Flávio Dino presta contas de sua gestão e anuncia prioridades para 2018

 

Ao participar da Sessão Solene de reabertura dos trabalhos da Assembleia Legislativa, o governador Flávio Dino prestou contas, na tarde desta segunda-feira (5), das ações realizadas pelo governo do Maranhão, durante o exercício de 2017, e fez o anúncio das prioridades governamentais para o ano de 2018.

Logo no início de seu pronunciamento, o governador Flávio Dino fez saudação ao presidente da Casa, deputado Othelino Neto, desejando a ele êxito na nova missão como presidente efetivo da Assembleia Legislativa do Estado.

“Venho aqui desejar que este ano de 2018 seja um período marcado pelo trabalho dedicado, a serviço do nosso povo e tenho certeza que assim o será. Somos guardiões dos princípios constitucionais da autonomia e da harmonia entre os Poderes e, por isso, dirijo essas palavras de congratulações e, ao mesmo tempo, de desejo sincero e profundo do máximo sucesso quanto possível ao me dirigir a este Parlamento pela primeira vez, tendo V. Ex.ª na Presidência desta casa”, discursou Flávio Dino.

Em seguida, o governador  fez uma homenagem especial ao ex-presidente da Assembleia, deputado Humberto Coutinho, que faleceu em Caxias logo no início do mês de janeiro passado.

“É claro que não posso deixar de, nesta mesma oportunidade, destacar e sublinhar mais uma vez, e sempre, a minha reverência profunda àquele que esteve aqui nas três vezes anteriores em que eu tive a honra de me dirigir a esta Casa. De modo que eu rendo as minhas homenagens emocionadas ao presidente Humberto Coutinho, que tanta falta faz à política do Maranhão”, afirmou Flávio Dino, pedindo logo em seguida uma salva de palmas ao ex-deputado Humberto Coutinho.

Ao assinalar fazer um balanço das ações do governo, Flávio Dino, declarou que, ao longo do exercício de 2017, uma das maiores conquistas do Governo foi na área da Saúde, destacando a importância do Hospital do Câncer e a ampliação do número de leitos no Estado.

“Faço questão de sublinhar que nós tivemos uma ampliação no nosso governo de 42% do número de leitos hospitalares disponíveis, especialmente em razão da abertura e manutenção de seis novos hospitais de alta complexidade nas várias regiões do nosso Estado, salvando milhares de vidas. No ano de 2017, aprofundando esse processo, tivemos dois novos passos: de um lado, a abertura do Hospital de Traumatologia e Ortopedia de São Luís, o que nos permite hoje sairmos de uma média de cerca de 80 cirurgias ortopédicas, por mês, para algo que se aproxima de 400 cirurgias ortopédicas, por mês”, disse.

O governador explicou que, desta forma, está sendo possível ajudar a diminuir a pressão sobre o Hospital Municipal Clementino Moura, o Socorrão II, mantido pela Prefeitura de São Luís.

EDUCAÇÃO

Na área da Educação, o governador salientou o sucesso do Programa Escola Digna, anunciando que vai continuar o experimento bem sucedido atinente aos uniformes escolares. E, da mesma forma, irá prosseguir com o Programa “Sim, Eu Posso”, que vai entrar no terceiro ciclo de alfabetização.

Ainda na área da Educação, Flávio Dino mencionou outro fato de enorme importância. “Em 2018, nós vamos chegar a 40 escolas de tempo integral no nosso Estado. Quando nós assumimos, nós não tínhamos tempo integral organizado no Maranhão, hoje nós temos 18 unidades funcionando, sendo 11 da rede da Secretaria de Estado da Educação e sete Iemas de gestão plena. Então, é um salto que eu gostaria também de sublinhar, que é a consolidação da rede de Educação em tempo integral no Maranhão, seja na sua vertente acadêmica, seja na sua vertente de educação profissional”.

