Diques da Produção já chegam a 16 municípios da Baixada Maranhense para ajudar produtores

Com o início das obras em Matinha no início deste mês, chegou a 16 o número de municípios beneficiados com a construção de 17 obras do Diques da Produção do Governo do Maranhão. O programa, executado por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedes), era esperado havia muito tempo pelos moradores da Baixada Maranhense. O programa vai chegar a 35 cidades no total.

O programa inclui a construção de diques e barragens. Os diques são canais com extensão média de 1,2 mil metros. Eles alagarão no período de chuvas e permitirão a sobrevivência de peixes que morreriam com a seca, além de oferecerem água para o gado e plantações. A obra vai servir para o uso comum da população, estimulando a geração de emprego e renda.

O presidente da Associação dos Moradores Quilombolas de Matinha, Raimundo Belfort Trindade, foi conferir de perto o início da construção do Dique em Matinha. A chegada da escavadeira foi a realização de um sonho para a comunidade.

“Ele [equipamento] vem com algo esperado pelo nosso povo, trazendo mais produção, uma arrecadação e preservação de área para que tenhamos alimentação, produtividade e sustentabilidade da comunidade”, comentou.

As obras já foram finalizadas em 13 municípios, onde os tanques já contam com toda a estrutura necessária para o armazenamento da água. Matinha, Olinda Nova e o segundo dique de Bequimão também já tiveram construção iniciada.

O secretário da Sedes, Neto Evangelista, afirmou que as obras de construção desses diques estão entre as mais importantes ações do Governo do Estado na Baixada Maranhense: “A meta é transformar a realidade atual da região com produção, crescimento econômico e inclusão socioprodutiva”.

Um dos objetivos do projeto é reduzir os índices de insegurança alimentar e de pobreza na região e promover a geração de trabalho, emprego e renda nas comunidades contempladas.

Os municípios já beneficiados são Pinheiro, Bacurituba, Arari, Olinda Nova, São Vicente Ferrer, Cajapió, Penalva, Bequimão, Santa Rita, São João Batista, Viana, Anajatuba, Mirinzal, Palmeirândia, Peri Mirim e Matinha.

3 anos de mudança: Governo investe mais de R$ 247 milhões na infraestrutura da Baixada Maranhense

Durante os três primeiros anos da gestão do governador Flávio Dino, a Baixada Maranhense, formada por 21 municípios, já recebeu mais de R$ 247 milhões em obras

Estrada Pedro do Rosário/Cocalino

Construções e urbanizações nas áreas da educação, segurança, saúde, espaços públicos, vias urbanas e rodovias fazem parte do maior pacote de investimentos do Governo do Estado da história da região. Para este ano, mais investimentos já foram anunciados.

Educação

Um dos maiores programas do governo Flávio Dino é o Escola Digna, que transforma escolas de taipa e barro em escolas de alvenaria. Na Baixada Maranhense, o governo investe R$ 9.897.866,36 na construção de Escolas Dignas. Uma delas fica na cidade de Monção, no povoado Vila da Paz. Os alunos receberam com muita alegria o prédio novo com duas salas, banheiros, cozinhas e salas administrativas.

“Estávamos contando os dias para que as aulas pudessem começar”, afirmou o professor Mauro Henrique durante o último dia de aula num barracão improvisado.

 

O Programa Escola Digna também constrói Núcleos de Educação Integral, constrói e reforma escolas regulares e quadras poliesportivas em todas as regiões. Na Baixada, dois núcleos estão em construção e 16 escolas recebem investimentos de mais de R$ 25 milhões. O Centro de Ensino (C.E.) Nina Rodrigues, por exemplo, teve todo o seu prédio reformado. Os serviços de revisão e melhorias no telhado, instalação de forro, recuperação de banheiros, revisão das instalações elétrica e hidráulica, pintura, entre outros serviços, deram novos ares à escola que tem oito salas de aula, laboratório, biblioteca, pátio, além de espaços administrativos.

