Municípios da Região Metropolitana da Grande São Luís são beneficiados com assinatura da Ordem de Serviços para destinação final dos resíduos sólidos urbanos

A Política Nacional de Resíduos Sólidos, sancionada em agosto de 2010, definiu as diretrizes gerais para a gestão dos resíduos. Sua regulamentação ocorreu em dezembro do mesmo ano, por meio de Decreto, e, a partir de então, todos os municípios brasileiros passaram a ter um prazo de quatro anos para erradicação dos lixões e implantação de aterros sanitários, espaços apropriados para a destinação final dos resíduos sólidos urbanos.

Em virtude das dificuldades que muitas cidades encontraram para resolver o problema dos lixões, o prazo estabelecido foi prolongado, mas também já venceu, o que aumenta a urgência pela resolução da problemática. É exatamente isso que prevê a Ordem de Serviço para disposição final em aterro sanitário dos Resíduos Sólidos Urbanos dos municípios da Região Metropolitana da Grande São Luís (RMGSL), assinado na manhã desta quarta-feira, 25, no Aterro Sanitário Titara, em Rosário. Estiveram presentes para acompanhar a assinatura os prefeitos de Morros, Sidrack Feitosa, de Cachoeira Grande, Antônio Ataíde (Tonhão), Axixá, Sônia Campos, Paço do Lumiar, Domingos Dutra, bem como os secretários Juarez Alves Sobrinho (Meio Ambiente de Icatu), João de Souza (Finanças de Icatu) e Reinaldo Carvalho (Meio Ambiente de Presidente Juscelino).

Dos 13 municípios da Região Metropolitana, São Luís, Rosário e Alcântara não serão beneficiados com este Projeto Básico. O presidente da Agência Executiva Metropolitana (Agem), Lívio Jonas Mendonça Corrêa, explica que isso decorre de São Luís ter concedido seus serviços de limpeza e manejo de resíduos sólidos por um prazo de 20 anos a uma empresa privada. “Destes, ainda restam 15 anos”, diz Lívio.

Rosário, por sua vez, está sendo contemplado com os serviços previstos como forma de compensação ambiental pela empresa Titara estar localizada em seu município. Alcântara, devido à localização, demanda por uma solução específica. “São José de Ribamar e Raposa, por sua vez, também já possuem contrato com a Titara, daí celebramos convênios com estes dois municípios para o repasse dos recursos financeiros”, explica o presidente.

Conquistas

Segundo Lívio Corrêa, a assinatura do Termo de Contrato entre Agência Executiva Metropolitana e Central de Gerenciamento Ambiental Titara S.A., bem como a Ordem de Serviço para Disposição Final dos Resíduos Sólidos Urbanos da Região Metropolitana da Grande São Luís, são marcos históricos, pois atendem a demandas antigas da RMGSL. “O problema dos lixões é algo que atinge todo o Brasil e sempre se configuraram como um problema de difícil solução. Agora podemos afirmar que estamos a caminho de sanar esta questão”, afirmou Lívio Corrêa.

Serviços

Atualmente, o manejo dos resíduos sólidos urbanos realizado por cada município é concluído com o descarte em lixões. Com o Projeto Básico de Disposição Final dos Resíduos Sólidos Urbanos da Região Metropolitana da Grande São Luís, os lixões serão substituídos pelo Aterro de Titara. O presidente da Agem destacou que a partir da próxima segunda-feira, 30, os municípios beneficiados, a saber, Morros, Bacabeira, Axixá, Presidente Juscelino, Cachoeira Grande, Icatu, Santa Rita e Paço do Lumiar, já poderão levar os resíduos sólidos para a Titara. “Para isso, basta que façam o cadastro junto à empresa, o que pode ser feito até sexta-feira, 27”, finaliza Lívio Corrêa.

As eleições e a estratégia Lula ou Lula

“Como sempre se enfatizou, o ideal seria a formação de uma frente democrática e progressista para derrotar eleitoralmente o conservadorismo. Mas, em sendo não viável neste momento a formação dessa frente, a candidatura Lula é o meio mais factível para derrotar as forças de direita e restaurar um processo de resgate democrático do país.”

