Atenção motoristas! Começam amanhã blitzes em todo o país contra a combinação álcool e direção

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Amanhã, a partir das 16h com término previsto para as 4h da madrugada de domingo, inicia a campanha nacional contra a combinação álcool e direção. As blitzes estão sendo feitas em ruas e avenidas das cidades. Aqui no Maranhão, onde elas passaram a ser mais constantes, a operação contará com o apoio da Polícia Rodoviária Federal, Polícia Militar, CPRV, Detran, e SMTT.

O objetivo principal da campanha é conscientizar o motorista que álcool não combina com o volante por causa dos inúmeros acidentes com vítimas fatais. Um carro dirigido por um bêbado mata quem vai dentro do veículo, atinge pessoas que estão em outros carros, mata quem fica em paradas de ônibus ou invadem residências e comércios.

As blitzes terão caráter educativo, mas as punições serão aplicadas. Quem é flagrado ao volante sob efeito de álcool ou outras drogas, paga multa de quase R$ 3 mil, tem a carteira suspensa e ainda vai preso, dependendo da quantia ingerida.

Em São Luís, as operações se intensificaram nos últimos tempos, nas ruas e avenidas, levadas a efeito pela equipe da CPRV. O resultado tem sido a diminuição de acidentes decorrentes da combinação álcool e direção.

Prefeito de Viana, Magrado Barros, sofre princípio de infarto e é transferido para São Luís

Viana – O prefeito de Viana, Magrado Barros (PSDB), sofreu um princípio de infarto na manhã desta quinta-feira (4), por volta do meio dia. Socorrido, Magrado foi levado ao Hospital Municipal, examinado e, em seguida foi transferido para São Luis no helicóptero do CTA – do Governo do Estado. 

Segundo as últimas informações, o quadro do prefeito é estável, porém requer cuidados.

Magrado foi transferido pelo helicóptero do CTA

A qualquer momento mais informações.

Com a Folha SJB

Em entrevista a rádios, Flávio Dino diz que Maranhão chegará a 15 mil policiais para reverter atraso histórico

 

Flávio Dino dá entrevista a pool de emissoras de rádio. (Foto: Karlos Geromy)

Em 2014, o Maranhão tinha o menor efetivo proporcional da Polícia Militar no Brasil. Era um policial para cada 800 habitantes. A partir de 2015, o Estado passou a nomear milhares de policiais. Hoje, a proporção é de um profissional para quase 600 habitantes, dando um salto de quantidade e qualidade no Sistema de Segurança Pública.

Com o concurso público para chamar mais de mil profissionais e outras medidas para reforçar a tropa, o Maranhão terá um policial para cerca de 500 habitantes. Isso significa que o Estado terá uma frota proporcionalmente similar à média brasileira, revertendo em poucos anos um atraso de décadas.

Todas essas informações foram dadas pelo governador Flávio Dino a um pool (rede) de 50 emissoras de rádio nesta segunda-feira (18). A transmissão partiu dos estúdios da Nova 1290 Timbira.

“Chegamos a 12 mil policiais, um recorde para o Maranhão. Vamos chegar à nossa meta, que é em torno de 15 mil policiais, um número adequado”, afirmou Flávio.

Promoções

“Sem policial, não existe segurança pública. Estamos valorizando também os policiais militares. Já sou detentor de recorde de promoção de PMs. Isso significa que eles estão sendo respeitados em seus direitos. Antes passavam 20 anos, 25 anos sem promoção.”

Ele disse que o concurso para a PM é prova da valorização da profissão: “O número de mais de cem mil inscritos mostra que há uma grande atratividade na carreira hoje”.

Fim dos horrores

O governador lembrou que, além de forte investimento na contratação de policiais, houve uma transformação radical no sistema penitenciário maranhense. “A população ainda se lembra dos horrores de Pedrinhas”, disse Flávio ao comentar a nova realidade do sistema.

