Do jornalismo tendencioso à indústria da mentira: Constituição completa 30 anos e mantem travada a legislação sobre comunicação

Três décadas após a promulgação da Constituição Brasileira de 1988, a comunicação, um dos temas fundamentais para consolidar os sentidos de República e democracia, permanece quase inalterado e até mutilado.

Na Carta Magna os eixos sobre comunicação ainda não foram sequer regulamentados.  Dois exemplos são gritantes. O artigo 220 proíbe as práticas de monopólio e oligopólio. Já o artigo 221 manda as emissoras de rádio e TV darem preferência a finalidades artísticas, informativas, educativas e culturais, além de valorizar a produção regional e independente.

Deputados federais e senadores proprietários de emissoras de rádio e TV, os coronéis da mídia, operam em causa própria dentro do Congresso Nacional para que a legislação garanta os seus privilégios no uso e abuso dos meios de comunicação para fins empresariais e eleitorais.

O coronelismo eletrônico atropela a própria Constituição e estende-se mesmo às pequenas rádios comunitárias, impedidas por legislação complementar (nº 9.612/98) de fazer proselitismo político ou religioso, mas controladas por grupos políticos municipais e igrejas evangélicas, salvo as honrosas exceções.

O Brasil ainda é o país onde vigora a concentração empresarial e o uso de verba pública para conduzir apoio político-eleitoral aos mandatários municipais, estaduais e ao federal.

Nem nos governos do PT este vício foi alterado. Lula e Dillma seguiram a mesma cartilha dos tucanos e seus antecessores, privilegiando as Organizações Globo na fruição do dinheiro público.

O mais primitivo de todos, José Sarney, abusou da distribuição das concessões de rádio e TV para negociar o mandato presidencial de cinco anos.

Jair Bolsonaro, por sua vez, faz ameaças explícitas aos meios de comunicação e até insinua usar o controle das verbas publicitárias para coagir linhas editoriais.

Nesses 30 anos, bons ventos sopraram quando da realização da I Conferência Nacional de Comunicação, em 2009, reunindo quase 1500 delegados e delegadas dos segmentos empresarial, estatal e os movimentos sociais para debater, entre outros temas, a regulamentação dos temas da comunicação na Constituição de 1988.

Depois de quatro dias de debate e quase 600 proposições aprovadas, quase nada efetivou-se. Até mesmo o Conselho de Comunicação Social foi apropriado pela burguesia radiodifusora.

O país perdeu o time de sistematizar regras minimamente democráticas e republicanas para as comunicações. Agora está tomado pela indústria da mentira deslavada solapando o jornalismo tendencioso.

Nosso problema civilizatório nem é mais a força das Organizações Globo, mas o império das fake news decidindo a eleição para o cargo mais importante da República.

Imagem: reprodução / capturada neste site

Peixadas – notas rápidas

Bolsonaro e Viana

O jovem cadete, Jair Bolsonaro e o vianense, também cadete, Manoel Pereira Gomes, no Rio de Janeiro

Neste registro raríssimo (acervo da família Gomes), o então recruta Jair Messias Bolsonaro, que este ano foi eleito o 38º presidente do Brasil, para o mandato de 2019 a 2022, com 55,13% dos votos, é flagrado caminhando ao lado do seu amigo, o vianense Manoel Pereira Gomes (hoje Major reformado), irmão do General Oswaldo Gomes (falecido).

Os dois formaram-se em 1977 na Academia Militar das Agulhas Negras, em Resende, Rio de Janeiro. Hoje, militar reformado, Bolsonaro também cursou a Brigada de Paraquedismo do Rio de Janeiro. Em 1983 formou-se no curso de Educação Física do Exército. Chegou à patente de Capitão.

Em tempo: Manoel Pereira é tio de dois ilustres vianenses: o advogado e ex-presidente da Câmara de Viana, Ezequiel Gomes, e do agente federal, ex-comandante do GTA – Grupo Tático Aéreo (GTA) e ex-secretário adjunto de segurança do Maranhão, Laércio Costa.

Prefeito cabeça fria

Enquanto a maioria da população vianense padecia durante dez dias, com a as cabeças quentes e doendo de tanto carregar baldes de água, o alcaide vianense, Magrado Barros (PSDB), se divertia descontraidamente, acompanhado de uns poucos “puxas”, tomando umas “gelosas” em uma conhecida balada noturna da Cidade dos Lagos.

Viana ficou cerca de 10 dias sem agua nas torneiras, do final de outubro ao início de novembro, e, depois de muitas críticas e reclamações nas redes sociais, a prefeitura, por meio do SAAE, emitiu uma nota esdrúxula, sem pé, sem cabeça e sem data, com as velhas desculpas esfarrapadas de “uma pane elétrica no quadro de comando de bombas”.

A tal “pane” levou cerca de dez dias para ser solucionada e, enquanto isso, carros pipas cobravam R$ 30,00 reais por mil litros de água, fora as compras semanais de água mineral para beber.

Ninguém aguenta mais!

Viana e a Baixada nesse período sempre sofreram com fortes estiagens. Um calor insuportável toma conta de toda a região, enquanto as áreas alagadas viram terra esturricada.

Com um sistema de distribuição dos anos setenta, defasado e quase fora de utilidade, o drama piora a cada gestão que faz pouco ou quase nenhum investimento no setor. Uma caixa d’ água de 2 milhões de litros, erguida na parte alta do bairro Piçarreira e recurso para a captação – oriunda de uma emenda do Governo Federal -, e que seria a redenção dessa falta d´água, foram para o esgoto na última gestão do ex-prefeito Rilva Luis.

A obra virou um elefante branco, verba retida na Justiça e a sofrência continua.