Por Aldo Fornazieri*

 

Setores do PT têm proposto a palavra de ordem “Lula ou nada”, como eixo articular da estratégia para enfrentar as eleições de 2018. Não se sabe bem o que esta ideia significa, mas, de per si, é um equívoco. Numa interpretação estrita da ideia ela só seria pertinente se significasse que, se Lula for impedido de concorrer, o PT boicotaria as eleições. Mas, aparentemente, o próprio PT sabe que um boicote às eleições seria um desastre para o partido e para a própria sociedade, pois as forças conservadoras poderiam ocupar um espaço nos governos e nas Casas Legislativas maior do que aquele ocuparão sem um boicote. Ademais, o boicote às eleições implicaria estar preparado para uma guerra continuada com o próximo governo, na suposição de que seria ilegítimo. Mas, até agora, o PT tem mostrado escassa força mobilizadora.

Mas se a palavra de ordem “Lula ou nada” não expressa uma estratégia de boicote às eleições, mesmo assim ela é equivocada. Trata-se de uma palavra de ordem negativa e, portanto, despotencializadora e despolitizadora. Se a ideia é caminhar com Lula até o fim, o que implica concorrer às eleições mesmo sub judice a melhor palavra de ordem para expressar essa estratégia é “Lula ou Lula”. Isto é: concorrer com Lula sem os impedimentos legais ou concorrer com Lula mesmo sub judice, o que implicaria numa decisão judicial após o resultado das eleições caso Lula fosse eleito. Esta palavra de ordem é positiva e consistiria numa afirmação positiva de uma estratégia, conferindo-lhe potência e atratividade. Até porque concorrer com Lula sub judice o PT não ficaria com nada: poderia imprimir potência e positividade às candidaturas parlamentares, senatoriais e aos governos dos Estados. “Lula ou Lula” é a afirmação do próprio Lula, expurgando a noção de que a negatividade “nada” possa ser alternativa ao “Lula”.

Qual o mérito da estratégia “Lula ou Lula”, isto é, concorrer com Lula legalmente aceito pela Justiça ou com Lula com a candidatura sub judice? A estratégia é factível, ao menos, por quatro argumentos de razoabilidade. O primeiro argumento é o do risco. De acordo com dados veiculados pela imprensa, em 2016, cerca de 145 prefeitos se elegeram sem o registro das candidaturas deferido pela Justiça Eleitoral. Desses, 70% conseguiram reverter a situação e assumiram os seus cargos depois de eleitos. Então, quanto ao risco, há um enorme precedente jurídico no sentido de que candidatos sem o registro deferido podem participar das eleições com seus nomes constando nas urnas. Não seria razoável que o nome de Lula não constasse. Ademais, o alto percentual de reversão do não deferimento – 70% – mostra que o risco compensa.

O segundo argumento é o da recompensa. Todas as pesquisas indicam que a possibilidade de Lula vencer no primeiro ou no segundo turno é grande. Numa eleição que vem se caracterizando pelo descrédito, pela apatia e pela desesperança, Lula é o único líder capaz de conferir-lhe crédito, estímulo, significado e esperança. Todos os senões e restrições que possam existir em relação a Lula já estão precificados nas atuais intenções de voto. Desta forma, os riscos de perdas eleitorais são pequenos e as possibilidades de ampliação das intenções de voto no ex-presidente são grandes. Lula é o único candidato que pode alterar de forma positiva e de forma significativa o ânimo dos eleitores.

O terceiro argumento é o da responsabilidade. As forças democráticas e progressistas têm a obrigação de lutar para derrotar as forças conservadoras comprometidas com programas anti-sociais, anti-nacionais, anti-populares e anti-civilizacionais. Como sempre se enfatizou, o ideal seria a formação de uma frente democrática e progressista para derrotar eleitoralmente o conservadorismo. Mas, em sendo não viável neste momento a formação dessa frente, a candidatura Lula é o meio mais factível para derrotar as forças de direita e restaurar um processo de resgate democrático do país. Com isto não se quer negar a legitimidade das candidaturas de Boulos, Manuela e Ciro, pois, certamente, esses candidatos e os partidos que os apóiam têm entendimentos diversos acerca das prioridades estratégicas na presente conjuntura. Tendo em vista que não há o monopólio da verdade, é preciso que todas as forças democráticas, progressistas e de esquerda desenvolvam diálogos produtivos e construtivos entre si.

