Governador entrega ônibus escolares e ambulâncias a municípios e reforça política de educação e saúde

Cerimônia de entregas aos municípios aconteceu no Palácio dos Leões. Foto: Gilson Teixeira/Secap

Mais um importante passo para o fortalecimento da educação e da saúde nos municípios foi dado, na tarde desta segunda-feira (21), pelo Governo do Estado. O governador Flávio Dino realizou a entrega de nove ônibus escolares e mais duas ambulâncias para cidades de diversas regiões do estado. A intenção é, em regime colaborativo, poder assegurar mais dignidade para a população.

O governador Flávio Dino destacou a importância de ajudar os municípios, por meio da compra de equipamentos, neste momento de crise econômica que o país atravessa. “Nós continuamos esse programa de parceria com os municípios nessas áreas tão importantes, hoje, no caso, educação e saúde. Estamos em busca da nossa meta de atender todos os municípios de diferentes formas, com entrega de ambulâncias, ônibus escolares, viaturas policiais, motoniveladoras, patrulhas agrícolas, que são equipamentos básicos para que os municípios tenham instrumentos para garantir a prestação de melhores serviços à população e visam amenizar os efeitos da crise econômica nos municípios”, destacou Flávio Dino.

Cerimônia de entregas aos municípios aconteceu no Palácio dos Leões. Foto: Gilson Teixeira/Secap

Os ônibus escolares foram adquiridos com recursos do Tesouro Estadual e foram doados às prefeituras para atendimento de estudantes da rede pública residentes na zona rural. Com esta entregue, o Governo do  Estado alcança o total de 80 veículos e duas lanchas já repassadas aos municípios. “Mais nove ônibus sendo entregues pelo Governo do Estado para ajudar o transporte escolar dos municípios. Essa ação de entrega e apoio aos transportes públicos escolares municipais faz parte do Programa Escola Digna e é um programa permanente do governador até seu último dia de mandato”, pontuou o secretário de Estado de Educação, Felipe Camarão, que adiantou que um novo processo para aquisição de mais 50 ônibus escolares já foi aberto.

Ônibus escolares foram adquiridos com recursos do Tesouro Estadual e doados às prefeituras para atendimento de estudantes da rede pública residentes na zona rural. Foto: Gilson Teixeira/Secap

O prefeito de Bom Jardim, Dr. Francisco Alves, disse que o novo transporte chegou em um bom momento para a cidade, quando se fazia urgente melhorar a condição de transporte dos estudantes da zona rural. “Chega de forma muito satisfatória. Nosso município é muito extenso territorialmente, 65% da população está na zona rural em povoados grandes e muito distantes da sede do municípios e temos alunos tanto do fundamental, quando do ensino médio, que precisam do transporte escolar, e o município investe todo mês uma quantidade razoável de recursos no custeio do transporte escolar e é muito bem vindo esse ônibus que o governador disponibiliza”, pontuou.

Além de Bom Jardim, foram beneficiados os municípios de Carutapera, Nova Iorque, Porto Rico, Mirinzal, Governador Eugênio Barros, Igarapé do Meio, Passagem Franca e Vitorino Freire.

Ambulância

O governador ainda entregou mais duas ambulâncias, beneficiando o Hospital Estadual em Lago dos Rodrigues e os pacientes de Jenipapo dos Vieiras, totalizando 106 ambulâncias já repassadas nesta gestão. O secretário de Estado de Saúde, Carlos Lula, relembra a intenção do Governo do Estado de alcançar os 217 municípios. “Pretendemos chegar a todos os municípios do Maranhão. E com as entregas desses equipamentos de hoje, as ambulâncias e ônibus escolares, mostramos a importância de investir em saúde e educação de forma colaborativas, considerando este momento delicados de crise”, relatou o secretário.

O governador ainda entregou a mais duas ambulâncias, beneficiando o Hospital Estadual em Lago dos Rodrigues e os pacientes de Jenipapo dos Vieiras. Foto: Gilson Teixeira/Secap

Com investimento de R$ 160 mil por cada unidade entregue, o equipamento pode ser utilizado como unidade básica ou Unidade de Suporte Avançado (USA). E dispõem de estrutura adequada para o transporte de pacientes e contam com duas macas, duas pranchas, um umidificador, cadeira de rodas, cilindro e bala de transporte para oxigênio.