Ele ressaltou que os presídios receberam equipamentos e pessoal, o que ajudou a mudar o cenário. Entre esses equipamentos, estão mais de cem viaturas.

“Já entregamos 984 viaturas. Foram 933 para as polícias em todo o Estado e mais 115 para o sistema penitenciário”, afirmou o governador.

60% das escolas reformadas

O Escola Digna já construiu, reconstruiu ou recuperou centenas de escolas em todo o Maranhão. “Reformamos 60% dos prédios escolares da rede estadual. Se todo mundo tivesse feito isso antes, já teríamos muito mais escolas boas. Infelizmente a gente pegou essas escolas em estado péssimo”, afirmou Flávio.

Ele também ressaltou outras ações na educação: “Não tínhamos nenhuma escola integral, hoje temos 18. E vamos chegar a 40 neste comecinho do ano. Nenhum Estado fez isso na história. Temos entrega de Escola Digna praticamente toda semana. Dobramos o número de bolsas de pós-graduação, criamos uma universidade nova – a UemaSul -, fizemos o Cartão Transporte Universitário, em que a gente dá dinheiro para a pessoa chegar à universidade e estudar”.

Mais hospitais pela frente

Do caos à reorganização. Assim o governador resumiu, na entrevista, a rede estadual de hospitais que encontrou em 2015 e a que existe hoje.

“Havia um caos absoluto nos hospitais. Reorganizamos e hoje temos uma rede de hospitais de grande porte que resolvem os casos que os municípios não podem resolver”, disse Flávio. Ele citou o exemplo dos seis grandes hospitais regionais inaugurados desde 2015.

“Temos muitos hospitais para inaugurar no começo do ano, como Lago da Pedra e Chapadinha”, disse o governador nos estúdios na Nova 1290 Timbira.

Mais atendimentosEle também lembrou que houve forte expansão dos serviços e citou o exemplo de Imperatriz, que agora conta com radioterapia – que só existia em São Luís – e oncologia infantil.

Em São Luís, “o Hospital do Câncer passou a existir de verdade na nossa gestão. Antes era um hospital de placa, já que era ao mesmo tempo de ortopedia. Com o Hospital de Traumatologia e Ortopedia, agora temos um hospital de verdade para tratar o câncer”.

Ele ainda citou o serviço em São Luís voltado para crianças de todo o Estado com problema de neurodesenvolvimento. “A Casa Ninar é programa de referência em todo o Brasil. Pesquisadores estão vindo para conhecer o local, um trabalho humanizado, de altíssima qualidade”, disse ele.

“E fica num lugar simbólico, na antiga casa de festas do Governo do Maranhão. É um espaço público, todo mundo tem que visitar para ver o que era o passado, com desperdício de dinheiro, e o que temos hoje, com as crianças. A saúde é um foco determinante”, acrescentou.

Fim das “lendas”

Às 50 emissoras, Flávio Dino também disse que o Mais Asfalto vai continuar chegando a todas as regiões do Estado. O programa constrói estradas e pavimenta ruas e avenidas por todo o Maranhão.

O programa está acabando com “lendas”, que eram estradas sempre prometidas, mas nunca executadas. “Estamos concluindo a ligação de Fernando Falcão, com quase 90%. E iniciamos a MA-012, de Barra do Corda a São Raimundo Doca Bezerra, que era uma lenda”, exemplificou. Sobre a MA-275 (Amarante a Sítio Novo), o governador disse que “no começo de 2018 estarei lá para botar as máquinas para iniciar esse grande sonho de muitas décadas”, completou.

“E também vamos começar agora em 2018 a MA-008 (Paulo Ramos a Vitorino Freire), um sonho da região há muitos anos.” Sobre a Baixada, Flávio afirmou que “estamos recuperando totalmente a MA-014. Temos, também, a recuperação da estrada de Cujupe até Nunes Freire”.

