esperto e matreiro. Parecia andar sempre com um pé atrás com todo mundo, mas inteligente o suficiente para se sair com desenvoltura de qualquer impasse ou situação complexa.

Mesmo sem jamais ter sentado em um banco de escola, comunicava-se muito bem, sabia defender seus pontos de vista e dificilmente alguém o derrotava em uma discussão.
Também era bom de cálculo. Com dinheiro então, nem se fala. Se engenheiro fosse e ainda mais investidor de finanças, seria um profissional realizado. Um dia eu quis experimentá-lo e apliquei com ele o famoso teste dos “vinte mil réis”, imortalizado na canção do Rei do Baião, Luiz Gonzaga. “Broxa, vamos ver se você é bom mesmo com os números. Supondo que eu te dê 20.000 cruzeiros para pagar uma conta de 3.300, quanto você me dará de troco?”. 
Ele sequer se deu ao trabalho de pensar. “Ora, ora, é moleza! O teu troco é 16.700 cruzeiros”. Eu contestei. “Errado! Você teria que me voltar 17.700”, ao que ele cortou com um raciocínio categórico. “Vamos trabalhar só com os inteiros e deixemos a fração de lado. Se você tem 20 e deve 3, ficará com 17, certo?”, eu disse “certo”. “Agora, pega o inteiro e retira a fração: 17 menos 700, vai sobrar 16.300 cruzeiros”.
Eu fiquei abismado com tamanha lucidez. “Charles, você parece saber tudo. Tem alguma coisa que você não consegue dominar?”. Tinha! 
Ele me fitou de um jeito embaraçado, depois aproximou-se e falou em tom de confidência. “O meu problema são as mulheres!”. Eu não entendi e ele explicou. “Tenho uma dificuldade danada. Não consigo terminar… nem começar”.

Aquilo soava estranho porque eu conhecia Charles dos tempos de adolescência. Foi o maior pegador de animais com quem convivi. Naquele época na zona rural, de sexo rarefeito com mulheres fora dos puteiros, a zoofilia era uma prática recorrente, especialmente entre meninos na fase da puberdade. 
Charles acabou com a criação de galinhas dos pais, só de transar com as aves que, pela delicadeza da genitália, acabavam morrendo após a cópula.
Ele pegava o que atravessasse em seu caminho: galinha, porco, cabrita, cadela, jumenta (e até os bichos do sexo masculino). Nada escapava da sua sanha devoradora. 
Chegou a manter por anos um caso de amor com a vaquinha “Jurema”, animal de estimação da família dele, criada na mamadeira com zelo maternal. 
O envolvimento de Jurema com Charles deu panos para as mangas, porque ele, louco de paixão, fazia declarações para o animal à vista de todos, sem se importar com o falatório, e só não casou com ela porque não não houve um meio legal de sacramentar a relação.

– Charles, mas como é isso? Você deixou de gostar ‘da fruta’? Quis saber, ao que prontamente respondeu que não, muito pelo contrário.
– Até hoje continuo guloso, mas só funciona com animais.
Porém, entre quatro paredes com uma mulher não tinha santo nem ladainha que dessem jeito. Era antena morta.

Eu, compadecido com a situação do amigo, que considerava um legítimo representante da espécie macho, ofereci-me para ajudá-lo. Lembrei-me de Gaby, uma morena grandalhona que conheci em Imperatriz, e que agora se encontrava em Viana, batendo ponto no cabaré da “Luz da Serra”. Gaby tinha uma longa folha corrida com homens em situações sexuais vexatórias. Para todos sempre trazia na cartola uma solução prática infalível. 
Fui até ela e relatei o problema de Broxa. “Gaby, acho que a coisa está relacionada ao excesso de sexo com animais. Ele desenvolveu uma espécie de bloqueio psicológico com mulheres e agora está à mercê de um milagre”. 
Gaby deu de ombros. “Fica tranquilo, meu filho, que o milagre dele está entre minhas coxas”. E assim, Charles Broxa foi conduzido ao quarto para uma terapia de seis horas corridas entre as pernas de Gaby. 
Ao final da sessão deixou a cama de Gaby pior do que houvera entrado, porque além de não funcionar, saíra gemendo e mancando. Fui ter com a mulher. “Gaby, o que aconteceu?”. Ela mostrou-me os dedos médios das mãos. “Estão vermelhos só de tocar piano e fazer ‘terra’ no traseiro do safado. É veado encubado, meu filho. Solta o bicho na malhada, que esse aí não nasceu pra pegar mulher”.

*Jornalista/Escritor
Do livro “A Fazenda Bacazinho”, em processo de edição.

