Prefeito de Viana, Magrado Barros, sofre princípio de infarto e é transferido para São Luís

Viana – O prefeito de Viana, Magrado Barros (PSDB), sofreu um princípio de infarto na manhã desta quinta-feira (4), por volta do meio dia. Socorrido, Magrado foi levado ao Hospital Municipal, examinado e, em seguida foi transferido para São Luis no helicóptero do CTA – do Governo do Estado. 

Segundo as últimas informações, o quadro do prefeito é estável, porém requer cuidados.

Magrado foi transferido pelo helicóptero do CTA

A qualquer momento mais informações.

Com a Folha SJB

Posse de Juju Amorim na AVL

Em sessão solene prestigiada pela sociedade vianense, no último sábado, 25, a professora e poetisa Maria de Jesus Silva Amorim tomou posse na Academia Vianense Letras (AVL), na cadeira nº 17, patroneada por Onofre Fernandes.

Realizada na Casa de Eventos Cunacu’s e conduzida pela presidente da AVL, Fátima Travassos, a solenidade teve início com o lançamento de Obras Literárias de acadêmicos da AVL: O “Sobrado Amarelo” do escritor Carlos Gaspar; “Raimundo Lopes – Seleta de Dispersos” (AML); “Réus de Batina: Justiça Eclesiástica e clero secular no bispado do Maranhão colonial”, da escritora Pollyanna Mendonça e  “Minha Poesia, Minha Alma”, da escritora Maria de Jesus Amorim.

Na mesma sessão solene foi feita a doação da Casa da Fábrica, sobrado amarelo de propriedade da Família Gaspar, ao Município de Viana para a construção do Centro de Cultura do nosso município.

Em ato seguinte foi efetivado a transferência de titularidade por parte da Municipalidade do terreno, onde era o sobrado do Sr. Ozimo de Carvalho, para a construção da sede da Academia Vianense de Letras.

Presentes na solenidade, além dos convidados, familiares da acadêmica, o prefeito Magrado Barros, secretários, vereadores, o presidente da Academia Maranhense de Letras, Benedito Buzar, a presidente da Academia Itapecuruense de Ciências, Letras e Artes, Jucey Santana, os irmãos empresários, Antonio Gaspar, Raimundo Gaspar, Carlos Gaspar (membro da AVL), entre outros.

O Blog Vianensidades, por meio deste colunista, acadêmico da AVL, marcou presença e mostra alguns registros da solenidade.

Fotos gentilmente enviadas pelo cinegrafista Eládio Pinheiro e também obtidas pelas redes Sociais.

Viana receberá quase 500 mil de repasses extras em dezembro

Os recursos extras serão depositados pelo Governo Federal nas contas das prefeituras neste próximo mês de dezembro por meio do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). No total serão beneficiadas 217 prefeituras maranhenses com um aporte da ordem de mais de R$ 83 milhões.

A divisão dos recursos do AFM – Auxílio Financeiro aos Municípios, é importante destacar, obedece aos mesmos critérios utilizados pela União para repartir o dinheiro proveniente do FPM.

Não é nada, não é nada… dá pra fazer um Natal bem gordão!

Gênero e raça na literatura brasileira são discutidos na 11ª FeliS

Três auditórios que estão funcionando durante a programação da 11ª Feira do Livro de São Luís no Espaço Casa do Maranhão, no Centro Histórico

Programação faz parte da 11ª FeliS (Foto: Divulgação)

O Estado do MA

SÃO LUÍS – Estimular leituras mais profundas sobre as temáticas discutidas é uma das propostas da 11ª Feira do Livro de São Luís (FeliS). O estimulo acontece a partir de palestras que estão inseridas na programação da FeliS desta segunda (13) oferecendo um cardápio recheado de boas opções, com destaque para a palestra “Gênero e raça na literatura brasileira pós lei 10.639”. O palestrante será o o ex-secretário de Igualdade Racial do município de São Paulo, Maurício Pestana, e mediação do professor doutor Antonio Evaldo Almeida Barros (UFMA/Uema), que acontece no Teatro Alcione Nazaré, no Centro de Criatividade Odylo Costa, filho, às 20h. A Feira do Livro, que acontece até o dia 19 na Praia Grande, é promovida pela Prefeitura de São Luís em parceria com o Governo do Estado.

No Espaço Casa do Maranhão, o Auditório 1 (Raimunda Pereira) apresenta programação das Secretarias de Estado da Juventude, Igualdade Racial e da Mulher. Às 10h, vai ter roda de conversa sobre Estatuto da Igualdade Racial, com Socorro Guterres. Às 15h, é a vez da roda de conversa sobre Feminicídio, com Susan Lucena e Marjorie Matos. Às 18h, tem exposições e entretenimentos.