Dezenas de Restaurantes Populares

Na entrevista, Flávio Dino disse que o número de Restaurantes Populares vem aumentando desde 2015. Quando ele assumiu, havia apenas 7, todos na capital. Agora, já são 16 espalhados pelo Maranhão, e novas entregas virão nesta semana e nos próximos meses. Com pratos a R$ 2, o Restaurante Popular serve refeições completas, balanceadas e saborosas. “Recebei sete e vou entregar entre 30 e 40. Vamos multiplicar por seis”, disse.

Ana Jansen: a pré-história da Caema assombra o Italuís

O Italuís nos tempos de Ricardo Murad

Do Blog do EdWilson Araújo

Quando o governador Flávio Dino (PCdoB) sugeriu a hipótese de sabotagem na entrega da obra de duplicação do Italuís, logo me veio à mente a personagem Ana Jansen.

Ela faz parte da pré-história da Caema, contada em fatos e lendas. Considerada a Rainha do Maranhão, a poderosa líder política Ana Jansen detinha o monopólio da água no século XIX.

O empreendimento consistia na venda de água em carroças puxadas a burro, um lucrativo negócio tocado por um exército de escravos que transportavam o líquido pelas ruas de São Luís.

Por volta de 1850, o Governo da Província autorizou a criação da Companhia de Águas do Rio Anil, concorrente no mercado de recursos hídricos controlado por Ana Jansen.

Famosa pelas perversidades contra os adversários, ela teria mandado colocar gatos mortos e apodrecidos nos depósitos do concorrente, espalhando a notícia da contaminação na água do rival.

A sabotagem funcionou e a Companhia de Águas do Rio Anil, faliu.

O Italuís a caminho da duplicação

Nos últimos 50 anos, atravessando os séculos XX e XXI, as companhias de água e de energia (Cemar), assim como todos os outros serviços e empresas públicas e privadas no Maranhão, ficaram sob o controle da família liderada por José Sarney.

A Companhia de Águas e Esgotos, transformada em Companhia de Saneamento Ambiental (Caema), serviu para enriquecer muitos políticos de variadas tendências e grupos.

Em retrospecto, essa é a realidade concreta:

1 – Há uma herança maldita no Maranhão que não é fácil consertar;

2 – A Caema foi historicamente sucateada;

3 – E o governo Flávio Dino (PCdoB), na pressa de mostrar resultados, acabou atropelando prazos e a pressão da água vazou para a política;

Sobrevivente de vários processos de sucateamento e corrupção, a Caema estava em boas mãos, sob a direção do advogado Davi Telles, que vinha reestruturando a gestão da empresa.

Nova adutora rompida passa por reparos

Ocorre que, por força dos acordos eleitorais da coalizão que elegeu Flávio Dino, a Caema teve de ser entregue ao deputado federal Weverton Rocha, o proprietário do PDT e candidato a senador, oficializado na chapa da reeleição do governador em 2018.

Davi Telles foi substituído por Carlos Rogério Araújo, ex-titular da SMTT (Secretaria de Trânsito e Transporte) da Prefeitura de São Luís, controlada pelo núcleo duro do PDT há 31 anos.

Pode ter sido aí a mudança de rumo na Caema: da água para o vinho, esta bebida que embrigada ainda mais os ambiciosos.

Retomando o capítulo da herança maldita, cabe mencionar a gestão de Ricardo Murad (PMDB), ex-super secretário de Roseana Sarney (PMDB), quando a Caema atingiu o fundo do poço.

Era a época dos canos enferrujados e dos constantes rompimentos que deixavam a população de São Luís semanas inteiras sem água.

Foi assim até que o Italuis ganhou as páginas dos jornais pelas relações perigosas do governo Roseana Sarney com o doleiro Alberto Youssef e as empreiteiras investigadas na operação Lava Jato.

