‘Mais Cultura e Turismo de Férias’ começa neste final de semana em várias cidades do Maranhão

Programação Geral

Com atrações locais e nacionais de diferentes cenas musicais, espetáculos teatrais e o melhor da cultura popular maranhense começa neste fim de semana o ‘Mais Cultura e Turismo de Férias’ com programação gratuita em 12 municípios maranhenses. MPB, pop, rock, samba reggae, chorinho, bumba-meu-boi, tambor de crioula, forró além da comédia Pão com Ovo e Cia Cambalhotas estão no programa que acontece de 7 a 25 de julhocom arte e cultura para todos os gostos. O ‘Mais Cultura e Turismo’ é uma iniciativa do Governo do Maranhão, por meio da Secretaria de Cultura e Turismo (Sectur), realizada com sucesso desde 2015.

Este ano, a edição do programa conta com atrações culturais durante três semanas de julho em várias cidades. Em São Luísas apresentações serão realizadas em quatro pontos da cidade. Em Barreirinhas (portal de entrada dos Lençóis Maranhenses)shows com vários artistas prometem muito agito na cidade turística. Além disso o Mais Cultura e Turismo de Férias levará espetáculos teatrais para as cidades de Estreito, Tuntum, Lagoa da Pedra, Santa Luzia, Zé Doca, Santa Helena, Araioses, Coelho Neto, Coroatá e Vargem Grande.

O secretário da Cultura e Turismo, Diego Galdino, informou que a intenção do Governo é intensificar as ações culturais em todo o estado. “Estamos ampliando a atuação do programa com a inclusão de novos espaços e cidades, diversificando a programação e melhorando a infraestrutura dos pontos turísticos. Além disso iremos expandir ainda mais a oferta de atrações com os editais de ocupação artística que levarão cultura o ano inteiro para os maranhenses”, ressaltou Diego.

Mais Cultura e Turismo de Férias São Luís

Em São Luís as apresentações serão realizadas na Praça Nauro Machado (Centro Histórico) às sextas-feiras, Praça da Lagoa da Jansen e Concha Acústica aos sábados e Espigão da Ponta D’Areia aos domingos. A programação promete atrair maranhenses e entreter turistas que curtem as férias na capital com atrações que darão continuidade aos festejos juninos, principalmente no centro histórico e Espigão Costeiro. Já a Praça da Lagoa da Jansen e a Concha Acústica vão oferecer programação voltada para o público infantil com espetáculos e atividades recreativas.

Nesta sexta-feira (7), o festejo na Praça Nauro Machado começa a partir das 18h com grupos de tambor de crioula. Na sequência tem apresentação do Boi de Morros, às 19h, e Boi de Santa Fé, às 20h. A noite encerra com show de Chiquinho do Acordeon que vai agitar a praça com muito forró.

No Espigão Costeiro da Ponta D’Areia os festejos do São João fora de época terão no domingo (9) apresentação do Boi de Nina Rodrigues, no fim da tarde, ao pôr do sol. O espaço é amplo e o público tem a oportunidade de interagir com a brincadeira num dos pontos turísticos mais bonitos de São luís.

Mais Cultura e Turismo de Férias Lençóis Maranhenses

O ‘Mais Cultura e Turismo de Férias’ em Barreirinhas terá duas grandes atrações nacionais, os cantores  Jorge Vercillo e Chico César. Durante os três finais de semana contemplados na programação, o público pode contar ainda com shows de Carlinhos Veloz, Grupo Criolina, Mano Borges, Pepê Júnior, George Gomes, grupo Lamparina, banda Raiz Tribal, Kambada do Forró, Cacuriá de Dona Teté, banda Filhos da Areia, Chorando Calado, Companhia Encantar, Tambor de Crioula Arte Nossa e grupo Tripa de Bode. A abertura e os intervalos dos shows terão os Djs Júnior Pará (7 e 8), Speto (14 e 15) e Claudinho Polary (21 e 22).

O Mais Cultura e Turismo Lençóis Maranhense será realizado sempre às sextas e aos sábados, e contará com cerca de 20 atrações. Além dos shows a programação terá aulões de ritmos e zumba todas as manhãs e tardes de sábado e manhãs de domingo. Outra atração será o passeio lancha cultural e o espaço infantil comandado pela Companhia do Imaginário, sextas e sábados, a partir das 16h.