Privatização

Para alguns interlocutores e correligionários, Magrado tem afirmado que o SAAE deverá ser privatizado e que os estudos para o encaminhamento do processo de licitação estariam em curso. A afirmação soa como retórica e até como incapacidade de enfrentar e resolver o crônico problema.

Ora, observa-se que muitos desses problemas seriam evitados com vontade política e decisão. Se o gestor tem coragem e toma decisão para realizar grandes carnavais, contratando, por exemplo, a banda baiana Chicabana a peso de ouro, entre outras bandas de axé e forró, será que não poderia tomar também a decisão de evitar esse dramalhão mexicano, que nos remete ao século passado, com centenas de pessoas com lata d’água na cabeça?

Xô, urubu!!!

Depois da denúncia do Blog Vianensidades, que obteve mais de dez mil visualizações e muitos comentários indignados, a prefeitura de Viana maquiou algumas fotos e até produziu um vídeo com desculpas esfarrapadas sobre o estado caótico e a imundice da feira da Barra do Sol.

No entanto, não passaram despercebido dos atentos internautas, cenas da mesma vassoura que lavou o esgoto, sendo utilizada para lavar as superfícies dos balcões, onde são comercializados carnes, verduras e legumes. E mais: um dia após a veiculação da propaganda oficial, “repórteres” do Blog foram à feira e constataram que a sujeira e os urubus continuam, portanto, não adianta tapar o sol com a peneira.

Saindo da casinha

Pelo menos dois vereadores resolveram se rebelar publicamente contra a gestão de “Macho Velho” em Viana. Luzardo Segundo (PHS), que recentemente concorreu ao cargo de deputado federal, e João de Marcos (PRB). Os dois têm utilizado as redes sociais com vídeos e fotos, denunciando o estado de calamidade pública em hospitais e escolas do município.

Observadores políticos e até eleitores veem com bons olhos a iniciativa dos edis; no entanto as motivações, para variar, se mostram meramente políticas diante do jogo bruto imposto pelo prefeito Magrado Barros àqueles não rezam na sua cartilha.

Saúde na UTI

Na cidade dos Lagos o reflexo da saúde inspira cuidados de UTI, depois da visita dos dois vereadores Luzardo Segundo e João de Marcose que expuseram nas redes sociais a lastimável situação do hospital dom Hélio Campos (Sesp). Enfermarias com temperaturas insuportáveis sem um mísero ventilador, cirurgias desmarcadas por falta de material, refeitórios e cozinhas insalubres fizeram parte das denúncias dos edis vianenses que protocolaram tudo que viram em denúncia no Ministério Público e na tribuna da Câmara. Acuado, o alcaide vianense entrou em campo e bem ao seu estilo demitiu o diretor da casa de saúde, Magno, e nomeou o enfermeiro Ênio para a espinhosa missão de estancar a sangria da impopularidade e o nervo exposto da saúde vianense.

Fogo familiar

Luzardo Segundo faz(ia) parte da corte do velho casarão azul, como caçula do clã dos Barros, e tem DNA político nas veias. O jovem tem objetivos ambiciosos e, não foi à toa que, com precária infraestrutura, se lançou candidato à Câmara Federal. Na cidade, gravou em letras garrafais o seu sobrenome, esculpido em concreto em prédios de propriedade familiar, sinal que deseja ter o seu nome lembrado pelo eleitorado vianense.

O pai do vereador, o engenheiro civil Luzardo Filho, ex-secretário de infraestrutura, se afastou ou foi afastado do cargo no ano passado; também se comenta na cidade que “Macho Velho” também teria demitido sumariamente a esposa e outros contratados indicados por Luzardo Segundo. Foi o estopim do pé de guerra declarado no próprio terreiro familiar. Aguardem cenas dos próximos capítulos.

E agora, João?

Já o introspectivo vereador João de Marcos, que tem seu trabalho bastante reconhecido na Zona Rural, pela sua dedicação e respeito aos seus eleitores, talvez lute pela própria sobrevivência política. O edil que sempre demonstrou independência com relação ao executivo e, até no exercício na Câmara, não galgou sucesso entre os seus escolhidos no último pleito de outubro. Pode ser que deseje dar voos mais altos, quem sabe até uma candidatura solo a prefeito ou ter a indicação para compor uma chapa em 2020. O tempo dirá!  

Cajari tal qual Viana!

O promotor de justiça Lindemberg Vieira, da Comarca de Viana, agiu corretamente ao usar a mão pesada da Justiça, para, pelos tentar impedir o derrame de dinheiro público na festa dos 70 anos de Cajari, um dos municípios mais miseráveis do Brasil.

A Prefeitura anunciou quatro bandas para a festa de aniversário da cidade. Dentre as atrações, estava a banda Aviões do Forró, cujo cachê supera o valor de R$ 300.000,00.

A divulgação da festa, segundo apurado, acontece desde o mês de junho de 2018, muito antes do processo licitatório ser iniciado. Na Ação, o Ministério Público do Maranhão também requereu a imediata suspensão da contratação da banda Aviões do Forró, sob pena de multa diária de R$ 100.000,00.

Pau que dá em Chico…

Depois de muito barulho na mídia e desinformações, a Prefeitura de Cajari emitiu uma nota, tentando justificar a origem dos recursos utilizados para pagar a boca livre. Entranho observar que, a gastança agora seria bancada pela iniciativa privada do minúsculo município, que, ao que se tem notícia, nunca bancou sequer festa ou Baile de São Gonçalo com a Banda Rabo Seco Venenosa, do Povoado Tocoíra, imagine a caríssima a badalada troupe do comandante Xande Avião.