No capítulo das empreiteiras, o pior ainda estava por vir. No auge da Lava Jato, cravejada de denúncias por desvio de dinheiro público, a Odebrehct, através da subsidiária Odebrecht Ambiental, começou a privatizar o sistema de abastecimento de água em várias prefeituras do Maranhão, através de contratos viciados, segundo denúncias do Sindicato dos Urbanitários.

Na região metropolitana de São Luís, os municípios de São José de Ribamar e Paço do Lumiar celebraram contratos com a Odebrecht Ambiental, atropelando os rituais básicos de elaboração dos planos de saneamento.

As licitações também foram viciadas, “praticamente sem concorrência”, denunciou o presidente do sindicato, José do Carmo Castro.

Segundo a entidade sindical, os vícios nos contratos tiveram a conivência das prefeituras e câmaras de vereadores, que operam os interesses do negócio bilionário da água no Maranhão.

O principal impacto da privatização é o aumento da conta de água dos usuários e ampliação da quantidade de serviços cobrados da população.

As contas de água já tiveram aumentos. Em São José de Ribamar e Paço do Lumiar, por exemplo, a população começou a reclamar das tarifas abusivas, majoradas em até 48,2% e 96,5%, respectivamente.

O bilionário comércio de água no Maranhão já chegou também nos municípios de Santa Inês e Timon.Os contratos de privatização estendem-se por até 30 anos e miram apenas a zona urbana dos grandes municípios, ou seja, o “filé” do mercado da água.

Estrangulada na Lava Jato, a Odebrecht Ambiental foi vendida para a multinacional Brookfield Business Partners LP, a BRK, nova dona da água nos municípios contratados.

Eis um resumo do que vem a ser a “guerra” da água no Maranhão.

Em que pese a troca de comando na Caema, não há como negar que o governo atual está determinado a ampliar a oferta de água e melhorar as condições de saneamento no Maranhão.

Há muitas diferenças entre Flávio Dino e Ricardo Murad, que lançou hoje sua candidatura ao governo, com mais fome de dinheiro e poder do que nunca.

Tudo pode acontecer no Maranhão, mas eu não quero crer no fantasma de Ana Jansen assombrando o Italuís e o Palácio dos Leões.

3 ANOS DE MUDANÇA – Governo quase triplica número de Restaurantes Populares

Governador Flávio Dino entrega Restaurante Popular e obra do Mais Asfalto em Santa Luzia. (Foto: Gilson Teixeira)

 

Alimentação de qualidade a baixo custo para milhares de famílias maranhenses, com o Restaurante Popular, integrando a política de segurança alimentar do Governo do Maranhão, o Estado garante refeição digna a quem precisa. Nesta gestão, o número de equipamentos mais quase triplicou, e, pela primeira vez, chegou à população do interior do estado. São mais de 3 milhões de refeições servidas este ano, no almoço e jantar.

“Nós estamos descentralizando as ações, garantindo que o Governo esteja presente em todas as regiões do estado. Com os Restaurantes Populares e Cozinhas Comunitárias nós garantimos que as pessoas tenham direito à uma alimentação saudável todos os dias, é um modo também de nesse momento de crise econômica ajudar as famílias, porque significa que vai haver uma sobra no orçamento familiar”, explica o governador Flávio Dino.

Na atual gestão, o Maranhão passou de 6 unidades para 16, e a administração pública optou pela descentralização das unidades, levando a política de segurança alimentar para o interior do Maranhão diversos municípios. “A política de segurança alimentar da gestão Flávio Dino atende quem realmente necessita e se amplia com a construção de novos equipamentos de alimentação, para contemplar todo o estado e diminuir nossos índices de segurança alimentar. Por isso, nossa meta até o final do ano é entregar mais 6 restaurantes populares.”, pontua o secretário de Estado de Desenvolvimento Social (Sedes), Neto Evangelista. Totalizam 16 os Restaurantes Populares e mais 2 cozinhas comunitárias, sendo onze novos, construídos nesta gestão.