O quarto argumento é o da coragem e o do confronto. O Judiciário golpista, arbitrário, persecutório, parcial, serviçal das elites e punitivo dos pobres precisa ser confrontado. Um judiciário que rasgou a Constituição, que espezinhou as leis, que viola a hierarquia, que degrada a jurisprudência, que blinda e protege os políticos do PSDB e que é corrupto e eivado de privilégios, precisa ser desmascarado, denunciado e combatido. Levar a candidatura Lula até as últimas consequências é um ato de coragem e de enfrentamento de um Judiciário que está a serviço de uma elite predadora.

Caberá a esse Judiciário a responsabilidade histórica de permitir ou impedir que Lula, um dos maiores líderes políticos de todos os tempos, seja ou não legalmente candidato. Estará em jogo não só a biografia dos ministros das Cortes superiores, mas o destino da atual crise e o destino do futuro do Brasil. Caberá a eles decidir se a crise se agravará ou se se permite que se abram as portas para buscar saídas a um pais que tem um povo martirizado por todos os tipos de misérias e carecimentos. A coragem dos democratas e progressistas precisa confrontar o arbítrio de um Judiciário corrompido e degradado. Esse Judiciário precisa ser confrontado nos tribunais e nas ruas, com a exigência da liberdade de Lula e de sua candidatura.

Mas cabe perguntar: os juízes das Cortes superiores se importam ainda com suas biografias? Se tiverem um mínimo de dignidade, sim. Se tiverem um mínimo de responsabilidade para com o Brasil, sim. Mas é altamente duvidoso que vários deles cultivem esses sentimentos. Se não os cultivam, as biografias não importam para eles porque as suas almas já se danaram pela indignidade, pela corrupção e pela maldade.

Há que se admitir, por fim, a possibilidade de o Judiciário impedir que Lula concorra até mesmo sub judice, inviabilizando a presença do seu nome na urna. Neste caso, dois argumentos deveriam nortear a estratégia do PT: o argumento da redução de danos e o argumento da responsabilidade. Ambos apontam para a substituição de Lula por um outro candidato do partido. Sem um candidato presidencial, 1) as candidaturas para os outros cargos também se fragilizariam e, 2) é responsabilidade de todos os partidos progressistas, inclusive do PT, buscar eleger o maior número possível de candidatos para barrar a direita e lutar pelos interesses dos mais pobres e do Brasil.

O PT está atrasado na escolha de um candidato a vice para que ele possa ser a voz de Lula e, ao mesmo tempo, fortalecer-se e afirmar-se enquanto liderança. O argumento de que este vice enfraqueceria Lula e seria visto como um plano B não procede. É o argumento que expressa a falta de convicções, de direção e de comando. Um partido que tem capacidade de direção e sabe o que quer e tem convicção de sua estratégia não pode temer este tipo de situação.

Por fim, falta ainda transformar o grito pela liberdade de Lula e pela sua candidatura em voz das ruas. As manifestações que ocorreram no final de semana nos mercados públicos de Belo Horizonte e de Curitiba mostram que isto é possível. Existe um ambiente público favorável para que se crie nas ruas e nas aglomerações públicas uma corrente de vozes que clamem pela liberdade e pela candidatura de Lula. O que falta é liderança para que essas vozes se façam ouvir e para que essas mobilizações se transformem numa poderosa força de pressão sobre um sistema arbitrário e corrompido.

*Cientista político e professor da Fundação Escola de Sociologia e Política (FESPSP)

A ameaça do “NÃO VOTO”

Artigo Gaudêncio Torquato

As projeções apontam para a elevação do índice do NV (Não Voto – abstenções, votos nulos e brancos), na eleição de 7 de outubro, a um patamar acima de 40%. Recorde-se que o 2º turno da eleição para governo de Tocantins, em junho passado, registrou 51,83% de eleitores votando em branco, anulando ou deixando de comparecer às urnas.

Trata-se, como se deduz de pesquisas, da indignação do eleitor em relação às coisas da política – atores, métodos e processos. O eleitor protesta contra o lamaçal que envolve a esfera política, que parece indiferente a um clamor social exigindo mudanças de comportamentos e atitudes. A principal arma que dispõe o eleitor para mudar a política é o voto. Ora, se o cidadão se recusa a usar esse direito está, de certa forma, contribuindo para a manutenção do status quo, perpetuando mazelas que infestam o cotidiano da vida política.

