Viana no Mapa do Turismo Brasileiro

O município de Viana, 217 km da capital São Luís, com suas belezas naturais, um belo lago de água doce e um rico patrimônio arquitetônico colonial, foi inserido no Mapa do Turismo Brasileiro, como integrante do Polo Lagos e Campos Floridos, do qual também fazem parte as cidades de Arari, Cajapió, Cantanhede, Pindaré-Mirim e Pinheiro.

É uma boa oportunidade para o poder público e o empresariado pensarem a Cidade dos Lagos de forma sustentável e transformar as oportunidades em dados positivos para a economia local, por meio de qualificação da mão de obra e melhor atendimento na rede hoteleira, bares, restaurantes, entre outros atrativos, pois caso não atenda os requisitos de uma cidade turística pode ser excluída da lista, assim como ocorreu com outros municípios.

Foto: Luiz Alexandre Raposo

 

Exclusão

Nove municípios maranhenses deixaram de integrar o Mapa do Turismo Brasileiro e outros 16 foram incluídos, ou seja, o Maranhão passou a contar com a sete a mais do que a edição anterior. Todos os polos foram mantidos e mantiveram-se sem alteração os de São Luís e do Delta das Américas, ou seja, nos demais houve inclusões e exclusões.

Os municípios que foram excluídos do Mapa são Apicum-Açu, Cedral, Conceição do Lago Açu, Curupu, Mirinzal, Monção, Santa Inês (foto), Turiaçu e Vitória do Mearim.

Foram incluídos, Balsas, Bequimão, Cajapió, Cantanhede, Centro Novo, Chapadinha, Formosa da Serra Negra, Fortaleza dos Nogueira, Itinga do Maranhão, Montes Altos, Pindaré-Mirim, Pinheiro, Primeira Cruz,São João do Sóter Tasso Fragoso e Vargem Grande.

Veja como ficaram os polos maranhenses no novo Mapa do Turismo:

Polo São Luís: São Luís, Alcântara, Raposa e São José de Ribamar

Polo Lagos e Campos Floridos: Arari, Cajapió, Cantanhede, Pindaré-Mirim, Pinheiro e Viana

Polo Amazônia Maranhense: Carutapera, Centro Novo e Luís Domingues

Polo Chapada das Mesas: Balsas, Carolina, Estreito, Formosa da Serra Negra, Fortaleza dos Nogueira,  Imperatriz, Itinga do Maranhão Riachão, Montes Altos e Tasso Fragoso

Polo Cocais: Caxias, Codó, Coelho Neto, Igarapé Grande, Pedreiras, São João do Sóter e Timon

Polo Delta das Américas: Água Doce do Maranhão, Araioses, Paulino Neves e Tutóia

Polo Floresta dos Guarás:  Bequimão, Guimarães e Porto Rico do Maranhão

Polo Lençóis Maranhenses: Barreirinhas, Humberto de Campos  Santo Amaro do Maranhão e Primeira Cruz.

Polo Munin: Axixá, Cachoeira Grande, Chapadinha, Icatu, Morros e Rosário e Vargem Grande.

Polo Serras Guajajara Timbira e Kanela: Barra do Corda, Grajaú e Jenipapo dos Vieiras.

Fonte: Revista Maranhão Hoje | Aquiles Emir

Flávio Dino entrega 50 novas viaturas e realiza maior renovação das frotas da Polícia do Maranhão

Governador entregou outras 50 viaturas nesta quarta-feira (13). Foto:

“Esse é o maior programa de renovação de frota da Polícia.” Assim o governador Flávio Dino definiu mais uma entrega de viaturas realizada pelo Governo do Maranhão, na tarde desta quarta-feira (13). Com os 50 novos carros, que atuarão em municípios que ainda não haviam sido contemplados, chega a 670 o número de novos veículos incorporados às forças de segurança do estado; até o final do ano serão 700.

“Fazemos isso por considerar que a segurança é uma política pública fundamental para que as pessoas tenham acesso a outros serviços públicos, que também estão sendo incrementados nos municípios com a entrega de ambulâncias, equipamentos agrícolas e inúmeros programas de assistência oferecidos pelo Governo do Estado”, explicou o governador.

As 50 novas viaturas entregues fazem parte de uma leva de 150 que chegarão a diversos municípios. Além de tração 4×4, cela e equipamentos de monitoramento, os veículos contam com moderno sistema de comunicação, que interliga as equipes de municípios vizinhos.