…também dá em Francisco (?)…

A população não esquece que, a atenta Justiça vianense não utilizou os mesmos pesos e as mesmas medidas, em 2015, quando sentenciou e obrigou o então prefeito Chico Gomes a cancelar o carnaval de Viana, sendo que os recursos disponíveis deveriam ser utilizados tão somente para pagar os servidores com salários atrasados. A decisão, correta do ponto de vista da moralidade pública, nunca alcançou a gestão do atual prefeito, Magrado Barros (PSDB) que está deitando e rolando com gastos vultosos em festas com bandas de todos os cantos do Brasil, enquanto a cidade padece pela falta de água, buraqueira nas ruas, caos no hospital municipal, dentre outros descasos a olhos vistos por todos.

Efeito Sérgio Moro (?)

Ainda no calor da polêmica sobre sua escolha para ser o super ministro da Justiça e da Segurança Pública, o juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, encaminhou ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) manifestação em que nega ter tentado influenciar o processo eleitoral ao tornar público o teor da colaboração premiada do ex-ministro da Fazenda Antônio Palocci e, claro, a conturbada prisão do ex-presidente Lula.

Longe de querer insinuar qualquer tipo de suspeição sobre a atuação da Justiça, foi público e notório que a não realização do carnaval de avenida, em Viana, em 2015, foi um golpe de misericórdia no gestor anterior, que cumpriu sua parte, mas pagou um preço alto por se negar a dar aquilo que os vianenses não abrem mão e, que talvez um dia seja objeto de estudo científico, ou seja: PREFEREM O PÃO E CIRCO DO QUE SAÚDE, EDUCAÇÃO E INFRAESTRUTURA!

Eleições 2010

Nos bastidores políticos já começa a movimentação para o pleito eleitoral de 2020. Do lado governista, a parceria “Macho Velho” e sua vice, Lucimar Gonçalves, parece cada vez mais consolidada. No campo oposicionista nomes tradicionais como Carrinho Cidreira e do ex-prefeito Chico Gomes já aparecem em todas as enquetes das redes sociais, assim como novas caras, entre elas Luzardo Segundo, João de Marcos, Fellyckson do Posto e Júnior Viana Feliz. Corre por fora também um grupo liderado pelo PC do B, partido do governador, que é liderado por Marcelo Santana (ainda sob as asas de Magrado), e Julinho Mendonça (um dos principais auxiliares de Flávio Dino). Para completar o time de nomes que poderão enfrentar Magrado Barros nas urnas, está o Major Ferreira, terceiro colocado na eleição passada, que mesmo distante da terrinha, articula apoios para uma eventual disputa.

Capim no lago

Agora com a baixa das águas no Rosário de Lagos Maracu, eis que a população se depara com uma velha e conhecida ameaça ao nosso combalido ecossistema. O famigerado plantio de arroz à margens do lago de Viana, desta vez observado no Bairro Carecas, ou seja, os produtores tentam evitar a exposição dessa prática criminosa e fugir da vigilância da população de dos órgãos de controle e proteção.

A prática já foi pauta de inúmeros artigos, denúncia neste Blog e objeto de debates em inúmeros eventos na capital e na Região da Baixada.

 Segundo apuramos, o problema do plantio do arroz no Lago e Campos de Viana foi arquivado, depois de várias reuniões com a Associação dos Plantadores, Ministério Público e autoridades do governo Municipal, sob a alegação de não haver recursos para o EIA-RIMA (Estudos de Impactos Ambientais – Relatório de Impactos Ambientais do Meio Ambiente de Viana), sendo considerado apenas crime de poluição visual no Lago de Viana.

Poluição e destruição

Segundo o professor, pesquisador e escritor José Raimundo Campelo Franco, acadêmico da Academia Vianense de Letras (AVL), os problemas com a aceleração do processo erosivo são seríssimos… há estudos detalhados destes impactos na baixada feitos por uma equipe de pesquisadores da UEMA… até citei no livro “Veias do Rio Maracu”… fora as inúmeras transgressões da Legislação Ambiental, vigente sobre recursos hídricos.

Continua o pesquisador: “…os últimos levantamentos que fiz em 2014 evidenciaram que este plantio priva o direito de ir e vir dos usuários do lago, que é um recurso de uso comum; as culturas absorvem demasiadamente as águas do lago enfraquecendo-as para invasão das marés salobras; aceleram o aterramento e compactação das várzeas, diminuindo a capacidade de armazenamento hídrico das conchas lacustres; está desvinculado da agricultura familiar, já que funciona como agronegócio, entre outros descompassos que desfavorecem o equilíbrio e plenitude ambiental das nossas água…”

Fotos: Gracinha Cutrim – Viana-MA

…por fim, a notada redução dos plantios nos últimos 4 anos deve-se ao medo dos agricultores mediante os prejuízos decorrentes das invasões de marés salobras ocorridas em 2012, 2013 e 2016… ou seja, não se trata de uma consciência ambiental, sim das primeiras respostas do lago em meio a tantas agressões…

Pesca de arrastão

Quem visitar o local denominado “Praia” antigo reduto de compra e venda de pescados em Viana ou até mesmo a bagunçada feira da Barra do Sol, jamais terá o prazer de observar e escolher uma espécie de peixe nativos em tamanhos e peso ideal para o consumo, assim como nossos pais e avós tiveram o privilégio de fazê-lo.

A fome, a necessidade e a falta de consciência dos pescadores não respeitam nem a proibição do período de defeso, quando os peixes estão se reproduzindo, tampouco a agonia do lago de Viana, castigado pelo assoreamento, lixo e esgoto, que estão lhe condenando a desertificação, caso não sejam tomadas providências urgentes e inadiáveis.