No Auditório 2 (Úrsula), às 10h, tem a palestra “Políticas Públicas do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas no Brasil, Maranhão e São Luís”, com Renata Costa, Carlos Wellington, Thaís Rodrigues e mediação de Aline Nascimento. Às 14h, haverá a palestra “Educação na diferença: por uma igualdade de gênero e raça no ensino brasileiro”, com Josédla Fraga Costa Carvalho (Ceuma), Tatiane Silva Sales (UFMA) e mediação da Dra. Cidinalva Silva Camara Neris (UFMA). Já às 15h30, tem a palestra “A literatura Maranhense sendo descoberta como fonte de pesquisa no meio educacional”, com Samuel Barreto, Wybson Carvalho, Elizeu Cardoso, e mediação de Ana Neres. No Auditório 3 (Cantos a Beira Mar), às 15h30, tem a palestra “A Escola sem machismo”, com Thais Campos (União Brasileira de Mulheres- MA) e Rosane Borges (USP/SP) e mediação de Nádya Dutra (Seduc).

Auditórios

Três auditórios que estão funcionando durante a 11ª FeliS no Espaço Casa do Maranhão. O Auditório 1 tem o nome de Raimunda Pereira, popularmente conhecida como Dica, poetisa e ativista dos direitos humanos, que estimulou a intelectualidade do jovem negro. “Preto só tem valor se for doutor” era uma frase que ela sempre dizia.

Neste espaço, há uma exposição com fotos e uma pequena biografia de mulheres negras de destaque em nível local e nacional, que fala sobre juventude, mulher e negritude, fazendo um passeio entre as três secretarias responsáveis pela programação, Secretaria de Estado da Mulher, Secretaria de Estado da Juventude e Secretaria de Estado da Igualdade Racial. Além disso, há um espaço para que o público exponha sua opinião sobre a temática.

A bibliotecária Janaína Ferreira, da Secretaria de Estado da Mulher, informa que o público também tem acesso a uma pequena amostragem dos livros da Biblioteca Maria da Penha, que é especializada em gênero e fica sediada na própria Secretaria, no bairro Calhau, em São Luís. “Aqui a gente quer fazer um espaço de reflexão, onde as pessoas se enxerguem. Trabalhamos conceitos e preconceitos para refletir, construir e desconstruir. As crianças e adolescentes que vem aqui saem estimulados a ler publicações sobre as temáticas discutidas”, explica.

Há também o Auditório 2 e Auditório 3 que receberam os nomes das obras “Úrsula” e “Cantos a Beira Mar” em homenagem à patrona Maria Firmina dos Reis. O romance “Úrsula” consagrou Maria Firmina como escritora e também foi o primeiro romance da literatura afro-brasileira, entendida esta como produção de autoria afrodescendente. “Cantos a Beira Mar” é uma coletânea de poesias da escritora.

Programação

A programação do Espaço Casa do Maranhão do domingo (12) no Auditório 1 (Raimunda Pereira), das 10h às 18h, contou com Exposições e entretenimentos promovidos pelas Secretarias de Estado da Juventude, Igualdade Racial e da Mulher. No Anfiteatro Beto Bittencourt, às 20h teve atração cultural.

No Centro de Criatividade Odylo Costa, filho, houve o Café Literário, das 14h às 16h, com programação das unidades de internação de menores da Fundação da Criança e do Adolescente (FUNAC), Sarau Florescer e declamação de poesias. Às 17h, também aconteceu o sarau musical “Brilhando no café: Maria Firmina em verso e prosa” com a Escola de Música Lilah Lisboa e a roda de conversa “Mulher no Espaço de Poder “, com Laurinda Pinto, Socorro Guterres, Mundinha Araújo e mediação de Adriana Amarante (SSP).

No Espaço Viriato Corrêa, na Casa do Maranhão, das 13h às 18h30, aconteceu a programação da Biblioteca Pública Benedito Leite, com exposição de livros com rodas de leitura, contação de história e conversa com escritores. No Espaço Criança, na Praça da Casa do Maranhão, das 10h às 20h, tem programação realizada pelo SESC e Semed, com contação de histórias, música, dramatizações, dança, pintura de rosto, oficinas, dobraduras, apresentações de projetos das escolas públicas municipais de São Luís, apresentações artísticas, brincadeiras e jogos educativos.