LISTA DOS 80 MUNICÍPIOS QUE RECEBERAM ÔNIBUS

#Primeira entrega (Recurso FNDE):

  1. Afonso Cunha
  2. Água doce do Maranhão
  3. Alcântara
  4. Aldeias Altas
  5. Amapá do Maranhão
  6. Anajatuba
  7. Apicum Açu
  8. Araioses
  9. Arame
  10. Arari
  11. Bacurituba
  12. Balsas
  13. Barão de Grajaú
  14. Bela Vista do Maranhão
  15. Belágua
  16. Bom Jesus das Selvas
  17. Brejo de Areia
  18. Buriti
  19. Cajapió
  20. Cajari
  21. Capinzal do Norte
  22. Cedral
  23. Centro Novo do Maranhão
  24. Colinas
  25. Conceição do Lago-Açu
  26. Cururupu
  27. Esperantinopolis
  28. Fernando Falcão
  29. Fortuna
  30. Governador Nilton Belo
  31. Itaipava do Grajaú
  32. Jenipapo dos Vieiras
  33. Junco do Maranhão
  34. Logo do Junco
  35. Lagoa do Mato
  36. Lagoa Grande do Maranhão
  37. Marajá do Sena
  38. Milagres do Maranhão
  39. Morros
  40. Olinda Nova do Maranhão
  41. Pedro do Rosário
  42. Pio XII
  43. Poção de Pedra
  44. Presidente Sarney
  45. Primeira Cruz
  46. Santa Filomena do Maranhão
  47. Santana do Maranhão
  48. Santo Amaro do Maranhão
  49. São Domingos do Azeitão
  50. São Francisco do Maranhão
  51. São João do Caru
  52. São João do Paraíso
  53. São João do Sóter
  54. São José de Ribamar
  55. São José dos Basilios
  56. São Luís Gonzaga
  57. São Raimundo do Doca Bezerra
  58. São Roberto
  59. Satubinha
  60. Serrano do Maranhão
  61. Turiaçu
  62. Turilandia
  63. Tutoia
  64. Vila Nova dos Martírios

#Segunda Entrega (Recurso do Tesouro):

  1. Amarante do Maranhão
  2. São Bento
  3. São Benedito do Rio Preto
  4. Vargem Grande
  5. Santa Luzia
  6. Ze Doca
  7. Pirapemas
  8. Bom Jardim
  9. Carutapera
  10. Gov. Eugenio Barros
  11. Igarapé do Meio
  12. Mirinzal
  13. Nova Iorque
  14. Passagem Franca
  15. Porto Rico do Maranhão
  16. Vitorino Freire

TOTAL = 80 Municípios

Sentir raiva e ódio pode nos deixar felizes, aponta estudo

Emoções negativas podem não estar tão distantes assim da felicidade© Foto: Getty Images

Emoções negativas podem não estar tão distantes assim da felicidade As pessoas são mais felizes quando são capazes de se expressar emocionalmente, mesmo que sejam sentimentos desagradáveis, como raiva e ódio, aponta um novo estudo.

A pesquisa foi realizada com 2,3 mil estudantes universitários de Brasil, Estados Unidos, China, Alemanha, Gana, Polônia, Israel e Cingapura.

Os cientistas questionaram os participantes sobre quais emoções eles almejavam sentir e o que de fato sentiam. Depois, compararam isso com a forma como avaliavam seus níveis de felicidade e satisfação com a vida.

Os resultados indicam que a felicidade “é mais do que simplesmente sentir prazer ou evitar dor”.

Os pesquisadores descobriram que, quanto mais as pessoas têm os sentimentos que esperam, maior é sua satisfação, “mesmo que sejam emoções negativas”, esclarece a líder do estudo, Maya Tamir, da Universidade Hebraica de Jerusalém, em Israel.

Felicidade em xeque

Surpreendentemente, a pesquisa aponta que 11% dos estudantes querem sentir menos emoções positivas, como amor e empatia, enquanto 10% desejam ter sentimentos negativos, como ódio e raiva.

“Se uma pessoa não sente raiva quanto lê sobre um caso de abuso infantil, ela pensa que deveria estar sentindo isso naquele momento e deseja experimentar essa emoção em ocasiões assim”, explica Tamir.

A cientista também dá como exemplo uma mulher que quer deixar um parceiro abusivo e não se sente capaz de fazer isso. Ela pode considerar que seria mais feliz se o amasse menos.