Neste primeiro final de semana o destaque fica por conta do cantor Jorge Vercillo, que se apresenta no sábado(8), a partir das 21h. No repertório o artista trará sucessos de todas as fases da carreira, como “Ela Une Todas as Coisas”, “Monalisa”, “Talismã sem Par” além de canções inéditas do álbum mais recente, intitulado “Vida é Arte”.

Mais Cultura e Turismo Teatro

Em 10 municípios maranhenses o ‘Mais Cultura e Turismo de Férias Teatro’ marcará presença com a comédia teatral ‘Pão com Ovo’ e espetáculo ‘Sganarelle e o amor de Suzete’, da Companhia Cambalhotas. As apresentações serão em praças públicas e com acesso gratuito para toda a população.

A comédia teatral Pão com Ovo e espetáculo circense da Companhia Cambalhotas farão apresentações de forma itinerante, percorrendo os municípios de Estreito, Tuntum, Lagoa da Pedra, Santa Luzia, Zé Doca, Santa Helena, Araioses, Coelho Neto, Coroatá e Vargem Grande. (Secap-MA)

Baixada Maranhense e o Instituto Histórico

Sobrado Amarelo, em Viana-MA – descaso e abandono

Nonato Reis*

A Baixada Maranhense é uma região historicamente esquecida das instâncias de decisão. Hoje bem menos do que no passado, é verdade, porque agora existe a malha rodoviária que permite a integração física entre as cidades e os vilarejos com a capital e os demais centros urbanos do País. Antes tudo eram trevas. Ao descaso dos gestores públicos somava-se o isolamento geográfico. As ligações com São Luís só se davam por meio de lanchas e vapores, navegando rios e mares em viagens que duravam até oito dias.

Viramos algumas páginas desse livro sombrio, mas o cerne da questão permanece: a marginalização política -, como um garrote a condenar ao atraso aquela vasta região de rios, lagos, campos e florestas, repositório de uma história belíssima, até hoje contada apenas por esparsos capítulos, frutos da iniciativa isolada de alguns de seus filhos mais brilhantes.

Antes se dizia que a Baixada precisava eleger representantes nos parlamentos em São Luís e Brasília, para que assim pudesse ser inscrita no mapa das políticas públicas do Estado e da União. Nas últimas décadas elegeram-se dezenas de deputados estaduais e federais egressos da Baixada. Criou-se uma frente política na Assembleia Estadual em defesa da região. Tivemos até um Presidente da República, filho de Pinheiro ou São Bento (Sarney afirma ser de Pinheiro, mas sua biografia conta que ele nasceu num lugarejo pertencente a São Bento). E em que isso serviu para mudar o horizonte da Baixada?

De concreto, nada. Existe um projeto denominado “Diques da Baixada”, criado no âmbito do governo federal que, se executado tal como no papel, pode ser a redenção da região. Um dos maiores gargalos do desenvolvimento regional é o fenômeno da salinização, que significa o avanço das águas salgadas sobre os estoques de água doce, que no verão se reduzem drasticamente, permitindo a contaminação dos lagos, rios e lençóis freáticos, pela água que vem do Golfão Maranhense, o que gera um rastro de destruição sobre a fauna e a flora lacustres.

Há também, no âmbito do Estado, uma versão tupiniquim desse projeto, denominado “Diques de Produção”, que possui objetivos menos ousados, e compreende a construção de barragens entre tesos próximos um do outro, para controlar a entrada de água salgada nos rios e lagos. Some-se a isso a elaboração, pelo governo estadual, de projetos nas áreas de psicultura, pecuária, agrícola e até de beneficiamento de alguns produtos típicos da região.

De um modo geral, os diques são importantes porque tratam essa questão de forma científica, fazendo com que a água doce, por meio de um sistema de comportas, permaneça o ano todo em bom nível nos cursos naturais, em benefício das populações que residem às margens dos rios e dos lagos e vivem da pesca, da caça e da agricultura de subsistência. Em que pese os esforços políticos para alavancar o conjunto de ações previstas, o projeto ainda é visto com desconfiança.

