Sertanejo sobre hospedagem no Maranhão: “não sou obrigado a dormir em hotel sujo e f#dido

O cantor sertanejo, o milionário fazendeiro Eduardo Costa fez um novo vídeo pedindo desculpas ao povo do Maranhão por ter dito que o local onde se hospedou antes e depois do show na cidade de Pedro do Rosário fedia mais que o satanás e que deu de cara com quatro pererecas (sapinhos) pulando no quarto. No pedido de desculpas, diz que não é obrigado a “dormir um hotel sujo e fudido, coisa para jumento”, em tom de deboche.

O riquinho, que faturou mais de R$ 100 mil para cantar numa cidade paupérrima do estado por menos de 2 horas, tem razão quando detonou o local, mas deveria ter mandado sua produção inspecionar o lugar ao fechar o contrato e exigir da prefeitura milionária melhores acomodações.

Neste ano de 2017, dezenas de cidades completaram 23 anos de emancipação política por leis aprovadas pela Assembleia Legislativa. Eram bairros ou povoados sem a menor condição de se tornarem municípios. Mas a ganância e o olho no dinheiro público falaram mais alto.

De la pra cá, a vida das pessoas em nada mudou e o que se observa é o acúmulo de pobreza e problemas nunca resolvidos. São cidades pobres que se dão ao luxo de qualquer festa ou festejo tirar o dinheiro da boca do povo para engordar patrimônio de cantores bregas e boçais, como esse tal de… nem lembro o nome.

Via Blog do Luis Cardoso

Candidato a prefeito derrotado de Cajari é vítima de tentativa de homicídio

Mais uma suspeita de tentativa de assassinato por motivação política. No último sábado, próximo a cidade de Viana, o candidato derrotado ao cargo de prefeito em Cajari, Padre Paulo, foi vítima de dois disparos de arma de fogo, por sorte nenhum acertou. De acordo com o Boletim de Ocorrência que o blog teve acesso, o Padre Paulo disse que viu dois homens na beira da estrada ao lado de um carro vermelho e logo em seguida dois disparos foram feitos em sua direção.

Padre Paulo move uma ação na Justiça Eleitoral contra a prefeita eleita Dra Camyla (PSDB). De acordo com o processo que tramita no TRE-MA, a prefeita usou de meios ilícitos para alcançar sua vitória, os adversários reuniram provas concretas, com fotos, áudios, e vídeos, o que torna a situação da gestora muito delicada perante a Justiça.

O Ministério Público Estadual já emitiu parecer favorável à cassação da Dra Camyla, o que gera um clima de expectativa, e de tensão em Cajari, enquanto aguardam julgamento do processo no TRE-MA. O marido da prefeita então teria dito de acordo com informações repassadas por aliados do Padre Paulo, que ninguém assumiria no lugar da sua mulher e que se fosse necessário até morte teria no município para evitar uma possível ascensão ao cargo de prefeito de Padre Paulo.

Por não ter alcançado os 50% dos votos válidos em caso de cassação da Dra Camula, quem assumiria o segundo mais votado seria o Padre Paulo, que perdeu por uma diferença de 457 votos. A legislação eleitoral garante que o segundo mais votado assuma em caso do primeiro não obter mais de 50% mais um dos votos válidos.

Curiosamente, Padre Paulo teria declarado apoio a ex-governador Roseana Sarney (PMDB), na semana passada…

(Via blog do Diego Emir)

O goiabal da Santa e o dia da caça

Por Nonato Reis*

Imagem ilustrativa

A Fazenda da Santa, ou Fazenda Bacazinho, foi palco das melhores lembranças dos meus tempos de menino. Ali estudei as primeiras letras, brinquei, namorei. A maior parte das festas e outros eventos do Ibacazinho, povoado à beira do rio Maracu, a quatro quilômetros da sede do município de Viana, ocorriam nos domínios da fazenda – uma casa de alvenaria em dois pavimentos, erguida sobre um oitão, ao lado de um velho tamarindeiro, e de frente para uma planície verde que se estendia a perder de vista.

No inverno, as águas do Maracu transbordavam e avançam para os campos e matas de vegetação baixa, transformando a paisagem num imenso lençol líquido, margeado por uma estreita faixa de terra, onde se localizavam as casas. A fazenda ficava praticamente isolada, e mesmo o caminho de chão batido, que dava acesso ao lugar, se tornava intransitável, coberto de lama e de água.