Em São Luís, os restaurantes estão localizados nos bairros São Francisco, Anjo da Guarda, Cidade Olímpica, Vila Luizão, Sol e Mar, Coroado e Liberdade, além do Restaurante Popular do Maiobão, bairro de Paço do Lumiar, cidade que compõe a Região Metropolitana de São Luís. No interior, existem unidades em Açailândia, Chapadinha, Lago da Pedra, Colinas, Pedreiras, Grajáu, Zé Doca e Santa Luzia. Uma unidade em Imperatriz será entregue no mês de dezembro. Estão previstas inaugurações também nos municípios de Itinga do Maranhão, Vargem  Grande, Bom Jardim, Godofredo Viana e São  João  dos Patos.

O guarda Josimael Castro Martins e a filha Israele almoçam de segunda a sexta-feira no Restaurante Popular do Coroadinho, em São Luís. “É uma grande economia. A comida é ótima, está perto da nossa casa e a gente consegue comer bem pagando pouco”, afirmou. O cardápio oferece carne, feijoada, peixe, frango, além de arroz, feijão, salada, suco e fruta.

Os restaurantes funcionam de segunda a sexta-feira, das 11h às 14h30, servindo almoço; e na capital maranhense, jantar até às 19h30, por apenas R$ 2. Oficinas e capacitações voltadas ao público fazem parte da rotina das unidades, como cursos de panificação e comidas típicas regionais, e educação alimentar adulto e infantil.

Integrando a política de segurança alimentar, o Governo vai construir 30 Cozinhas Comunitárias, beneficiando municípios do programa Mais IDH. As cozinhas servirão de 200 a 500 refeições, no almoço. A primeira unidade inaugurada no governo Flávio Dino está localizada em Alcântara., na comunidade quilombola Marudá.

Inclusão Produtiva

Outra política do Estado para garantir segurança alimentar às famílias em vulnerabilidade social é o Mais Renda, programa do Governo que estimula o microempreendedorismo e a geração de renda para as famílias maranhenses.

Os contemplados recebem capacitação e ganham um kit de negócio com fardamento, utensílios e equipamentos (carrinhos para churrasco, cachorro-quente, salgados ou tendas, fritadeiras ou chapa a gás). Negócios no ramo da beleza também são apoiados pela ação.

Para a manicure Raimunda Reis, de Santa Inês, o programa é uma oportunidade de melhorar a renda. “Já ouvi tanto falar desta ação e de como melhorou a vida de muitos trabalhadores. A gente precisa desse apoio”, disse. Na primeira etapa a ação beneficiou 1.380 empreendedores informais em 12 cidades, incluindo a capital.

Outra ação inclusiva, o PAA Leite – Programa de Aquisição de Alimentos, vem contribuindo para fortalecer esta cadeia produtiva, gerando renda ao agricultor e o abastecimento familiar com a distribuição gratuita. Nesta etapa alcança sete municípios do interior, beneficiando 9.940 famílias, 222 beneficiários produtores e 56 entidades socioassitencias.

Sistema Italuís fará parada de 72 horas para trocar adutora e melhorar abastecimento de água na capital

Sistema Italuís abastece 600 mil pessoas em São Luís. (Foto: Karlos Geromy)

A partir de dezembro, o abastecimento de água em São Luís vai dar um salto em qualidade e quantidade. É quando entra em operação a nova adutora do Sistema Italuís, com 19 km de extensão em aço. Para fazer a troca da estrutura antiga pela nova, o abastecimento será interrompido das 6h do dia 6 de dezembro (quarta-feira) até as 6h do dia 9 de dezembro (sábado) em 159 bairros da capital.

Essa parada de 72 horas é essencial para fazer a migração do antigo para o novo e segue os padrões nacionais e internacionais. A partir da troca, o abastecimento de água vai melhorar significativamente para 600 mil pessoas nesses 159 bairros.

A interrupção do abastecimento será amplamente informada à população para que os moradores não sejam pegos de surpresa.