Viana-MA, na Baixada Maranhense, desperta para o turismo ecológico

Com um majestoso lago de água doce, um rico patrimônio histórico e inúmeras belezas naturais, a Cidade dos Lagos entra na rota do turismo sustentável.

ADEUS, VIANA

Adeus, Viana vou partir vou te deixar.

Comigo vai, a saudade em teu lugar.

Adeus, Viana, terra querida, eu hei de ti amar por toda vida.

Na partida um lenço branco acenava,

Como as águas do teu lago a balançar.

Viana, Viana eu hei de ti amar por toda vida.

Adeus, Viana vou partir vou te deixar

Comigo vai a saudade em teu lugar,

Adeus, Viana, terra querida, miragem dos teus olhos a rolar.

Autor: Carlos Nina Everton Cutrim

Viana – O crescimento populacional, a melhoria da infraestrutura viária, o aumento da rede hoteleira, de restaurantes e a conscientização dos próprios vianenses de que é preciso curtir, valorizar e manter esse rico patrimônio natural, está contribuindo para a descoberta pelos munícipes dessa modalidade de turismo, que protege a natureza, traz benefícios para a comunidade e ajuda a preservar sua cultura.

A Baixada é o maior conjunto de lagos e lagoas naturais do Nordeste, e, marca, junto ao Golfão Maranhense (Ilha de São Luís e municípios circunvizinhos), o encontro entre os ecossistemas amazônicos e a mata dos cocais ou de transição.

É nesse cenário que se situa a bela cidade histórica de Viana, que ostenta um casario colonial preservado, vielas e igrejas à beira do lago, e que tem despertado a rota turística estadual e nacional, cujos apreciadores estão encantados com o majestoso lago vianense.

O que se tratava apenas de válvula de escape para passeios lacustres ou pescarias de lazer, durante as cheias do Rosário de Lagos do Maracu, agora atraem visitantes de todo o país, com lanchas, motos aquáticas e, por conseguinte, a tímida, mas promissora profissionalização do setor turístico e de eventos.

Nos finais de semana, entre os meses de março até o final de maio, portanto, é possível observar dezenas de embarcações nas principais áreas de passeio, entre elas, o Lago do Aquirí, no Povoado Santaninha – Matinha-MA, e também em frente ao Morro do Mocoroca, com vista para a sede de Viana – um convite para um banho em suas águas limpas e transparentes.

A empresária vianense, Dirce Costa, produtora de eventos, recentemente montou uma empresa que pretende explorar esse filão logístico, que é organizar passeios no Lago de Viana, de forma sustentável, com treinamento e oferta de serviços mais atraentes à população local, visitantes e turistas.

“Viver esses momentos é simplesmente encantador, com tanta beleza que a nossa natureza nos proporciona gratuitamente. Mas, é necessário “empreender” no Turismo de Viana, para isso, precisamos oferecer uma prestação de serviços com qualidade, conforto, e segurança. Observando com olhos profissionais, resolvi abraçar a ideia de oferecer os meus trabalhos junto a Empresa DC turismo e eventos. Trabalhamos com três tipos de pacotes e estamos divulgando essas novidades ao nosso público alvo”, concluiu Dirce.

No último sábado (7), a Rádio Maracu AM, a TV Maracu, afilada a TV Meio Norte, realizou um longo passeio entre amigos, empresários e políticos vianenses. A troupe percorreu a imensidão dos campos alagados, protegidos por coletes, ao som da Banda Vadia (instrumental); enquanto eram servidos bebidas, quitutes e os visitantes trocavam impressões sobre as belezas naturais e colocavam o papo em dia.

O evento – produzido pela DC Eventos e Turismo-, foi uma iniciativa do empresário Benito Filho e do advogado Ezequiel Gomes, comandantes do Sistema de Comunicação, e contou com presenças ilustres, entre eles, os irmãos Carlos Gaspar – empresário e membro da Academia Vianense de Letras, Antonio Gaspar – empresário e ex-deputado federal, Raimundo Gaspar – empresário, Hélio Mendes, empresário, proprietário do Hospital São Domingos, em São Luís, Emanoel Travassos – médico e ex-prefeito de Matinha, dentre outros.

Pelo encantamento e pelos depoimentos abaixo, fica a certeza de que Viana e a Baixada Maranhense possuem todos os qualitativos para virar uma nova e surpreendente rota para o turismo ecológico, despertando o olhar do mundo para a preservação, contemplação e a geração de empregos e renda em uma das regiões mais carentes do Maranhão.

