3 ANOS DE MUDANÇA – Governo quase triplica número de Restaurantes Populares

Governador Flávio Dino entrega Restaurante Popular e obra do Mais Asfalto em Santa Luzia. (Foto: Gilson Teixeira)

 

Alimentação de qualidade a baixo custo para milhares de famílias maranhenses, com o Restaurante Popular, integrando a política de segurança alimentar do Governo do Maranhão, o Estado garante refeição digna a quem precisa. Nesta gestão, o número de equipamentos mais quase triplicou, e, pela primeira vez, chegou à população do interior do estado. São mais de 3 milhões de refeições servidas este ano, no almoço e jantar.

“Nós estamos descentralizando as ações, garantindo que o Governo esteja presente em todas as regiões do estado. Com os Restaurantes Populares e Cozinhas Comunitárias nós garantimos que as pessoas tenham direito à uma alimentação saudável todos os dias, é um modo também de nesse momento de crise econômica ajudar as famílias, porque significa que vai haver uma sobra no orçamento familiar”, explica o governador Flávio Dino.

Na atual gestão, o Maranhão passou de 6 unidades para 16, e a administração pública optou pela descentralização das unidades, levando a política de segurança alimentar para o interior do Maranhão diversos municípios. “A política de segurança alimentar da gestão Flávio Dino atende quem realmente necessita e se amplia com a construção de novos equipamentos de alimentação, para contemplar todo o estado e diminuir nossos índices de segurança alimentar. Por isso, nossa meta até o final do ano é entregar mais 6 restaurantes populares.”, pontua o secretário de Estado de Desenvolvimento Social (Sedes), Neto Evangelista. Totalizam 16 os Restaurantes Populares e mais 2 cozinhas comunitárias, sendo onze novos, construídos nesta gestão.

Em São Luís, os restaurantes estão localizados nos bairros São Francisco, Anjo da Guarda, Cidade Olímpica, Vila Luizão, Sol e Mar, Coroado e Liberdade, além do Restaurante Popular do Maiobão, bairro de Paço do Lumiar, cidade que compõe a Região Metropolitana de São Luís. No interior, existem unidades em Açailândia, Chapadinha, Lago da Pedra, Colinas, Pedreiras, Grajáu, Zé Doca e Santa Luzia. Uma unidade em Imperatriz será entregue no mês de dezembro. Estão previstas inaugurações também nos municípios de Itinga do Maranhão, Vargem  Grande, Bom Jardim, Godofredo Viana e São  João  dos Patos.

O guarda Josimael Castro Martins e a filha Israele almoçam de segunda a sexta-feira no Restaurante Popular do Coroadinho, em São Luís. “É uma grande economia. A comida é ótima, está perto da nossa casa e a gente consegue comer bem pagando pouco”, afirmou. O cardápio oferece carne, feijoada, peixe, frango, além de arroz, feijão, salada, suco e fruta.

Os restaurantes funcionam de segunda a sexta-feira, das 11h às 14h30, servindo almoço; e na capital maranhense, jantar até às 19h30, por apenas R$ 2. Oficinas e capacitações voltadas ao público fazem parte da rotina das unidades, como cursos de panificação e comidas típicas regionais, e educação alimentar adulto e infantil.

Integrando a política de segurança alimentar, o Governo vai construir 30 Cozinhas Comunitárias, beneficiando municípios do programa Mais IDH. As cozinhas servirão de 200 a 500 refeições, no almoço. A primeira unidade inaugurada no governo Flávio Dino está localizada em Alcântara., na comunidade quilombola Marudá.

Inclusão Produtiva

Outra política do Estado para garantir segurança alimentar às famílias em vulnerabilidade social é o Mais Renda, programa do Governo que estimula o microempreendedorismo e a geração de renda para as famílias maranhenses.

Os contemplados recebem capacitação e ganham um kit de negócio com fardamento, utensílios e equipamentos (carrinhos para churrasco, cachorro-quente, salgados ou tendas, fritadeiras ou chapa a gás). Negócios no ramo da beleza também são apoiados pela ação.

Para a manicure Raimunda Reis, de Santa Inês, o programa é uma oportunidade de melhorar a renda. “Já ouvi tanto falar desta ação e de como melhorou a vida de muitos trabalhadores. A gente precisa desse apoio”, disse. Na primeira etapa a ação beneficiou 1.380 empreendedores informais em 12 cidades, incluindo a capital.

Outra ação inclusiva, o PAA Leite – Programa de Aquisição de Alimentos, vem contribuindo para fortalecer esta cadeia produtiva, gerando renda ao agricultor e o abastecimento familiar com a distribuição gratuita. Nesta etapa alcança sete municípios do interior, beneficiando 9.940 famílias, 222 beneficiários produtores e 56 entidades socioassitencias.