Na área da Segurança Pública, o governador frisou que houve uma redução de 71% nos assaltos a bancos, paralelamente às melhorias na vida dos servidores, entre elas a contratação de policiais, a valorização das categorias e concursos públicos feitos pelo Estado.

“Nós estamos reequipando a Polícia do Maranhão. Já adquirimos todos os tipos de viaturas, camionetes, motocicletas, caminhões, veículos do sistema penitenciário”, citou Flávio Dino.

Dentre as prioridades para o ano de 2018, o governador explicou que há diferentes estágios do Programa Mais Asfalto: execução, início, conclusão, recuperação da pavimentação ou construção de rodovias estaduais. Ele assegurou a continuidade do programa Mais Asfalto.

“A nossa meta em manutenção de estradas, novas estradas e vias urbanas deve chegar este ano a algo em torno de mil quilômetros, ou seja, entre manutenção, construção de novas estradas e o programa Mais Asfalto. Vamos ampliar o Programa Travessia para outras cidades, que é o programa de transporte de pessoas com deficiência e, em breve, vamos anunciar essa importante meta”, enfatizou.

Ao encerrar seu discurso, o governador Flávio Dino anunciou a ampliação de programas realizados em praticamente todos os setores de seu governo. E destacou a importância da harmonia entre os Poderes. “Cada um tem o seu papel e nós temos tido um ambiente de muita harmonia, de muita paz e é o que nós buscamos permanentemente, tenho certeza de que assim será como tem sido com esta nossa Assembleia Legislativa”, acentuou Flávio Dino.

Via Blog do John Cutrim/Do Jornal Pequeno

Pesquisas e enquetes eleitorais

Por Flávio Braga*

A partir de 1º de janeiro deste ano, entidades ou empresas que realizarem pesquisas de opinião pública sobre as eleições ou sobre os possíveis candidatos, para conhecimento público, ficam obrigadas a registrar cada pesquisa no Juízo Eleitoral ao qual compete fazer o registro dos candidatos, com no mínimo cinco dias de antecedência da divulgação, com os dados previstos em lei e nas resoluções expedidas pelo TSE.

Pesquisa eleitoral é o inquérito estatístico realizado junto a uma parcela da população de eleitores, com o objetivo de aferir a preferência e a intenção de voto a respeito dos candidatos que disputam uma determinada eleição. De sua vez, enquete eleitoral é a mera coleta de opiniões, sem controle de amostra, que não utiliza método científico para sua realização, não obedece às disposições legais e depende apenas da participação espontânea do interessado.

Assim, não se confunde a enquete com a pesquisa eleitoral. Esta é um levantamento formal e deve ser minuciosa quanto aos critérios, regularidade, abrangência e método adotado; aquela é uma sondagem informal, realizada de forma precária, sem a exigência de qualquer rigor técnico.

O artigo 33, §5º da Lei Geral das Eleições proíbe a realização de enquetes no período da campanha eleitoral. A norma foi repetida no artigo 23 da Resolução TSE nº 23.549/2017, que dispõe sobre pesquisas eleitorais nas eleições de 2018. A inobservância dessa regra é considerada divulgação de pesquisa eleitoral irregular (sem registro na Justiça Eleitoral), autorizando a aplicação das sanções legais.

Na divulgação dos resultados de pesquisas serão obrigatoriamente informados: o período de realização da coleta de dados; a margem de erro; o número de entrevistas; o nome da entidade ou empresa que a realizou e de quem a contratou e o número do processo de registro da pesquisa.

A divulgação de pesquisa irregular (sem o prévio registro perante a Justiça Eleitoral) sujeita os responsáveis à multa no valor de R$ 53.205,00 a R$ 106.410,00. A divulgação de pesquisa fraudulenta constitui crime eleitoral, punível com pena de detenção de seis meses a um ano e multa no valor acima mencionado, sendo responsabilizados os representantes legais da empresa ou entidade de pesquisa e do órgão veiculador.

