Ministério Público lança campanha de prevenção ao suicídio

A Organização Mundial de Saúde estima que o suicídio é a 13ª causa de morte no mundo, sendo uma das principais entre adolescentes e adultos até os 35 anos. O Brasil é o oitavo país no ranking mundial

Evento teve a participação de várias instituições e comunicadores

Em café da manhã para a imprensa, nesta terça-feira, 12, o Ministério Público do Maranhão, por meio do Centro de Apoio Operacional dos Direitos Humanos (CAOp/DH), apresentou a campanha de Valorização da vida – prevenção e combate ao suicídio.

Além de jornalistas e blogueiros, membros do MPMA, representantes de instituições parceiras da campanha e profissionais da saúde participaram do lançamento. Estiveram representados o Tribunal de Justiça, Assembleia Legislativa, Defensoria Pública do Estado, Secretarias de Estado da Saúde, Educação, Segurança Pública e Direitos Humanos, Arquidiocese de São Luís, Associação Médico-Espírita do Maranhão, Polícia Militar, Câmara de Vereadores de São Luís, Sindicato dos Jornalistas, Associação Brasileira de Rádios Comunitárias (Abraço), Associação dos Blogueiros, Conselhos Regionais de Psicologia, Enfermagem e Medicina, Fundação Josué Montello.

O procurador-geral de justiça, Luiz Gonzaga Martins Coelho, deu as boas-vindas aos presentes e disse que a iniciativa é uma causa da sociedade e não somente do Ministério Público. “Precisamos unir esforços no combate ao suicídio, um problema grave e cada vez mais comum, que atinge muitos indivíduos e famílias”.

A coordenadora do CAOp/DH, Sandra Elouf, destacou a parceria entre as instituições e o papel da imprensa para a abordagem do tema. “Ninguém trabalha mais sozinho. Precisamos unir esforços para combater esse problema, e a imprensa tem papel fundamental, enfocando a questão com responsabilidade e ética”.

Segundo o psicólogo Márcio Menezes, técnico da Secretaria de Saúde, somente 10% das tentativas de suicídio são consumadas. “Então temos 90% de casos em que podemos ajudar. É importante trabalhar nas escolas o aspecto da prevenção, tratando dos fatores que podem levar os jovens a se suicidar”, propôs.

Ele informou que há no estado 74 Centros de Atenção Psicossocial (CAPs), onde as pessoas com doenças mentais, como depressão, esquizofrenia e transtornos mentais relacionados ao álcool e outras substâncias, e outros fatores de risco podem ser acompanhadas. Para a imprensa, o profissional indicou uma cartilha do Ministério da Saúde com orientações sobre como abordar o tema.

Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa, o deputado Wellington do Curso, elogiou o Ministério Público pela campanha e informou sobre um projeto de lei de sua autoria para a criação da Semana Estadual de Combate ao Suicídio. “Precisamos descortinar o tema do suicídio”.

Eliandro Araújo, que é presidente do Conselho Regional de Psicologia do Maranhão e psicólogo do MPMA, apontou alguns fatores de risco para o cometimento do suicídio e indicou atitudes que devem ou não ser adotadas na abordagem da questão. O profissional apontou o crescimento do suicídio entre adolescentes como um fator preocupante e observou que não há uma causa única a determinar o problema. Ele também sugeriu que a imprensa não publique fotos ou matérias sobre suicídios. “Isso poderia incentivar novos casos”, explicou.

No encerramento do evento, Sandra Elouf reforçou a importância da conjugação de esforços de todas as instituições parceiras e conclamou a todos para o trabalho conjunto em favor da prevenção ao suicídio. Ela também defendeu a criação de um centro de referência psicossocial de valorização da vida.

DADOS

A Organização Mundial de Saúde estima que o suicídio é a 13ª causa de morte no mundo, sendo uma das principais entre adolescentes e adultos até os 35 anos. O Brasil é o oitavo país no ranking mundial.

De acordo com dados do CAOp/DH, no ano de 2016, foram registrados 290 suicídios no estado do Maranhão. Este ano, somente no mês de agosto, foram sete registros.

Redação e foto: CCOM-MPMA

Fórum da Baixada se reúne com a CODEVASF e os Diques começam a virar realidade

Aconteceu ontem, 11/09/17,  na sede da CODEVASF (8ª Região) em São Luís- MA,  a reunião entre o Fórum em Defesa da Baixada Maranhense – FDBM e a equipe da CODEVASF responsável pela visita ao trecho entre Cajapió e Bacurituba,  onde será construída a primeira etapa dos Diques da Baixada – uma das obras mais importantes para a microrregião.