 “É um sentimento de muita gratidão ao Governo do Estado por essa iniciativa de dar mais dignidade aos nossos alunos, professores e demais funcionários. Este momento aqui mostra que o governo está empenhado em transformar a nossa escola em um espaço digno”, destacou a gestora geral em exercício, Ingrid Lituânia.

Outra reforma significativa foi do C.E. José de Anchieta, em Pinheiro. A escola fica localizada no Campinho, um dos maiores bairros da cidade de Pinheiro. É uma das maiores e mais tradicionais escolas públicas da cidade. Com 40 anos de história, tem uma grande relevância no contexto educacional da cidade, mesmo assim, há 13 anos a escola não passava por uma reforma, de fato, estruturante.

 A obra realizada pelo Governo beneficia diretamente mais de 900 estudantes, além de professores e funcionários. A reforma incluiu a recuperação do telhado, troca de piso, instalações hidráulicas e elétricas renovadas, pintura das paredes, instalação de aparelhos de ar condicionado, novos quadros, reforma de banheiros, troca de portas, janelas e de luminárias, instalação da subestação de energia elétrica e nova adequação dos espaços de lazer, além da aquisição do novo mobiliário.

Ainda na educação estão em construção três Institutos Estaduais de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IEMA) nas cidades de Santa Helena, São Vicente Ferrer e Vitória do Mearim. O IEMA foi criado com o intuito de ampliar a oferta de educação profissional técnica de nível médio no estado.

Saúde

Na área da saúde, o Governo do Maranhão investe R$ 52.099.940,66 na construção, reforma e ampliação de oito prédios. Uma das grandes realizações da Baixada foi a inauguração do Hospital Regional Dr. Jackson Lago, em Pinheiro. O hospital regional possui 122 leitos de internação, sendo 26 de clínica médica, 26 leitos de clínica pediátrica, 26 leitos de clínica ortopédica, 26 leitos de clínica cirúrgica, 12 leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e seis leitos de Unidade de Cuidados Intermediários (UCI). 

O pedreiro Sebastião Ribeiro, de 67 anos, há três anos aguardava pela cirurgia de catarata. Na primeira ação do hospital, um mutirão, foi possível realizar a operação. “A operação da vista foi um sucesso, estou feliz demais”, comemorou Sebastião Ribeiro.

Segurança

Já na segurança, o governo Flávio Dino investe cerca de R$ 4.640.047,10 na reforma, construção e manutenção de prédios na Baixada Maranhense. Em Penalva, está sendo realizada a reforma e ampliação da Delegacia de Polícia Civil. Em Pinheiro, o governo reforma e modernização o 10º Batalhão de Polícia Militar. A delegacia de São Bento também está recebendo intervenções.

Mais Asfalto

O Programa Mais Asfalto é uma ação do Governo que pavimenta e melhora rodovias e requalifica as vias urbanas das cidades. Na Baixada, o investimento do Mais Asfalto supera os R$ 156 milhões. Um dos grandes gargalos da região era a MA-006, entre Pedro do Rosário ao povoado Cocalinho. São 42 quilômetros de extensão que por décadas foram alvos de protestos por parte dos moradores.

 “Mais de 49 anos eu esperei por todo tempo o asfalto passar aqui”, relatou a aposentada Maria de Nazaré, de 66 anos, uma das moradoras mais antigas de Pedro do Rosário.

Além dessa rodovia, o Governo está investindo na construção de 16 quilômetros da Estrada do Peixe, que liga Itans a Matinha, e na construção da Ponte Central/Bequimão.

Na MA-106, entre Cujupe e Governador Nunes Freire, as obras de recuperação dos seus 186 quilômetros facilita o deslocamento de maranhenses e paraenses. De Vitória do Mearim até o povoado Três Marias, na MA-014, estão sendo recuperados 151 quilômetros da rodovia. Ainda na MA-014, estão sendo realizados investimentos de Palmeirândia até o entroncamento com a MA-106, em Peri-Mirim.