ASSISTA AO VÍDEO:

 

O PANTANAL MARANHENSE

Compreende a região chamada de Baixada Maranhense. A Baixada Maranhense é merecedora de fazer parte da seleta lista da Convenção sobre Zonas Úmidas (RAMSAR) como uma das áreas úmidas de relevância planetária.

Não é para menos, esta região fluvio-lacustre-marítima que reúne campos naturais, resquícios de  matas amazônicas e pré-amazônicas, mata dos cocais, cerrados,  babaçuais, lagos, rios, estuários e manguezais se espalha por vários municípios maranhenses e tem atrativos naturais sem igual como a pororoca do Rio Mearim (Arari), onde há campeonatos de surf; o Lago-Açu (Conceição do Lago Açu) – considerado um dos maiores lagos naturais de água doce do Brasil; a Reserva Florestal Paraíso (Monção) – uma mata amazônica remanescente de terra firme preservada com trilhas e lagos e as fantásticas Ilhas flutuantes do Lago Formoso (Penalva).

Os inúmeros lagos alimentados por rios e igarapés extravasam na época das chuvas e inundam boa parte dos campos naturais e matas, formando várzeas e igapós que se assemelham às da Bacia Amazônica, à Ilha do Marajó e ao Pantanal Mato-Grossense. (Com informações do portal http://www.maramazon.com).

 

 

BAIXADA MARANHENSE*

No paraíso ecológico da Baixada Maranhense, a riqueza da flora rivaliza com a da fauna, num maravilhoso ecossistema que por si só já é um louvor ao criador.

O luar se assemelha a um manto de prata, e o alvorecer é a ratificação do Gênese.

E nem se pode dizer o que é mais bonito, se o tapete azul do pajé florido, o rosado matinal das flores de algodão bravo ou o revoar das muitas coloridas aves.

Essa é a nossa Baixada do Maranhão, um lindo jardim onde Deus apresenta todo dia um recital ao amanhecer com sua orquestra de trinados.

E à tardinha, pinta em variadas e ricas nuances de dourado, vermelho, rosa, laranja e violeta, a sua enorme aquarela intitulada “Por do sol”.

Autora: *Gracilene Pinto (Extraído do livro Ecos da Baixada)

Fotos gentilmente cedidas por Dirce Costa, Eládio Pinheiro e Geraldo Costa

A Baixada e a Praia Grande

por Chico Gomes*

Historicamente, o território da Baixada Maranhense foi palco de um enredo formado por brancos europeus colonizadores, negros africanos e índios nativos ao longo dos séculos XVII, XVIII e XIX. Nessa microrregião eram geradas riquezas oriundas da produção do algodão, da cana-de-açúcar, do arroz, da farinha de mandioca, da pecuária, do extrativismo do babaçu etc., comercializadas na Capital e destinadas ao consumo interno e à exportação para a Europa, principalmente do açúcar e do algodão.

A Baixada Maranhense contribuiu decisivamente para conduzir o Maranhão ao segundo lugar nacional na produção de algodão e uma das províncias mais prósperas do nosso país, ombreada com Rio de Janeiro, Bahia e Pernambuco.

A fartura proveniente da nossa região impulsionou a construção dos suntuosos casarões de até quatro pavimentos, que serviam de residência para as famílias abastadas (fazendeiros da Baixada e ricos comerciantes de São Luís) e abrigavam os pontos comerciais da Praia Grande.

As embarcações que transportavam as nossas mercadorias para a Europa, traziam, no seu retorno a São Luís, lastros de pedras de cantaria e azulejos portugueses, os quais até hoje adornam as calçadas e fachadas dos sobrados desse cenário urbano e arquitetônico que vivenciou períodos áureos de progresso e opulência.

Todo o lucro obtido com a produção e o comércio permanecia concentrado nas mãos de uma aristocracia formada por fazendeiros e grandes comerciantes da Praia Grande. Os seus filhos estudavam nas melhores escolas da Europa ou nos centros mais desenvolvidos do nosso país – a Bahia e o Rio de Janeiro.

Como em todo o Brasil, na Baixada também os escravos africanos constituíram a base de sustentação da economia colonial e imperial. Sem o auxílio de máquinas e exaurindo a força dos seus braços, com jornadas de doze a quinze horas por dia, a vida útil de trabalho de um escravo durava de dez a quinze anos. Na Cafua das Mercês, na Praia Grande, funcionava o mercado de venda dos cativos procedentes da África e que abastecia com mão de obra graciosa as fazendas da Baixada e de outras regiões do Estado.