Além da obra de engenharia que, por si só, já garante um grande avanço, a CODEVASF ressaltou que pretende que os Diques sejam também uma obra que possa levar desenvolvimento para os municípios  que serão abrangidos por ele. Para isso, o órgão observará as potencialidades de produção e mercado de cada município, a fim capacitar e incentivar arranjos produtivos locais e outras ações de desenvolvimento que possam gerar  renda e aquecer a economia local.

Os membros do FDBM, presentes à reunião, agradeceram a equipe de CODEVASF e discorreram  sobre os graves problemas que atingem a região, devido à estiagem, que será minimizada com os Diques da Baixada. Falaram também que há anos esperam por essa obra, que trará inúmeros  benefícios.

A visita técnica inicia hoje. Os forenses designados para a missão foram: Nélio Junior, Maninho Braga, Chico Gomes, Valente e Expedito Moraes, expedicionários do Fórum que acompanharão a equipe da CODEVASF.

Cajari e a cidade desaparecida

Arquivo google

por Nonato Reis*

A Baixada Maranhense em seus primórdios foi habitada por tribos de índios, que não apenas desbravaram a região, estabelecendo as trilhas de comunicação entre os diversos povos, como também ergueram vilarejos e até cidades. Em Viana no século XVIII, por exemplo, havia a Aldeia do Maracu, um núcleo organizado com ruas e casas, habitado por índios tupinambás, destruído depois no rastro da catequese. Penalva foi reduto dos Gamela, posteriormente dominado pelos jesuítas.

Em Cajari, a poucos quilômetros de Viana, há sinais físicos de uma civilização muito mais recuada no tempo, anterior ao próprio Descobrimento do Brasil, talvez pré-histórica. O vianense Raimundo Lopes, respeitado dentro e fora do Brasil por sua atuação na área de antropogeografia, realizou estudos iniciais no leito do Lago de Cajari e concluiu que as ruínas do lugar representam os restos de uma cidade lacustre, densamente povoada e organizada.

Durante o verão, quando as águas do rio Cajari (curso natural que serve de ligação entre os lagos de Viana e Cajari) abaixam de forma significativa, era possível, décadas atrás, observar as colunas verticais de madeira encadeadas numa extensão de quase dois quilômetros, a partir das nascentes do rio até o lugar conhecido como Urubuquissáua.

Urubuquissáua, aliás, concentra enorme quantidade de objetos (de arte e utensílios domésticos) em cerâmica e pedra. Em seu livro “História de um menino pobre”, editado pela primeira vez em 1963, o médico e escritor Sálvio Mendonça avalia o estado desses objetos como “extremo desgaste”, mas assinala que “os esteios (tocos em cima dos quais se erguiam as casas sobre as águas) mantêm a verticalidade, indicando que foram suportes de habitações, cuja superestrutura desapareceu através de milênios, em pleno lago”.

Na pesquisa feita por Raimundo Lopes em 1919, aproveitando a seca rigorosa daquele ano que pôs a descoberto o conjunto de fundações da cidade desaparecida, foram encontrados amuletos que lembram as peças usadas por tribos pré-colombianas. Lopes, à época, disse que “a estearia apresentava-se toda visível, com os seus milhares de esteios numa perspectiva belíssima, impressionante, esponteando com os seus troncos negros, como se fosse imensa floresta, a face argentada das águas”.

Para Sálvio Mendonça, em seu livro, as ruínas de Cajari indicam a existência no local de uma civilização especial, contemporânea da Marajó, na Amazônia, do México e da Centro-América, no Peru, “talvez do ramo das tribos vindas da Ásia (…), evoluindo no México para a destacada civilização Azteca, e no Peru, para os Incas”.

É de causar espécie que mesmo diante de sinais claros da existência de uma antiga civilização em Cajari o poder público e a iniciativa privada não tenham demonstrado interesse concreto de promover estudos de natureza arqueológica no local, para levantar a origem dessas ruínas e informações sobre que povos se estabeleceram ali, como viviam e que contribuições tenham dado para a colonização posterior.

A Universidade Federal do Maranhão patrocinou recentemente uma expedição científica na Baixada Maranhense, para identificar sítios arqueológicos ao longo da Bacia do rio Turiaçu, na região de Santa Helena. Os cientistas encontraram estearias semelhantes à de Cajari, com enorme quantidade de louças e cerâmicas. Os estudos revelaram traços idênticos com a cultura marajoara na Amazônia e as tribos da América Central e do Norte.

Porém, na matéria produzida pela TV Mirante não há informação de que o trabalho tenha incluído as ruínas de Cajari. Era de imaginar que, em face da importância do tema, organizações arqueológicas e científicas atuassem em conjunto ou isoladamente, para uma melhor compreensão sobre o que se passou em Cajari em tempos remotos.