3 ANOS DE MUDANÇA – Investimentos na agricultura familiar transformam a vida de pessoas nas áreas rurais do Maranhão

“Estou feliz por saber que hoje posso mostrar e vender minhas frutas”, diz José Filho, agricultor familiar durante a 10ª edição da (Agritec, em Paraibano. (Foto: Divulgação)

 

 

De acordo com dados do último Censo Agropecuário, o Maranhão é o terceiro estado com a maior concentração de famílias agricultoras da região Nordeste e o quinto do país. São quase 860 mil agricultores familiares responsáveis pela produção de 93% do café, 89% do arroz, 86% da mandioca e do feijão consumidos no estado. Com isso em mente, o Governo do Maranhão vem realizando atividades e atuando junto aos agricultores e agricultoras familiares no acesso à terra, na garantia do plantio, no auxílio à produção e na comercialização dos produtos.

Acreditar e dar condições para produção dos trabalhadores e trabalhadoras rurais maranhenses é uma das marcas do Governo de Todos Nós. Um dos primeiros atos do governador Flávio Dino, em 2015, foi a criação da Secretaria de Estado da Agricultura Familiar (SAF).

Até então, faltava para os produtores maranhenses apoio e infraestrutura que resgatariam a autoestima do homem e mulher do campo. Três anos passados, são visíveis os avanços na área, melhorando de forma consistente a vida das pessoas que mais precisam.

Diferente de gestões anteriores, o Governo do Maranhão tem tratado a agricultura familiar de forma séria, ressaltando o viés de desenvolvimento econômico da atividade, encaixando-a como norteadora do Programa Mais Produção, um dos polos do Plano Mais IDH, que visa a redução da pobreza no estado.

“A agricultura fmiliar é o eixo de desenvolvimento para qualquer região. São ações concretas para melhorar a vida no campo. Se eu consigo plantar, produzir e comercializar eu desenvolvo minha família, minha cidade e minha região”, afirma o secretário da Agricultura Familiar do Maranhão, Adelmo Soares.

As ações são coordenadas através do Sistema SAF, formado pela Secretaria de Agricultura Familiar, pela Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária e de Extensão Rural do Maranhão (Agerp) e pelo Instituto de Colonização e Terras do Maranhão (Iterma) e vem atuando em todas as regiões do estado com diversos programas e ações que atuam diretamente junto aos pequenos produtores rurais.

Acesso à terra

Em 3 anos, o Iterma registrou a regularização fundiária de 2.573 títulos coletivos e individuais de terra, assistindo 7.260 famílias. Também é realizado o Programa Nacional do Crédito Fundiário (PNCF), no qual 419 associações recebem acompanhamento da SAF através da UTE, promovendo aos agricultores familiares acesso à terra e a investimentos básicos e produtivos a 12.162 famílias no Maranhão. Os assentamentos de reforma agrária recebem atenção com o Crédito da Reforma Agrária, que beneficia mais 1.396 famílias em 12 cidades.

Apoio à produção

Mais sementes para a agricultura familiar. Somente em 2017, foram distribuídas mais de 1.500 toneladas de grãos de milho e arroz no tempo certo, isso é: na época propícia para o plantio. Distribuição de 342 kits de irrigação em 92 municípios do estado. Também foi realizada a construção, adequação ou reforma de agroindústrias, aquisição de caminhões, patrulhas mecânicas e aquisição de equipamentos, com benefícios para 1.980 famílias.

Execução de 285 km de estradas vicinais, beneficiando mais de 100 comunidades. Além da entrega de 187 Sistemas Simplificados de Abastecimento de Água. Todas as ações visam dar maior capacidade de organização aos agricultores e agricultoras familiares para fortalecer as associações e cooperativas do Maranhão.

Cadeias produtivas e do extrativismo

Desenvolvimento de 7 cadeias produtivas: feijão caupi, ovinocaprinos, aves caipiras, mel, caju, mandioca, abacaxi; trazendo melhorias na vida de 1.347 famílias em 71 municípios. As cadeias extrativistas do açaí/juçara e do coco babaçu também estão recebendo investimentos em equipamentos, assistência técnica e infraestrutura para os produtores.