Municípios

“É a melhor viatura que já recebemos do Governo”, afirmou o Sargento Francisco das Chagas Matos. Comandante do grupamento que atua no município de São Bernardo, na região Leste Maranhense, o sargento é policial desde 1988 e, antes do novo veículo, dirigia um carro de passeio adaptado, modelo Palio Weekend.

Governador entregou outras 50 viaturas nesta quarta-feira (13). Foto:

Agora, com a pick-up Ranger entregue pelo governo, conta como o novo carro vai facilitar o trabalho de policiamento no município: “Era um carro baixo e só ficava dentro da sede, não tinha como rodar nos interiores. Agora não, é uma viatura a óleo diesel, mais econômica e entra em qualquer povoado, vamos poder fazer ronda nas escolas afastadas, por exemplo. E como os municípios vizinhos também já receberam, agora a gente pode se deslocar entre si em 15 minutos, antes esse tempo era de uma hora”.

De acordo com o secretário de Segurança Pública, Jefferson Portela, a entrega das viaturas é parte de um planejamento maior de segurança, que favorece todos os municípios. “Mais de 100 municípios estão recebendo essas viaturas novas, serão 150 no total e são equipamentos totalmente equipados que fortalecem o sistema como um todo.”

Ele falou ainda da valorização dos municípios: “Isso é uma visão do governador de atender a cidadania de todas as formas, em todo o estado, e continua com outras medidas que já foram para o interior, como armamentos, cursos de formação e agora essas 150 viaturas”.

A política é bem recebida pelos representantes dos municípios. Vindo de Lageado Novo, o prefeito Raimundinho Gomes Carvalho afirmou que a presença da viatura melhora a segurança na cidade: “Chega em boa hora porque nosso município estava com essa carência, ela vai dar mais segurança e agora vai conseguir chegar em 100% de todo o município”.

Governador entregou outras 50 viaturas nesta quarta-feira (13). 

“Ele me disse que estava indo para o garimpo”, diz mãe de maranhense preso com cocaína no estômago na Tailândia

Paulo Henrique Pires do Nascimento foi preso enquanto estava no principal aeroporto de Bangcoc, na Tailândia enquanto tentava entrar no país com 1,3 kg de cocaína no estômago.

Por G1 MA

contou que o filho havia ido trabalhar em um garimpo no Suriname. (Foto: Reprodução/TV Mirante)
Isolete Pires do Nascimento contou que o filho havia ido trabalhar em um garimpo no Suriname. (Foto: Reprodução/TV Mirante)

A mãe do maranhense Paulo Henrique Pires do Nascimento, de Olho d’Água das Cunhãs, a 287 km de São Luís e que foi preso na última quarta-feira (6) na Tailândia com 1,3kg de cocaína no estômago, disse em entrevista ao G1, que o filho disse a ela que estava indo trabalhar pela quarta vez em um garimpo no Suriname, antes de deixar o Maranhão no dia 2 de março.

“Ele disse que ia trabalhar no garimpo, no Suriname. De lá ele passou pela Guiana Francesa e a última noticia que tive dele, ele estava no Suriname e só dizia pra

Isolete Pires do Nascimento contou que soube da prisão do filho por meio das redes sociais e que não sabia do envolvimento dele com o tráfico de drogas. “Nos pegou de surpresa eu não sabia que ele tava participando desse tipo de coisa e só ontem caiu a ficha total, que a gente viu ele em todas as redes sociais do Maranhão e eu não sabia. O filho mais querido que eu tinha e hoje eu estou perdendo meu filho”, desabafou.

Paulo Henrique mantinha contato com a mãe por meio do WhatsApp. Ela desconfiou da localização do filho após ele postar diversas fotos em sua página no Facebook, em um hotel. Segundo ela, o local onde ela estava parecia diferente das outras vezes e ela pediu ao filho que contasse o que estava acontecendo e que ele retornasse ao Maranhão. “Pela foto que ele postava, a pessoa que está trabalhando no garimpo não postava umas fotos bonitas”, disse.

Paulo Henrique Pires do Nascimento, preso na Tailândia por tráfico de drogas (Foto: Reprodução/Narcotics Suppression Bureau)

Prisão na Tailândia

Paulo Henrique foi preso no Aeroporto de Bangcoc enquanto tentava entrar no país com 1,3kg de cocaína no estômago. Ainda de acordo com as autoridades policiais da Tailândia, o maranhense foi preso no momento em que ele pegava sua bagagem após ter sido delatado o tráfico de drogas no país.