E por que isso ocorre? Porque falta uma ação conjugada entre poder público e sociedade – sociedade aqui entendida em sua forma organizada. Não adianta criar bons projetos se não houver a força intermediadora dos organismos sociais, que têm o papel de ouvir a população, discutir com ela, encaminhar propostas e fazer pressão nas diversas instâncias de poder, para que sejam efetivadas. É assim que as coisas funcionam no regime democrático.

Muitos municípios da Baixada já dispõem de academias de letras, que vejo como fóruns importantes do conhecimento acadêmico. Mas até aqui elas funcionam naquele formato anacrônico de reuniões fechadas e improdutivas. É importante que as academias se reformulem na sua concepção original, e de organismo estático e ausente passem a atuar como uma força viva da sociedade, criando ideias, cobrando soluções, fazendo a interlocução com as prefeituras e os demais poderes.

Também há que se destacar a criação do Fórum em Defesa da Baixada, formado por luminares de diversas áreas de atuação, todos amantes da região e dispostos a criar mecanismos que ajudem a melhorar a vida das populações. Atualmente o Fórum se dedica a desenvolver o projeto de um livro de crônicas, com temáticas e personagens da Baixada.

A Baixada Maranhense já foi uma região importante nos seus primórdios, tendo sido alvo da ação de padres jesuítas e aventureiros espanhóis que para cá vieram – alguns antes mesmo do Descobrimento – atraídos pelos relatos da existência de minas de ouro ao longo da bacia do Turiaçu. Não por acaso a missão de Conceição do Maracu, que deu origem à cidade de Viana, instalou-se em terras do Ibacazinho, como estratégia para explorar o território sob influência do rio Turiaçu e granjear riquezas.

Assim vejo a Baixada sustentada em dois pilares fundamentais: um de natureza histórica, importantíssimo; e outro que aponta para o desenvolvimento de uma região, que por séculos ficou imersa no esquecimento. Como contribuição, proponho a criação de um Instituto Histórico e Geográfico da Baixada, com a missão de resgatar esse vasto patrimônio cultural e elaborar políticas que valorizem e estimulem ações voltadas para o contexto da Baixada Maranhense.

Um exemplo prático seria contatar autores e estudos sobre ícones e personagens da região, sistematizar esse conhecimento por meio de publicações, viabilizar a edição de livros, articular com as prefeituras a inclusão de disciplinas sobre história da Baixada nos conteúdos curriculares das escolas municipais. Por enquanto o IHGB é uma ideia embrionária, mas que pode criar formas e ajudar a resgatar esse rico patrimônio para as gerações futuras. Fecho com “Prelúdio”, a bela música de Raul Seixas. “Um sonho que se sonha só/é só um sonho só/ mas sonho que se sonha junto é realidade”.

*Jornalista

Redes sociais e mídias tradicionais são as fontes de informação com mais influência na escolha do presidente em 2018

Uma pesquisa do IBOPE Inteligência mostra que 56% dos eleitores brasileiros afirmam que as mídias sociais têm algum grau de influência na escolha de seu candidato presidencial na próxima Ueleição, em 2018. Para 36%, as redes têm muita influência.

As mídias tradicionais aparecem em mesmo patamar das redes sociais/internet (56%). Nenhum outro meio testado pelo IBOPE Inteligência recebe mais citações, nem mesmo a família ou amigos, que sempre apareciam em primeiro lugar em pesquisas sobre as principais fontes de informação utilizadas para a tomada de decisão do voto. A maioria absoluta diz que os partidos, políticos, igrejas e artistas/celebridades não exercem nenhuma influência na escolha do candidato.

Os meios digitais exercem mais influência entre o público jovem: no eleitorado de 16 a 24 anos as mídias sociais têm 48% de “muita influência” eleitoral, contra 41% da mídia tradicional.

Conversa com amigos chega a 29% de “muita influência” para escolha do candidato a presidente, contra 27% das conversas com parentes. Movimentos sociais alcançam 28%. A seguir aparecem partidos (24%), políticos influentes (23%), líderes religiosos (21%) e artistas e celebridades somados (16%).