Na segunda metade do século XIX, os negros escravizados nas fazendas da Baixada, não suportando mais o perverso regime a que foram subjugados por séculos, promoveram diversas rebeliões, segundo relatos da professora e pesquisadora Mundinha Araujo, no seu brilhante livro “A Insurreição dos Escravos em Viana – 1867”.

Após essa sublevação libertária e de resistência à opressão escravagista, irradiada por toda a Baixada, os quilombos se multiplicaram e a economia baixadeira começou a estagnar. Vinte e um anos depois, com o advento da Lei Áurea, que aboliu o regime escravocrata de 350 anos (o mais longo da história das Américas), a atividade produtiva da Baixada entrou em decadência.

O declínio econômico da Baixada provocou a ruína do faustoso comércio da Praia Grande e o abandono dos luxuosos sobrados pelos seus moradores, que se deslocaram em sua maioria para o Rio de Janeiro.

Desde a época colonial até os tempos hodiernos, São Luís sempre foi vocacionada para o mercado externo, por meio de seus portos. Nos tempos da colonização, a maioria dos artigos exportados era produzido no continente, notadamente na Baixada, daí a conclusão de que o comércio da Praia Grande floresceu e conheceu o seu apogeu por força da pujança econômica da Baixada Maranhense.

Os barcos a vela realizavam a travessia para a Capital do Estado, atracando nos armazéns e de lá retornando com as mercadorias de consumo para abastecer as fazendas e o comércio da Baixada. A decadência de uma provocou a derrocada da outra.

Com o passar dos anos, a Praia Grande passou a ser identificada como o Centro Histórico de São Luís e, em dezembro de 1997, por reconhecimento da UNESCO, foi tombada como Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade.

Hoje, nós baixadeiros, reconhecemos e reivindicamos que, antes de ser patrimônio da humanidade, o Centro Histórico de São Luís é o patrimônio do trabalho, do suor e do sangue do povo da Baixada Maranhense. Tributamos grande respeito e amor a São Luís, essa querida cidade que nos acolheu de braços abertos e que continua imbricada às nossas vidas e à nossa região de origem. Veneramos a Baixada, nossa terra, nossa gente, nosso gentílico baixadeiro, sua cultura, suas tradições, sua beleza esplendorosa, seus encantos, sua imponência natural espelhada nos seus rios, lagos e campos coloridos de flores e habitados por diversificadas espécies de peixes, pássaros e outros animais silvestres.

O Brasil e o Maranhão têm uma grande dívida para com a Baixada. E especialmente para com a nossa gente laboriosa, nossa nação baixadeira, que produziu riquezas no passado e foi abandonada pelo Poder Público no presente. Urge resgatarmos o nosso legado histórico para que a Baixada volte a ser o celeiro do Maranhão e o melhor lugar para se viver. Estamos na luta para suplantar esse colossal desafio e, com certeza, os “Ecos da Baixada Maranhense” serão ouvidos e hão de conquistar a mais ampla repercussão.

Chico Gomes – Ex-deputado estadual e ex-prefeito de Viana.

Governo convida população dos Campos e Lagos para Escutas Territoriais em Viana

A edição 2018 das Escutas Territoriais teve início na última semana e mobilizou milhares de pessoas nos municípios de Caxias, Grajaú, Imperatriz e Pedreiras. A atividade promovida pelo Governo do Maranhão, por meio das secretarias de Estado dos Direitos Humanos e Participação Popular (Sedihpop) e Planejamento e Orçamento (Seplan), está convidando a população a atuar na administração pública, indicando as prioridades para aplicação dos recursos públicos do Estado nos 15 Territórios maranhenses.

No Território Campos e Lagos as Escutas acontecem na próxima sexta-feira (13), no município de Viana, a partir das 7h30. A plenária acontecerá no Fórum Desembargador Manoel Lopes da Cunha, o evento é gratuito. Formado pelos municípios de Arari, Cajari, Matinha, Olinda Nova do Maranhão, Palmeirândia, Pedro do Rosário, Penalva, São Bento, São João Batista, São Vicente Ferrer, Viana e Vitória do Mearim, o Território Campos e Lagos recebeu quase R$ 20 milhões de reais para investimento em propostas apontadas pela população, durante as Escutas Territoriais realizadas presencialmente na região e eleitas de forma online, por meio da plataforma digital participa.ma.

Em vigor desde 2015, O Orçamento Participativo (OP) tem se apresentado como uma ferramenta importante de atuação popular, que nos permite propor soluções para problemas da nossa região de forma coletiva. Nas escutas territoriais dos anos de 2015 a 2017, a população indicou como prioridade investimentos nas áreas de saúde, educação superior e infraestrutura, que está garantindo a execução de obras de grande importância para esses municípios, como a construção do Campus da Universidade Estadual do Maranhão no município de São Bento, a construção de um hospital de alta complexidade de 50 leitos em Viana e em breve a construção da estrada que liga Viana à Pedro do Rosário, aprovada como proposta para execução no Orçamento Estadual deste ano.