Depois de ter sido submetido a um exame de raio-X, Paulo Henrique Pires do Nascimento foi surpreendido pela a polícia com os papelotes de cocaína escondidos no seu estômago. A droga apreendida pela a polícia foi avaliada em cerca de 6,5 milhões de bats (R$ 605,5 mil).

Esta não é a primeira que Paulo Henrique Pires do Nascimento é envolvido em uma ação criminosa. Em 2008 ele cometeu um ato infracional ao assaltar um posto de combustível em Olho d’Água das Cunhãs.

Imagem do raio-x do corpo de Paulo Henrique preso na Tailândia que mostra as cápsulas usadas para transportar a droga (Foto: Reprodução/Thai Drug Police)

 

Fórum da Baixada se reúne com a CODEVASF e os Diques começam a virar realidade

Aconteceu ontem, 11/09/17,  na sede da CODEVASF (8ª Região) em São Luís- MA,  a reunião entre o Fórum em Defesa da Baixada Maranhense – FDBM e a equipe da CODEVASF responsável pela visita ao trecho entre Cajapió e Bacurituba,  onde será construída a primeira etapa dos Diques da Baixada – uma das obras mais importantes para a microrregião.

Além da obra de engenharia que, por si só, já garante um grande avanço, a CODEVASF ressaltou que pretende que os Diques sejam também uma obra que possa levar desenvolvimento para os municípios  que serão abrangidos por ele. Para isso, o órgão observará as potencialidades de produção e mercado de cada município, a fim capacitar e incentivar arranjos produtivos locais e outras ações de desenvolvimento que possam gerar  renda e aquecer a economia local.

Os membros do FDBM, presentes à reunião, agradeceram a equipe de CODEVASF e discorreram  sobre os graves problemas que atingem a região, devido à estiagem, que será minimizada com os Diques da Baixada. Falaram também que há anos esperam por essa obra, que trará inúmeros  benefícios.

A visita técnica inicia hoje. Os forenses designados para a missão foram: Nélio Junior, Maninho Braga, Chico Gomes, Valente e Expedito Moraes, expedicionários do Fórum que acompanharão a equipe da CODEVASF.

Cajari e a cidade desaparecida

Arquivo google

por Nonato Reis*

A Baixada Maranhense em seus primórdios foi habitada por tribos de índios, que não apenas desbravaram a região, estabelecendo as trilhas de comunicação entre os diversos povos, como também ergueram vilarejos e até cidades. Em Viana no século XVIII, por exemplo, havia a Aldeia do Maracu, um núcleo organizado com ruas e casas, habitado por índios tupinambás, destruído depois no rastro da catequese. Penalva foi reduto dos Gamela, posteriormente dominado pelos jesuítas.

Em Cajari, a poucos quilômetros de Viana, há sinais físicos de uma civilização muito mais recuada no tempo, anterior ao próprio Descobrimento do Brasil, talvez pré-histórica. O vianense Raimundo Lopes, respeitado dentro e fora do Brasil por sua atuação na área de antropogeografia, realizou estudos iniciais no leito do Lago de Cajari e concluiu que as ruínas do lugar representam os restos de uma cidade lacustre, densamente povoada e organizada.

Durante o verão, quando as águas do rio Cajari (curso natural que serve de ligação entre os lagos de Viana e Cajari) abaixam de forma significativa, era possível, décadas atrás, observar as colunas verticais de madeira encadeadas numa extensão de quase dois quilômetros, a partir das nascentes do rio até o lugar conhecido como Urubuquissáua.

Urubuquissáua, aliás, concentra enorme quantidade de objetos (de arte e utensílios domésticos) em cerâmica e pedra. Em seu livro “História de um menino pobre”, editado pela primeira vez em 1963, o médico e escritor Sálvio Mendonça avalia o estado desses objetos como “extremo desgaste”, mas assinala que “os esteios (tocos em cima dos quais se erguiam as casas sobre as águas) mantêm a verticalidade, indicando que foram suportes de habitações, cuja superestrutura desapareceu através de milênios, em pleno lago”.