(Fonte: Ibope Inteligencia)

O Rio Maracu e suas águas místicas

Por Nonato Reis*

O rio Maracu não é um rio qualquer, não é um rio normal, pelo menos não na definição convencional de um curso natural de água doce. É como se em um mesmo canal coexistissem dois rios – um que se estende à vista de todos, como uma ponte fluvial entre os lagos do Aquiri e de Cajari; e o outro metafísico, que só a alguns é dado conhecer, que nasce nas entranhas da imaginação e deságua num estuário de medo e misticismo.

Falar do primeiro rio é simples e, afora a beleza geográfica do lugar, não há nada que desperte o olhar de admiração do leitor. Hoje, massacrado pela ação irracional do homem e a omissão descarada do poder público, o Maracu agoniza e, a permanecer o descaso, pode desaparecer do mapa aquático do Maranhão dentro de poucos anos. Existem passagens de terras em vários pontos do seu leito e a mata ciliar que protegia suas margens praticamente desapareceu.

Feito esse registro que se impõe como um imperativo de consciência, passo a me ocupar com o outro Maracu, o sobrenatural, palco de histórias escabrosas ocorridas à sombra da noite, desde tempos imemoriais. Como se sabe, as margens do rio, na altura do Ibacazinho, eram habitadas nos primórdios por tribos indígenas, que viviam da pesca e da agricultura rudimentar. Com a chegada dos jesuítas, atraídos para a região pelos relatos da existência de minas de pedras preciosas ao longo do bacia do Turiaçu, foi edificada a fazenda São Bonifácio do Maracu, marco da colonização de Viana.

Ao contrário do que muitos imaginam, os jesuítas não tiveram vida fácil na missão de Conceição do Maracu. Especialmente, pela revolta de colonos diante dos privilégios que os missionários recebiam da Coroa Portuguesa, na forma de isenções fiscais e no controle da utilização de mão de obra indígena. Os colonos, escaldados com o alto preço cobrado pela aquisição de negros, tentavam escravizar os índios, no que enfrentavam a dura resistência da batina.

Os jesuítas usavam de dois pesos e duas medidas. Para os colonos, impunham severas restrições para a utilização dos índios como mão de obra, mas eles próprios os escravizavam, a pretexto de catequizá-los. Isso acabou gerando enormes conflitos na relação de padres, colonos, negros e índios.

Não raro cometiam assassinatos de emboscadas e os corpos eram atirados no leito do rio, para evitar a sua elucidação. Isso deu a energia quântica para a transformação do rio em palco de aparições de espíritos e registros apavorantes, o mais famoso deles o de um gritador que infernizava o povoado na calada da noite.

Os mais velhos contam que, antigamente, toda sexta-feira de lua cheia, ouviam berros agonizantes das profundezas da terra. Poucos se atreviam a cruzar o rio após a meia-noite e esses que, por descuido ou necessidade, quebravam a regra, contavam histórias tenebrosas. Como a do vaqueiro que, tarde da noite, precisou ir à cidade à procura de um remédio para a mulher, picada por uma serpente venenosa.

Na volta, ao aproximar-se do rio, foi surpreendido com gritos medonhos, que pareciam vir da direção da Palmela. Sentiu que aquilo não era deste mundo, não podia ser. Escondeu-se atrás de um pé de algodão, rente à linha da água. Os berros se aproximavam rapidamente e ele notou que ao invés de um eram dois gritadores, como se duelassem entre si. Uma ventania varreu as margens do rio, arrancando árvores e arbustos, provocando ondas enormes que se debatiam contra os barrancos.

De repente dois touros com chavelhos em brasa surgiram na boca do rio, numa luta sanguinária, um devorando o outro, rasgando a carne, mastigando os ossos, o sangue jorrando em profusão. Atracados, os animais caíram na água e desapareceram formando um redemoinho gigante, que espalhou água a metros de altura. No silêncio que se seguiu uma voz agonizante ecoou do fundo do rio, num espasmo de dor, que pareceu explodir os miolos do vaqueiro: “Não me mata, seu desgraçado!!!”.