Anna Alexandrova, do Instituto de Bem-estar da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, diz que a pesquisa coloca em xeque nosso conceito tradicional de felicidade como um equilíbrio entre emoções positivas e negativas.

Limitação

Mas a pesquisa tem a limitação de só incluir ódio e raiva entre os sentimentos ruins, destaca a pesquisadora.

“Ódio e raiva podem ser compatíveis com a felicidade, mas não há indícios de que outras emoções desagradáveis, como medo, culpa, tristeza e ansiedade, são”, diz Alexandrova.

Tamir afirma que os resultados do estudo não se aplicam a quem tem um diagnóstico de depressão: “Pessoas assim querem se sentir mais tristes e menos felizes do que as outras”.

Ela explica que a pesquisa lança uma luz sobre os aspectos negativos de se ter uma constante expectativa de ser feliz.

“Pessoas querem ser felizes o tempo todo nas culturas ocidentais. Mesmo que elas se sintam bem quase sempre, elas podem pensar que deveriam se sentir ainda melhor, o que pode torná-las menos felizes.”

Fonte: BBC Brasil

Trancoso, o homem que salvava vidas

Nonato Reis*

Viana tem uma dívida impagável com Marcelino José Trancoso, o médico e farmacêutico que, mesmo sem diploma acadêmico, cuidou da saúde de meio mundo naquelas redondezas e livrou da morte outros tantos, praticamente à beira da sepultura. Isso num tempo em que não serviço de saúde pública na cidade e os remédios eram manipulados em farmácias improvisadas com baldes de zinco, tigelas de cerâmica e depósitos de vidro.

Corria a primeira década do século XX. Natural de Rosário, Marcelino Trancoso chegou em Viana ainda jovem, para se estabeler em uma quinta às margens do Igarapé do Engenho, no lugar onde, quase dois séculos antes, os jesuítas da Missão de Conceição do Maracu ergueram a fazenda São Bonifácio, maior empreendimento agropecuário da região, com 20 mil cabeças de gado, engenhos de açúcar e áreas próprias para o cultivo de cana, milho, arroz, mandioca e feijão.

Para quem não sabe, a fazenda São Bonifácio do Maracu é considerada marco inicial da colonização de Viana. Além da casa grande, havia uma igreja, erguida na margem oposta do Igarapé do Engenho, onde os inacianos faziam as suas orações e prestavam louvores ao Senhor. 

Nos fundos e ao lado da igreja, construíram dois cemitérios, um para crianças e outro para adultos (este denominado de Cemitério dos Tamarindeiros, guarnecido por dois grandes exemplares da espécie).

Trancoso era atlético, “de voz rouca e velada”, na definição de Sálvio Mendonça, em seu livro “História de um menino pobre”. Visitava os pacientes a domicílio todos os dias pela manhã, montado a cavalo, como se fosse um coronel das antigas, calçado com botas altas, usando esporas e rebenque.
Diagnosticava as doenças apenas pelo tato e mediante o exame físico dos olhos. Dificilmente errava o diagnóstico e seus remédios pareciam revestidos de poderes mágicos.

Mas não apenas clinicava, como também fazia intervenções cirúrgicas. Às vezes, apenas de posse de um canivete ou de uma serra, lancetava tumores, abria incisões, amputava dedos e até membros.

Do horto cultivado em sua quinta, preparava fórmulas diversas, às quais dava nomes engraçados e até inusitados, como “o peitoral de urucu”, para úlceras; o “lambedor de jurubeba”, para prisão de ventre, o “sumo de são caetano”, para hemorroidas; e até as “pílulas arrebenta pregas”, cuja finalidade dispensa explicações.

Para as populações ribeirinhas ao longo do Igarapé do Engenho e até da cidade, Trancoso era quase uma divindade, reverenciada e temida (por suas previsões fúnebres). Se despachava o enfermo, os familiares podiam preparar o óbito. Mas era capaz de dar vida ao moribundo, e em pelo menos três situações fez o doente levantar praticamente à beira da sepultura.

Como o caso do homem que perdeu peso e cor de repente. Ficou branco feito uma vela, a barriga cresceu, não comia mais nem bebia. O desenlace parecia iminente. Chamado às pressas, Trancoso olhou o doente nos olhos e decretou: “você não vai morrer, pelo menos agora”.
Depois mandou providenciar uma bacia com leite morno ao meio, ordenou a todos que se retirassem do quarto e instou o sujeito a ficar nu de cócoras sobre a bacia, sem olhar para baixo. “Só levante quando eu mandar!”. Meia hora depois, jazia na bacia uma cobra imensa, medindo sete metros de comprimento. “Era isso o que te matava!”.