A lei impõe essas graves sanções porque a divulgação de pesquisas eleitorais deve ser feita de forma responsável, devido à influência que exerce no ânimo do eleitorado, com potencial repercussão no resultado do pleito, uma vez que devem ser resguardados a legitimidade e o equilíbrio da disputa eleitoral.

De acordo com o artigo 21 da Resolução TSE nº 23.549/2017, o veículo de comunicação social arcará com as consequências da publicação de pesquisa não registrada, mesmo que esteja reproduzindo matéria veiculada em outro órgão de imprensa.

*Flávio Braga é Pós-Graduado em Direito Eleitoral, Professor da Escola Judiciária Eleitoral e Analista Judiciário do TRE/MA.

Inaugurado há quatro meses, HTO reduz tempo de espera por cirurgias


Com o HTO, tempo de espera por cirurgias foi reduzido (Fotos: Julyane Galvão)

 

A aposentada Eloiza Rocha, de 66 anos, passou por momentos de dor intensa ao cair no quintal de casa no último dia 28 de janeiro e fraturar o joelho. Natural de Miranda do Norte, ela recebeu encaminhamento para São Luís e passou por cirurgia no Hospital de Traumatologia e Ortopedia do Maranhão (HTO), na quinta-feira (1º). O pouco tempo entre o incidente e o procedimento diminuirá o tempo de recuperação e o risco de sequelas, além de melhorar a qualidade de vida da paciente.

“Caí em cima da perna onde já tinha feito outra cirurgia e quebrou. Nunca imaginei ser atendida tão rápido. Da primeira vez que precisei, em 2010, passei quase três meses atrás de médico e não conseguia. Vim para São Luís, no mesmo dia e trazida para o HTO no dia 31. Essa rapidez faz o sofrimento da gente diminuir”, disse a aposentada, que passou por um procedimento chamado osteosíntese de patela.

Assim como ela, centenas de pacientes já se beneficiaram com a unidade entregue pelo Governo do Estado em outubro de 2017. O equipamento de saúde, primeiro do estado destinado ao atendimento das demandas de alta complexidade exclusivo na área, tem garantido atendimento ágil e eficaz à população, reduzindo a fila e o tempo de espera.

“Investir no HTO foi uma das decisões mais acertadas da gestão Flávio Dino, pois conseguimos atuar em um grande gargalo no atendimento em saúde. Até então, as cirurgias eram feitas no Hospital de Câncer do Maranhão, com limitações de equipamentos e de número de cirurgias e com uma demanda cada vez mais crescente. Entregamos uma unidade com perfil cirúrgico e equipamentos de última geração”, enfatiza o secretário de Estado da Saúde, Carlos Lula.

Com uma estrutura composta por 44 leitos, sendo 10 deles de UTI, e três centros cirúrgicos, o HTO tem realizado mais de 200 cirurgias por mês, número que tem aumentado progressivamente. A perspectiva é que cheguem a 400 cirurgias mensais.

Em 2014, com os procedimentos cirúrgicos realizados no Hospital do Câncer do Maranhão (antigo Hospital Geral), apenas 30 cirurgias eram feitas mensalmente, capacidade que já havia aumentado para 80, em 2015, já na gestão do governador Flávio Dino.

Atendimentos

Segundo o diretor clínico do HTO, Newton Gripp, essa agilidade se deve a uma soma de fatores. Primeiro, ao fato de a unidade ser dedicada exclusivamente às cirurgias ortopédicas adultas e infantis. Depois, o talento e dedicação do corpo especializado – são 26 ortopedistas, sete plantonistas, dois coordenadores, dois cirurgiões maxibucofacial, um cirurgião plástico, além de intensivistas, cardiologistas e outros especialistas.

“Havia uma fila enorme de pessoas aguardando por uma cirurgia. No Hospital de Câncer funcionávamos em uma ala, com apenas 24 leitos, e com um centro cirúrgico que era prioritário para as cirurgias de câncer, isso fazia a capacidade operacional ser reduzida. Isso gerou uma espera de até dois anos. Hoje, um paciente demora em média três meses para ser operado”, afirmou o diretor.