De Belém ou açude

O ex-goleiro de futebol, José Ribamar Vieira, o popular Catarrinho, todos os dias se desloca até a “praia” onde mantém a esperança de ainda se deparar com algum barco ou canoa om peixes nativos, graúdos e frescos, entre eles a pescada, o aracu ou surubim, para atender sua clientela, nas ruas ou na feira da Barra do Sol, espalhados em seu carrinho de mão.

“Eles, os pescadores utilizam redes gigantescas, de malha fina, fazem um grande arrastão no lago e estão acabando com tudo”, lamenta. “Estes aqui, infelizmente, são os únicos que temos e ninguém vai encontrar maior. Eles dizem que essas pescadas grandes são do lago mas não é verdade. São peixes de Belém, que chegam aqui congelados ou aqueles de açudes que os vianenses não têm o costume de consumir”, resigna-se.

Pescaria de carros de luxo

Operação da PRF apreendeu mais de 80 carros roubados ou clonados na Baixada Maranhense. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) divulgou, nesta segunda-feira (12), que 88 veículos que foram roubados no estado. A operação que contou com a parceria da Polícia Civil da Bahia registrou ainda 39 roubos na região baiana, o que contabilizou 127 ocorrências nos dois estados do Nordeste.

Segundo o superintendente da Polícia Rodoviária Federal do Maranhão, Paulo Moreno, a prática criminosa no estado acontecia principalmente na região da Baixada e nos Lençóis Maranhenses. “Esta prática foi mais relevante nas áreas da Baixada e Lençóis”, revelou. A ação foi desencadeada em municípios como São João Batista, São Vicente, Matinha, Pinheiro, São Bento, Viana e outras cidades.

Em Viana, no sábado, 3 de novembro, durante o dia e a noite, não rodaram nenhuma das ostentosas picapes Hilux, que costumam chamar a atenção nas ruas, no Parque Dilu Melo e nos campos. Porque será, hém!!!

Nova obra de Nonato Reis

Divulgação

A saga de Amaralinda, romance de base histórica, ambientado ás margens do rio Maracu/Viana, berço da catequese jesuítica, terá lançamento, dia 24/11, às 19 horas, Multicenter Sebrae, na 12 Feira do Livro de São Luís. O jornalista e escritor vianense convida todos os amigos para prestigiar o evento.

Momentos agradáveis com amigos

Dois registros especiais: o niver deste editor, realizado em 7 de outubro na Chácara Soeiro, em Viana, e no Parque Dilu Melo, em noite de pizza e parabéns para a mana Santinha. Na foto abaixo, Maércio  Cutrim, Cláudio Rocha, Simone Silva, Dr. Ezequiel Gomes, Dirce Costa, Luiz Morais, Cleinaldo Bil, Antonio Portela,  Dil, Bimbô e José Carlos Morais.

Abaixo: Joaquim e esposa, Socorro, Dirce Costa, Dr. Ezequiel Gomes, Santinha, Luiz Morais, José Arnold e esposa.

Niver de Carim Neto

Reencontro de amigos vianenses, na noite de quarta-feira (7/11), para comemorar o niver do amigo boa praça, Carim Neto. No registro: Rosana e Dario; Amauri, Sérgio Lopes, Clésio Lopes, Carim Choairy, Carim Neto, Cláudio Rocha, Luiz Morais, Miguel Moisés Cleinaldo Bil e Ver. Cézar Bombeiro. O evento aconteceu no “Boteco do Neto”, em sua residência no bairro Araçagy, em São Luís-MA.

A segurança do sistema eletrônico de votação

Por Flávio Braga*

Desde 1996, o Brasil possui um dos mais avançados sistemas de votação utilizados no mundo moderno, que envolve a captação, o armazenamento, a apuração de votos por meio da urna eletrônica, mecanismo que garante segurança, agilidade e transparência ao resultado da eleição.

Totalmente concebido e desenvolvido pela Justiça Eleitoral brasileira, o sistema utiliza meios próprios e criptografados de comunicação e transmissão de dados, distinguindo o  nosso país como um dos poucos que anunciam os resultados das eleições poucas horas após o encerramento da votação.

São mais de duas décadas de utilização da urna eletrônica, que já se tornou símbolo de lisura e confiabilidade. O sistema é reiteradamente testado e, apesar de inúmeras denúncias, nunca foi comprovada nenhuma manipulação ou fraude.

Em 22 de outubro deste ano, o Tribunal Superior Eleitoral divulgou a “Carta à Nação Brasileira”, documento que refuta a possibilidade de a urna eletrônica completar automaticamente o voto do eleitor e destaca que a Justiça Eleitoral realiza, rotineiramente, testes e auditorias públicas que comprovam e asseguram a transparência e absoluta higidez do voto eletrônico (auditoria de votação eletrônica, teste público de segurança, auditoria em tempo real em seções eleitorais, assinatura digital de lacração dos sistemas etc).

O texto reafirma a total integridade e confiabilidade das urnas eletrônicas e do modelo brasileiro de votação e apuração das eleições. A carta enfatiza a comprovada segurança da urna eletrônica brasileira, bem como ressalta que o processo de votação é perfeitamente auditável.

Com efeito, a auditoria do voto eletrônico pode ocorrer de diversas maneiras, como a reimpressão do boletim de urna; a comparação entre o boletim impresso e o boletim recebido pelo sistema de totalização; verificação de assinatura digital; comparação dos relatórios e das atas das seções eleitorais com os arquivos digitais da urna etc.

O sistema eletrônico de votação é totalmente seguro. São oito barreiras físicas e mais de trinta barreiras digitais que inviabilizam ataques cibernéticos, mesmo porque em nenhum momento a urna e o sistema são conectados à rede mundial de computadores.