Comercialização dos produtos

Com a realização de 14 edições da Feira de Agricultura Familiar e Agrotecnologia do Maranhão (Agritec), em quase todas as regiões do estado, os agricultores familiares têm um espaço para troca de experiência, capacitação e comercialização de sua produção. Já com o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), realizado em parceria o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), o poder público compra alimentos de agricultores familiares, com dispensa de licitação, e os destina a pessoas em situação de insegurança alimentar e nutricional. Isso é, compra de quem produz e doa a quem mais precisa. Em 2017, R$ 12.692.755,02 foram investidos para a aquisição de alimentos de 4.104 agricultores em 89 municípios.

Acesso à água

Através dos programas Água Doce, que transforma água salgada em potável; e Cisternas, que garante o abastecimento d’água para produção e nas escolas das áreas rurais do Maranhão; foram instaladas mais de 6 mil tecnologias sociais para beneficiar os maranhenses.

Projeto Dom Helder Câmara

Para combater a pobreza e apoiar o desenvolvimento rural, o Governo do Estado está implantando o projeto no Maranhão com investimentos totais de R$ 6.855.257,50. O projeto levará melhores condições de trabalho para os agricultores e agricultoras familiares de regiões que sofrem com a seca, reunindo ações de combate à pobreza e apoio ao desenvolvimento rural sustentável. Serão realizados fomentos de R$ 2.400 em 18 municípios, beneficiando 1.750 famílias.

Com investimento e acompanhamento em todas as etapas do processo do agricultor familiar, com assistência técnica e extensão rural (ATER) atingindo 55.302 nos 217 municípios do Maranhão, está ocorrendo o crescimento econômico dos municípios e um início de uma transformação para quem mais precisa.

“Hoje vemos em todas as nossas regiões um crescimento. E mesmo com as condições nacionais difíceis, temos conseguido melhorar a qualidade de vida do agricultor e agricultora familiar do Maranhão”, ressalta o secretário Adelmo Soares.

Em entrevista a rádios, Flávio Dino diz que Maranhão chegará a 15 mil policiais para reverter atraso histórico

 

Flávio Dino dá entrevista a pool de emissoras de rádio. (Foto: Karlos Geromy)

Em 2014, o Maranhão tinha o menor efetivo proporcional da Polícia Militar no Brasil. Era um policial para cada 800 habitantes. A partir de 2015, o Estado passou a nomear milhares de policiais. Hoje, a proporção é de um profissional para quase 600 habitantes, dando um salto de quantidade e qualidade no Sistema de Segurança Pública.

Com o concurso público para chamar mais de mil profissionais e outras medidas para reforçar a tropa, o Maranhão terá um policial para cerca de 500 habitantes. Isso significa que o Estado terá uma frota proporcionalmente similar à média brasileira, revertendo em poucos anos um atraso de décadas.

Todas essas informações foram dadas pelo governador Flávio Dino a um pool (rede) de 50 emissoras de rádio nesta segunda-feira (18). A transmissão partiu dos estúdios da Nova 1290 Timbira.

“Chegamos a 12 mil policiais, um recorde para o Maranhão. Vamos chegar à nossa meta, que é em torno de 15 mil policiais, um número adequado”, afirmou Flávio.

Promoções

“Sem policial, não existe segurança pública. Estamos valorizando também os policiais militares. Já sou detentor de recorde de promoção de PMs. Isso significa que eles estão sendo respeitados em seus direitos. Antes passavam 20 anos, 25 anos sem promoção.”

Ele disse que o concurso para a PM é prova da valorização da profissão: “O número de mais de cem mil inscritos mostra que há uma grande atratividade na carreira hoje”.

Fim dos horrores

O governador lembrou que, além de forte investimento na contratação de policiais, houve uma transformação radical no sistema penitenciário maranhense. “A população ainda se lembra dos horrores de Pedrinhas”, disse Flávio ao comentar a nova realidade do sistema.

Ele ressaltou que os presídios receberam equipamentos e pessoal, o que ajudou a mudar o cenário. Entre esses equipamentos, estão mais de cem viaturas.

“Já entregamos 984 viaturas. Foram 933 para as polícias em todo o Estado e mais 115 para o sistema penitenciário”, afirmou o governador.