De outra feita, Trancoso participava de uma vaquejada na Palmela. Uma adolescente negra brincava de pular sobre mesas com garrafas de bebidas. O pé dela bateu em uma garrafa, o corpo desequilibrou e ela caiu em cambalhotas. No choque com o chão, a garrafa de vidro quebrou e uma parte dela, feito lança, atingiu a barriga da menina, rasgando-a de cima a baixo, deixando à mostra as vísceras que se misturaram a fezes de animais sobre o chão.

Trancoso mandou que providenciassem agulha e fio, e ali mesmo, com a mesa improvisada de centro cirúrgico, limpou as vísceras, recoloco-as na cavidade abdominal e costurou a barriga da menina, que sobreviveu por milagre, livre de infecções.
Ao comentar o caso, Sálvio, então médico formado, atribuiu o feito à forte estiagem da região, que expunha o solo à ação direta dos raios solares. Naquela condição, segundo ele, os riscos de infecção se reduziam drasticamente.

Porém o caso mais rumoroso que deu à figura de Trancoso ares de mito foi a de um vaqueiro que, após um mal estar súbito, veio a óbito. Chamado para a sentinela, Trancoso, como sempre o fazia, aproximou-se do defunto e tentou abrir suas pálpebras, para o exame visual dos olhos. Depois, de posse de um espelho virgem, pressionou-o sobre o nariz do falecido.

Ao retirá-lo, após alguns minutos, Trancoso notou gotículas sobre o vidro. Então, pegou um tijolo e o colocou no fogo até ficar vermelho em brasa. Enrolou-o a um pano e o colocou sob a planta dos pés do morto, que na mesma hora deu um berro medonho e pulou fora do caixão, deixando a plateia em polvorosa. Perplexo, o povo tratou de fugir para o mato.

Trancoso, na maior calma, o olhar grave, explicou depois que aquilo nada tinha de sobrenatural. “É uma doença pouco conhecida, que paralisa os órgãos do paciente e dá a impressão de que ele está morto. O risco é que, por ignorância, acabem por enterrá-lo vivo”.
Nos anos 70, quando o ator Sérgio Cardoso, após um ataque de catalepsia, foi dado como morto e assim sepultado, o Ibacazinho evocou a memória do velho farmacêutico. Tivesse o galã da TV um Trancoso por perto, dificilmente teria morrido em condições bizarras.

*Jornalista

Ortopedia do Hospital da Baixada Maranhense realiza cirurgia inédita que corrige problema congênito em criança de 10 anos

 

Procedimento corrigiu ‘curva’ em perna do menino que tinha má formação que prejudica o movimento dos membros inferiores

Ao chegar ao Hospital Regional da Baixada Maranhense Dr. Jackson Lago, em Pinheiro, a família de Crenilson Pereira dos Santos, 10 anos, não imaginava que os problemas nas duas pernas do garoto poderiam ser solucionados. Com o empenho da equipe de médicos ortopédicos, anestesistas e de enfermagem, a alegria voltou ao rosto do morador do povoado Itaputiua, zona rural de Bequimão.

Crenilson foi submetido a cirurgia de Osteotomia valgizante na perna direita, no último fim de semana. O procedimento, realizado pela primeira vez na unidade, que está sob a gestão da parceria Instituto Acqua e Secretaria de Estado de Saúde (SES), objetiva corrigir distorções angulares dos membros inferiores.

“Estou muito feliz porque meu filho vai agora fazer o que ele não fazia antes, como andar melhor. Todas as vezes que ele andava, ele sentia muita dor. Eu estou muito feliz por ele. Já estamos ansiosos para realizar a cirurgia na outra perna”, contou a dona de casa Galdilene Pereira dos Santos, 34 anos.

O pequeno Crenilson foi diagnosticado com Geno Varo bilateral de grande porte, uma má formação congênita que acomete os membros da criança limitando os movimentos das pernas.

“Além do tratamento físico realizado na criança, os ganhos sociais são ainda maiores. Ele estará mais adaptado ao convívio social, como ir à escola e sair com a família. Estamos muito confiantes e contentes pelo trabalho realizado”, explicou o médico Raimundo Fonseca, coordenador do grupo de Ortopedia do Hospital Dr. Jackson Lago.