Outro destaque é a capacidade do HTO realizar cirurgias de alta complexidade, como alongamentos ósseos, traumas graves de acetábulo e bacia, escolioses congênitas e adquiridas, videocirurgias artroscópicas complexas. De outubro a janeiro, foram 5.935 atendimentos, considerando-se cirurgias, consultas e outros procedimentos.

“Quando um hospital do Sistema Único de Saúde funciona bem, aumenta a procura por ele, inclusive de pacientes que costumam ser atendidos na rede particular. Temos observado esse movimento. Isso é um reconhecimento ao trabalho”, ressaltou Newton Gripp.

O Hospital de Traumatologia e Ortopedia funciona por meio de regulação – os pacientes precisam ser encaminhados por outras unidades de saúde para ter acesso à cirurgia no local. Com o atendimento rápido e humanizado, o que tem sobrado são os elogios dos pacientes.

“Estou no céu. Sendo bem atendida, com funcionários cuidadosos. Estou satisfeita e feliz. O hospital foi um presente para o estado. Acho que nem quero ir embora, vou ficar por aqui mesmo”, brincou Eloiza Rocha.

Diques da Produção já chegam a 16 municípios da Baixada Maranhense para ajudar produtores

Com o início das obras em Matinha no início deste mês, chegou a 16 o número de municípios beneficiados com a construção de 17 obras do Diques da Produção do Governo do Maranhão. O programa, executado por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedes), era esperado havia muito tempo pelos moradores da Baixada Maranhense. O programa vai chegar a 35 cidades no total.

O programa inclui a construção de diques e barragens. Os diques são canais com extensão média de 1,2 mil metros. Eles alagarão no período de chuvas e permitirão a sobrevivência de peixes que morreriam com a seca, além de oferecerem água para o gado e plantações. A obra vai servir para o uso comum da população, estimulando a geração de emprego e renda.

O presidente da Associação dos Moradores Quilombolas de Matinha, Raimundo Belfort Trindade, foi conferir de perto o início da construção do Dique em Matinha. A chegada da escavadeira foi a realização de um sonho para a comunidade.

“Ele [equipamento] vem com algo esperado pelo nosso povo, trazendo mais produção, uma arrecadação e preservação de área para que tenhamos alimentação, produtividade e sustentabilidade da comunidade”, comentou.

As obras já foram finalizadas em 13 municípios, onde os tanques já contam com toda a estrutura necessária para o armazenamento da água. Matinha, Olinda Nova e o segundo dique de Bequimão também já tiveram construção iniciada.

O secretário da Sedes, Neto Evangelista, afirmou que as obras de construção desses diques estão entre as mais importantes ações do Governo do Estado na Baixada Maranhense: “A meta é transformar a realidade atual da região com produção, crescimento econômico e inclusão socioprodutiva”.

Um dos objetivos do projeto é reduzir os índices de insegurança alimentar e de pobreza na região e promover a geração de trabalho, emprego e renda nas comunidades contempladas.

Os municípios já beneficiados são Pinheiro, Bacurituba, Arari, Olinda Nova, São Vicente Ferrer, Cajapió, Penalva, Bequimão, Santa Rita, São João Batista, Viana, Anajatuba, Mirinzal, Palmeirândia, Peri Mirim e Matinha.

“É uma conquista”, diz Flávio Dino sobre entrega de trecho duplicado da BR-135

 

“Rompemos um ciclo da falta de politica sociais e da falta de escolas” diz governador Flávio Dino. (Foto: Divulgação)

O governador Flávio Dino participou nesta quinta-feira (11) da entrega de mais um trecho da duplicação e da requalificação da BR-135, uma rodovia federal. Desta vez, foram mais 11 quilômetros, entre a localidade de Estiva e o município de Bacabeira. Com a liberação, fica concluída a duplicação de todo o Lote 1, no total de 26 quilômetros, um antigo pedido da população do estado.