A recomendação da Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema) é que os moradores desses 159 bairros economizem e armazenem água para esse período de três dias sem abastecimento.

Fim dos vazamentos constantes

A adutora que está em funcionamento hoje é muito antiga e precária. O sistema não recebeu os investimentos que deveria ter recebido nas últimas décadas. Por isso a capital sofre com constantes interrupções no abastecimento, causados por vazamentos na antiga adutora.

A nova adutora é muito mais resistente. Trata-se de 19 km de tubulação de aço mais espesso e seguro. É uma obra de R$ 134 milhões, complexa e de grandes proporções, por isso será necessário fazer a interrupção de 72 horas.

Depois de instalado, o novo sistema vai captar 500 litros a mais por segundo. Isso significa 30% a mais de água para 600 mil moradores.  “Hoje nós estamos com três bombas funcionando na captação. Com a adutora nova, nós vamos passar para a quarta bomba e uma reserva”, diz Carlos Rogério, presidente da Caema.

Como os vazamentos freqüentes causados pela estrutura precária vão ter fim, haverá uma revolução no abastecimento na capital.

“A cada rompimento que existia na adutora de Italuís, nós levávamos cerca de 24 horas para restabelecer o sistema. Com o sistema que está sendo implantado agora, nós vamos dar por finalizada essa questão”, acrescenta Carlos Rogério.

Abastecimento essencial

Durante a parada de 72 horas, haverá um esquema especial para garantir o abastecimento de água em prédios onde o uso da água é essencial e não pode parar. É o caso dos hospitais, por exemplo. Esse esquema envolve, entre outras coisas, o uso de caminhão-pipa.

O dia em que Tancinha dançou

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Por Nonato Reis*

Pelo batismo chamava-se Maria Teresa, nome que ganhou do pároco da igrejinha local, em homenagem à Virgem Santíssima. Mas de santa Teresa carregava apenas o adereço e esse perdeu anos mais tarde em circunstâncias, digamos, exóticas. No lugarejo em que vivia, próximo ao Ibacazinho, ficou conhecida como Tancinha, depois do episódio que marcou a perda do selo de castidade. Era branquinha, mignon, as formas levemente arredondadas. Tinha seios pequenos e a bumba grandona, do tipo tanajura.

A virgindade, perdeu-a um tanto tardia, aos 28 anos. Não porque desejasse casar com aquele lacre ou tivesse feito promessa de castidade. O atraso se deu por medo mesmo. Sentia calafrio só em se imaginar sobre um estaleiro (ops, cama), refém daquela coisa intimidatória, que os homens carregam entre as pernas, como escudo de masculinidade.

Sexo não podia ser coisa de Deus, pensava. Não podia ser normal abrir as pernas e ser escalada feito peixe no espeto. Mas essa era uma regra da natureza, assim como a morte o é da existência.

O pai Felisberto, que construiu fama nos cabarés de Viana e espalhou filhos no mundo dentro e fora do casamento, vivia a alertar a filha sobre os perigos de retardar o ingresso no clube das ex-donzelas. “Esse negócio é como carne de piranha. Depois de certa idade enrijece, vira comida ruim”.

Não que o pai defendesse o fim da virgindade da filha, pura e simplesmente. Não, que ele não era um pai desnaturado. Queria que a coisa fosse feita dentro dos conformes, depois da sagrada cerimônia do altar, com o véu e a grinalda, “como mandam as leis do Senhor”. Assim vivia a arranjar pretendentes à empreitada conjugal para a filha, mas ela os rechaçava um a um, depois de um tempo de convivência, em que procurava espreitar os modos do rapaz e especialmente o documento secreto, que não podia se estender além dos limites do tolerável. Aliás, para ela, quanto mais esmirrado o dote, melhor.

