Não há dúvida de que o plano dos bolsonaristas é dar um golpe

Jair Bolsonaro durante debate na RedeTV! em agosto, antes do ataque em Juiz de Fora – Diego Padgurschi – 17.ago.18/Folhapress

Folha Online

Bom, é isso, amigo. Se você quiser eleger Bolsonaro, aproveite, porque deve ser seu último voto. Depois da última semana, não há mais dúvida de que o plano dos bolsonaristas é dar um golpe. Golpe mesmo, golpe raiz, não esses golpes Nutella de hoje em dia.

Sejamos honestos, nunca houve motivo para suspeitar que Jair Bolsonaro fosse um democrata.

Nunca vi uma entrevista em que Bolsonaro prometesse reconhecer o resultado da eleição em caso de derrota. O que vi várias vezes foi discurso picareta sobre urnas eletrônicas.

Bolsonaro defendeu a ampliação do número de membros do Supremo Tribunal Federal, o que é a página 2 do manual do ditador. Chávez fez, a ditadura militar fez, todo ditador faz. Afinal, a Constituição é o que o Supremo disser que é: se você encher o Supremo de puxa-sacos, a Constituição passa a ser o que você quiser. Daí em diante, você é ditador.

Bolsonaro escolheu como companheiro de chapa Hamilton Mourão. Em entrevista recente à GloboNews, Mourão defendeu que o presidente da República (qualquer presidente? Um eventual presidente Boulos?) tem o direito de dar um “autogolpe” se perceber que há uma situação de anarquia.

Na verdade, ninguém tem mais condições de criar anarquia do que o próprio presidente da República. Por esse motivo, nenhum país sensato deixa que o presidente vire ditador se achar que há anarquia demais.

O mesmo Mourão agora defendeu que se faça uma nova Constituição sem essa frescura de envolver gente eleita pela população.

A Constituição seria feita por uma comissão de notáveis; “notável” é como ditador chama os próprios puxa-sacos.

Segundo o plano de Mourão, essa Constituição depois teria que ser aprovada por referendo. Nada contra referendos, mas, se você segue o noticiário sobre a Venezuela, já viu para onde isso vai. Quando fizerem o referendo, a oposição já vai ter sido atacada e enfraquecida, e a população vai votar com medo. É a página 3 do manual do ditador.

Enfim, é isso. Se você for a favor disso tudo, vote no Bolsonaro. Se não for, vote em outra pessoa.

Resta perguntar: como chegamos no ponto em que a proposta de matar a democracia lidera as pesquisas com cerca de um quarto das intenções de voto?

Nos últimos anos, a opinião pública brasileira ganhou muito poder. A Lava Jato mostrou à população que a corrupção era generalizada. As redes sociais tornaram possível expressar essa indignação com ferocidade.

O lado bom disso tudo é evidente. Políticos têm mesmo que viver meio assustados com a população.

O lado ruim é que não tem sido fácil governar o país, porque o momento exige que se faça muita coisa que é impopular.

O plano dos bolsonaristas é pegar a sua raiva contra tudo que está aí e apontá-la contra a democracia. Sem democracia, governar volta a ser fácil, porque o governo nunca mais vai ter que se importar com você ou sua rede social.

Esse truque está na página 1 do manual do ditador. E quando você não puder mais reclamar, não puder mais fazer impeachment, não puder mais xingar no Facebook ou fazer passeata, aí entra em cena Paulo Guedes com seu programa de ajuste muito mais radical do que o de qualquer outro candidato. E aí, pode ter certeza, você não vai ter dinheiro para comprar arma nenhuma, mesmo se as lojas já puderem vendê-las.

Bolsonaro tem estado grave e precisará de nova cirurgia, dizem médicos

O Hospital Albert Einstein divulgou na manhã desta segunda-feira, 10, novo boletim médico sobre o estado de saúde do candidato do PSL à Presidência nas eleições 2018, Jair Bolsonaro,vítima de um ataque com uma faca no dia 6, enquanto fazia campanha em Juiz de Fora, Minas Gerais. Segundo os médicos, o deputado precisará de uma nova cirurgia de “grande porte” para reconstituir o trânsito de partes do intestino, afetadas pela facada. Seu estado ainda é grave e ele permanece na Unidade Terapia Intensiva (UTI).

