Agência Executiva Metropolitana inaugura Canteiro Central da Camboa

Mais uma obra foi entregue pela Agência Executiva Metropolitana (AGEM). Trata-se do Canteiro Central da Camboa, localizada nas proximidades da ponte Bandeia Tribuzzi. A inauguração aconteceu nesta sexta-feira, 21, e contou com a participação do presidente da AGEM, Lívio Jonas Mendonça Corrêa, do vice-prefeito de São Luís, Júlio Pinheiro, técnicos da Agência Executiva e moradores da região. 

No total, o projeto engloba uma área de 3.300,00m² e faz parte de uma série de projetos que vem sendo executados para melhoria do tráfego de veículos e pessoas, bem como para disponibilizar maior número de equipamentos urbanos de lazer e prática de esportes para as comunidades da Região Metropolitana da Grande São Luís (RMGSL).

O espaço passou por um processo de urbanização que incluiu construção de rampa, acessibilidade facilitada para pedestres, sinalização, iluminação pública, além de um trabalho de paisagismo que irá realocar a vegetação já existente para os canteiros que estão sendo delimitados. “Estamos tendo o cuidado de elaborar todos os projetos considerando as necessidades locais e um equilíbrio entre pisos de concreto e com vegetação, para que tenhamos áreas verdes”, ressalta Lívio Corrêa.

Também foi feita a recuperação do meio-fio de concreto pré-moldado, paginação de piso, com utilização de blocos de concreto intertravado, alvenaria em tijolo cerâmico e pintura em acrílico. “Esta é a segunda obra que entregamos este ano e outras serão inauguradas até o final deste ano”, revela o presidente da AGEM.

Ele destaca, ainda, que, com a obra, a população que mora nas proximidades, bem como quem utiliza a via diariamente para transporte, será beneficiada com um espaço totalmente urbanizado. “Estamos gerando maior segurança e comodidade para a população, além de contribuir para uma cidade cada dia mais bonita e que contribua para a melhoria da qualidade de vida”, finaliza Lívio Corrêa.

A morte dentro de um puteiro em Viana

Nonato Reis*

Na Viana dos anos 80, dominada ainda pelo isolamento em relação à capital e demais regiões do Estado, as diversões masculinas começavam no Areal (espécie de praia de água doce nos limites da cidade com o lago) e terminavam no puteiro, de preferência o “Luz da Serra”, que ficava para as bandas do antigo Campo da Aviação, e era frequentado por ricos e pobres, playboys e matutos.

O puteiro era, por assim dizer, o lugar mais democrático de Viana, aberto a todos, indistintamente, bastando apenas ter alguns trocados no bolso, que dessem para tomar uma cerveja e pagar o aluguel de um quarto rústico por algumas horas.

Eu, apesar da alta voltagem dos hormônios e da resistência das chamadas “moças de família” em deitar com o namorado, mantinha um pé atrás com esses lugares lúgubres, pelo receio de contrair as temidas doenças venéreas, que nessa época vicejavam nos ambientes de luz vermelha. Mas a caravana segue os cães, e, não raro, acabava por bater o ponto no Luz da Serra, nem que fosse apenas para “tomar uma” e jogar conversa fora com parentes e amigos, que eu via “de quando em quando”, nas folgas da faculdade.

Chegara de São Luís numa sexta à noite e, mochila nas costas, fui direto para o Areal, onde havia um circo em cartaz. No interior, o circo, seja lá qual for, é uma atração irresistível. A cidade toda acorre para a grande lona onde acontecem os espetáculos.

Entrei e dei com as arquibancadas lotadas. Era gente que não cabia mais e eu decidi ficar em pé no vão entre uma fileira e outra, observando a cena do trapézio, na qual alguns artistas se revezavam na arte do equilibrismo.

Não demorou e alguém tocou o meu braço, quebrando-me a concentração. Olhei do lado e dei de cara com Zé da Onça, um primo que eu tenho como irmão.