Após a conclusão dos trabalhos de totalização e transmissão dos arquivos das urnas, os partidos políticos e coligações poderão solicitar aos Tribunais Eleitorais cópias desses arquivos, dos espelhos de boletins de urna, dos arquivos de log referentes ao sistema de totalização e dos registros digitais dos votos.

*Flávio Braga é Pós-Graduado em Direito Eleitoral, Professor da Escola Judiciária Eleitoral e Analista Judiciário do TRE/MA.

Desejo de ‘melhorar de vida’ que elegeu Lula move eleitor de Bolsonaro, diz Flávio Dino

Reeleito governador do Maranhão com 59% dos votos neste domingo, Flávio Dino (PCdoB) é “totalmente contra” que seu aliado, o candidato a presidente pelo PT, Fernando Haddad, escreva uma carta aos brasileiros nos moldes da que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez em 2002.

BBC News Brasil 

O documento, em que Lula assumiu compromissos na condução da economia – como, por exemplo o equilíbrio das contas públicas –, costuma ser apontado como fundamental para a primeira vitória petista, ao reduzir as resistências ao líder sindical. Para Dino, no entanto, “ninguém leu” a carta e Lula venceu porque era, naquele momento, “um sinal de expectativa de melhoria de vida”.

As propostas de Jair Bolsonaro e Fernando Haddad à Presidência do Brasil

Segundo turno será ‘disputa da rejeição’

Na sua visão, esse mesmo sentimento é a principal explicação para Jair Bolsonaro (PSL) ter obtido 46% dos votos válidos no primeiro turno presidencial, ficando bem à frente de Haddad, que registrou 29%. Os dois disputarão o segundo turno dia 28.

Dino reconhece que os brasileiros de menor renda viram suas condições de vida piorar a partir do governo Dilma Rousseff (PT). Parte deles, diz, acabou “seduzida” pela proposta bolsonarista de armar a população contra os criminosos.

“É óbvio que uma coisa não tem nada a ver com a outra: arma não gera emprego, arma gera homicídio. Mas é o (discurso) que está aí nos segmentos populares, sobretudo no Sul e Sudeste. Acabaram aderindo ao Bolsonaro, na expectativa de melhorar sua vida”, analisa.

Para o governador, cujo partido está coligado ao PT e apontou Manuela d’Ávila para vice na chapa, Haddad deveria buscar aproximação com outros líderes políticos, como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e os candidatos derrotados Geraldo Alckmin (PSDB) e Marina Silva (Rede). Ele não acredita, porém, que isso será determinante para uma vitória.

O foco, defende, dever ser recuperar os votos do “povão” no embate de propostas econômicas.

“Sobretudo mostrar que, em termos da economia, ou seja, do emprego, do trabalho, da renda, Bolsonaro é um (presidente Michel) Temer piorado. Esse é o centro do debate”, resume.

Fernando Haddad é observado por outras pessoas em encontro do PT: Para Dino, campanha petista deve conquistar a população com propostas econômicas

Já sobre a cobrança de parte da sociedade para que o PT faça uma autocrítica sobre a corrupção nos governos Lula e Dilma, Dino diz que para ele é “suficiente” o fato de Haddad não ter sido envolvido “em nada de ilegal”.

O ex-prefeito de São Paulo foi denunciado em agosto pelo Ministério Público a partir da delação de Ricardo Pessoa, ex-presidente da UTC, que diz ter repassado R$ 2,6 milhões para pagamento de dívidas da campanha. Haddad nega e diz que a acusação foi uma retaliação a sua decisão de suspender uma obra da UTC com indícios de superfaturamento logo no início de sua gestão como prefeito.

Leia, AQUI, trechos da entrevista.

Pesquisa Ibope no Maranhão: Flávio Dino, 56%; Roseana Sarney, 30%

Considerando apenas os votos válidos, Flávio Dino tem 59%, Roseana Sarney tem 32%, Maura Jorge tem 5%, Roberto Rocha tem 2% Ramon Zapata tem 1% e Odívio Neto tem 1%. Levantamento foi feito entre os dias 2 e 4 de outubro.

Por G1 MA — São Luís

Pesquisa Ibope divulgada nesta quinta-feira (4) aponta os percentuais de intenção de voto para o governo do Maranhão. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Votos totais

Veja os números da pesquisa estimulada, considerando todas as intenções de voto, inclusive as respostas dos eleitores que se declaram indecisos ou que votariam em branco ou nulo:

Flávio Dino (PCdoB): 56%

Roseana Sarney (MDB): 30%

Maura Jorge (PSL): 4%

Roberto Rocha (PSDB): 2%

Ramon Zapata (PSTU): 1%

Odívio Neto (PSOL): 1%

Brancos/nulos: 4%

Não sabe: 2%

Evolução dos votos totais

Em relação ao levantamento anterior, divulgado no dia 19 de setembro:

Flávio Dino (PCdoB) foi de 49% para 56%

Roseana Sarney (MDB) foi de 32% para 30%

Maura Jorge (PSL) passou de 5% para 4%

Roberto Rocha (PSDB) se manteve com 2%

Ramon Zapata (PSTU) passou de 0% para 1%

Odívio Neto (PSOL) passou de 0% para 1%

Brancos/nulos foi de 7% para 4%

Não sabe foi de 5% para 2%

Pesquisa Ibope de intenção de voto para governador do Maranhão nas eleições 2018  — Foto: Reprodução/TV Mirante Pesquisa Ibope de intenção de voto para governador do Maranhão nas eleições 2018  — Foto: Reprodução/TV Mirante

Pesquisa Ibope de intenção de voto para governador do Maranhão nas eleições 2018 — Foto: Reprodução/TV Mirante

Votos válidos

Veja, abaixo, o resultado da pesquisa Ibope considerando apenas os votos válidos. Para calcular esses votos são excluídos da amostra os votos brancos, os nulos e os eleitores que se declaram indecisos. O procedimento é o mesmo utilizado pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado oficial da eleição. Para vencer no primeiro turno, um candidato precisa de 50% dos votos válidos mais um voto. Veja os índices:

Flávio Dino (PCdoB): 59%

Roseana Sarney (MDB): 32%

Maura Jorge (PSL): 5%

Roberto Rocha (PSDB): 2%

Ramon Zapata (PSTU): 1%

Odívio Neto (PSOL): 1%

A pesquisa foi encomendada pela TV Mirante. É o terceiro levantamento do Ibope realizado depois da oficialização das candidaturas na Justiça Eleitoral.