Após as críticas do general Mourão (PRTB), vice de Bolsonaro, sobre as intensas visitas de apoiadores ao candidato no hospital, o movimento de visitantes no Albert Einstein, em São Paulo, está bem vazio nesta manhã. Diferente do final de semana, não há populares nas imediações da unidade hospitalar. Apenas a imprensa segue no local.

O general da reserva classificou de “oba oba” as constantes visitas que Bolsonaro estava recebendo no hospital. Segundo o vice na chapa, o candidato precisa descansar neste momento.

De acordo com o novo boletim médico desta segunda-feira, Bolsonaro segue sem sinais de infecção e alimentando-se por via endovenosa. O candidato ainda sofre com paralisia intestinal, o que, segundo a equipe médica, é comum em casos assim. O deputado também faz fisioterapia respiratória e motora.

“O paciente permanece ainda com sonda gástrica aberta e em íleo paralítico (paralisia intestinal), que ocorre habitualmente depois de grandes cirurgias e traumas abdominais”, diz a nota.

Leia a íntegra do relatório:

 

“Passados quatro dias após o ferimento abdominal por arma branca, o estado do candidato à Presidência da República, Jair Bolsonaro, internado no Hospital Israelita Albert Einstein, ainda é grave e permanece em terapia intensiva.

 O paciente tem uma colostomia, que foi feita em função de lesões graves do intestino grosso e delgado.

 Será necessária nova cirurgia de grande porte posteriormente, a fim de reconstruir o trânsito intestinal e retirar a bolsa de colostomia.

 O paciente permanece ainda com sonda gástrica aberta e em íleo paralítico (paralisia intestinal), que ocorre habitualmente depois de grandes cirurgias e traumas abdominais.

 Ontem, havia uma movimentação intestinal ainda incipiente e que persiste do mesmo modo hoje.

 Permanece sem sinais de infecção, recebendo o suporte clínico, cuidado de fisioterapia respiratória e motora, e alimentação exclusivamente parenteral (endovenosa).?

 Médicos Responsáveis:

 Dr. Antônio Luiz Macedo, cirurgião

Dr. Leandro Echenique, clínico e cardiologista.

 Diretor Superintendente:

 Dr. Miguel Cendoroglo, Diretor Superintendente do Hospital Israelita Albert Einstein.”

Fonte: MSN

Homens são presos com 500 cartões do Bolsa Família no Maranhão

Os quatro suspeitos foram presos neste domingo (5) no município de Governador Edison Lobão, a 730 km de São Luís. Com o grupo também foram encontradas algumas unidades do Cartão Cidadão.

Suspeitos foram presos neste domingo (5) no município de Governador Edison Lobão (MA). (Foto: Divulgação/Polícia Militar do Maranhão)

Por G1 MA, São Luís

Quatro homens foram presos nesse domingo (5) com cerca de 600 cartões de benefícios, sendo 500 do programa Bolsa Família e outros do Cartão Cidadão, no município de Governador Edison Lobão a 730 km de São Luís.

De acordo com os policiais do 3º Batalhão da Polícia Militar, os suspeitos identificados como Micael André Silva Vale, Marcelo da Silva, Francisco Romário Costa Araújo e Bruno Henrique Lima Carvalho, estavam vindo do Complexo Turístico de Pedra Caída na região do município de Carolina a 860 km da capital, onde teriam gastado cerca de R$ 4 mil reais. A polícia não informou se os cartões apreendidos foram clonados ou roubados de beneficiários.

Ainda segundo a polícia, os suspeitos são naturais do município de Bacabal. Além dos cartões, os policiais apreenderam junto com o grupo uma máquina de cartão de crédito, um notebook e uma impressora. Após a prisão, os suspeitos foram encaminhados ao Plantão Central da Polícia Civil em Imperatriz que deverá conduzir as investigações no caso.