Na pesquisa feita por Raimundo Lopes em 1919, aproveitando a seca rigorosa daquele ano que pôs a descoberto o conjunto de fundações da cidade desaparecida, foram encontrados amuletos que lembram as peças usadas por tribos pré-colombianas. Lopes, à época, disse que “a estearia apresentava-se toda visível, com os seus milhares de esteios numa perspectiva belíssima, impressionante, esponteando com os seus troncos negros, como se fosse imensa floresta, a face argentada das águas”.

Para Sálvio Mendonça, em seu livro, as ruínas de Cajari indicam a existência no local de uma civilização especial, contemporânea da Marajó, na Amazônia, do México e da Centro-América, no Peru, “talvez do ramo das tribos vindas da Ásia (…), evoluindo no México para a destacada civilização Azteca, e no Peru, para os Incas”.

É de causar espécie que mesmo diante de sinais claros da existência de uma antiga civilização em Cajari o poder público e a iniciativa privada não tenham demonstrado interesse concreto de promover estudos de natureza arqueológica no local, para levantar a origem dessas ruínas e informações sobre que povos se estabeleceram ali, como viviam e que contribuições tenham dado para a colonização posterior.

A Universidade Federal do Maranhão patrocinou recentemente uma expedição científica na Baixada Maranhense, para identificar sítios arqueológicos ao longo da Bacia do rio Turiaçu, na região de Santa Helena. Os cientistas encontraram estearias semelhantes à de Cajari, com enorme quantidade de louças e cerâmicas. Os estudos revelaram traços idênticos com a cultura marajoara na Amazônia e as tribos da América Central e do Norte.

Porém, na matéria produzida pela TV Mirante não há informação de que o trabalho tenha incluído as ruínas de Cajari. Era de imaginar que, em face da importância do tema, organizações arqueológicas e científicas atuassem em conjunto ou isoladamente, para uma melhor compreensão sobre o que se passou em Cajari em tempos remotos.

Parafraseando Hamlet, personagem de William Shakespeare, há mais mistérios na Baixada Maranhense do que possa supor a nossa vã filosofia. Hoje, quem sabe, com os diversos organismos sociais implantados na região – com especial destaque para o Fórum em Defesa da Baixada – abra-se uma janela para o futuro e se possa melhor enxergar o que ocorreu na região, no passado.

*Jornalista

São Luís 405 anos: Mais viaturas, batalhão novo, concurso público e valorização de PMs


Entregas foram realizadas na noite desta sexta (1º) e já são parte do pacote de presentes para São Luís.(Foto: Nael Reis)

 

Nos últimos dez dias, entregas e anúncios do Governo do Maranhão formaram uma espécie de pacote de medidas para reforçar a segurança pública de São Luís, perto do aniversário de 405 anos da cidade.

Entre elas, está a entrega do prédio totalmente reformado onde agora funcionam o 9° Batalhão de Polícia Militar e uma Delegacia de Polícia Civil no Centro da cidade. A delegacia funcionava perto do Hospital Djalma Marques, conhecido como Socorrão 1. E o batalhão, na Vila Palmeira.

A mudança representa um reforço para o policiamento nas áreas do Centro, Vila Palmeira, Monte Castelo, Alemanha, Camboa e outros bairros. São 25 mil pessoas circulando diariamente por essa região. “O batalhão era distante e agora vem fisicamente para o lugar correto, que é o Centro da nossa cidade”, diz o secretário de Estado da Segurança Pública (SSP), Jefferson Portela.

Viaturas

Mais 52 viaturas são entregues pelo governador Flávio Dino (Handson Chagas)

No início desta semana, o governador Flávio Dino entregou mais 52 viaturas para diversas regiões. Desde 2015, já são 620 veículos desse tipo entregues pelo governo, aproximando-se da meta de um total de 700 até o fim deste ano.

Os novos carros são picapes com tração 4×4 para enfrentar todos os tipos de terreno do Maranhão. As viaturas também têm modernos equipamentos.

“Em muitos estados, neste momento, não há munições na polícia, equipamentos básicos e coletes. Há viaturas paralisadas por falta de combustíveis”, afirma Flávio Dino, ressaltando a diferença de realidade do Maranhão em relação a outras unidades federativas do Brasil.

Concurso

O governador também confirmou que o edital para a polícia e os bombeiros vai sair neste mês de setembro. A ideia é manter a expansão do número de policiais no estado, que chegou ao recorde de 12 mil profissionais.