No primeiro piso da fazenda havia um salão com mesa grande retangular, usada para a ceia dos vaqueiros no período de ferra (evento festivo em que o gado, recolhido aos currais, era contado, ferrado e vacinado, além de sorteadas as reses que seriam dadas em pagamento ao responsável por cuidar da criação). A mesa também servia à escola de alfabetização, destinada às crianças da comunidade.

Alguns metros além dos limites da casa grande, havia um enorme poço, que abastecia a fazenda por meio de um sistema de bombeamento. A cacimba e o tamarindeiro, conforme relato dos mais velhos, seriam herança dos jesuítas, que ali se estabeleceram em meado do século XVIII e implantaram a Missão de Conceição do Maracu, marco inicial da colonização de Viana.

Um pouco mais à frente do pé de tamarindo estendia-se o goiabal, local preferido da meninada, durante o recreio.

Eram tantos os pés de goiaba que formavam um entrelaçamento de galhos e davam um sentido de unidade, como se houvesse um único pé da árvore, o que possibilitava aos alunos percorrerem toda a extensão daquela floresta, movimentando-se pelos galhos das plantas.

Em determinada época do ano, repleto de frutos dourados, o goiabal se convertia em ótima fonte de nutrição, ainda mais considerando o estado de carência da comunidade.

Porém, ávida por vadiagem, a molecada não apenas se alimentava dos frutos maduros, como fazia-os de bolas de pingue-pongue, atiradas uns contra os outros. Era uma gritaria ensurdecedora quando a goiaba madura espatifava na blusa alvinha de farda de um colega, provocando uma enorme mancha vermelha, para o desencanto das mães, obrigadas a trabalho dobrado para reabilitar os uniformes.

As brincadeiras assumiam um tom de drama, quando a goiaba arremessada acertava, indevidamente, um órgão da criança, como o estômago, por exemplo. Eu passei por situação difícil, quando um primo meu atirou-me um fruto ainda verde. A goiaba acertou-me na altura do fígado, e por alguns minutos eu perdi a fala e a respiração.

Chamada às pressas, a professora Ceciliana, por coincidência minha madrinha, tirou-me daquela agonia e “premiou” o agressor com meia dúzia de bolos. Além disso, proibiu o acesso às goiabeiras por uma semana.

Mas nem os filhos dela escapavam das presepadas no goiabal. Silvana era morena clara, traços delicados e os cabelos secos, fartos, do tipo fogoió. Adorava jogar as goiabas contra os colegas e, ótima arqueira, quase sempre se saía melhor nos arremessos.

Acontece que nem sempre o caçador se dá bem e uma hora ele vira caça. O dia de Silvana chegaria, e ela, de tão atingida pelas goiabas, ficou parecendo um mostrengo – a farda toda ensopada de vermelho, como se do próprio corpo escorresse sangue, e os cabelos numa espécie de sopa de beterraba. Minha madrinha, que não era de passar a mão na cabeça de transgressores, disciplinou gregos e troianos, e Silvana, mesmo a contragosto, teve que acertar as contas com a palmatória.

*Jornalista

Viana – Prefeitura “passa o rodo” nos barracos da Av. Luis Couto

Trailer conhecido como um “Senadinho” virou um monte de escombros

A Prefeitura Viana, por meio da Secretaria Municipal de Infraestrutura, fez a população tomar conhecimento de uma tal operação “CIDADE URBANIZADA”, e, mandou derrubar diversos barracos de madeira, localizados de forma irregular na Av. Luis de Almeida Couto, principal artéria da cidade.

Segundo uma nota oficial divulgada hoje, a prefeitura atendeu a notificação do Ministério Público Estadual no sentido de urbanizar os logradouros públicos comuns da população, de acordo com o Artigo 2º do Decreto Municipal Nº 062 de 31 de agosto de 2017 (anexo).

Ainda segundo a nota, foram feitas notificações oficiais para apresentação de documentos de permissão de uso do espaço público, aos ocupantes para proceder à retirada das estruturas irregulares. Em face da negativa no atendimento às notificações, o município autorizou que máquinas reduzissem a escombros o ganha-pão dos comerciantes do local.

Segundo um usuário do local que solicitou que o nome não fosse revelado, não apareceu um vereador do município para defender os cidadãos. “Eu e minha família votamos nesse prefeito e elegemos esses vereadores, que agora estão todos caladinhos e não fazem nada para defender o povo. Agora não sei como vou sustentar minha família”, desabafou o comerciante.

Com 260 anos de história, Viana padece com a dilapidação do seu patrimônio histórico, crescimento desordenado, esgoto a céu aberto, e logradouros públicos com visual de embrulhar o estômago, como se observa na feira da Barra do Sol, na qual entra e sai prefeito, e o local continua tomado por barracos esfarrapados, urubus nas partes externas e internas, assim como a proliferação de lixo e ratos.