“Zé Lascó” e as lapadas de “Sarney”

Ilustrativa

 Luiz Antônio Morais*

Era um dia típico na Cidade dos Lagos. Depois da escola, muitas brincadeiras de época entre os garotos, ou seja, brincar com carrinhos de lata, chuço, bolinhas de gude, pião (feito artesanalmente com coco babaçu) ou, ainda, caçar passarinhos, empinar papagaios, jogar futebol na Praça da Matriz e tomar banho no lago de Viana.

Mas era preciso retornar ao lar, principalmente na hora do rango, caso contrário, dependendo do atraso, poderia ganhar uma boa surra de cipó ou de galho de goiabeira, tomar banho e, somente depois, fazer a refeição.

No entanto, se, para uma minoria dos vianenses, a hora do almoço era uma festa abastada, à base de carnes nobres ou outras iguarias, para muitos meninos pobres restava se contentar com pequenas porções de peixe do lago, arroz socado no pilão e muita farinha-d´água para engrossar o pirão de cada dia. Carne de boi, geralmente só aos domingos. E era carne de segunda ou de terceira.

Por isso, em vez de uma deliciosa sobremesa, restava aos garotos suprir a iminente fome da tarde, entrando em alguns quintais que mais se pareciam com um pomar, muito comum nas casas do interior nessa época.

A turma que eu fazia parte apreciava pular a cerca de arame farpado da acolhedora residência do padre Eider Furtado e da sua irmã, a professora Edith Nair. Ali, existia uma grande variedade de manga, goiaba, pitanga, mamão, jaca, coco, carambola e outras fruteiras que abasteciam e saciavam a fome de quem tivesse a habilidade de invadir a propriedade sem despertar o olhar desconfiado do religioso, sempre de plantão com enorme relho de couro cru para botar a turma para correr.

Outro quintal bastante frequentado na época era o da Igreja da Matriz, repleto de pés de mangas-rosas, goiabeiras e mamoeiros. Mas era ali que morava o perigo: um temido sacristão – pessoa responsável pela guarda e pela limpeza da igreja –, que usava o epíteto de “Sarney”. Enquanto escrevia esta crônica, tentei, em vão, descobrir o nome de batismo do cidadão e, é claro, o porquê desse apelido, porém só consegui saber que ele era natural de Monção, também na Baixada Maranhense.

Dentre suas atribuições, estava a de comandar o programa vespertino “A hora da Ave Maria”, transmitido por dois potentes autofalantes afixados nas laterais da torre da Igreja da Matriz. Pontualmente às 18 horas, semanalmente, exceto sábados e domingos, “Sarney” ligava uma vitrola bem antiga que tocava aqueles inesquecíveis sucessos do Padre Zezinho, entre outros hinos religiosos. O meu canto preferido era “Cálix Bento”, de Milton Nascimento, que o sacristão gentilmente oferecia a este garoto cheio de sonhos, cuja introdução era: “Oh, Deus salve o oratório. Onde Deus fez a morada, oiá, meu Deus, Onde Deus fez a morada, oiá”…

E foi numa dessas incursões de “roubar” frutas em quintal alheio que o nosso amigo “Zé Lascó” se deu mal mais uma vez.

Estávamos todos se empanturrando com nossa merenda natural, quando, de repente, “Sarney” irrompe o quintal, saindo do interior da igreja, falando impropérios e ameaças de todo tipo. A princípio, dada à função do religioso, tudo parecia um blefe, mas ninguém esperou para saber; menos “Zé Lascó” que, ao tentar atravessar as duas linhas de arame farpado da cerca, ficou preso entre elas com o traseiro na mira de “Sarney”.

O sacristão olhou de um lado para outro, avistou um pequeno pedaço de tábua, pegou e desferiu umas dez lapadas na bunda do desesperado garoto, que gritava de dor, arrancando gargalhadas de todos.

Quando finalmente conseguiu se desvencilhar da surra, com o calção todo rasgado, “Lascó” revelou aos amigos que fizera uma improvável confissão ao sacristão:

– Nunca mais iria roubar frutas no quintal da igreja da Matriz!

*Crônica integrante do livro ECOS DA BAIXADA

Professores da UFMA lançarão a obra “Ecos da Baixada” em São João Batista

Divulgação

SÃO JOÃO BATISTA – No dia 2 de dezembro, ocorrerá o lançamento da obra “Ecos da Baixada” na cidade de São João Batista. A coletânea conta com artigos e crônicas sobre a Baixada Maranhense, escritos por professores da Universidade Federal do Maranhão. O evento será realizado na sede do Sindicato dos Professores, na Rua Humberto de Campos, 167, a partir das 10h.