O médico explicou que a unidade estuda a realização de outras cirurgias desta natureza. O procedimento foi realizado pelo médico Milhon Miranda. Para a realização da cirurgia, a equipe médica realizou uma avaliação, onde analisou alguns parâmetros como idade fisiológica do paciente, constituição física, integridade e suficiência muscular, grau de acometimento ou preservação de outras partes do joelho, entre outros aspectos.

Nas próximas semanas, Crenilson retornará ao Hospital Regional de Pinheiro para realizar o procedimento na perna esquerda. Durante o pós-operatório, o paciente faz uso de antibióticos. “Em 30 a 45 dias, ele estará andando normalmente e poderá utilizar já a perna direita para apoiar, enquanto a esquerda passa pelo processo de recuperação”, completou o coordenador do grupo de Ortopedia.

Além do município de Bequimão, outras 39 cidades da Baixada Maranhense das regiões de Pinheiro, Zé Doca e Viana são atendidas no Hospital Dr. Jackson Lago. Além da ortopedia, outras especialidades são ofertadas na unidade de Saúde, entre elas, clinica médica, oftalmologista, anestesia, gastroenterologia, pediatria, cardiologista, mastologia, nefrologia, otorrinolaringologia, neurologia e urologia.  Em um ano e oito meses de funcionamento foram realizadas 46.493 consultas, 5.844 cirurgias e 6.424 internações.

Vereador Cezar Bombeiro quer intensificar ações de saúde em São Luís

A Câmara Municipal de São Luís aprovou indicação do vereador Cézar Bombeiro (PSD/foto) ao Governo do Estado, para que as secretarias de estado da Saúde e de Estado da Mulher promovam ações especializadas de prevenção de saúde nos bairros da Madre Deus e Gancharia.

O parlamentar destacou que a Carreta da Mulher equipada com mamógrafo é importante para a realização dos necessários exames preventivos ao câncer às mulheres, que por dificuldades ao acesso aos serviços e outras simplesmente por desconhecimento dos riscos  à própria saúde.

“A carreta nos bairros, com profissionais altamente experientes, permite que além dos necessários esclarecimentos sobre a prevenção ao câncer, a motivação para que sejam submetidas aos exames e assim possam, nos casos de identificação de qualquer anormalidade, ser submetidas a tratamentos específicos”, frisou o vereador.

Segundo Cézar Bombeiro, o elevado aumento dos casos de câncer de mama e do colo do útero preocupa e precisa de atenção especial. “A Carreta da Mulher proporciona que mulheres jovens e idosas tenham garantido os seus direitos de cidadãs a um importante trabalho de prevenção, que é muito importante” destacou o líder do PSD na Câmara. (Via Blog do Genivaldo Abreu)

Um banho de humanidade

José Ribamar d’Oliveira Costa Junior*

No início de uma bela tarde ensolarada, nos idos de 1974, na então pacata cidade de Viana-MA (meu torrão natal com muito orgulho), cidade histórica, cultural e de muita tradição, que se encontra encravada na baixada ocidental maranhense, constituindo-se em uma península banhada pelo majestoso Lago de Viana e do Aquiri, interligados pelo Rio Maracu, (daí a denominação de Cidade dos Lagos), no contexto maior do rosário de lagos do Maracu, deu-se um episódio que marcou profundamente a minha infância, dado o seu cunho humanitário.

O fato foi protagonizado pelo nosso saudoso irmão Messias Costa Neto, quarto filho de uma linhagem de dez do casal Zezico Costa (já falecido) e Terezinha Costa, que naquele período já demonstrava ser uma pessoa muito humilde e comprometida com as questões sociais. E teve início no interior da então loja de tecidos da família, situada na rua Cel. Campelo esquina com a Dom Hanleto de Ângelis, logo após reabrir as portas depois do almoço, como era de costume, quando lá adentrou um pobre menino de aproximadamente 12 anos de idade, compleição física bem franzina, que perambulava pelas ruas da cidade, e que por ser o mesmo averso ao asseio pessoal era conhecido pela alcunha de “cearensinho”. O apelido se dava, creio eu, devido a escassez de água no sertão cearense que, destarte, tornava difícil o banho naquelas paragens.

Naquele período o Messias era aluno secundarista do Liceu Maranhense, na capital do Estado, sendo que nas férias também se prestava a ajudar no comércio da família. Mas o fato é que ao se dar conta daquele menino sujo, maltrapilho e que exalava mau odor o nosso querido irmão não se conteve e o admoestou:

– Se você deixar eu te dar um banho, depois eu te dou uma merendinha: café com leite e pão com manteiga, tá vendo!!??