Estamos, portanto, diante de um dilema: caso o NV assuma proporções grandiosas no pleito deste ano, a hipótese de mudança na fisionomia política cai por terra, arrastada por ondas da mesmice, onde se enxergam as abomináveis práticas do fisiologismo (“é dando que se recebe”), o coronelismo (os currais eleitorais, a política de cabresto), o nepotismo (as engordas grupais), a estadania (o incremento da dependência social do Estado), o neo-sindicalismo peleguista (teias sindicais agarradas às mamas do Estado), a miríade de partidos e seus escopos pasteurizados etc.

A renovação política, bandeira erguida pela sociedade organizada, corre o risco de fracassar, caso o eleitorado se distancie do processo eleitoral ou, mesmo comparecendo às urnas, anule o sufrágio ou vote em branco. É oportuno lembrar que o eleitor é peça fundamental no jogo de xadrez da política. Se não tentar dar um xeque no protagonista que busca se eleger, este acabará sendo empurrado para o altar da representação política por exércitos treinados nas trincheiras dos velhos costumes. Assim, a renovação nas molduras governativa e parlamentar não ocorrerá.

Aliás, calcula-se que a renovação da representação no Parlamento seja de apenas 40% este ano, menor do que em pleitos do passado. A campanha mais curta – de 45 dias nas ruas e de 35 dias na mídia eleitoral – beneficiará os mais conhecidos e aqueles de maiores recursos financeiros. (No pleito anterior, a campanha tinha 90 dias de rua e 45 dias de programa eleitoral no rádio e TV).

O fato é que não se pode contar com mudança política por unilateral vontade do corpo parlamentar. Deputado ou senador, se não recebem pressão da base eleitoral, resistem a qualquer ideia de avançar, alterar, mudar regras que, hoje, os beneficiam. Ou, para usar a expressão mais popular, não darão um tiro no pé. Por conseguinte, a reformulação da política carece de participação ativa do eleitor, razão pela qual este deve cobrar de seus candidatos compromissos com avanços com o fito de eliminar os cancros que corroem o corpo político.

Em suma, a política não se renova porque não há, por parte dos representantes, desejo de mudá-la. E não há desejo porque o eleitor ainda não jogou seu representante no carrossel das transformações. O pleito de outubro deste ano tende a encerrar a era do grande compadrio na política. O que não quer necessariamente dizer que isso ocorrerá. Por isso mesmo, urge despertar a consciência cívica do cidadão. Motivá-lo a colocar sobre os trilhos o trem das mudanças. Toda a atenção deve se dar à bomba que ameaça explodir a locomotiva: o Não Voto. Abstenções, votos nulos e brancos, em demasia, são os ingredientes que podem implodir nosso ainda incipiente sistema democrático.

Saiba quem merece uma explicação, quem merece uma resposta e quem não merece nada de você

Quem nos ama e caminha junto nos conhecerá, saberá quem somos, ou seja, não ficará cobrando além da conta, pois confiará em nós.

Marcelo Camargo via Obvius

Se prestarmos atenção, perdemos tempos preciosos de nossa vida, dando atenção às pessoas erradas, mas que poderiam ser desfrutados de maneira gostosa e feliz. Acabamos nos importando com quem não gosta de nós, com quem nos fere, com quem não consegue trazer nada de bom ou enxergar o nosso melhor. Assim, o tempo que nos resta junto a quem nos ama com verdade acaba prejudicado.

Existem pessoas que deveremos prezar, a quem deveremos responder, dar explicações, ou até mesmo satisfações. Nossos superiores no trabalho, nossos amigos verdadeiros, nosso parceiro de vida, nossos pais, todos fazem parte de uma parte importante de nossas vidas e sua preocupação conosco não é vazia. Na verdade, vivemos em sociedade e, portanto, não conseguiremos agir sempre como quisermos, sem olhar à nossa volta, ou poderemos ultrapassar a dignidade alheia.

Mesmo assim, ainda que existam pessoas que merecerão uma atenção mais cuidadosa de nossa parte, será necessário que nos resguardemos, um pouco, também delas, afinal, tudo tem um limite, seja no amor, na amizade, na família, seja no trabalho. Mantermos nossa individualidade nos evitará contratempos inclusive com as pessoas que gostam de nós, pois, mesmo entre elas, talvez haja alguém que possa ultrapassar o tanto que permitimos nos abrir.

Fato é que não podemos nos justificar e nos explicar demais a indivíduos que sempre questionarão o comportamento alheio, uma vez que não se enxergam, pensam ser superiores a todos, apontando o dedo a quem estiver ao seu lado. Irão questionar tudo o que você disser, criticar tudo o que você fizer, diminuir qualquer coisa que se relacione à sua vida. Será inútil tentar mudar o ponto de vista deles, será extenuante, uma vez que jamais conseguiremos nos rebaixar ao nível deles.