A obra foi organizada pelo escritor Flávio Braga e os textos são assinados por 32 coautores, naturais ou vinculados afetivamente à Baixada Maranhense. “Ler o livro é fazer uma impressionante viagem pela Baixada, percorrendo os seus encantos naturais, as lendas, os valores, saberes e costumes, as tradições, a gastronomia e as nostalgias, prantos, sonhos, reflexões e reminiscências dos cronistas e articulistas”, revela Braga.

A publicação congrega uma plêiade de escritores baixadeiros, entre recentes e já consagrados nas letras da região. “Os textos reúnem o olhar dos amantes de sua região de origem, que, a despeito da riqueza natural, da diversidade multifacetada de mar, rios, lagos, terra, campos, flora e fauna, de ostentar uma riquíssima cultura — até um sotaque peculiar, um léxico de palavras únicas — continua amargando o esquecimento em um desenvolvimento espasmódico que alcança, só precariamente, a sua gente laboriosa”, conta Braga.

Naturais de São João Batista, os professores da UFMA, Manoel de Jesus Barros, do curso de História; Eulálio Figueiredo, de Direito; e Raimundo Nonato Cutrim, do Departamento de Saúde Pública, registraram suas experiências e paixões na obra “Ecos da Baixada”. Participaram, ainda, do livro, os joaninos: Batista Azevedo, Luiz Figueiredo e Jailson Mendes.

A coletânea inaugura o catálogo de publicações do selo editorial “edições FDBM”, projeto literário concebido pelo Fórum em Defesa da Baixada Maranhense (FDBM), entidade da sociedade civil, sem fins lucrativos, com atuação na capital e nos municípios da Baixada Maranhense e do Litoral ocidental maranhense.

Fonte: Portal da UFMA

Traduzindo Flávio Dino: “não serei Jackson Lago”

Ed Wilson Araújo*

As postagens do governador Flávio Dino (PCdoB) no twitter dão o tom da guerra que será travada em 2018 no Maranhão.

O comunista engrossa o discurso contra o seu principal opositor, José Sarney (PMDB), dizendo que não vai permitir golpe no Maranhão.

Por golpe, entenda-se oposição violenta, boicote e operações nada republicanas fartamente conhecidas do nosso histórico eleitoral.

O caso “Reis Pacheco”, as investidas contra Epitácio Cafeteira na eleição de 1986 e a cassação do governador Jackson Lago (PDT) em 2009 são exemplos para lembrar, refletir e se preocupar.

Colado no PMDB nacional, José Sarney criou uma espécie de governo paralelo no Maranhão, fazendo ligação direta entre o Palácio do Planalto e os municípios, mediante o controle dos órgãos federais.

Abastecidos por convênios de Brasília, alguns prefeitos já começaram a descolar do projeto da reeleição comunista e manifestam apoio à provável candidatura de Roseana Sarney (PMDB).

Flávio Dino também pode ter baixas na base fisiologista que o apoiou em 2014. Essa gente interesseira, transformada em comunista da noite para o dia, já toca foguete com a expectativa do retorno de Roseana Sarney.

Por outro lado, os setores mais progressistas e aliados históricos, de fato engajados no governo Flávio Dino por princípio e projeto político, demonstram insatisfação.O cenário é muito parecido com aquele vivenciado por Jackson Lago. Eleito em uma aliança ampla, com a mesma base fisiológica que deu a vitória a Flávio Dino, o governador acabou cassado e sozinho.

Avisado muitas vezes do perigo de Brasília, Jackson Lago abriu a guarda. E perdeu.

Flávio Dino é jovem, tem mais pulso, é vigilante e rigoroso na gestão, cerca-se do máximo possível de bons quadros e trabalha sem parar. E sabe, acima de tudo, que Brasília manda no Maranhão.

Por isso ele afirma, nas entrelinhas do twitter, que não será Jackson Lago.

Ocorre que a base fisiologista, na qual os comunistas ergueram o governo, é frágil e historicamente viciada. Muda de lado no primeiro tilintar de moedas.

Dizia o poeta Maiakóvski: “o mar da História é agitado”. Ainda mais no Maranhão, onde o mar tem dono.

Seria o caso, neste momento, de mudar o rumo e fazer uma aliança ampla, geral e irrestrita com a base do campo democrático-popular. Esta sim, fiel e verdadeira.

*Jornalista, doutor em Comunicação (PUCRS), professor do curso de Rádio e TV da Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Diretor de Formação da Associação Brasileira de Rádios Comunitárias (ABRAÇO-MA).

Em vídeo do jornal El Pais, Gamellas contam como vivem nos municípios de Viana, Penalva e Matinha

Na Baixada Maranhense, entre os povoados de Matinha, Penalva e Viana, uma região conhecida como “Terra do Índio” tornou-se palco de conflitos quando uma etnia agada pelo Estado e pelos proprietários de terra, os Gamella, sai em um levante de modo a proclamar e afirmar sua existência, retomando áreas que pertencem ao seu território originário.