Parafraseando Hamlet, personagem de William Shakespeare, há mais mistérios na Baixada Maranhense do que possa supor a nossa vã filosofia. Hoje, quem sabe, com os diversos organismos sociais implantados na região – com especial destaque para o Fórum em Defesa da Baixada – abra-se uma janela para o futuro e se possa melhor enxergar o que ocorreu na região, no passado.

*Jornalista

Baixada Maranhense: graves problemas, singelas soluções

A despeito dos seus encantos e belezas naturais (que a tornam potencialmente rica), a Baixada continua bastante desassistida pelas diversas esferas governamentais. Embora detenha um abundante potencial hídrico nos meses de abril a agosto, o drama da escassez de água ainda é o principal tormento das comunidades baixadeiras no segundo semestre de cada ano.

Nesse contexto, existe um pormenor que diferencia substancialmente a Baixada das outras regiões pobres do Maranhão: as medidas para melhorar as condições de vida do seu povo são baratas, simples e de fácil resolutividade. Só depende da vontade política dos nossos governantes, no sentido da construção de barragens, açudes e canais que promovam a conservação da água doce em nossos campos.

A esse propósito, destacamos algumas intervenções administrativas de pequeno porte que produziram resultados impactantes na qualidade de vida dos munícipes baixadeiros, como segue:

Em São Bento, na gestão de Bitinha Dias (1993-1996), foi executada a dragagem dos campos inundáveis,serviço considerado a maior ação de combate à estiagem e à fome na região da Baixada. Foram escavados mais de 18km de canais, com profundidade média de 6 metros. Essa obra beneficiou a população de diversos municípios do entorno.

Em Anajatuba, o Igarapé de Troitá mede 8km de comprimento, 10m de largura e 2m de profundidade, e foi dragado, no governo de José Reinaldo, para garantir a retenção da água doce durante todo o ano, proporcionado a permanência e reprodução dos peixes nativos e outras pequenas criações (bois, porcos, patos etc).

Ainda em Anajatuba, no povoado Pacas, foi desenvolvido um projeto consorciado de piscicultura nativa e fruticultura (banana, açaí e maracujá), a um custo de 200 mil reais, que garante o sustento de 42 famílias, numa área de apenas 3 hectares. Nesse arranjo produtivo são produzidas 4500 bananas por mês e 15 toneladas de peixes nativos por ano, sem qualquer ônus para os beneficiários do projeto.

Em Viana, na gestão do prefeito Chico Gomes, foi construído o dique do Igarapé do Jitiba (complementando uma barragem de quase 3,5km de extensão, edificada na gestão do prefeito Messias Costa), que serviu para preservar água doce e proteger os numerosos cardumes de peixes. Na localidade Ponta do Mangue, Chico Gomes ainda construiu uma barragem de um 1,5km, a qual serviu para armazenar água e impedir a salinização do povoado Capim-Açu.

Em Bequimão, o prefeito Zé Martins recuperou 6km da Barragem Maria Rita (também conhecida como Barragem do Defunto), proporcionando enormes benefícios para as atividades econômicas da região, ao garantir a preservação de água doce nos campos e conter o avanço da água salgada.

Em Pinheiro, o ex-prefeito Filuca Mendes edificou a Barragem do Cerro, com capacidade para represar 30 milhões de litros de água doce e fomentar prosperidade para centenas de famílias ribeirinhas. A obra também serviu para fazer a ligação entre a zona rural e a urbana. O trajeto que era percorrido em quase uma hora, hoje dura alguns minutos.

Como se vê, a Baixada tem jeito, visto que as soluções para melhorar a vida do seu povo são viáveis, exequíveis e de baixíssimo custo material. Basta a força do querer…

Por Flávio Braga

Não há como ter envolvimento amoroso sem estar vulnerável ao outro

Gostar é por vontade própria baixar as defesas e se expor

Thaís Petroff, via Vya Estelar

Relações amorosas talvez sejam uma das coisas que mais mexem conosco. Tanto no sentido de nos fazer sonhar quanto também de causar bastante dor e sofrimento.

Gostar é por vontade própria baixar as defesas e se expor a ser magoado. É estar vulnerável ao outro.

Não há como ter envolvimento amoroso sem abertura, sem a permissão de “deixar o outro entrar”.

Se você opta por se proteger, por se fechar, você não tem como “experienciar” esse envolvimento. Você pode flertar, paquerar, até ter contatos físicos, mas seu coração estará fechado, impedindo essa vivência.