Já na Casa do Escritor, no Cine Praia Grande, das 16h às 20h, houve o lançamento dos livros “Maria Firmina em Cordel” de Raimunda Pinheiro de Souza Frazão, “A lenda da carruagem encantada de Ana Jansen” de Beto Nicácio, “O vale das Trutas” de Sanatiel Pereira, “Politicotopia” de Aleluia Leonardo de Melo e “Balaiada – A Guerra do Maranhão – 2ªed” de Iramir Alves Araújo.

O evento é uma promoção da Prefeitura de São Luís e do Governo do Estado do Maranhão, por meio das secretarias municipais de Cultura (Secult) e de Educação (Semed), e estaduais de Cultura e Turismo (Sectur) e da Educação (Seduc), tendo como correalizador o Serviço Social do Comércio (Sesc), patrocínio da Vale e Potiguar e apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (Fapema), Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), Secretaria de Estado da Mulher (Semu), Secretaria de Estado da Igualdade Racial (Seir), Fundação da Criança e do Adolescente do Maranhão (Funac), e Secretaria de Estado Extraordinária da Juventude (SEEJUV), Academia Ludovicense de Letras (ALL), Academia Maranhense de Letras (AML), Associação dos Livreiros do Estado do Maranhão (Alem), Universidade Estadual do Maranhão (Uema) e Universidade Federal do Maranhão (UFMA).

Se a moda pega! Decorador roda a baiana e consegue receber “dindin” atrasado da Prefeitura de Viana

Tem coisas que parecem só acontecer em Viana, na Baixada Maranhense.

Nesta terça, 17, um decorador vianense conhecido como “Manuela” – que não é servidor municipal  como foi divulgado -, resolveu literalmente “armar o maior barraco”, em frente à Prefeitura de Viana.

Segundo informações colhidas nas redes sociais, o profissional teria prestado serviço de decoração no bombástico São João da Prefeitura, que durou 14 dias de festa e ostentação, porém, “Macho Velho” não se coçou com a grana de “Manu”. Aí já viu.

Num gesto tresloucado de coragem e desespero, depois de ser despejado de sua residência, contas atrasadas  e panelas vazias, “Manuela” levou seus poucos pertences e armou campana em frente ao casarão azul, exibindo cartazes e palavras de ordem.

O assunto logo viralizou na internet e nos grupos de whatsapp, causando constrangimentos simultâneos, tanto para o decorador, assim como aos transeuntes e funcionários da prefeitura.

“Manuela” (de roupa preta no canto da foto) agora mais calmo e sorridente, depois de receber sua grana

Sem saída, a setor financeiro tratou de levantar os débitos, quitar as dívidas e limpar a barra com Manoela, que exibiu um largo sorriso depois de sentir o cheirinho de real no bolso.

Time do Viana

Um caso parecido aconteceu também na época em que o ex-prefeito Rilva Luis, em final de mandato, atrasou os salários de alguns jogadores importados pelo Esporte Clube Viana, que também acamparam juntos com suas famílias em frente à prefeitura e só arredaram o pé depois de receberem os atrasados.

O episódio recente também serve de exemplo, pois, segundo informações, a fila de espera por recebimentos na Prefeitura é imensa, e, com essa crise braba, talvez outros cidadãos também tomem gestos extremos e exponham suas fragilidades, tão somente para receber o dinheirinho, fruto do suor dos seus trabalhos, afinal, as lojas, o aluguel, a “dona Cemar” e as crianças não podem esperar tanto assim.

Baixada Maranhense e o Instituto Histórico

Sobrado Amarelo, em Viana-MA – descaso e abandono

Nonato Reis*

A Baixada Maranhense é uma região historicamente esquecida das instâncias de decisão. Hoje bem menos do que no passado, é verdade, porque agora existe a malha rodoviária que permite a integração física entre as cidades e os vilarejos com a capital e os demais centros urbanos do País. Antes tudo eram trevas. Ao descaso dos gestores públicos somava-se o isolamento geográfico. As ligações com São Luís só se davam por meio de lanchas e vapores, navegando rios e mares em viagens que duravam até oito dias.

Viramos algumas páginas desse livro sombrio, mas o cerne da questão permanece: a marginalização política -, como um garrote a condenar ao atraso aquela vasta região de rios, lagos, campos e florestas, repositório de uma história belíssima, até hoje contada apenas por esparsos capítulos, frutos da iniciativa isolada de alguns de seus filhos mais brilhantes.