Seis meses após o episódio conhecido como “linchamento gamella”, quando uma “Marcha pela Paz” investiu contra uma retomada de terra indígena, a Pavio, em parceria com o EL PAÍS Brasil esteve na região para acompanhar o processo de recuperação dos Gamella.  Em 30 de abril de 2017, o município de Viana, no Maranhão, presenciava o ápice de um conflito que já se desenhava havia anos.

Uma batalha campal colocava de lados opostos indígenas da etnia Gamella, que buscam a demarcação dos territórios de seus ancestrais, e agricultores não indígenas, que afirmam serem eles os verdadeiros detentores das terras reivindicadas pelos índios. O enfrentamento deixou dezenas de feridos, vários deles com marcas de bala rasgadas pelo corpo. Dois indígenas tiveram as mãos quase arrancadas a golpes de facão, em uma cena de barbárie que atraiu as atenções de todo o mundo.

A luta dos gamella se iniciou em 2015, quando eles começaram a realizar na região uma série de retomadas, expressão usada pelos indígenas para definir a ocupação de um território ancestral retirado de seus parentes no passado. A ação consiste em entrar na terra reivindicada e nela permanecer para pressionar o poder público pela demarcação do território. Foi em uma dessas retomadas que o ataque aconteceu, em abril.

Apesar de as retomadas terem se tornado comuns em diversas partes do país, no caso dos gamella há um componente ainda mais complicado: a etnia só passou a existir oficialmente recentemente, após se autodeclarar indígena. Eles contam que, ao longo de décadas, se declarar índio na região poderia representar um atestado de morte. Em meio à resistência da população local em identificá-los como índios, o grupo tenta autoafirmar sua identidade, enquanto busca demarcar áreas que, no passado, pertenciam a seus ancestrais.


(Via FJB)

Posse de Juju Amorim na AVL

Em sessão solene prestigiada pela sociedade vianense, no último sábado, 25, a professora e poetisa Maria de Jesus Silva Amorim tomou posse na Academia Vianense Letras (AVL), na cadeira nº 17, patroneada por Onofre Fernandes.

Realizada na Casa de Eventos Cunacu’s e conduzida pela presidente da AVL, Fátima Travassos, a solenidade teve início com o lançamento de Obras Literárias de acadêmicos da AVL: O “Sobrado Amarelo” do escritor Carlos Gaspar; “Raimundo Lopes – Seleta de Dispersos” (AML); “Réus de Batina: Justiça Eclesiástica e clero secular no bispado do Maranhão colonial”, da escritora Pollyanna Mendonça e  “Minha Poesia, Minha Alma”, da escritora Maria de Jesus Amorim.

Na mesma sessão solene foi feita a doação da Casa da Fábrica, sobrado amarelo de propriedade da Família Gaspar, ao Município de Viana para a construção do Centro de Cultura do nosso município.

Em ato seguinte foi efetivado a transferência de titularidade por parte da Municipalidade do terreno, onde era o sobrado do Sr. Ozimo de Carvalho, para a construção da sede da Academia Vianense de Letras.

Presentes na solenidade, além dos convidados, familiares da acadêmica, o prefeito Magrado Barros, secretários, vereadores, o presidente da Academia Maranhense de Letras, Benedito Buzar, a presidente da Academia Itapecuruense de Ciências, Letras e Artes, Jucey Santana, os irmãos empresários, Antonio Gaspar, Raimundo Gaspar, Carlos Gaspar (membro da AVL), entre outros.

O Blog Vianensidades, por meio deste colunista, acadêmico da AVL, marcou presença e mostra alguns registros da solenidade.

Fotos gentilmente enviadas pelo cinegrafista Eládio Pinheiro e também obtidas pelas redes Sociais.

Gastão Vieira abandona grupo Sarney e declara apoio a Flávio Dino

Foto: reprodução

O Informante

O ex-ministro do Turismo e presidente do PROS, Gastão Vieira, declarou apoio público ao governo Flávio Dino durante agenda na cidade de Brejo, neste final de semana.

Aliado histórico da família Sarney, ele abandona de vez a nau oligárquica, que a cada dia que passa afunda mais sem credibilidade nem mesmo entre os políticos.

Em discurso acalorado a favor de Dino, Gastão ressaltou que tomou a “decisão certa” ao estar apoiando a continuidade, para que o governador faça aquilo que todo o Maranhão espera dele.

“E é por isso que eu estou aqui hoje. Porque eu acredito na sua capacidade de trabalho, mas acredito muito mais no seu amor pelo Maranhão”, ressaltou Gastão Vieira.