A obra faz parte do programa Agora é Avançar, do Governo Federal. Também estiveram na cerimônia o ministro dos Transportes, Portos e Aviação, Maurício Quintella; o ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Moreira Franco; e o ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho; além de deputados federais, estaduais e representantes municipais.

“É uma obra importante pela dimensão social, econômica e salvação de vidas”, disse o governador Flávio Dino.

União

“Temos aqui o fruto dessa união entre a ação do Governo Federal e do Governo do Estado, da bancada federal e dos municípios, mostrando que quando há união os resultados aparecem”, acrescentou Flávio Dino. A bancada maranhense no Congresso Nacional se dedicou a destinar verbas para a conclusão do trecho da BR-135.

O governador Flávio Dino esteve em Brasília com o ministro Maurício Quintella assim que este assumiu o cargo, em 2016. Em pauta, a conclusão da duplicação da BR-135, que foi também tratada em outras 21 audiências realizadas entre o ministro e bancada federal maranhense.

Além disso, a BR-135 é o único acesso à capital maranhense e principal ligação com o Porto do Itaqui, que em 2017 movimentou quase 18 milhões de toneladas e é um dos pontos de escoamento de grãos do MATOPIBA (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia). (Foto: Divulgação/Ministério dos Transportes)

Vista aérea da BR-135. (Foto: Divulgação/Ministério dos Transportes)

Quintella afirmou que “a duplicação foi priorizada pelo governo federal e é uma das principais obras rodoviárias do Maranhão e do Brasil. Vamos reduzir acidentes e dar mais segurança aos motoristas. A rodovia liga a região produtora de Matobipa [Maranhão, Tocantins, Piuaí e Bahia] ao Porto do Itaqui. A duplicação também vai baratear o frete”.

Rodovia estratégica

Pela rodovia passam mais de 25 mil veículos por dia. A obra vai beneficiar diretamente mais de 1,5 milhão de pessoas na região metropolitana de São Luís. A BR-135 tem mais de 600 quilômetros e é o único acesso rodoviário à capital maranhense. Ela também representa a principal ligação com o Porto do Itaqui, que em 2017 movimentou quase 18 milhões de toneladas de grãos.

“Com a liberação desse trecho, entregamos ao povo maranhense 26 km do seu principal corredor rodoviário totalmente duplicado e que, com certeza, irá salvar vidas, reduzir acidentes e melhorar a trafegabilidade na região metropolitana de São Luís”, acrescentou o ministro dos Transportes.

Acompanhamento

“Com a liberação desse trecho, entregamos ao povo maranhense 26 km do seu principal corredor rodoviário totalmente duplicado e que, com certeza, irá salvar vidas, reduzir acidentes e melhorar a trafegabilidade na região metropolitana de São Luís (MA)”, afirmou o ministro Maurício Quintela Lessa.

Secretários e representantes do Governo do Estado também participaram da entrega. O presidente do Procon do Maranhão, Duarte Jr., lembrou que as equipes do órgão “acompanharam de perto e notificaram as empresas terceirizadas [responsáveis pela construção do trecho] para justificar o atraso nas obras e cobrar maiores investimentos e celeridade”.

“O Governo do Maranhão acompanhou com muita atenção e dedicação a realização dessa obra”, disse o secretário de Estado da Infraestrutura, Clayton Noleto.

“É uma obra que tem uma importância vital para o desenvolvimento do Maranhão”, disse o secretário de Indústria e Comércio, Simplício Araújo.

Wellington Batalha, usuário da rodovia, reconheceu o papel desempenhado pelo Governo do Estado e elogiou a postura: “Muitos governos se passaram e não se atentaram para a melhoria da BR-135 para sua duplicação e o governador Flávio Dino se atentou para isso”, disse Wellington, lembrando a postura do governador em cobrar, junto com a bancada federal maranhense a conclusão da obra.