PF aponta desvio de R$ 119 milhões do transporte escolar no MA e PI

As investigações da Polícia Federal e do Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU), no bojo da Operação Topique (saiba mais), apontam para desvios da ordem de R$ 119 milhões em 40 municípios do Maranhão e do Piauí.

Segundo o apurado, as empresas investigadas receberam, entre 2013 e 2017, pelo menos R$ 297 milhões pagos por mais de 40 prefeituras municipais e pelo Governo do Estado do Piauí.

Desse total, 40% referia-se a superfaturamento das licitações, o que rendeu à organização criminosa o milionário valor em desvios. Subcontratação irregular também foi identificada.

Ainda de acordo com a PF e a CGU, os recursos deveriam ser destinados à prestação de serviços de transporte escolar ao Governo do Estado do Piauí e a prefeituras maranhenses e piauienses. (Via Blog do Gilberto Léda)

Líder da bancada da Lava Jato, Aluísio Mendes amplia apoio em mais 20 municípios POLÍTICA

 

A dois meses da eleição, o deputado federal Aluísio Mendes (Podemos-MA) caminha com tranquilidade para se manter como um dos representantes do Maranhão na Câmara Federal. Um dos líderes da bancada da Lava Jato, o parlamentar tem mantido uma agenda intensa de apoios à sua reeleição, em diversos municípios do Maranhão.

Líder da bancada da Lava Jato, Aluísio Mendes amplia apoio em mais 20 municípios

Somente nas últimas semanas de julho, Aluísio, que é ex-secretário de Segurança Pública do Maranhão, recebeu o apoio de lideranças sociais e políticas, durante encontros, em pelo menos 20 cidades do estado: Barra do Corda, Senador La Rocque, São José de Ribamar, Pindaré-Mirim, Imperatriz, Paulino Neves, Estreito, Tutóia, Santa Helena, Grajaú, Fortaleza dos Nogueiras, São Bento, Pedreiras, Barreirinhas, Lago da Pedra, Colinas, Urbano Santos, Belágua, Santa Quitéria, Viana e Bacurituba.

“Ficamos felizes em ter o apoio de pessoas que defendem um novo jeito de fazer política, baseado em honestidade, competência e compromisso com a população”, destacou recentemente, durante uma grande manifestação de apoio à sua reeleição, em Senador La Rocque.

Além da apresentação e relatoria de projetos importantes defendidos na Câmara, segundo a assessoria do deputado, Aluísio Mendes também tem contribuído para o desenvolvimento das cidades maranhenses por meio da destinação de emendas, que estão possibilitando a entrega de novas obras e serviços públicos à população.

Lideranças de outras cidades, inclusive as que até outro dia eram controladas a mão de ferro pelo deputado Josimar de Maranhãozinho (PR), têm começado a perder o medo que ainda domina parte do interior do estado e fechado apoio com o deputado do Podemos.

Frente da PF

Capitaneada por Aluísio e o deputado Eduardo Bolsonaro (PSC-SP) – filho do pré-candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL-RJ), a bancada da Lava Jato é formada por políticos compromissados com a segurança pública e o combate à corrupção, tanto por aqueles que já são parlamentares quanto quem vai disputar a eleição pela primeira vez. A frente também possui nomes ao Senado.

ADAG492 BSB – 22/05/2018 – FRENTE AGENTES PF / CANDIDATOS – Evento para o lançamento da Frente de Agentes da PF que são Pré Candidatos a cargos eletivos na eleição de 2018, na AMAGIS, em Brasilia.
FOTO: ANDRE DUSEK/ESTADAO

FRENTE DA PF

Aluísio Mendes e demais nomes da bancada da Lava Jato, durante evento de lançamento da Frente de Agentes da Polícia Federal, em Brasília, organizado pela Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) em maio deste ano