Há desse modo uma escolha a ser feita, uma decisão racional a ser tomada. Sim! A mente participa do processo da paixão e enamoramento. Ela deve permitir que esse processo ocorra. Do contrário, diversas defesas serão ativadas como: esquiva, diminuir as qualidades da outra pessoa, sair com mais de uma pessoa ao mesmo tempo para não se envolver, não relaxar etc.

Reflita e compreenda se você pode estar influenciando ou dificultando a fluidez da parte amorosa da sua vida por medo e por não querer ficar vulnerável.

Lembre-se: se não há vulnerabilidade, não há como ocorrer o envolvimento amoroso.

IBGE estima que Maranhão tem pouco mais de 7 milhões de habitantes

Levantamento aponta Junco do Maranhão como o município com menor número de habitantes, com a marca de 3.237.

Por G1 Maranhão, São Luís, MA

 

Em estimativa divulgada nesta quarta-feira (30), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Maranhão alcançou a marca de 7.000.229 habitantes. A capital tem uma população de 1.091.868. São Luís está entre os 17 municípios do Brasil com mais de 1 milhão de habitantes.

A segunda cidade mais populosa do Maranhão é Imperatriz com 252.569. São José de Ribamar, que compõe a Região Metropolitana de São Luís, tem 176.418. As dez cidades mais populosas do estado são completadas por Timon (167.619), Caxias (162.657), Paço do Lumiar (122.420), Codó (120.810), Açailândia (111.339), Bacabal (103.359) e Balsas (94.779).

População do Maranhão supera os 7 milhões de acordo com novo levantamento do IBGE (Foto: Reprodução/TV Mirante) População do Maranhão supera os 7 milhões de acordo com novo levantamento do IBGE (Foto: Reprodução/TV Mirante)

População do Maranhão supera os 7 milhões de acordo com novo levantamento do IBGE (Foto: Reprodução/TV Mirante)

O levantamento aponta Junco do Maranhão como o município com menor número de habitantes, com a marca de 3.237.

Os números do IBGE revelam um crescimento populacional no país de 0,77% entre 2016 e 2017. A estimativa tem como referência o dia 1º de julho. Os dados apontam que oi Brasil tem uma população de 207.660.929.

Farol do Saber de Viana será recuperado pelo Governo do Estado

Governo inicia obras de recuperação em 26 Faróis dos Saberes

Para o secretário de Estado de Cultura e Turismo, Diego Galdino, a revitalização dos faróis é de fundamental importância para potencializar o uso e acesso às bibliotecas públicas nos municípios maranhenses. (Foto: Handson CHagas)

A primeira etapa das obras de recuperação em 26 Faróis dos Saberes será iniciada este mês pelo Governo do Maranhão nas cidades de São José de Ribamar, Lago Verde, Viana, Rosário e Paulo Ramos. A previsão é que 26 faróis recebam obras de reparos e manutenção, até o final do ano, como parte da ação de melhoria em infraestrutura nas bibliotecas públicas vinculadas à Secretaria de Estado da Cultura e Turismo (Sectur).

Para o secretário de Estado de Cultura e Turismo, Diego Galdino, a revitalização dos faróis é de fundamental importância para potencializar o uso e acesso às bibliotecas públicas nos municípios maranhenses. “A ideia é reativar os espaços de leitura e fomentar os espaços existentes integrando-os aos programas culturais e educativos da comunidade”.

Dos 94 Faróis dos Saberes que estão sob a responsabilidade da Sectur, 68 estão em pleno funcionamento. A avaliação é resultado de vistorias realizadas em todas as unidades, desde o ano passado, pela equipe da Secretaria e que levantou necessidades de melhorias na estrutura física, acervo, acessibilidade, contratação de bibliotecários entre outras ações.

Além das melhorias de infraestrutura está em andamento processo licitatório para aquisição de equipamentos (computadores, mesas, cadeiras, estantes, telões) para 32 faróis, aquisição de acervo para todas as unidades, e lançamento de edital para contratação de 94 bibliotecários que irão trabalhar nos faróis dos Saberes da Sectur.

Os demais faróis com obras de recuperação já contratadas são Barreirinhas, Fortuna, Lago Verde, Carutapera, Paulo Ramos, Presidente Vargas, Rosário, São Luís Gonzaga do Maranhão, Viana e São José de Ribamar.

Em 2016, o Governo do Estado instituiu a Rede Estadual de Bibliotecas ‘Farois do Saberes’ que estavam desativados desde 2013 e foram redimensionados para uma gestão compartilhada pela Sectur e Secretaria de Estado de Educação (Seduc). Das 117 unidades, 23 ficaram sob responsabilidade da (Seduc) e 94 passaram para a coordenação da Sectur.