No levantamento anterior, feito entre 16 e 19 de setembro, os percentuais de intenção de votos eram os seguintes: Flávio Dino (PCdoB): 49%; Roseana Sarney (MDB): 32%; Maura Jorge (PSL): 5%; Roberto Rocha (PSDB): 2%; Ramon Zapata (PSTU): 0%; Odívio Neto (PSOL): 0%; Brancos/nulos: 7%; Não sabe: 5%.

Ibope divulga índice de votos válidos dos candidatos ao governo do Maranhão — Foto: Reprodução/TV Mirante Ibope divulga índice de votos válidos dos candidatos ao governo do Maranhão — Foto: Reprodução/TV Mirante

Ibope divulga índice de votos válidos dos candidatos ao governo do Maranhão — Foto: Reprodução/TV Mirante

Sobre a pesquisa

Margem de erro: 3 pontos percentuais para mais ou para menos

Quem foi ouvido: 1.008 eleitores

Quando a pesquisa foi feita: 2 a 4 de outubro

Registro no TRE: MA-07570/2018

Registro no TSE: BR-03151/2018

Contratante da pesquisa: TV Mirante

O nível de confiança utilizado é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem o atual momento eleitoral, considerando a margem de erro

0% significa que o candidato não atingiu 1%. Traço significa que o candidato não foi citado por nenhum entrevistado

Eleições 2018 – Viana procura representantes para chamar de “seus”

O que têm em comum o irreverente e carismático Walber Duailibe, (falecido), que nasceu em São Luís e foi prefeito de Viana de 1973 a 1976 e de 1982 a 1988, em mandato prolongado; o craque e ex-prefeito Djalma Campos, (falecido), e também o ex-prefeito Chico Gomes (ainda na ativa)?

Arquivo

Tratamos aqui dos três mais recentes e conhecidos ex-deputados estaduais que já representaram genuinamente o nosso município na Assembleia Legislativa.

Sem entrar nos detalhes das atuações, emendas parlamentares ou outros benefícios destinados e ou intermediados por esses parlamentares, a quarta cidade mais antiga do estado clama por uma voz firme, determinada e comprometida com a inclusão de Viana entre as obras estruturantes que hora são realizadas todas as regiões pelo governo do Estado, porém, o que assistimos até então por estas bandas são os famosos “puxadinhos”, remendos em escolas ou asfalto jogado nas ruas sem a mínima condição de longevidade.

O que foi prometido ou ainda iniciado continua sem sair dos alicerces – ou sem sair do papel.

O Blog Vianensidades, atendendo pedidos dos seus milhares de seguidores, fez um levantamento parcial sobre a situação real e o desenrolar destas eleições majoritárias, na qual vamos eleger presidente, senadores e deputados.

Sim, são eles, queiramos ou não que vão definir o nosso futuro e das próximas gerações.

Depois da eleição de Magrado Marros (PSDB), em 2016, os grupos políticos locais se esfacelaram e, agora, tentam juntar os cacos, neste pleito que pode fortalecer e fazer a diferença já no próximo ano de 2020 para prefeito.

O Blog selecionou algumas situações, de modo que o eleitor/internauta possa visualizar o cenário com mais consciência e, assim poder escolher o seu representante, ou seja, um parlamentar que assimile o DNA vianense, que reconheça nossas carências e mazelas e que retorne ao município depois da eleição.

Rumo à reeleição

Mesmo a maioria dos grupos, inclusive os inquilinos do Casarão Azul, apoiando a reeleição de atual governador, Flávio Dino (PCdoB), nota-se a falta de coerência ideológica e o que se sobrepões são os interesses coletivos ou individuais daqueles que montaram verdadeiros QGs eleitorais na Cidade dos Lagos.

Federais e estaduais

O sindicalista Cleinaldo Bil, presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Estaduais, Cleinaldo Bil, uma das boas surpresas do último pleito estadual, com votação expressiva em Viana, sua terra natal (8.211 votos no geral), vem com força total, agora mais experiente e com novas parcerias políticas.

Mais uma vez candidato a deputado estadual, oriundo das camadas populares, um dos fundadores do PT e militante da CUT, Bil conta com apoio do movimento sindical e, fechou dobradinha com Luzardo Segundo (PHS), jovem vereador vianense que experimenta as urnas como candidato a deputado federal.

Cleinaldo Bil, Cezar Bombeiro e Eduardo Braide. – Forte votação no bairro Liberdade, em São Luís

Na capital São Luís, Bil conta com o apoio e o carisma de Eduardo Braide, que depois da grande votação que quase o conduziu à Prefeitura, agora tenta a Câmara Federal, além da força eleitoral do irmão, o vereador Cezar Bombeiro (PSD).

Nélio Júnior e Marcone Veloso comandam o corpo a corpo por Gastão Vieira em Viana

O jovem historiador, estudante de direito e ex-candidato a vereador, Nélio Júnior, com apoio de nomes como Marcone Veloso, Dirce Costa, Joaquim Campelo, Jarbas Bezerra, Leonardo Barros, Adgerson Serrão, Geraldo Costa, Rose Barroso, Cleonildo Santos, entre outros, apoiam e fazem uma forte campanha para o ex-ministro do Turismo, Gastão Vieira (PROS), cotadíssimo pelos analistas para voltar à Câmara Federal.