Na verdade, quem nos ama e caminha junto de fato nos conhecerá, saberá quem somos, ou seja, não ficará cobrando além da conta, pois confiará em nós. Quem muito questiona, critica e aponta dedos é alguém que nunca nos conheceu verdadeiramente, tampouco conhecerá, portanto, não vale a pena perder um segundo do dia pensando sobre esse tipo de gente. Cada minuto de nossas vidas é precioso e deve ser muito bem aproveitado, para que não cheguemos ao fim do dia com a péssima sensação de que só houve tempo perdido.

A água na Baixada Maranhense

Expedito Moraes*

O Maranhão possui, segundo o Núcleo Geoambiental da UEMA,12 bacias hidrográficas, Gurupi, Tocantins, Parnaíba, Turiaçu, Maracaçumé, Litoral Ocidenta (incluindo Pericumã e outros da região),  Mearim (a maior de todas), Itapecuru, Munim, Preguiças, Periá e a menor de todas, da ilha de São Luís;  que drenam todo o território maranhense, embora, uns mais outros menos. Entretanto, a Região da Baixada drenada pelos rios Pindaré (afluente do Mearim), Pericumã, Aurá, Turiaçu e outros é a que mais sofre a influência dos invernos e verões. Entenda que chamamos de inverno o período chuvoso e verão o contrário.

Lago de Viana

Na BAIXADA durante quatro meses do ano, como agora, não se constrói nada porque tem água de mais; depois tem quatro meses para se fazer muita coisa, inclusive recuperar o que a água levou ou estragou; em seguida mais quatro meses que não se produz nada porque não tem água nem pra beber.

O Rio Maracú é um pequeno afluente entre o Rio Pindaré e o Lago de Viana e este tem conexão com outro lagos como Itans, Aquirí, Formoso, Penalva, etc. essa é a Região dos Lagos. Neste período não há como distinguir uma coisa da outra, é um imenso pantanal, somente os tesos não submergem.

De agosto a dezembro estará tudo diferente, muita poeira, pasto seco, animais morrendo de sede e fome, os humanos sem comida e sem água potável é a miséria onde podia ser um celeiro de produção de alimentos.

Nos últimos anos outra ameaça: a invasão das águas salgadas da Baia de São Marcos nos campos da Baixada, que além da salinização dos campos está mudando a paisagem e costumes dos baixadeiros.

Um grande Projeto chamado DIQUES DA BAIXADA, um sonho antigo, encontra-se a cargo da CODEVASF, existe a possibilidade de transforma-se em realidade nestes próximos anos. Por outro lado o Governo do Estado implantou o projeto DIQUES DE PRODUÇÃO em vários trechos dos 31 municípios da região que servirá para o transporte, contenção de água de chuva e produção de alimentos.

O objetivo de um e de outro é a manutenção de água doce nos campos baixos e conter a entrada de água salgada na região.

Um terceiro projeto seria a construção da BARRAGEM NO RIO MARACU, em CAJARÍ, com objetivo de perenizar os lagos dessa região. Caso contrário continuará assim como no verão de 2016, onde pescadores encontraram filhote de tubarão nas rasas águas do Lago de Viana.

Os governos municipais, estadual e federal devem tomar a iniciativa de intervir planejadamente neste território. Isto permitirá tirar esta Região com mais de 750 mil habitantes do estado de pobreza, onde tudo está por fazer e o IDH é um dos mais baixos país do país.

*Ex-Deputado e Presidente de Honra do Fórum em Defesa da Baixada Maranhense

Maranhão supera a meta de vacinação estabelecida pelo Ministério da Saúde

Mais de 93% do público alvo foi vacinado, o que representa 3% a mais do que é estabelecido pelo Ministério da Saúde.

Por G1 MA, São Luís

Mais de 1,3 milhão de doses foram aplicadas no Maranhão. (Foto: Divulgação/A. Baêta)

O Maranhão superou a meta da Campanha de Vacinação Nacional contra a Influenza que é estabelecida pelo Ministério da Saúde. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (SES) 93,01% do público alvo foi vacinado, número que representa 3,01% a mais do que é estabelecido pelo Ministério da Saúde.