Após os cumprimentos de praxe, marcamos encontro no Luz da Serra, logo após a sessão do circo. “A gente toma uma gelada e conversa com as meninas”, propôs, piscando um olho, cujo código me pareceu claro.

Eu estava cansado de uma penosa viagem por entre asfalto, piçarra, buracos e lama, o corpo todo pedia sossego, mas não havia como recusar um convite daquele, após quase um ano sem ver o primo.

O espetáculo terminou ao som das velhas marchinhas circenses, a multidão foi se dispersando e eu descobri que, além de Zé da Onça, havia mais cinco primos, entre eles Sebastião Xoxota, parceiro de incursões pelos sítios dos tios, roubando frutas em noites de lua, no Ibacazinho. “Tião, o que você tem feito de bom?”, quis saber, ao que ele encolheu os ombros, como quem não tem nada de interessante para contar. “O letrado aqui é tu. Eu é que quero ouvir as tuas histórias”. Rimos.

Tião conhecia a fama de brabo de Zé da Onça. Sobre ele corriam histórias que eu nunca presenciara, e por isso as tratava como “conversa fiada”. Por exemplo, diziam que, sob efeito do álcool, o sujeito pacato e de sorriso “preso” se transformava numa fera enjaulada e indomável. Nesse dia eu decidi pagar para ver e me dei mal.

Entramos no cabaré quase às escuras. Apenas duas lâmpadas toscas iluminavam fracamente o ambiente. Havia pouca gente no salão e escolhemos uma mesa próxima do bar, por razões óbvias.

Veio a primeira garrafa, e depois a segunda e a terceira. Um certo tempo depois, a conversa corria animada, sobre casos que povoavam as nossas infâncias no Ibacazinho. Ao meu lado, Tião Xoxota falou-me ao ouvido:

– Tu tá vendo esse sujeito que atende a nossa mesa?

Olhei na direção indicada por Tião e vi um homem alto, branquelo e barrigudo, que usava uma camisa branca abotoada de baixo para cima até o meio da enorme barriga. Fiz um sinal de cabeça e Tião completou.

– Todo mundo tem medo dele. Dizem que já matou uma penca de gente, mas nunca ficou provado nada. Olha o tamanho do facão que ele usa na cintura.

Olhei e senti um frio na espinha. De tão grande o facão quase tocava o chão de cimento bruto. Pensei que não era nada usual alguém, trabalhando como garçom, portar uma arma daquela. Olhei para Zé da Onça, àquela altura já com os olhos vermelhos, que parecia sorrir até com as paredes.

Achei que era hora de ir embora, e dei o aviso. “Gente, vamos capar o gato. Tô morrendo de sono”.

Todo mundo concordou e Zé pediu a conta ao garçom que, após alguns rabiscos num pedaço de papel de embrulho, entregou a ele. Zé olhou a nota e, chamando o garçom com um assobio, pediu explicações sobre o valor.

– O que é isto? Nós tomamos 18 cervejas e tu anotou aqui 24? Cadê as outras que eu não bebi?

O homem então esclareceu que as seis cervejas adicionais se referiam a uma conta atrasada dele com o estabelecimento. A reação do primo fez até o chão estremecer.

– Ladrão sem-vergonha. Safado ordinário, tu tá querendo me roubar com a cara mais lavada?

Pego de surpresa, o homem ficou ainda mais branco e só conseguia rosnar. Eu, prevendo o desfecho daquela cena, levantei da mesa e pedi ao sujeito que não levasse aquilo a sério, o primo estava bêbado, não sabia o que dizia. O homem fez um gesto de compreensão, mas o primo não parava de ofendê-lo com os piores adjetivos.

Uma hora o garçon perdeu a paciência e levou a mão ao facão, mas eu, mais rápido, agarrei-me ao braço dele, impedindo que sacasse a arma. E ficamos por não sei quanto tempo naquele jogo macabro, ele tentando puxar o facão e eu o impedindo, praticamente pendurado ao braço dele.