60% das escolas reformadas

O Escola Digna já construiu, reconstruiu ou recuperou centenas de escolas em todo o Maranhão. “Reformamos 60% dos prédios escolares da rede estadual. Se todo mundo tivesse feito isso antes, já teríamos muito mais escolas boas. Infelizmente a gente pegou essas escolas em estado péssimo”, afirmou Flávio.

Ele também ressaltou outras ações na educação: “Não tínhamos nenhuma escola integral, hoje temos 18. E vamos chegar a 40 neste comecinho do ano. Nenhum Estado fez isso na história. Temos entrega de Escola Digna praticamente toda semana. Dobramos o número de bolsas de pós-graduação, criamos uma universidade nova – a UemaSul -, fizemos o Cartão Transporte Universitário, em que a gente dá dinheiro para a pessoa chegar à universidade e estudar”.

Mais hospitais pela frente

Do caos à reorganização. Assim o governador resumiu, na entrevista, a rede estadual de hospitais que encontrou em 2015 e a que existe hoje.

“Havia um caos absoluto nos hospitais. Reorganizamos e hoje temos uma rede de hospitais de grande porte que resolvem os casos que os municípios não podem resolver”, disse Flávio. Ele citou o exemplo dos seis grandes hospitais regionais inaugurados desde 2015.

“Temos muitos hospitais para inaugurar no começo do ano, como Lago da Pedra e Chapadinha”, disse o governador nos estúdios na Nova 1290 Timbira.

Mais atendimentosEle também lembrou que houve forte expansão dos serviços e citou o exemplo de Imperatriz, que agora conta com radioterapia – que só existia em São Luís – e oncologia infantil.

Em São Luís, “o Hospital do Câncer passou a existir de verdade na nossa gestão. Antes era um hospital de placa, já que era ao mesmo tempo de ortopedia. Com o Hospital de Traumatologia e Ortopedia, agora temos um hospital de verdade para tratar o câncer”.

Ele ainda citou o serviço em São Luís voltado para crianças de todo o Estado com problema de neurodesenvolvimento. “A Casa Ninar é programa de referência em todo o Brasil. Pesquisadores estão vindo para conhecer o local, um trabalho humanizado, de altíssima qualidade”, disse ele.

“E fica num lugar simbólico, na antiga casa de festas do Governo do Maranhão. É um espaço público, todo mundo tem que visitar para ver o que era o passado, com desperdício de dinheiro, e o que temos hoje, com as crianças. A saúde é um foco determinante”, acrescentou.

Fim das “lendas”

Às 50 emissoras, Flávio Dino também disse que o Mais Asfalto vai continuar chegando a todas as regiões do Estado. O programa constrói estradas e pavimenta ruas e avenidas por todo o Maranhão.

O programa está acabando com “lendas”, que eram estradas sempre prometidas, mas nunca executadas. “Estamos concluindo a ligação de Fernando Falcão, com quase 90%. E iniciamos a MA-012, de Barra do Corda a São Raimundo Doca Bezerra, que era uma lenda”, exemplificou. Sobre a MA-275 (Amarante a Sítio Novo), o governador disse que “no começo de 2018 estarei lá para botar as máquinas para iniciar esse grande sonho de muitas décadas”, completou.

“E também vamos começar agora em 2018 a MA-008 (Paulo Ramos a Vitorino Freire), um sonho da região há muitos anos.” Sobre a Baixada, Flávio afirmou que “estamos recuperando totalmente a MA-014. Temos, também, a recuperação da estrada de Cujupe até Nunes Freire”.

Dezenas de Restaurantes Populares

Na entrevista, Flávio Dino disse que o número de Restaurantes Populares vem aumentando desde 2015. Quando ele assumiu, havia apenas 7, todos na capital. Agora, já são 16 espalhados pelo Maranhão, e novas entregas virão nesta semana e nos próximos meses. Com pratos a R$ 2, o Restaurante Popular serve refeições completas, balanceadas e saborosas. “Recebei sete e vou entregar entre 30 e 40. Vamos multiplicar por seis”, disse.