De acordo com o secretário de Estados dos Direitos Humanos e Participação Popular, Francisco Gonçalves, as escutas têm como objetivo democratizar o uso dos recursos públicos do Estado. “A votação do Orçamento Participativo é uma ação de Governo que garante à população o poder de decisão, de acompanhar a gestão, o uso dos recursos públicos e garantir a melhoria e o desenvolvimento solidário, com ações que não privilegiam apenas um grupo de pessoas, mas todas as micro e macrorregiões do Maranhão”, explicou.

Além de Viana, as escutas acontecem também nos municípios de Bacabal (Território Vale do Mearim), Governador Nunes Freire (Território Turi Gurupi), Pinheiro (Território Baixada Ocidental), Itapecuru-Mirim (Território Vale do Itapecuru) e Pindaré-Mirim (Território Vale do Pindaré). A programação completa você encontra no site: www.sedihpop.ma.gov.br ou nas redes sociais: @dhmaranhao no instragram, facebook e twitter.

VIANA -Tese do MPMA leva a condenação no Tribunal do Júri

 

Em sessão do Tribunal do Júri realizada na última terça-feira, 3, em Viana, Thallys Diennio Cutrim Muniz foi condenado a 21 anos de reclusão, em regime inicialmente fechado, pelo assassinato de João da Cruz Barros. Atuou no júri o promotor de justiça Gustavo de Oliveira Bueno. A sentença foi assinada pela juíza Carolina de Sousa Castro.

O crime ocorreu em 29 de julho de 2015. O condenado e a vítima haviam iniciado uma discussão causada por ameaças feitas, dias antes, por Thallys Muniz a sua tia, companheira de João da Cruz Barros. No caminho para casa, João da Cruz foi atingido por quatro facadas, duas delas quando já estava caído.

A vítima foi socorrida e levada ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu no dia 1° de agosto de 2015.

Os jurados acolheram a tese defendida pelo Ministério Público do Maranhão, condenando Thallys Muniz por homicídio qualificado por motivo fútil e por meio de recurso que impossibilitou a defesa da vítima. A pena deverá ser cumprida na Unidade Prisional de Viana.

Fonte: MPMA

Polícia Civil prende 5 suspeitos de tráfico e apreende armas e drogas na baixada maranhense

A Polícia Civil, por meio da 6ª Delegacia Regional de Viana, cumpriu, na manhã desta quinta-feira (5), quatro mandados de buscas e apreensões nas cidades de Matinha e Olinda Nova, resultando nas prisões de 5 suspeitos de tráfico de drogas.

Eles foram identificados como Jadiel Mendonça Mota, conhecido como “Jaque”, 28 anos, que já foi preso por tráfico de drogas no ano de 2012; Núbia Pedreiras dos Reis, 31 anos, esposa de “Jaque”; José Domingos Mendonça Mota, 31 anos, irmão de “Jaque”; Rodrigo Costa Cantanhede, 27 anos; e Lindalva Gomes Costa, 47 anos, mãe de Rodrigo.

Em Olinda Nova, com “Jaque” e a esposa, os policiais apreenderam um revólver calibre 32, uma pedra de crack e uma balança de precisão. Eles foram autuados pelos crimes de tráfico ilícito de drogas, associação para o tráfico e posse irregular de arma de fogo. Com o irmão de “Jaque”, José Mota, foi apreendido um revólver calibre 38, tendo sido autuado pelo crime de posse irregular de arma de fogo.

Em Matinha, com Rodrigo Cantanhede e sua mãe, Lindalva Costa, foram apreendidas duas espingardas calibres 22 e 12, com diversas munições, bem como alguns invólucros de tamanho médio de cocaína e R$ 1.130,00, em espécie, oriundo da venda da droga. Mãe e filho foram autuados pelos crimes de posse ilegal de arma de fogo de uso permitido, tráfico de drogas e associação para o tráfico.

Jadiel Mendonça Mota, o “Jaque”, é apontado como chefe do tráfico em municípios da baixada maranhense.

A operação para prisão desses traficantes contou com o apoio de equipes de policiais civis dos municípios de Matinha, Penalva e Olinda Nova, de equipes da Superintendência Estadual de Repressão ao Narcotráfico (Senarc), do cão farejador “VINY” e  da Unidade da Força Tática da Polícia Militar da região

Via Blog do Gilberto Lima