Na esteira dessa caminhada, também estão sendo apoiados os candidatos a deputado estadual, Jota Pinto (Patriotas), Honorato Fernandes (PT), Dr. Iglésio (PDT), e devem amealhar o seu quinhão de votos na cidade.

Carrinho Cidreira – fechado com Bira (federal) e Toca Serra (estadual), de olho em 2020.

O empresário e ex-prefeito Carrinho Cidreira (PSB), com o gás renovado e bem colocado em várias enquetes para prefeito de Viana, aposta em Bira do Pindaré (PSB), para federal e em Toca Serra (Patriotas), para engrossar o seu calibre político/eleitoral e, assim tentar mais uma vez realizar o sonho de ser prefeito da sua terra natal.

Ciro Neto e Dr. Ezequiel Gomes – parceria que pode render frutos agora e no futuro.

Já o advogado Ezequiel Gomes, que se manteve com a coerência política do ex-prefeito Chico Gomes, aposta no projeto político do jovem administrador Ciro Neto (Progressistas), filho do prefeito de Presidente Dutra, Juran Carvalho, e também aposta na reeleição do deputado federal João Marcelo (MDB), filho do senador João Alberto (MDB).

Com apoio de mais 40 municípios, a maioria da Região Central, e a determinação do pai prefeito, Ciro Neto deve sair com grande votação e reais chances de ocupar uma cadeira na ALEMA.

Ezequiel abriu as portas do seu sítio, na MA-014, para a militância do candidato, e tem feito sucessivas reuniões com lideranças, inclusive com Chico Gomes, coordenador local da candidata Roseana Sarney (MDB).

Fellickson do Posto, Getúlio Júnior e lideranças, abracaram as campanhas de Josimar e Vinícius Louro.

O empresário Fellickson do Posto, presidente do PR em Viana, também arregimentou seus correligionários e caiu em campo na região, apresentando o candidato a deputado federal, Josimar de Maranhãosinho (PR), e Vinícius Louro (PR), dupla que se fez presente em vários eventos em Viana, para conhecer e o potencial econômico e eleitoral da Baixada.

Fellickson tem como fiel escudeiro o ex-secretário de esportes, Getúlio Júnior e, também podem sair vitoriosos com os seus dois candidatos.

Correndo por fora

Viana também pode ter a surpresa de pela primeira vez ter uma representante do sexo feminino na Assembleia Legislativa.

Mical Damasceno no corpo a corpo – carisma e forte votação do segmento evangélico do Estado

Sem muito alarde nas hostes políticas tradicionais, mas com forte militância no segmento evangélico, Mical Damasceno (PTB), filha do pastor Pedro Aldi Damasceno, presidente das Assembleias de Deus no MA, já figura como favorita pelos analistas, na chapa Maranhão Pode Mais. A conferir.

Debutante

O Jovem Leandro Azevedo, filho da professora vianense Heloisa Ericeira (in memorian), que teve cinco mandatos em Santa Luzia do Tide, estreia na política já contando com esse capital eleitoral da mãe.

Leandro Azevedo (centro) – estreia com carisma e prestigio na política

Leandro tem um forte trabalho social na região do Pindaré e, também fez campanha em Viana, onde tem muitos parentes e amigos, em busca de engrossar sua votação.

O fator Magrado

Eleitores de Magrado Barros atendem o seu chamado e fazem barulho em Viana.

O prefeito de Viana Magrado Barros (PSDB) poderia estar voando em céu de brigadeiro nesta eleição, porém, a crise política e econômica do país, a sua inexperiência administrativa e esperança de mudança que os 14.400 votos vianenses depositaram na sua eleição viraram cinzas no atual cenário.

Macho velho vive uma crise braba no seu próprio terreiro, a começar pela vice-prefeita, Lucimar Gonçalves, que segue a orientação política do filho, ex-prefeito Rilva Luís, que aposta suas fichas na reeleição do federal de Pinheiro, Victor Mendes.

A sua base de oito vereadores foi implodida pela última eleição para a direção da Câmara Municipal e, cada edil está livre para suas próprias escolhas.

Na última quarta-feira (3), o gestor vianense se esforçou para não decepcionar os seus dois escolhidos, Juscelino Filho, federal (DEM), e estadual Marcelo Tavares (PSB), Chefe da Casa Civil, e candidato a reeleição.

Macho Velho usou a força da máquina administrativa e colocou povo nas ruas, com barulho, foguetes e comício na Praça de Eventos.

O evento, claro, deixou parcela da população boquiaberta, visto que o gestor vianense é detonado diariamente nas redes sociais, que mostram fotos e imagens do descalabro administrativo na cidade, ruas de lama e buracos, salários atrasados, problemas no hospital, falta de ambulância e de merenda escolar.

Será que se perpetua entre o povo de Viana essa cultura do “complexo de vira-latas” – ou, na pior da hipótese, aquela da “mulher de malandro” que quanto mais apanha, mais submissa se mantém? Ou esse masoquismo inexplicável de sofrer humilhações, desprezo e mesmo assim se mostrar feliz ao menor aceno do político que lhe serve de algoz. Freud explica?  

Como se observa, os 34.491 (Dados do TSE) eleitores vianenses serão perseguidos e fatiados entre os candidatos com maior volume de campanha e mobilização eleitoral.

Impossível prever se caso a maioria dos candidatos se eleja ou reeleja, se eles serão gratos ao povo de um município de 261 anos, Polo da Baixada Maranhense, berço de artistas, intelectuais, músicos e esportistas, entre outros talentos, visto que Viana tem pressa por progresso e desenvolvimento.