Ana Jansen: a pré-história da Caema assombra o Italuís

O Italuís nos tempos de Ricardo Murad

Do Blog do EdWilson Araújo

Quando o governador Flávio Dino (PCdoB) sugeriu a hipótese de sabotagem na entrega da obra de duplicação do Italuís, logo me veio à mente a personagem Ana Jansen.

Ela faz parte da pré-história da Caema, contada em fatos e lendas. Considerada a Rainha do Maranhão, a poderosa líder política Ana Jansen detinha o monopólio da água no século XIX.

O empreendimento consistia na venda de água em carroças puxadas a burro, um lucrativo negócio tocado por um exército de escravos que transportavam o líquido pelas ruas de São Luís.

Por volta de 1850, o Governo da Província autorizou a criação da Companhia de Águas do Rio Anil, concorrente no mercado de recursos hídricos controlado por Ana Jansen.

Famosa pelas perversidades contra os adversários, ela teria mandado colocar gatos mortos e apodrecidos nos depósitos do concorrente, espalhando a notícia da contaminação na água do rival.

A sabotagem funcionou e a Companhia de Águas do Rio Anil, faliu.

O Italuís a caminho da duplicação

Nos últimos 50 anos, atravessando os séculos XX e XXI, as companhias de água e de energia (Cemar), assim como todos os outros serviços e empresas públicas e privadas no Maranhão, ficaram sob o controle da família liderada por José Sarney.

A Companhia de Águas e Esgotos, transformada em Companhia de Saneamento Ambiental (Caema), serviu para enriquecer muitos políticos de variadas tendências e grupos.

Em retrospecto, essa é a realidade concreta:

1 – Há uma herança maldita no Maranhão que não é fácil consertar;

2 – A Caema foi historicamente sucateada;

3 – E o governo Flávio Dino (PCdoB), na pressa de mostrar resultados, acabou atropelando prazos e a pressão da água vazou para a política;

Sobrevivente de vários processos de sucateamento e corrupção, a Caema estava em boas mãos, sob a direção do advogado Davi Telles, que vinha reestruturando a gestão da empresa.

Nova adutora rompida passa por reparos

Ocorre que, por força dos acordos eleitorais da coalizão que elegeu Flávio Dino, a Caema teve de ser entregue ao deputado federal Weverton Rocha, o proprietário do PDT e candidato a senador, oficializado na chapa da reeleição do governador em 2018.

Davi Telles foi substituído por Carlos Rogério Araújo, ex-titular da SMTT (Secretaria de Trânsito e Transporte) da Prefeitura de São Luís, controlada pelo núcleo duro do PDT há 31 anos.

Pode ter sido aí a mudança de rumo na Caema: da água para o vinho, esta bebida que embrigada ainda mais os ambiciosos.

Retomando o capítulo da herança maldita, cabe mencionar a gestão de Ricardo Murad (PMDB), ex-super secretário de Roseana Sarney (PMDB), quando a Caema atingiu o fundo do poço.

Era a época dos canos enferrujados e dos constantes rompimentos que deixavam a população de São Luís semanas inteiras sem água.

Foi assim até que o Italuis ganhou as páginas dos jornais pelas relações perigosas do governo Roseana Sarney com o doleiro Alberto Youssef e as empreiteiras investigadas na operação Lava Jato.

No capítulo das empreiteiras, o pior ainda estava por vir. No auge da Lava Jato, cravejada de denúncias por desvio de dinheiro público, a Odebrehct, através da subsidiária Odebrecht Ambiental, começou a privatizar o sistema de abastecimento de água em várias prefeituras do Maranhão, através de contratos viciados, segundo denúncias do Sindicato dos Urbanitários.

Na região metropolitana de São Luís, os municípios de São José de Ribamar e Paço do Lumiar celebraram contratos com a Odebrecht Ambiental, atropelando os rituais básicos de elaboração dos planos de saneamento.

As licitações também foram viciadas, “praticamente sem concorrência”, denunciou o presidente do sindicato, José do Carmo Castro.