Até que um outro sujeito mau encarado, também armado de facão, adentrou o salão e raspou a arma no chão, fazendo sair faíscas para todo lado. Eu pensei que nada mais havia que fazer, estávamos perdidos, mas o estranho se dirigiu a Zé da Onça, em tom familiar.

– Meu cumpade, o que esse patife quer contigo?

E Zé, os olhos vermelhos feito pimenta malagueta:

– Quer me roubar, cumpade. É um ladrão ordinário.

O homem pegou o garçom pelo colarinho e, facão em riste, arrastou-o até o bar, cobrando-lhe explicações.

Eu aproveite a “deixa”, abracei meu primo pela cintura e o carreguei como quem conduz um saco de lixo – não sei com que força – para fora do puteiro.

“Pra lá tu não voltas mais. Só se passar por cima de mim”. Zé lutava e se debatia, tentando se livrar, no que eu invocava a razão.

– Ficou louco? Onde já se viu chamar o cara de ladrão, um criminoso com não sei quantas mortes nas costas, você podia ser mais um defunto, e me levar junto.

O primo, já mais calmo, olhou-me nos olhos e respondeu, o dedo indicador gesticulando, como se ditasse uma sentença. “Ele teve foi sorte que eu não trouxe o meu trabuco. A esta hora ele estaria duro naquele salão”.

*Jornalista/Escritor – Texto inédito.

STTR de Penalva amplia ações com nova diretoria

Penalva – Com a posse da nova diretoria do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais – ocorrida em 14 de junho deste ano – os associados já estão sentindo a diferença no atendimento e na condução dos processos ali administrados.

Em apenas dois meses à frente da Entidade, a atual diretoria já conseguiu algumas conquistas para o trabalhador rural.
No intuito de oferecer um serviço de qualidade, a presidente Ana Rosa disponibilizou um espaço, no próprio Sindicato, para que o engenheiro agrônomo da Agerp (Marcos Vinícius), possa atender diariamente os agricultores interessados em assistência técnica e em participar do projeto de criação de galinha, oferecido pelo Governo do Estado, este a fundo perdido.

O Sindicato também mantém uma parceria com o Banco do Nordeste, onde disponibiliza duas vezes por semana (terças e quintas-feiras), uma sala, para que ali, o assessor do Banco do Nordeste (Hoanderson), atenda com mais qualidade, os associados que desejam participar dos projetos Agro Crescer e Agro Mais, que fazem parte da linha de crédito do “Agro Amigo”.

Segundo Mundica, secretária de Política Agrária, Agrícola e Meio Ambiente do STTR, no momento, o Banco do Nordeste está disponibilizando apenas estes dois tipos de financiamentos. “Existem outros financiamentos, mas por falta de documentação, os nossos associados não podem acessá-los, detalhou. *Veja no final a relação dos financiamentos disponíveis no Sindicato.

Com objetivo de fomentar o trabalhador e a trabalhadora rural, o STTR promoverá, a partir deste mês, a Feira da Agricultura Familiar de Penalva, que acontecerá quinzenalmente. “Estamos trabalhando diuturnamente para melhorar as condições de vida dos nossos associados, e este é apenas mais um projeto que está sendo implantado pela nova diretoria”, relatou o vice-presidente Baico.

De acordo com Ana Rosa, o papel de um sindicato vai muito além de exigir os direitos básicos de um associado, a organização deve lutar pelos direitos ainda não alcançados e por melhorias das condições de trabalho do produtor rural. “Através da Secretaria de Políticas Sociais, 3ª Idade, Idosos (as) Rurais, damos assistência a jovens e idosos na busca de seus direitos adquiridos”, disse.