As cartas estão na mesa, o jogo será jogado e, cabe ao eleitor soberano, escolher e, todavia, lembrar que ao vender o seu voto, também poderá estar comprometendo o futuro da sua cidade, de sua família e dos seus descendentes. Que vençam os melhores!    

Os pobres na propaganda eleitoral

Por Ed Wilson Araújo

As campanhas eleitorais sempre trazem novidades, mesmo que sejam retrógradas e antigas, mas recauchutadas. Uma delas é a presença dos pobres na TV e no rádio. Talvez seja esta, a propaganda eletrônica, o único momento de protagonismo dos excluídos.

Vez por outra vejo na TV, na retórica(!) do candidato ao governo Roberto Rocha (PSDB), um lavrador falando da sua condição e dificuldades da labuta da terra.

No começo da campanha eletrônica, o candidato a senador Sarney Filho (PV) colocou no seu programa uma estrela das quebradeiras de babaçu… dona Nice do PT, referência na luta dos oprimidos.

Não condenemos Dona Nice. Ela não tem culpa. É duplamente massacrada pelo capitalismo excludente e pelo assédio no tempo em que vaca desconhece bezerro – a eleição!

Nunca nesta vida, e nem nas outras passadas, o filho de José Sarney foi aliado das mulheres que labutam no coco e no machado, na luta pela preservação das riquezas naturais. Apenas na TV, falsamente.

A televisão tem esse poder de estimular a sociedade do espetáculo, segundo o filósofo francês Guy Debord, traduzindo a ideia de que o povo no geral aparece, mas não participa. E, quando aparece, é sempre na condição de oprimido ou plateia.

Há controvérsias sobre as teses de Debord. Eu gosto das ideias dele, mas tenho simpatia por Martín-Barbero. E não considero deus nenhum dos dois, porque para mim teoria não é religião!

A condição de plateia é um dos argumentos de Debord para criticar a democracia burguesa. O povo, no geral, vota, mas não participa. Tem uma aparência de efetividade na política, mas está na dependência de um líder, guia, guru ou operador, sob o manto do poder econômico. Segundo Debord, o povo é sempre plateia no palco espetacularizado da eleição.

Eis o sentido do espetáculo no qual o próprio oprimido participa da opressão, sob o manto da democracia.

Isso faz todo sentido quando observamos a narrativa da operação Lava Jato, estruturada em capítulos, como série ou telenovela, colocando o povo à espera do novo preso e do espetáculo da operação da Polícia Federal na TV.

A judicialização da política, combinada e articulada à mídia (Rede Globo), é o ápice da construção do espetáculo nas manchetes dos telejornais.

Esta narrativa sempre teve como vilão o PT e “principal criminoso”, “o bandido”, “Lula”, em contraponto ao mocinho “Sergio Moro”. A mídia, em parte, combinada à Lava Jato, construiu esse consenso facilmente adaptável ao senso comum: o mocinho “Sergio Moro” e o bandido “Lula”. É novela, ou não é!?

O pedreiro quando chega a casa, após um dia cansativo de trabalho na obra, assiste ao Jornal Nacional e tende a aceitar a narrativa majoritária. Ou não! Pode refutá-la! Por isso não gosto de igrejas teóricas no âmbito das Teorias da Comunicação.

A arquitetura jurídico-midiática-parlamentar ajudou a construir (ou fortalecer) uma figura singular, no âmbito do fascismo: “o pobre de direita”, eleitor de Jair Bolsonaro. Não devemos condenar essas pessoas, apenas entender a dinâmica da política e as origens do totalitarismo, que estão na mobilização do capitalismo para se adaptar às novas circunstâncias ultraliberais – o mercado é a única narrativa capaz de “salvar” a humanidade.

O inominável, embora seja produto da onda fascista, cresce fora dos meios convencionais de comunicação, pelas redes sociais, mas o debate da TV aberta (TV Globo) será o momento decisivo. A Globo vai aderir à onda ultraliberal?

Veja você como a democracia no Brasil ainda precisa de aperfeiçoamento.

As regras da propaganda eleitoral na democracia contemporânea elaboram o discurso da participação, mas reduzem os excluídos às pequenas aparições caricatas da pobreza e eliminam os partidos menores do horário na TV. Que democracia é essa que impede o PSTU de falar na TV?

Os pobres, quando aparecem reclamando da ausência de políticas públicas nos programas eleitorais dos partidos liberais, são colocados na posição de “inocentes úteis”, ensaiados nas estratégias dos marqueteiros, apenas como linha auxiliar dos poderosos.

Feito este preâmbulo, é fundamental afirmar!

Votamos no 13 sem pestanejar, contra o fascismo. Mas, não basta eleger Fernando Haddad (PT). Se for para repetir os erros de Lula, vale a pena (?!). É fundamental que o novo mandato petista seja o meio para a reconstrução da democracia no Brasil, em sentido pleno, que não será possível discorrer aqui.

No essencial, para fazer justiça ao título desse artigo, é fundamental atender os pobres além do assistencialismo, inclui-los de fato na produção, na economia, na estratégia. E não apenas nos programas eleitorais.

É uma tarefa difícil, porque significa uma declaração de guerra ao capitalismo, ato de afronta à ordem internacional.

Participação, no sentido pleno da democracia, foi reduzida a pequenas aparições dos pobres nos programas eleitorais, reclamando da ausência de políticas públicas, vez por outra colocados na posição de “inocentes úteis” nas estratégias dos marqueteiros.

A democracia é um horizonte; Vamos de Haddad, buscando o caminho, sabendo que será difícil.