Em entrevista a rádios, Flávio Dino diz que Maranhão chegará a 15 mil policiais para reverter atraso histórico

 

Flávio Dino dá entrevista a pool de emissoras de rádio. (Foto: Karlos Geromy)

Em 2014, o Maranhão tinha o menor efetivo proporcional da Polícia Militar no Brasil. Era um policial para cada 800 habitantes. A partir de 2015, o Estado passou a nomear milhares de policiais. Hoje, a proporção é de um profissional para quase 600 habitantes, dando um salto de quantidade e qualidade no Sistema de Segurança Pública.

Com o concurso público para chamar mais de mil profissionais e outras medidas para reforçar a tropa, o Maranhão terá um policial para cerca de 500 habitantes. Isso significa que o Estado terá uma frota proporcionalmente similar à média brasileira, revertendo em poucos anos um atraso de décadas.

Todas essas informações foram dadas pelo governador Flávio Dino a um pool (rede) de 50 emissoras de rádio nesta segunda-feira (18). A transmissão partiu dos estúdios da Nova 1290 Timbira.

“Chegamos a 12 mil policiais, um recorde para o Maranhão. Vamos chegar à nossa meta, que é em torno de 15 mil policiais, um número adequado”, afirmou Flávio.

Promoções

“Sem policial, não existe segurança pública. Estamos valorizando também os policiais militares. Já sou detentor de recorde de promoção de PMs. Isso significa que eles estão sendo respeitados em seus direitos. Antes passavam 20 anos, 25 anos sem promoção.”

Ele disse que o concurso para a PM é prova da valorização da profissão: “O número de mais de cem mil inscritos mostra que há uma grande atratividade na carreira hoje”.

Fim dos horrores

O governador lembrou que, além de forte investimento na contratação de policiais, houve uma transformação radical no sistema penitenciário maranhense. “A população ainda se lembra dos horrores de Pedrinhas”, disse Flávio ao comentar a nova realidade do sistema.

Ele ressaltou que os presídios receberam equipamentos e pessoal, o que ajudou a mudar o cenário. Entre esses equipamentos, estão mais de cem viaturas.

“Já entregamos 984 viaturas. Foram 933 para as polícias em todo o Estado e mais 115 para o sistema penitenciário”, afirmou o governador.

60% das escolas reformadas

O Escola Digna já construiu, reconstruiu ou recuperou centenas de escolas em todo o Maranhão. “Reformamos 60% dos prédios escolares da rede estadual. Se todo mundo tivesse feito isso antes, já teríamos muito mais escolas boas. Infelizmente a gente pegou essas escolas em estado péssimo”, afirmou Flávio.

Ele também ressaltou outras ações na educação: “Não tínhamos nenhuma escola integral, hoje temos 18. E vamos chegar a 40 neste comecinho do ano. Nenhum Estado fez isso na história. Temos entrega de Escola Digna praticamente toda semana. Dobramos o número de bolsas de pós-graduação, criamos uma universidade nova – a UemaSul -, fizemos o Cartão Transporte Universitário, em que a gente dá dinheiro para a pessoa chegar à universidade e estudar”.

Mais hospitais pela frente

Do caos à reorganização. Assim o governador resumiu, na entrevista, a rede estadual de hospitais que encontrou em 2015 e a que existe hoje.

“Havia um caos absoluto nos hospitais. Reorganizamos e hoje temos uma rede de hospitais de grande porte que resolvem os casos que os municípios não podem resolver”, disse Flávio. Ele citou o exemplo dos seis grandes hospitais regionais inaugurados desde 2015.

“Temos muitos hospitais para inaugurar no começo do ano, como Lago da Pedra e Chapadinha”, disse o governador nos estúdios na Nova 1290 Timbira.

Mais atendimentosEle também lembrou que houve forte expansão dos serviços e citou o exemplo de Imperatriz, que agora conta com radioterapia – que só existia em São Luís – e oncologia infantil.