*Jornalista

Diques da baixada: Codevasf contrata estudo de impacto

 

Sistema de diques, que permitirão a contenção de água doce durante a estação chuvosa, deverá beneficiar 193 mil pessoas em oito municípios da Baixada Maranhense; aumento da oferta hídrica deverá contribuir para a redução da pobreza

Relatório de impacto ambiental e levantamento cartográfico serão realizados para viabilização do projeto (Foto: Divulgação/Codevasf)

A Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) está em processo de contratação de cerca de R$ 7,4 milhões em serviços relacionados aos projetos dos Diques da Baixada Maranhense. A elaboração do Estudo de Impacto Ambiental do projeto, e de seu respectivo Relatório de Impacto Ambiental, foi estimada em R$ 3,6 milhões. Os serviços de levantamento cartográfico, por sua vez, foram estimados em R$ 3,8 milhões.

O projeto Diques da Baixada Maranhense é um sistema composto por dois diques com extensão conjunta de cerca de 70,45 quilômetros, a ser implantado na região da Baixada Maranhense. Ele deve ser capaz de acumular 600 milhões de metros cúbicos d’água e pode beneficiar 193 mil pessoas em oito municípios.

Os diques permitirão a contenção de água doce durante a estação chuvosa. As estruturas deverão armazenar a água que provém de uma precipitação média de 2.000 milímetros de janeiro a junho – e que no restante do ano é praticamente zero. O aumento da oferta hídrica deverá contribuir para a redução da pobreza e do êxodo rural na região, propiciando alternativas de trabalho e renda para as populações de Bacurituba, Cajapió, Matinha, Olinda Nova do Maranhão, São Bento, São João Batista, São Vicente Ferrer, Viana.

Além de prover água para consumo humano, os Diques ampliarão o período de pesca artesanal, saciarão a sede de criações animais e poderão disponibilizar água para a agricultura familiar irrigada e para pastagens de pecuária leiteira. Eles também darão viabilidade à circulação de canoas e suas estruturas devem possibilitar tráfego leve (bicicletas, motocicletas e carroças, por exemplo).

“São inúmeros os benefícios socioeconômicos que essa obra vai gerar. Podemos citar, por exemplo, o aumento da disponibilidade hídrica para abastecimento humano, dessedentação animal, pesca artesanal, agricultura familiar irrigada e piscicultura, o que pode acarretar o aumento da oferta de alimentos na região e a redução da pobreza rural”, comenta o superintendente regional da Codevasf no Maranhão, Jones Braga.

Outros benefícios esperados com a implantação dos diques são: proteção das áreas mais baixas contra a entrada de água salgada em região de água doce; contenção e armazenamento de água doce originária da estação chuvosa nos campos naturais; aumento da disponibilidade de água no período de estiagem; desenvolvimento do setor primário; criação de cerca de 3.300 postos de trabalho; redução do êxodo rural; incremento da produção agropecuária e da piscicultura; e promoção da cidadania e inclusão social.

Estudo e levantamento

O Estudo de Impacto Ambiental é um documento que apresenta uma série de informações, levantamentos e estudos destinados a permitir a avaliação dos efeitos ambientais resultantes da implantação e operação do empreendimento proposto – o prazo de realização dos serviços é de 24 meses contados a partir da emissão da Ordem de Serviço. Já o levantamento cartográfico oferece informações sobre a superfície terrestre das áreas envolvidas na implantação do projeto – o prazo de execução é de 200 dias, contados a partir da assinatura do contrato.

O empreendimento Diques da Baixada Maranhense teve seu anteprojeto finalizado e aprovado pela Codevasf em dezembro de 2016. Em estudos e no projeto de engenharia, foram investidos R$ 2,5 milhões. O início das obras é previsto para o segundo semestre de 2018. (Fonte: O Estado do MA).