Além de Aluísio e Eduardo Bolsonaro, os outros nomes da bancada da PF já conhecidos são: Jorielson Nasciomento (AP), Farley Meyer (TO), Odécio Carneiro (CE), Jorge Federal (PE), Anderson Muniz (BA), Flávio Moreno (AL), José Santiago (DF), Carlos Henrique Arouc (DF), Claudio Prates (MG), Ed Camata (ES), Sandro Ara[ujo (RJ), Plinio Ricciardi (RJ), Mauro Ricciardi (RJ), Danilo Balas (SP), Marcio Pacheco (PR), Bibiana Orsi (PR), Marco Monteiro (RS), Ubiratan Sanderson (RS), Renee Venâncio (MS), André Salineiro (MS), Lucas Valença (GO), Suender (GO), Rafael Ranalli (MT), João Bosco (RO) e Jamyl Asfury (AC).

Outros nomes ligados à Polícia Federal que também disputarão o pleito de outubro deste ano, embarcando no forte apelo popular da Lava Jato e do combate à corrupção e melhorias na segurança pública são: os deputados Delegado Francischini (SD-PR); Delegato Edson Moreira (PR-MG); Delegado Waldir (PR-GO); e Delegado Éder Mauro (PSD-PA).

Via Blog Atual7

As eleições e a estratégia Lula ou Lula

“Como sempre se enfatizou, o ideal seria a formação de uma frente democrática e progressista para derrotar eleitoralmente o conservadorismo. Mas, em sendo não viável neste momento a formação dessa frente, a candidatura Lula é o meio mais factível para derrotar as forças de direita e restaurar um processo de resgate democrático do país.”

Por Aldo Fornazieri*

 

Setores do PT têm proposto a palavra de ordem “Lula ou nada”, como eixo articular da estratégia para enfrentar as eleições de 2018. Não se sabe bem o que esta ideia significa, mas, de per si, é um equívoco. Numa interpretação estrita da ideia ela só seria pertinente se significasse que, se Lula for impedido de concorrer, o PT boicotaria as eleições. Mas, aparentemente, o próprio PT sabe que um boicote às eleições seria um desastre para o partido e para a própria sociedade, pois as forças conservadoras poderiam ocupar um espaço nos governos e nas Casas Legislativas maior do que aquele ocuparão sem um boicote. Ademais, o boicote às eleições implicaria estar preparado para uma guerra continuada com o próximo governo, na suposição de que seria ilegítimo. Mas, até agora, o PT tem mostrado escassa força mobilizadora.

Mas se a palavra de ordem “Lula ou nada” não expressa uma estratégia de boicote às eleições, mesmo assim ela é equivocada. Trata-se de uma palavra de ordem negativa e, portanto, despotencializadora e despolitizadora. Se a ideia é caminhar com Lula até o fim, o que implica concorrer às eleições mesmo sub judice a melhor palavra de ordem para expressar essa estratégia é “Lula ou Lula”. Isto é: concorrer com Lula sem os impedimentos legais ou concorrer com Lula mesmo sub judice, o que implicaria numa decisão judicial após o resultado das eleições caso Lula fosse eleito. Esta palavra de ordem é positiva e consistiria numa afirmação positiva de uma estratégia, conferindo-lhe potência e atratividade. Até porque concorrer com Lula sub judice o PT não ficaria com nada: poderia imprimir potência e positividade às candidaturas parlamentares, senatoriais e aos governos dos Estados. “Lula ou Lula” é a afirmação do próprio Lula, expurgando a noção de que a negatividade “nada” possa ser alternativa ao “Lula”.

Qual o mérito da estratégia “Lula ou Lula”, isto é, concorrer com Lula legalmente aceito pela Justiça ou com Lula com a candidatura sub judice? A estratégia é factível, ao menos, por quatro argumentos de razoabilidade. O primeiro argumento é o do risco. De acordo com dados veiculados pela imprensa, em 2016, cerca de 145 prefeitos se elegeram sem o registro das candidaturas deferido pela Justiça Eleitoral. Desses, 70% conseguiram reverter a situação e assumiram os seus cargos depois de eleitos. Então, quanto ao risco, há um enorme precedente jurídico no sentido de que candidatos sem o registro deferido podem participar das eleições com seus nomes constando nas urnas. Não seria razoável que o nome de Lula não constasse. Ademais, o alto percentual de reversão do não deferimento – 70% – mostra que o risco compensa.