Mais de 1,3 milhão de doses foram aplicadas. O estado ocupa a sétima posição no ranking nacional de imunização e apenas 13 estados atingiram a meta da campanha. Ao todo, 192 municípios maranhenses superaram a meta de 90% de cobertura vacinal. Cinco municípios vacinaram acima do público previsto, dentre eles Afonso Cunha com 123,74% de imunização, São Domingos do Maranhão com 114,28%, Brejo de Areia com 114,18% e São Roberto com 113,76%.

Desde essa segunda-feira (25), caso haja disponibilidade de vacinas nos municípios maranhenses, a imunização poderá ser realizada em crianças de cinco a nove anos de idade, adultos de 50 a 59 e em grupos prioritários. A Campanha Nacional de Vacinação teve início no dia 23 de abril e foi encerrada na última sexta-feira (22).

A campanha visa reduzir as complicações e mortes decorrentes das infecções pelo vírus da influenza na população alvo para a vacinação. A vacina aplicada é a trivalente, protege contra os vírus da influenza A (H1NI), A (H3N2) e B.

Viana recebe 10° etapa regional de Encontro de Grêmios Estudantis

A cidade de Viana, na região da Baixada Maranhense, recebeu nesta quinta-feira (24) a 10° edição da etapa regional do Encontro de Grêmios Estudantis do Maranhão, evento realizado pelo Governo do Estado, por meio de secretarias e órgãos estaduais como a Secretaria de Estado da Educação (Seduc), da Mulher (Semu), Direitos Humanos e Participação Popular (Sedihpop), Comunicação e Articulação Política (Secap) e VIVA/Procon.

“O Governo do Maranhão, mais uma vez, vem ao interior do estado trazendo ações de grande importância. As etapas regionais do Emaranhando Sonhos estão preparando os jovens para serem protagonistas em suas escolas, em suas vidas, no estado e no Brasil”, afirma o secretário adjunto de Projetos Especiais da Seduc, Ismael Cardoso.

“Esses jovens gremistas saem das etapas regionais com a participação garantida na etapa estadual em que, além de participar de momentos de diálogo e informação, terão a oportunidade de levar os sonhos de suas escolas e das regiões que representam para o governador Flávio Dino incluir na lista de ações prioritárias para os próximos anos”, completa Ismael.

Reunindo aproximadamente 340 gremistas, gestores escolares e professores das cidades de Arari, Vitória do Mearim, Cajari, Viana, Penalva, Cajapió, Matinha, Palmeirândia, São Vicente Ferrer, Olinda Nova, São Bento, São João Batista e Bacurituba, o Encontro regional também elegeu os delegados que vão representar a Unidade Regional de Educação (URE) de Viana, no I Encontro Estadual de Grêmios Estudantis, que será realizado em São Luís, de 20 a 22 de junho.

O evento, que faz parte do projeto Emaranhando Sonhos, contou com apresentações de calouros, mesas de diálogo e oficinas de temas como Gênero, com turmas para professores e gremistas; Esporte; Cultura; Direitos da Mulher; Orçamento Participativo; Protagonismo Juvenil; Empregabilidade, entre outros.

A secretária de estado da Mulher, Terezinha Fernandes, fala da importância de incentivar o protagonismo dentro das escolas.

“O Mais Grêmios procura trabalhar o protagonismo juvenil dentro das escolas. Da mesma forma, o Fazendo Escola, que é trabalhar a igualdade de direitos, de gêneros por um futuro sem violência dentro das escolas”, afirma a Secretária.

Para o presidente do grêmio O Futuro é Agora, do C. E. Nossa Senhora da Conceição, Raedson Gomes, estudante do 3°ano, a realização do encontro é uma oportunidade dos alunos se sentirem incentivados a serem protagonistas.

“É uma grande oportunidade receber o Encontro em nossa cidade porque é um evento que vai trazer para os alunos da Baixada a noção de protagonismo e de que os grêmios são ferramentas importantes para que os alunos batalhem por condições melhores em todos os aspectos”, declara.

Da cidade de Arari, a estudante e presidente de grêmio, Josivânia Verde, conta que o Encontro é uma oportunidade para adquirir e dividir conhecimento.

“Nesse encontro, nós aprendemos muitas coisas, inclusive como dividir com os alunos da nossa escola todo o conhecimento adquirido aqui. É um momento de aprender e dividir conhecimento aqui, e também de levar de volta para nossa escola, para os nossos amigos”, conta a estudante.