Em São Luís, “o Hospital do Câncer passou a existir de verdade na nossa gestão. Antes era um hospital de placa, já que era ao mesmo tempo de ortopedia. Com o Hospital de Traumatologia e Ortopedia, agora temos um hospital de verdade para tratar o câncer”.

Ele ainda citou o serviço em São Luís voltado para crianças de todo o Estado com problema de neurodesenvolvimento. “A Casa Ninar é programa de referência em todo o Brasil. Pesquisadores estão vindo para conhecer o local, um trabalho humanizado, de altíssima qualidade”, disse ele.

“E fica num lugar simbólico, na antiga casa de festas do Governo do Maranhão. É um espaço público, todo mundo tem que visitar para ver o que era o passado, com desperdício de dinheiro, e o que temos hoje, com as crianças. A saúde é um foco determinante”, acrescentou.

Fim das “lendas”

Às 50 emissoras, Flávio Dino também disse que o Mais Asfalto vai continuar chegando a todas as regiões do Estado. O programa constrói estradas e pavimenta ruas e avenidas por todo o Maranhão.

O programa está acabando com “lendas”, que eram estradas sempre prometidas, mas nunca executadas. “Estamos concluindo a ligação de Fernando Falcão, com quase 90%. E iniciamos a MA-012, de Barra do Corda a São Raimundo Doca Bezerra, que era uma lenda”, exemplificou. Sobre a MA-275 (Amarante a Sítio Novo), o governador disse que “no começo de 2018 estarei lá para botar as máquinas para iniciar esse grande sonho de muitas décadas”, completou.

“E também vamos começar agora em 2018 a MA-008 (Paulo Ramos a Vitorino Freire), um sonho da região há muitos anos.” Sobre a Baixada, Flávio afirmou que “estamos recuperando totalmente a MA-014. Temos, também, a recuperação da estrada de Cujupe até Nunes Freire”.

Dezenas de Restaurantes Populares

Na entrevista, Flávio Dino disse que o número de Restaurantes Populares vem aumentando desde 2015. Quando ele assumiu, havia apenas 7, todos na capital. Agora, já são 16 espalhados pelo Maranhão, e novas entregas virão nesta semana e nos próximos meses. Com pratos a R$ 2, o Restaurante Popular serve refeições completas, balanceadas e saborosas. “Recebei sete e vou entregar entre 30 e 40. Vamos multiplicar por seis”, disse.

Ana Jansen: a pré-história da Caema assombra o Italuís

O Italuís nos tempos de Ricardo Murad

Do Blog do EdWilson Araújo

Quando o governador Flávio Dino (PCdoB) sugeriu a hipótese de sabotagem na entrega da obra de duplicação do Italuís, logo me veio à mente a personagem Ana Jansen.

Ela faz parte da pré-história da Caema, contada em fatos e lendas. Considerada a Rainha do Maranhão, a poderosa líder política Ana Jansen detinha o monopólio da água no século XIX.

O empreendimento consistia na venda de água em carroças puxadas a burro, um lucrativo negócio tocado por um exército de escravos que transportavam o líquido pelas ruas de São Luís.

Por volta de 1850, o Governo da Província autorizou a criação da Companhia de Águas do Rio Anil, concorrente no mercado de recursos hídricos controlado por Ana Jansen.

Famosa pelas perversidades contra os adversários, ela teria mandado colocar gatos mortos e apodrecidos nos depósitos do concorrente, espalhando a notícia da contaminação na água do rival.

A sabotagem funcionou e a Companhia de Águas do Rio Anil, faliu.

O Italuís a caminho da duplicação

Nos últimos 50 anos, atravessando os séculos XX e XXI, as companhias de água e de energia (Cemar), assim como todos os outros serviços e empresas públicas e privadas no Maranhão, ficaram sob o controle da família liderada por José Sarney.

A Companhia de Águas e Esgotos, transformada em Companhia de Saneamento Ambiental (Caema), serviu para enriquecer muitos políticos de variadas tendências e grupos.