Pelo perfil traçado por ela, o moço tinha que ser educado, fino, elegante, carinhoso – para levar a coisa com jeito e ter muita paciência, que ela não desejava se desfazer do lacre logo na primeira noite. Tinha que ser “devagar, miudinho”, como carro subindo a serra em primeira e segunda marchas, até atingir o topo.

A fila de pretendentes crescia e desaparecia ao passar em revista de Tancinha. Quando não eram algumas das qualidades da lista que faltavam, era o tamanho da coisa, que lhe parecia avantajado demais para os seus padrões. Se era grande, médio ou pequeno, ela aferia por uma fórmula transmitida dos seus antepassados. “Olha o pé do rapaz, minha filha. Pela extensão você saberá se o sujeito é de tudo ou de nada”, orientava-lhe o pai, sempre metido a entendido na matéria.

Tancinha começou a sentir na pele as marcas do tempo e nada de encontrar o par ideal. Até que um dia topou com um caixeiro viajante para lá de viajado, que lhe fez a corte à primeira batida de olhos e de cara a premiou com um botão de rosa. O sinal verde piscou na hora e depois iluminou-lhe a face, quando olhou o pé do rapaz e viu suas dimensões minúsculas. “É ele!”, fechou questão. Apolinário da Silva, o Popó.

Tancinha planejava perder a virgindade durante as núpcias, porém mal começou o namoro e o caixeiro tentou logo se apossar do seu bem maior. Com muito esforço tentava controlar o ímpeto de Popó, mas ele conhecia como poucos o traçado até o tesouro e a carne, ela descobriu logo, era fraca demais. Já se daria por feliz, se conseguisse chegar virgem ao noivado, mas acabou abatida em pleno voo.

Foi durante uma exibição da Esquadrilha da Fumaça. Toda a cidade acorreu para ver o espetáculo. A família de Tancinha também. Menos o casal, que ficou a tomar conta da casa. Popó, que não era bobo nem nada, não perdeu tempo, que esse andava muito escasso. Quase que atropelando os móveis da sala, arrastou-a para a cama dos futuros sogros, livrou-se das roupas dele e dela e preparou o golpe, sem qualquer preliminar. Ela respirou fundo e fechou os olhos, quando ele encostou aquela coisa dura que nem aço entre suas pernas e deu o primeiro impulso, forte, violento a estremecer as entranhas.

Em sequência desferiu o segundo, o terceiro e o quarto golpes. A cada estocada Tancinha dava um berro e pedia ajuda aos céus, mas a sua caixa preta era mais rija que a própria coisa.

Então se lembrou das conversas com o pai, Felisberto, sobre a piranha que vira comida, depois que envelhece. “Olha, eu já comi muita carne ruim nesta vida, mas esta é pior do que perniguim”, ralhou o caixeiro, afastando com os dedos o suor da testa. “É a piranha!”, gemeu Tancinha aos prantos. “Que piranha, menina? De que diabo você está falando?”, berrou o homem quase transtornado, sem entender bulhufas. Tancinha calou-se, vencida.

Então, já exausto com aquele ritual inútil, o caixeiro sacou o coelho que trazia na cartola (ou melhor, na boca). “Olha, eu nem gosto de fazer isso, sei que é repugnante, mas não tem jeito, quando o negócio não amolece”, disse como a exibir um álibi, para então lançar uma bola de cuspe sobre a piranha de Tancinha. Ao sentir aquela gosma colada em sua pele, o estômago embrulhou e ela vomitou até perder os sentidos.

Ao despertar, deu com Apolinário deitado ao seu lado, banhado e fumando um cigarro. “O serviço está feito. A piranha morreu aqui, ó!”, e deu três batidinhas carinhosas no autor da façanha, que já começava a se preparar para nova jornada. Tancinha acompanhou a mão de Popó com o olhar e levou um susto ao ver aquela coisa imensa, quase duas vezes maior que o pé dele. Então suspirou, fechou os olhos e balbuciou: “céus!”.

*Jornalista