A presidente lembrou ainda, que foi contratada a consultora Ana Maria, que vai auxiliar a Entidade no planejamento de ações que serão desenvolvida por cada secretaria. “Precisamos atualizar e modernizar o nosso atendimento junto ao nosso público. No último dia (31), houve a primeira palestra da nossa consultora, algo que, logo no primeiro momento, mostrou que estamos no caminho certo, pois saímos daquela reunião convictos, que agora, trilharemos caminhos muito mais exitosos, e quem ganha com isso é o nosso trabalhador e nossa trabalhadora rural”, finaliza a presidente Ana Rosa.

* FINANCIAMENTOS DISPONÍVEIS

Agro Cescer (R$ 5.000,00) – Projetos de hortaliças, melhoramento de pastos, roça, criação de gado, borracharia, lanchonete, direcionados apenas a agricultores que têm a Dap B.

Agro Mais (15.000,00) – Todos os projetos relacionados do Agro Crescer, direcionados apenas a agricultores portadores da Dap V.

Exigência: os financiamentos acima são direcionados apenas para projetos na área rural.

Por Marinildo Serejo | Fonte: tribunadabaixada.com

Projetos de revitalização chegam à zona rural de São Luís

Mais três localidades da zona rural serão beneficiadas com o programa de revitalização desenvolvido pela Agência Executiva Metropolitana (AGEM), em parceria com a Prefeitura de São Luís. Moradores das comunidades Residencial Paraíso (área Itaqui-Bacanga), Coquilho e Vila Conceição acompanharam com atenção às apresentações dos projetos que irão transformar espaços subutilizados em áreas de lazer e prática esportiva.

A apresentação foi feita pelo presidente da Agência Executiva Metropolitana e por técnicos do órgão. Os projetos resultaram de levantamentos realizados pela AGEM junto às comunidades, bem como de reuniões com lideranças das áreas. “Todos os projetos que a Agência Executiva tem desenvolvido tem como base as demandas dos moradores da localidade e as possibilidades que as áreas proporcionam, o que varia de acordo com o tamanho do terreno, dentre outros fatores”, explica Lívio Corrêa.  

Ações

Para o Residencial Paraíso, a equipe da AGEM desenvolveu um projeto que inclui quadra poliesportiva com duas arquibancadas, academia de saúde e playground. Toda a área será pavimentada, com canteiros arborizados, bancos e piso tátil. A área total é de 10.87,40 m².

No Coquilho será implantada uma praça ao lado do Centro de Ensino São Cristóvão (Anexo), com quadra esportiva, estacionamento, playground, academia e área verde, um total de 2.494,74m². O projeto, que é uma parceria com a Secretaria de Estado da Educação, irá revitalizar totalmente o espaço, bem como reformar a unidade escolar. “Os estudantes serão beneficiados com uma escola totalmente nova, com biblioteca, laboratórios, climatização. Isso, somado à praça que será construída pela AGEM, vai mudar a realidade do Coquilho e dar mais qualidade de vida aos moradores”, destacou o secretário-adjunto de Educação, Anderson Lindoso.

Na Vila Conceição, os moradores também serão beneficiados, em breve, com uma praça de 1.764,07m², que inclui playground, palco, academia de saúde e área verde. O terreno está localizado em frente à igreja católica e à avenida principal do bairro. De acordo com o presidente da AGEM, o projeto visa readequar o espaço e gerar à comunidade uma área adequada ao lazer. “Atualmente, não há locais destinados à recreação e práticas esportivas e culturais na comunidade. É essa lacuna que iremos preencher”, finaliza Lívio Corrêa.

Moradores da Vila Esperança comemoram projeto de praça na comunidade

Os moradores do bairro Vila Esperança, na zona rural de São Luís, irão ganhar um novo equipamento urbano nos próximos 90 dias. Trata-se da Praça da Vila Esperança, cuja Ordem de Serviço foi emitida pela Agência Executiva Metropolitana (AGEM).

A obra faz parte de um conjunto de projetos que vêm sendo executados e que irão beneficiar toda a Região Metropolitana da Grande São Luís (RMGSL). “São trabalhos de urbanização e revitalização de espaços que há muito vêm sendo demandados pelas comunidades e que, agora, estão se transformando em realidade”, destacou o presidente da AGEM, Lívio Jonas Mendonça Corrêa.