O segundo argumento é o da recompensa. Todas as pesquisas indicam que a possibilidade de Lula vencer no primeiro ou no segundo turno é grande. Numa eleição que vem se caracterizando pelo descrédito, pela apatia e pela desesperança, Lula é o único líder capaz de conferir-lhe crédito, estímulo, significado e esperança. Todos os senões e restrições que possam existir em relação a Lula já estão precificados nas atuais intenções de voto. Desta forma, os riscos de perdas eleitorais são pequenos e as possibilidades de ampliação das intenções de voto no ex-presidente são grandes. Lula é o único candidato que pode alterar de forma positiva e de forma significativa o ânimo dos eleitores.

O terceiro argumento é o da responsabilidade. As forças democráticas e progressistas têm a obrigação de lutar para derrotar as forças conservadoras comprometidas com programas anti-sociais, anti-nacionais, anti-populares e anti-civilizacionais. Como sempre se enfatizou, o ideal seria a formação de uma frente democrática e progressista para derrotar eleitoralmente o conservadorismo. Mas, em sendo não viável neste momento a formação dessa frente, a candidatura Lula é o meio mais factível para derrotar as forças de direita e restaurar um processo de resgate democrático do país. Com isto não se quer negar a legitimidade das candidaturas de Boulos, Manuela e Ciro, pois, certamente, esses candidatos e os partidos que os apóiam têm entendimentos diversos acerca das prioridades estratégicas na presente conjuntura. Tendo em vista que não há o monopólio da verdade, é preciso que todas as forças democráticas, progressistas e de esquerda desenvolvam diálogos produtivos e construtivos entre si.

O quarto argumento é o da coragem e o do confronto. O Judiciário golpista, arbitrário, persecutório, parcial, serviçal das elites e punitivo dos pobres precisa ser confrontado. Um judiciário que rasgou a Constituição, que espezinhou as leis, que viola a hierarquia, que degrada a jurisprudência, que blinda e protege os políticos do PSDB e que é corrupto e eivado de privilégios, precisa ser desmascarado, denunciado e combatido. Levar a candidatura Lula até as últimas consequências é um ato de coragem e de enfrentamento de um Judiciário que está a serviço de uma elite predadora.

Caberá a esse Judiciário a responsabilidade histórica de permitir ou impedir que Lula, um dos maiores líderes políticos de todos os tempos, seja ou não legalmente candidato. Estará em jogo não só a biografia dos ministros das Cortes superiores, mas o destino da atual crise e o destino do futuro do Brasil. Caberá a eles decidir se a crise se agravará ou se se permite que se abram as portas para buscar saídas a um pais que tem um povo martirizado por todos os tipos de misérias e carecimentos. A coragem dos democratas e progressistas precisa confrontar o arbítrio de um Judiciário corrompido e degradado. Esse Judiciário precisa ser confrontado nos tribunais e nas ruas, com a exigência da liberdade de Lula e de sua candidatura.

Mas cabe perguntar: os juízes das Cortes superiores se importam ainda com suas biografias? Se tiverem um mínimo de dignidade, sim. Se tiverem um mínimo de responsabilidade para com o Brasil, sim. Mas é altamente duvidoso que vários deles cultivem esses sentimentos. Se não os cultivam, as biografias não importam para eles porque as suas almas já se danaram pela indignidade, pela corrupção e pela maldade.