Apesar da tentadora proposta, o certo é que a princípio ainda houve hesitação por parte do admoestado, o que não desestimulou o proponente, que continuou a insistir no seu desiderato. No entanto, em face da tratativa inusitada que ali se verificava logo se aglomerou muitos meninos no recinto, alguns deles alunos da Escola São Sebastião (que funcionava em frente), por sinal, incrédulos com a possibilidade do “pequeno” vir a tomar banho, tamanha era a sua fama.

Enfim, com o entendimento das partes o Messias conduziu o menino pelo braço até o quintal da residência da família, que ficava apegada ao comércio, no que foram seguidos pela dileta plateia num clima de algazarra, que naquelas alturas ainda duvidavam do sucesso da nobre missão, surgindo inclusive apostas a esse respeito.

Acompanhando tudo ali bem de perto vi quando o meu irmão postou o indigitado à beira do poço, próximo a um tonel de água que lá havia, e com o uso de uma caneca passou a despejar água sobre a cabeça do menino desnudo, para em seguida enxaguar o corpo com uma bucha e sabão. Terminado o banho e recomposto o menino com as suas vestes eis que o Messias, cumprindo a sua parte no acordo, providenciou o prometido lanche ao esfomeado, que a tudo sorveu rapidamente sob os aplausos eufóricos da dileta plateia. Contudo, ressalte-se que nesse ínterim chegou ao local o nosso saudoso pai, um tanto quanto chateado pelo fato do Messias haver abandonado a loja, pondo fim à algazarra que se formou no quintal da casa.

Essa passagem serve para nos mostrar como a humildade é importante em nossas vidas, contribuindo, assim, de forma despretensiosa e sem interesses escusos para o engrandecimento do senso de humanidade. Pois, através de simples atitudes como essa narrada, pode-se estar fazendo algo em prol de alguém que muitas vezes se encontra perdido e precisa apenas de uma mão amiga e caridosa, e, assim, despertar para uma nova visão de vida.

Confesso que não sei dizer o destino tomado pelo menino carente, em todos os sentidos, que inclusive não era identificado pelo nome pessoal, que não se sabia, mas tão somente pelo apelido, muito embora fosse costumeiro se identificar as pessoas em Viana apenas dessa forma. Por outro lado, ressalte-se que o nosso irmão Messias continuou os estudos em São Luís do Maranhão, graduando-se em medicina pela UFMA, retornando em seguida para prestar relevantes serviços médicos em Viana e adjacências a todos que lhe acorriam, fazendo da medicina um verdadeiro sacerdócio. Depois elegeu-se Prefeito de Viana por dois mandatos
consecutivos, realizando considerado trabalho na área da saúde e educação, com uma atuação muito importante na zona rural, nunca se descurando do aspecto social e de cunho humanitário.

Com efeito, saliente-se que o Messias cumpriu a sua missão aqui na terra com humildade e dignidade, até quando teve a sua trajetória interrompida num trágico acidente automobilístico ocorrido na MA-012 na periferia de Viana, no dia 11 de julho de 2006, quando veio a óbito ocasionando uma grande comoção social. No seu cortejo fúnebre, milhares de pessoas de todos os matizes sociais espremiam-se nas estreitas ruas de Viana rendendo-lhes as últimas homenagens, embalados pela bela e marcante canção de Geraldo Vandré: pra não dizer que não falei das flores!!!

* Juiz de Direito da Comarca de São Luís-MA. Membro da Academia Vianense de Letras – AVL.

Em Vitória do Mearim, médica receita remédio de matar piolhos para criança com alergia

Uma médica contratada pela prefeitura de Vitória do Mearim, na Baixada Maranhense, receitou remédio de matar piolhos para uma criança de 1 ano e 3 meses que estava com irritações e bolhas por todo o corpo.

A bula do remédio informa que não deve ser usado em áreas irritadas​ e somente poderá ser usado por crianças​ a partir de 2 anos de idade.

Um caso absurdo que deve ser apurado pelo Ministério Público e pelo conselho Regional de Medicina, inclusive checando o diploma, a trajetória e a competência dessa profissional para exercer a nobre profissão de médica.

A população, revoltada, se manifestou pelas redes sociais. Abaixo alguns comentários.