Em retrospecto, essa é a realidade concreta:

1 – Há uma herança maldita no Maranhão que não é fácil consertar;

2 – A Caema foi historicamente sucateada;

3 – E o governo Flávio Dino (PCdoB), na pressa de mostrar resultados, acabou atropelando prazos e a pressão da água vazou para a política;

Sobrevivente de vários processos de sucateamento e corrupção, a Caema estava em boas mãos, sob a direção do advogado Davi Telles, que vinha reestruturando a gestão da empresa.

Nova adutora rompida passa por reparos

Ocorre que, por força dos acordos eleitorais da coalizão que elegeu Flávio Dino, a Caema teve de ser entregue ao deputado federal Weverton Rocha, o proprietário do PDT e candidato a senador, oficializado na chapa da reeleição do governador em 2018.

Davi Telles foi substituído por Carlos Rogério Araújo, ex-titular da SMTT (Secretaria de Trânsito e Transporte) da Prefeitura de São Luís, controlada pelo núcleo duro do PDT há 31 anos.

Pode ter sido aí a mudança de rumo na Caema: da água para o vinho, esta bebida que embrigada ainda mais os ambiciosos.

Retomando o capítulo da herança maldita, cabe mencionar a gestão de Ricardo Murad (PMDB), ex-super secretário de Roseana Sarney (PMDB), quando a Caema atingiu o fundo do poço.

Era a época dos canos enferrujados e dos constantes rompimentos que deixavam a população de São Luís semanas inteiras sem água.

Foi assim até que o Italuis ganhou as páginas dos jornais pelas relações perigosas do governo Roseana Sarney com o doleiro Alberto Youssef e as empreiteiras investigadas na operação Lava Jato.

No capítulo das empreiteiras, o pior ainda estava por vir. No auge da Lava Jato, cravejada de denúncias por desvio de dinheiro público, a Odebrehct, através da subsidiária Odebrecht Ambiental, começou a privatizar o sistema de abastecimento de água em várias prefeituras do Maranhão, através de contratos viciados, segundo denúncias do Sindicato dos Urbanitários.

Na região metropolitana de São Luís, os municípios de São José de Ribamar e Paço do Lumiar celebraram contratos com a Odebrecht Ambiental, atropelando os rituais básicos de elaboração dos planos de saneamento.

As licitações também foram viciadas, “praticamente sem concorrência”, denunciou o presidente do sindicato, José do Carmo Castro.

Segundo a entidade sindical, os vícios nos contratos tiveram a conivência das prefeituras e câmaras de vereadores, que operam os interesses do negócio bilionário da água no Maranhão.

O principal impacto da privatização é o aumento da conta de água dos usuários e ampliação da quantidade de serviços cobrados da população.

As contas de água já tiveram aumentos. Em São José de Ribamar e Paço do Lumiar, por exemplo, a população começou a reclamar das tarifas abusivas, majoradas em até 48,2% e 96,5%, respectivamente.

O bilionário comércio de água no Maranhão já chegou também nos municípios de Santa Inês e Timon.Os contratos de privatização estendem-se por até 30 anos e miram apenas a zona urbana dos grandes municípios, ou seja, o “filé” do mercado da água.

Estrangulada na Lava Jato, a Odebrecht Ambiental foi vendida para a multinacional Brookfield Business Partners LP, a BRK, nova dona da água nos municípios contratados.

Eis um resumo do que vem a ser a “guerra” da água no Maranhão.

Em que pese a troca de comando na Caema, não há como negar que o governo atual está determinado a ampliar a oferta de água e melhorar as condições de saneamento no Maranhão.

Há muitas diferenças entre Flávio Dino e Ricardo Murad, que lançou hoje sua candidatura ao governo, com mais fome de dinheiro e poder do que nunca.

Tudo pode acontecer no Maranhão, mas eu não quero crer no fantasma de Ana Jansen assombrando o Italuís e o Palácio dos Leões.