A Praça irá ocupar um terreno localizado em uma área central da comunidade, entre as ruas São Raimundo e Sete de Setembro, próxima a escolas, comércios e posto de saúde. Atualmente, este espaço está carente de manutenção. Com vegetação alta que está alcançando a via pública, o terreno é um ambiente propício à proliferação de mosquitos transmissores de doenças, prejudicando a saúde pública da população. “A falta de iluminação pública adequada contribui para a sensação de insegurança na região, levando os moradores a evitarem a travessia pela área, tornando-a deserta no período noturno”, ressalta Lívio Corrêa.

Com o projeto, parceria com a Prefeitura de São Luís, esta realidade será modificada. Ao todo, será construída uma área de 1.939,97m2, onde serão instalados academia de saúde, quadra esportiva e estacionamento para carros e motos, além de áreas de descanso com bancos. “Será um local totalmente adequado para toda família, que irá valorizar o bairro”, finaliza Lívio Corrêa.

Vistorias

Lívio Corrêa e a equipe técnica da Agência Executiva Metropolitana, formada por engenheiros e arquitetos, também têm realizado visitas às obras que estão sendo executadas em áreas das zonas urbana e rural de São Luís. O grupo esteve na Vila Magril, onde está sendo construída uma praça com playground e academia de saúde, no Canteiro da Camboa, que está sendo revitalizado para melhorar o fluxo de veículos e pessoas na região, no Canteiro da Avenida Ferreira Gullar, na Ilhinha, que será entregue no próximo mês à população, e na Quadra da Vila Luizão, novo equipamento de esporte e lazer que irá beneficiar moradores do próprio bairro e adjacências.

Em Matinha, representantes do Fórum em Defesa da Baixada apresentam projetos para a região

 

Com o intuito de se aproximar cada vez mais a nação baixadeira, o Fórum em Defesa da Baixada Maranhense – FDBM reuniu-se no último domingo, 26/08, no município de Matinha para falar de seus projetos. Dentre eles, a construção dos Diques da Baixada, a instituição de Academias na Baixada e a criação de Bosques na Baixada, como o Bosque de Paricás em Paricatiua. Foi uma excelente oportunidade para conhecer os projetos do FDBM, ouvir palestras de alto nível com o Engenheiro civil Alexandre (TCE); o Professor Mestre Manoel (UFMA) e com o Prof. Dr. Gusmão (UEMA) e, também, para dirimir dúvidas e colher sugestões sobre projetos ambientais.

Foi organizada uma concorrida expedição que saiu de São Luís às 04 horas da manhã, em um confortável ônibus cedido pela Universidade Federal do Maranhão. A Academia Perimiriense também organizou expedição. As expedições foram recebidas no Povoado Ponta Grossa pelos anfitriões Ângela e César, ocasião em que foi servido um delicioso café da manhã. O evento iniciou-se com a execução do Hino do Município, na voz de Simão Pedro, cantor lírico e membro da Academia Matinhense de Ciências, Artes e Letras – AMCAL, que foi acompanhado pelos matinhenses – um momento de grande emoção.

Os presentes foram saudados pelos chefes dos poderes executivo e legislativo, pela presidente do FDBM e pelo Presidente da AMCAL, que destacaram a importância do encontro.  A primeira palestra foi sobre os Diques da Baixada, em que Dr. Alexandre Abreu que destacou a necessidade da construção dos diques com a dupla finalidade: reter a água doce nos campos por mais tempo, evitando o flagelo da seca, bem como conter a invasão da água salgada nos campos, que seria um desastre para o ecossistema da Baixada. O interesse sobre o tema dos Diques da Baixada foi geral, com vários questionamentos e sugestões, inclusive que se faça uma Carta-Compromisso, que seria assinada pela classe política da Baixada, bem como exibir vídeos de animação sobre o tema, a palestra foi encerrada como um sonoro: “Diques da Baixada Já”!