Governo do Ma cria Programa Juros Zero, onde microempresário fará empréstimo e quem pagará os juros será o Estado

A partir desta sexta-feira (9), microempresários do Maranhão terão a facilidade de solicitar empréstimo financeiro, sem pagar qualquer valor a mais. Essa é a proposta do programa Maranhão Juros Zero, iniciativa do Governo do Estado em parceria com o Banco do Brasil, que tem como objetivo estimular os pequenos empreendedores, movimentar a economia local e criar vagas de trabalho. Quem aderir ao programa poderá solicitar empréstimo de até R$ 20 mil e a cada pagamento das parcelas dentro do prazo, os juros serão imediatamente devolvidos. O programa será lançado oficialmente em solenidade no Salão de Atos do Palácio dos Leões, a partir das 11h. Na ocasião, o governador Flávio Dino assina o Termo de Cooperação instituindo o programa.

Secretário Antônio Nunes

Os micro e pequenos negócios estão entre os que mais contratam e são de grande importância para manter a economia das cidades em movimento, avaliou o secretário de Governo (Segov), Antônio Nunes. “Esse programa foi pensado justamente para estimular esse segmento do ramo empresarial e garantir que permaneçam em atividade, além de se sentirem mais confiantes para investir em seus negócios e realizar contratações”, exemplificou o titular da Segov.

Microempreendedores individuais (MEI) de todo o Maranhão podem se cadastrar nas agências do Banco do Brasil, até dia 30 de novembro. O Maranhão Juros Zero vem atender apelo da classe microempresarial pela abertura de mais condições de negócios, tendo o Governo como incentivador e apoiador. “É uma medida concreta que vai impactar diretamente no setor e fazer com que o empresário possa, de fato, promover a melhoria em seus negócios. Esperamos muitas adesões a esse programa de estímulo aos pequenos negócios”, enfatizou Antônio Nunes. Até o momento, quatro empresas já obtiveram a concessão do crédito.

Funcionamento

Para aderir ao programa, o interessado deve procurar qualquer agência do Banco do Brasil e fazer o empréstimo indicando o programa estadual. O empresário vai assinar Termo de Adesão ao Programa, autorizando o banco a disponibilizar para o Governo informações da operação contratada. A partir daí, o empreendedor será submetido às análises da instituição financeira para que seja confirmado o crédito. Valor total, quantidade de parcelas, prazo de pagamento e outras questões afins serão definidas pelo banco.  “Os que obtiverem o empréstimo com a instituição parceria do programa não pagarão juros algum, desde que cumpram os prazos de pagamento. Ao Governo, caberá quitar estes juros”, reitera o secretário.

A devolução dos juros será feita com depósito em conta de livre movimentação que a empresa detenha na instituição financeira. O valor do empréstimo deve ser investido na ampliação dos negócios, aquisição de equipamentos, formação de capital de giro ou para sanar deficiências de caixa. A fim de possibilitar que microempreendedores de todas as regiões do estado possam participar, o Governo distribuiu os recursos do programa entre as 21 microrregiões do Estado, mapeadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para a divisão do recurso foi considerado proporcionalmente ao número de empresas com cadastro ativo registradas nos municípios que compõem cada microrregião. O Governo do Estado investiu R$ 5 milhões para serem utilizados no pagamento dos juros, por empréstimos de valor total de até R$ 92 milhões, por meio de aproximadamente 18,5 mil operações de crédito a serem realizadas pelo programa. Secap-MA

 

Acadêmico lança novo Retrato de Viana

O acadêmico João Mendonça Cordeiro, membro da Academia Vianense de Letras (AVL), lança no próximo dia 16, das 19h às 20:30h, no Espaço Amei, no São Luís Shopping, em São Luís, o livro “Retrato de Viana-Ma/1683 a 2013″.

Segundo o autor, sem pretender comparar-se ao inigualável “Retrato de um Município” de Ozimo de Carvalho, este novo trabalho faz um apanhado geral e sucinto sobre a geografia, a economia, a história e a cultura do município de Viana, nos últimos quatro séculos (1683 a 2013).

A obra foi lançada também, em Viana, durante as comemorações do 15º aniversário da Academia Vianense de Letras, no mês passado.

Professor aposentado da UFMA, João Mendonça Cordeiro é titular da Cadeira n° 3 da AVL e membro do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão. Possui vários livros publicados, como Zoomorfismo Literário (2002), 70 anos (2004) e O Impeachment do governador Achiles Lisboa e 10 anos da Academia Vianense de Letras (ambos em 2012).

Com informações da AVL