Antes se dizia que a Baixada precisava eleger representantes nos parlamentos em São Luís e Brasília, para que assim pudesse ser inscrita no mapa das políticas públicas do Estado e da União. Nas últimas décadas elegeram-se dezenas de deputados estaduais e federais egressos da Baixada. Criou-se uma frente política na Assembleia Estadual em defesa da região. Tivemos até um Presidente da República, filho de Pinheiro ou São Bento (Sarney afirma ser de Pinheiro, mas sua biografia conta que ele nasceu num lugarejo pertencente a São Bento). E em que isso serviu para mudar o horizonte da Baixada?

De concreto, nada. Existe um projeto denominado “Diques da Baixada”, criado no âmbito do governo federal que, se executado tal como no papel, pode ser a redenção da região. Um dos maiores gargalos do desenvolvimento regional é o fenômeno da salinização, que significa o avanço das águas salgadas sobre os estoques de água doce, que no verão se reduzem drasticamente, permitindo a contaminação dos lagos, rios e lençóis freáticos, pela água que vem do Golfão Maranhense, o que gera um rastro de destruição sobre a fauna e a flora lacustres.

Há também, no âmbito do Estado, uma versão tupiniquim desse projeto, denominado “Diques de Produção”, que possui objetivos menos ousados, e compreende a construção de barragens entre tesos próximos um do outro, para controlar a entrada de água salgada nos rios e lagos. Some-se a isso a elaboração, pelo governo estadual, de projetos nas áreas de psicultura, pecuária, agrícola e até de beneficiamento de alguns produtos típicos da região.

De um modo geral, os diques são importantes porque tratam essa questão de forma científica, fazendo com que a água doce, por meio de um sistema de comportas, permaneça o ano todo em bom nível nos cursos naturais, em benefício das populações que residem às margens dos rios e dos lagos e vivem da pesca, da caça e da agricultura de subsistência. Em que pese os esforços políticos para alavancar o conjunto de ações previstas, o projeto ainda é visto com desconfiança.

E por que isso ocorre? Porque falta uma ação conjugada entre poder público e sociedade – sociedade aqui entendida em sua forma organizada. Não adianta criar bons projetos se não houver a força intermediadora dos organismos sociais, que têm o papel de ouvir a população, discutir com ela, encaminhar propostas e fazer pressão nas diversas instâncias de poder, para que sejam efetivadas. É assim que as coisas funcionam no regime democrático.

Muitos municípios da Baixada já dispõem de academias de letras, que vejo como fóruns importantes do conhecimento acadêmico. Mas até aqui elas funcionam naquele formato anacrônico de reuniões fechadas e improdutivas. É importante que as academias se reformulem na sua concepção original, e de organismo estático e ausente passem a atuar como uma força viva da sociedade, criando ideias, cobrando soluções, fazendo a interlocução com as prefeituras e os demais poderes.

Também há que se destacar a criação do Fórum em Defesa da Baixada, formado por luminares de diversas áreas de atuação, todos amantes da região e dispostos a criar mecanismos que ajudem a melhorar a vida das populações. Atualmente o Fórum se dedica a desenvolver o projeto de um livro de crônicas, com temáticas e personagens da Baixada.

A Baixada Maranhense já foi uma região importante nos seus primórdios, tendo sido alvo da ação de padres jesuítas e aventureiros espanhóis que para cá vieram – alguns antes mesmo do Descobrimento – atraídos pelos relatos da existência de minas de ouro ao longo da bacia do Turiaçu. Não por acaso a missão de Conceição do Maracu, que deu origem à cidade de Viana, instalou-se em terras do Ibacazinho, como estratégia para explorar o território sob influência do rio Turiaçu e granjear riquezas.

Assim vejo a Baixada sustentada em dois pilares fundamentais: um de natureza histórica, importantíssimo; e outro que aponta para o desenvolvimento de uma região, que por séculos ficou imersa no esquecimento. Como contribuição, proponho a criação de um Instituto Histórico e Geográfico da Baixada, com a missão de resgatar esse vasto patrimônio cultural e elaborar políticas que valorizem e estimulem ações voltadas para o contexto da Baixada Maranhense.

Um exemplo prático seria contatar autores e estudos sobre ícones e personagens da região, sistematizar esse conhecimento por meio de publicações, viabilizar a edição de livros, articular com as prefeituras a inclusão de disciplinas sobre história da Baixada nos conteúdos curriculares das escolas municipais. Por enquanto o IHGB é uma ideia embrionária, mas que pode criar formas e ajudar a resgatar esse rico patrimônio para as gerações futuras. Fecho com “Prelúdio”, a bela música de Raul Seixas. “Um sonho que se sonha só/é só um sonho só/ mas sonho que se sonha junto é realidade”.

*Jornalista