Na sequência foi apresentada uma dança portuguesa, que na ocasião recebeu um certificado de reconhecimento, fornecido pelo Ministério da Cultura. Ao meio-dia foi servido um delicioso almoço. No início da tarde, houve a palestra do Prof. Manoel, Coordenador do Curso de História da UFMA e gestor do Projeto Academias na Baixada, destacando a importância da criação de academias na Baixada. O mestre chamou atenção pela sua empatia com o público, pela capacidade de usar palavras mesclando o erudito e o popular, explicando ou indicando léxicos desconhecidos para pesquisa. A última palestra foi sobre “Paricás em Paricatiua”, proferida por Dr. Gusmão Araújo, ele explicou que o projeto visa o plantio mudas de Paricás no povoado cujo nome significa abundância de Paricás, porém, a planta foi extinta do lugar. Ao final, o palestrante doou duas mudas de Paricás ao anfitrião do evento, César Brito, bem como se disponibilizou a ajudar na formação de um Bosque de Mangueiras em Matinha.

A ideia foi prontamente aceita pela Prefeita Linielda, presente durante todo o evento. Para encerrar, com chave de ouro, houve a apresentação do Tambor de Crioula, oportunidade em que muitos “caíram na dança”. As manifestações culturais deram um brilho especial e foi motivo de confraternização entre os convidados. O sucesso do encontro originou poesias, palavras de agradecimentos e vários sentimentos de gratidão ao município, à prefeita e sua equipe, aos forenses, aos expedicionários, aos palestrantes e aos anfitriões, registrem-se algumas manifestações:

1) “nosso encontro foi poético! Com todos os sentidos polissêmicos possíveis… Sinto-me particularmente feliz”; 2) “o último domingo de agosto de 2018, ficará deveras nas memórias e corações destes baixadeiros e baixadeiras que fazem, vivem; são protagonistas e sujeitos de suas histórias. Avante FDBM”; 3) “ficamos encantados com tanta beleza do lugar, agradecidos pela acolhida e deslumbrados com tanto conhecimento adquirido no dia de ontem, obrigada a todos, parabéns pele o excelente evento”; 4) obrigado por ter nos proporcionado um dia tão feliz em seu Santuário Ecológico. O meu presente de aniversário hoje recebi ontem, por ter conhecido tanta gente inteligente e inspiradora, cheia de ideias e entusiasmo”; 5) “é com sentimento de realização e muita satisfação, enquanto Prefeita da minha amada Matinha, que agradeço de coração a todos que estiveram presentes no evento deste domingo, em Ponta Grossa”; 6) “evento que só veio engrandecer o nosso município com tantas informações trazidas pelos senhores para nosso desenvolvimento ambiental, cultural, social e principalmente como cidadã”.

Foram tantas manifestações de carinho que o FDBM só tem palavras de agradecimentos aos matinhenses, forenses e todos que compareceram ao Santuário Ecológico de Ponta Grossa, para demonstrar interesse pelos temas que ajudarão no desenvolvimento da Baixada. Viva a Baixada!!

Ascom.

Choque no bolso! Aneel aprova reajuste de 16,94% nas tarifas de energia elétrica no Maranhão

Novo reajuste entra em vigor na próxima terça-feira (28).

A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) anunciou nesta terça-feira (21) o reajuste do valor de 16,94% nas tarifas de energia elétrica da Companhia Energética do Maranhão (Cemar). O novo reajuste entrará em vigor na próxima terça-feira (28).

Ao calcular o reajuste, conforme estabelecido no contrato de concessão, a ANEEL considera a variação de custos associados à prestação do serviço. O próximo aumento tarifário da Companhia está previsto para o ano de 2019.

Atualmente, a Cemar atende 2,4 milhões de unidades consumidoras localizadas em 217 municípios do Maranhão.

Por G1 MA, São Luís