Segundo a entidade sindical, os vícios nos contratos tiveram a conivência das prefeituras e câmaras de vereadores, que operam os interesses do negócio bilionário da água no Maranhão.

O principal impacto da privatização é o aumento da conta de água dos usuários e ampliação da quantidade de serviços cobrados da população.

As contas de água já tiveram aumentos. Em São José de Ribamar e Paço do Lumiar, por exemplo, a população começou a reclamar das tarifas abusivas, majoradas em até 48,2% e 96,5%, respectivamente.

O bilionário comércio de água no Maranhão já chegou também nos municípios de Santa Inês e Timon.Os contratos de privatização estendem-se por até 30 anos e miram apenas a zona urbana dos grandes municípios, ou seja, o “filé” do mercado da água.

Estrangulada na Lava Jato, a Odebrecht Ambiental foi vendida para a multinacional Brookfield Business Partners LP, a BRK, nova dona da água nos municípios contratados.

Eis um resumo do que vem a ser a “guerra” da água no Maranhão.

Em que pese a troca de comando na Caema, não há como negar que o governo atual está determinado a ampliar a oferta de água e melhorar as condições de saneamento no Maranhão.

Há muitas diferenças entre Flávio Dino e Ricardo Murad, que lançou hoje sua candidatura ao governo, com mais fome de dinheiro e poder do que nunca.

Tudo pode acontecer no Maranhão, mas eu não quero crer no fantasma de Ana Jansen assombrando o Italuís e o Palácio dos Leões.

“Zé Lascó” e as lapadas de “Sarney”

Ilustrativa

 Luiz Antônio Morais*

Era um dia típico na Cidade dos Lagos. Depois da escola, muitas brincadeiras de época entre os garotos, ou seja, brincar com carrinhos de lata, chuço, bolinhas de gude, pião (feito artesanalmente com coco babaçu) ou, ainda, caçar passarinhos, empinar papagaios, jogar futebol na Praça da Matriz e tomar banho no lago de Viana.

Mas era preciso retornar ao lar, principalmente na hora do rango, caso contrário, dependendo do atraso, poderia ganhar uma boa surra de cipó ou de galho de goiabeira, tomar banho e, somente depois, fazer a refeição.

No entanto, se, para uma minoria dos vianenses, a hora do almoço era uma festa abastada, à base de carnes nobres ou outras iguarias, para muitos meninos pobres restava se contentar com pequenas porções de peixe do lago, arroz socado no pilão e muita farinha-d´água para engrossar o pirão de cada dia. Carne de boi, geralmente só aos domingos. E era carne de segunda ou de terceira.

Por isso, em vez de uma deliciosa sobremesa, restava aos garotos suprir a iminente fome da tarde, entrando em alguns quintais que mais se pareciam com um pomar, muito comum nas casas do interior nessa época.

A turma que eu fazia parte apreciava pular a cerca de arame farpado da acolhedora residência do padre Eider Furtado e da sua irmã, a professora Edith Nair. Ali, existia uma grande variedade de manga, goiaba, pitanga, mamão, jaca, coco, carambola e outras fruteiras que abasteciam e saciavam a fome de quem tivesse a habilidade de invadir a propriedade sem despertar o olhar desconfiado do religioso, sempre de plantão com enorme relho de couro cru para botar a turma para correr.

Outro quintal bastante frequentado na época era o da Igreja da Matriz, repleto de pés de mangas-rosas, goiabeiras e mamoeiros. Mas era ali que morava o perigo: um temido sacristão – pessoa responsável pela guarda e pela limpeza da igreja –, que usava o epíteto de “Sarney”. Enquanto escrevia esta crônica, tentei, em vão, descobrir o nome de batismo do cidadão e, é claro, o porquê desse apelido, porém só consegui saber que ele era natural de Monção, também na Baixada Maranhense.