Segurança máxima

Croqui da fachada da Unidade Penitenciária de Segurança Máxima

As medidas também incluem o reforço ao sistema prisional, com a abertura da concorrência pública para a construção da primeira Unidade Penitenciária de Segurança Máxima do estado. Serão 120 novas vagas para presos de alta periculosidade. A unidade será construída nas imediações do km 16 da BR-135, próximo ao Complexo Penitenciário São Luís.

Valorização dos policiais

Na semana passada, a Assembleia Legislativa do Maranhão aprovou a Medida Provisória editada por Flávio Dino para valorizar os policiais militares. A regra altera o ingresso e a promoção de praças e oficiais da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros no estado, atendendo a um pedido antigo da categoria.

Queda nos homicídios

O início de setembro também mostrou que essas e outras ações feitas desde 2015 vêm dando resultado prático. O número de homicídios na Grande São Luís em agosto deste ano caiu 63% na comparação com o mesmo mês de 2014. Foram 91 casos naquele ano, e 34 agora em 2017. Os números mantêm a queda progressiva da criminalidade no Maranhão desde o ano de 2015.

Baixada Maranhense: graves problemas, singelas soluções

A despeito dos seus encantos e belezas naturais (que a tornam potencialmente rica), a Baixada continua bastante desassistida pelas diversas esferas governamentais. Embora detenha um abundante potencial hídrico nos meses de abril a agosto, o drama da escassez de água ainda é o principal tormento das comunidades baixadeiras no segundo semestre de cada ano.

Nesse contexto, existe um pormenor que diferencia substancialmente a Baixada das outras regiões pobres do Maranhão: as medidas para melhorar as condições de vida do seu povo são baratas, simples e de fácil resolutividade. Só depende da vontade política dos nossos governantes, no sentido da construção de barragens, açudes e canais que promovam a conservação da água doce em nossos campos.

A esse propósito, destacamos algumas intervenções administrativas de pequeno porte que produziram resultados impactantes na qualidade de vida dos munícipes baixadeiros, como segue:

Em São Bento, na gestão de Bitinha Dias (1993-1996), foi executada a dragagem dos campos inundáveis,serviço considerado a maior ação de combate à estiagem e à fome na região da Baixada. Foram escavados mais de 18km de canais, com profundidade média de 6 metros. Essa obra beneficiou a população de diversos municípios do entorno.

Em Anajatuba, o Igarapé de Troitá mede 8km de comprimento, 10m de largura e 2m de profundidade, e foi dragado, no governo de José Reinaldo, para garantir a retenção da água doce durante todo o ano, proporcionado a permanência e reprodução dos peixes nativos e outras pequenas criações (bois, porcos, patos etc).

Ainda em Anajatuba, no povoado Pacas, foi desenvolvido um projeto consorciado de piscicultura nativa e fruticultura (banana, açaí e maracujá), a um custo de 200 mil reais, que garante o sustento de 42 famílias, numa área de apenas 3 hectares. Nesse arranjo produtivo são produzidas 4500 bananas por mês e 15 toneladas de peixes nativos por ano, sem qualquer ônus para os beneficiários do projeto.

Em Viana, na gestão do prefeito Chico Gomes, foi construído o dique do Igarapé do Jitiba (complementando uma barragem de quase 3,5km de extensão, edificada na gestão do prefeito Messias Costa), que serviu para preservar água doce e proteger os numerosos cardumes de peixes. Na localidade Ponta do Mangue, Chico Gomes ainda construiu uma barragem de um 1,5km, a qual serviu para armazenar água e impedir a salinização do povoado Capim-Açu.

Em Bequimão, o prefeito Zé Martins recuperou 6km da Barragem Maria Rita (também conhecida como Barragem do Defunto), proporcionando enormes benefícios para as atividades econômicas da região, ao garantir a preservação de água doce nos campos e conter o avanço da água salgada.

Em Pinheiro, o ex-prefeito Filuca Mendes edificou a Barragem do Cerro, com capacidade para represar 30 milhões de litros de água doce e fomentar prosperidade para centenas de famílias ribeirinhas. A obra também serviu para fazer a ligação entre a zona rural e a urbana. O trajeto que era percorrido em quase uma hora, hoje dura alguns minutos.

Como se vê, a Baixada tem jeito, visto que as soluções para melhorar a vida do seu povo são viáveis, exequíveis e de baixíssimo custo material. Basta a força do querer…

Por Flávio Braga