Há que se admitir, por fim, a possibilidade de o Judiciário impedir que Lula concorra até mesmo sub judice, inviabilizando a presença do seu nome na urna. Neste caso, dois argumentos deveriam nortear a estratégia do PT: o argumento da redução de danos e o argumento da responsabilidade. Ambos apontam para a substituição de Lula por um outro candidato do partido. Sem um candidato presidencial, 1) as candidaturas para os outros cargos também se fragilizariam e, 2) é responsabilidade de todos os partidos progressistas, inclusive do PT, buscar eleger o maior número possível de candidatos para barrar a direita e lutar pelos interesses dos mais pobres e do Brasil.

O PT está atrasado na escolha de um candidato a vice para que ele possa ser a voz de Lula e, ao mesmo tempo, fortalecer-se e afirmar-se enquanto liderança. O argumento de que este vice enfraqueceria Lula e seria visto como um plano B não procede. É o argumento que expressa a falta de convicções, de direção e de comando. Um partido que tem capacidade de direção e sabe o que quer e tem convicção de sua estratégia não pode temer este tipo de situação.

Por fim, falta ainda transformar o grito pela liberdade de Lula e pela sua candidatura em voz das ruas. As manifestações que ocorreram no final de semana nos mercados públicos de Belo Horizonte e de Curitiba mostram que isto é possível. Existe um ambiente público favorável para que se crie nas ruas e nas aglomerações públicas uma corrente de vozes que clamem pela liberdade e pela candidatura de Lula. O que falta é liderança para que essas vozes se façam ouvir e para que essas mobilizações se transformem numa poderosa força de pressão sobre um sistema arbitrário e corrompido.

*Cientista político e professor da Fundação Escola de Sociologia e Política (FESPSP)

Clonagem de whatsapp: operação prende “cabeça” de quadrilha que aplicou golpes em deputados estaduais

Uma operação desencadeada pela Polícia Federal, e que no Maranhão contou com a participação da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic), desarticulou uma quadrilha especializada em aplicar golpes por meio do aplicativo de troca de mensagens WhatsApp. O grupo clonava os números telefônicos para a realização de transferências financeiras.

No Maranhão, entre as vítimas estão os deputados estaduais Valéria Macedo, Adriano Sarney, Vinícius Louro e Josimar de Maranhãozinho. Outra vítima teria sido a governadora do Paraná, Maria Aparecida Borghetti.

Batizada de “Swindle” (fraude em inglês), a operação tinha como objetivo o cumprimento de cinco mandados de busca de apreensão e dois de prisão preventiva, nos estados do Maranhão e Mato Grosso do Sul, expedidos pela Justiça Federal em Brasília.

Em São Luís, um dos alvos da operação foi o condomínio de classe média alta Ilhas Gregas, localizado no Parque Shalon. Nesse local, foi preso Leonel Pires Júnior, apontado como um dos “cabeças” do bando, que havia se mudado na segunda-feira (16) para aquele prédio. Além dele, mais sete pessoas teriam sido presas na capital maranhense. Leonel foi levado para a sede da PF, na Cohama; e os demais, para a Seic, no Bairro de Fátima.

Conforme informações da Polícia Federal, o grupo abria contas bancárias falsas e utilizava contas “emprestadas” para receber valores provenientes das fraudes aplicadas em razão do desvio dos terminais telefônicos, nos quais os agentes criminosos se “apossavam” das contas de WhatsApp de autoridades públicas e, fazendo-se passar por elas, solicitavam transferências bancárias das pessoas constantes de suas listas de contato.

Os investigados responderão, na medida de suas participações, pelos crimes de invasão de dispositivo informático, estelionato e associação criminosa, previstos nos arts. 154-A, §3º e §5º, e 171, §3º e 288 do Código Penal Brasileiro.

PRESOS DURANTE A OPERAÇÃO

ANA LÚCIA MIRANDA ROCHA

ERICK RAPHAEL REIS TEIXEIRA

ELOAH CHRISTINA ARAÚJO MACHADO

IVANILDE NOGUEIRA AMARAL

LEONEL SILVA PIRES JÚNIOR

MARKSUEL PEREIRA DE SOUSA

RUDSON JANUARIO SERRA

THATIELLE CRISTINA CORDEIRO SILVA

Com informações do blog do Wellington Rabello