Dentre suas atribuições, estava a de comandar o programa vespertino “A hora da Ave Maria”, transmitido por dois potentes autofalantes afixados nas laterais da torre da Igreja da Matriz. Pontualmente às 18 horas, semanalmente, exceto sábados e domingos, “Sarney” ligava uma vitrola bem antiga que tocava aqueles inesquecíveis sucessos do Padre Zezinho, entre outros hinos religiosos. O meu canto preferido era “Cálix Bento”, de Milton Nascimento, que o sacristão gentilmente oferecia a este garoto cheio de sonhos, cuja introdução era: “Oh, Deus salve o oratório. Onde Deus fez a morada, oiá, meu Deus, Onde Deus fez a morada, oiá”…

E foi numa dessas incursões de “roubar” frutas em quintal alheio que o nosso amigo “Zé Lascó” se deu mal mais uma vez.

Estávamos todos se empanturrando com nossa merenda natural, quando, de repente, “Sarney” irrompe o quintal, saindo do interior da igreja, falando impropérios e ameaças de todo tipo. A princípio, dada à função do religioso, tudo parecia um blefe, mas ninguém esperou para saber; menos “Zé Lascó” que, ao tentar atravessar as duas linhas de arame farpado da cerca, ficou preso entre elas com o traseiro na mira de “Sarney”.

O sacristão olhou de um lado para outro, avistou um pequeno pedaço de tábua, pegou e desferiu umas dez lapadas na bunda do desesperado garoto, que gritava de dor, arrancando gargalhadas de todos.

Quando finalmente conseguiu se desvencilhar da surra, com o calção todo rasgado, “Lascó” revelou aos amigos que fizera uma improvável confissão ao sacristão:

– Nunca mais iria roubar frutas no quintal da igreja da Matriz!

*Crônica integrante do livro ECOS DA BAIXADA

Sistema Italuís fará parada de 72 horas para trocar adutora e melhorar abastecimento de água na capital

Sistema Italuís abastece 600 mil pessoas em São Luís. (Foto: Karlos Geromy)

A partir de dezembro, o abastecimento de água em São Luís vai dar um salto em qualidade e quantidade. É quando entra em operação a nova adutora do Sistema Italuís, com 19 km de extensão em aço. Para fazer a troca da estrutura antiga pela nova, o abastecimento será interrompido das 6h do dia 6 de dezembro (quarta-feira) até as 6h do dia 9 de dezembro (sábado) em 159 bairros da capital.

Essa parada de 72 horas é essencial para fazer a migração do antigo para o novo e segue os padrões nacionais e internacionais. A partir da troca, o abastecimento de água vai melhorar significativamente para 600 mil pessoas nesses 159 bairros.

A interrupção do abastecimento será amplamente informada à população para que os moradores não sejam pegos de surpresa.

A recomendação da Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema) é que os moradores desses 159 bairros economizem e armazenem água para esse período de três dias sem abastecimento.

Fim dos vazamentos constantes

A adutora que está em funcionamento hoje é muito antiga e precária. O sistema não recebeu os investimentos que deveria ter recebido nas últimas décadas. Por isso a capital sofre com constantes interrupções no abastecimento, causados por vazamentos na antiga adutora.

A nova adutora é muito mais resistente. Trata-se de 19 km de tubulação de aço mais espesso e seguro. É uma obra de R$ 134 milhões, complexa e de grandes proporções, por isso será necessário fazer a interrupção de 72 horas.

Depois de instalado, o novo sistema vai captar 500 litros a mais por segundo. Isso significa 30% a mais de água para 600 mil moradores.  “Hoje nós estamos com três bombas funcionando na captação. Com a adutora nova, nós vamos passar para a quarta bomba e uma reserva”, diz Carlos Rogério, presidente da Caema.

Como os vazamentos freqüentes causados pela estrutura precária vão ter fim, haverá uma revolução no abastecimento na capital.

“A cada rompimento que existia na adutora de Italuís, nós levávamos cerca de 24 horas para restabelecer o sistema. Com o sistema que está sendo implantado agora, nós vamos dar por finalizada essa questão”, acrescenta Carlos Rogério.

Abastecimento essencial

Durante a parada de 72 horas, haverá um esquema especial para garantir o abastecimento de água em prédios onde o uso da água é essencial e não pode parar. É o caso dos hospitais, por exemplo. Esse esquema envolve, entre outras coisas, o uso de caminhão-pipa.