É importante reurbanizar a cidade, assim como é preciso o máximo de cuidado e higiene com aquilo que a população consome como alimento, antes que também precisemos urgentemente de uma operação “CIDADE SAUDÁVEL”

 

LEIA ABAIXO A NOTA DA PREFEITURA

Atendendo um pedido do MINISTÉRIO PÚBLICO ESTADUAL a Prefeitura Municipal de Viana lança nota de esclarecimento sobre a operação deflagrada nesta quarta-feira (08). Segue nota na íntegra.

A Prefeitura Municipal de Viana, por meio da Secretaria Municipal de Infraestrutura, vem a público esclarecer que a operação “CIDADE URBANIZADA” realizada nesta quarta-feira (08) na Avenida Luís de Almeida Couto, com o apoio da Guarda Civil Municipal e da Polícia Militar, atendendo a notificação do MINISTÉRIO PÚBLICO ESTADUAL no sentido de urbanizar os logradouros públicos comuns da população. E de acordo com o Artigo 2º do Decreto Municipal Nº 062 de 31 de agosto de 2017 (anexo).

Previamente, procederam-se os levantamentos, com posteriores notificações oficiais, para apresentação de documentos de permissão de uso do espaço público, sendo ainda realizadas novas notificações aos ocupantes desde 09/08/17 para no prazo de 10 (dez) dias, proceder à retirada das estruturas irregulares.

Em face da negativa no atendimento às notificações, o município deflagrou a operação citada.

Nesses locais, serão construídos, o Palácio do Poder Legislativo Municipal, uma praça de lazer – arborização, além de urbanização, visando melhorar o local para todos.

Prefeitura Municipal de Viana

“Por Uma Viana de Todos”

Decreto Municipal Nº 062/2017: Decreto Municipal 1 Decreto Municipal 2 (Clique nos links para ter acesso aos documentos).

A maior obra literária da Baixada Maranhense vem aí! Lançamento do livro “Ecos da Baixada”.

Capa do livro – divulgação EDIÇÕES FDBM

Na próxima terça-feira (14/11) ocorrerá o lançamento da obra intitulada “Ecos da Baixada: coletânea de artigos e crônicas sobre a Baixada Maranhense”. O evento será realizado na sede da AABB (Calhau), a partir das 19 horas.

O livro foi organizado pelo escritor Flávio Braga e os textos são assinados por 32 coautores, naturais ou vinculados afetivamente à Baixada Maranhense.

A mencionada coletânea inaugura o catálogo de publicações do selo editorial “edições FMDB”, projeto literário concebido pelo Fórum em Defesa da Baixada Maranhense (FDBM), entidade da sociedade civil, sem fins lucrativos, com atuação na Capital e nos municípios da Baixada Maranhense e do Litoral Ocidental Maranhense.

A publicação congrega uma plêiade de escritores baixadeiros, uns noviços e outros já consagrados no mundo das letras, amantes de sua região de origem, que, a despeito da riqueza natural, da diversidade multifacetada de mar, rios, lagos, terra, campos, flora e fauna, de ostentar uma riquíssima cultura – até um sotaque peculiar, um léxico de palavras únicas – continua amargando o esquecimento e um desenvolvimento espasmódico que alcança, só precariamente, a sua gente laboriosa.

Ler o livro é fazer uma impressionante viagem pela Baixada, percorrendo os seus encantos naturais, lendas, valores, saberes, tradições, costumes, gastronomia… e as nostalgias, prantos, sonhos, reflexões e reminiscências dos cronistas e articulistas.

Esteja presente e seja testemunha do nascimento de uma obra que o ajudará a melhor conhecer a intimidade e bem compreender os encantos da nossa Região ecológica. (Via Blog do Léo Cardoso)

O glamour dos cabarés

Por Nonato Reis*

Até pouco tempo atrás perdurou a máxima que dizia que o cabaré é o lugar onde o homem se sente feliz. Eu nunca acreditei nisso, apesar de na juventude ter sido um exímio frequentador das chamadas casas de luz vermelha. E tenho até uma tese para essa assertiva. No cabaré o homem se sentia realmente em casa – e falo casa aqui no sentido metafórico da coisa.

Era onde ele dava as cartas e tinha a mulher que quisesse, independente de ser bonito ou feio, gordo ou magro, anônimo ou famoso, sem precisar gastar saliva ou tinta de caneta, flores e outros adereços. O que contava mesmo era ter saldo bancário ou algumas notas na carteira.

O cabaré brasileiro, como tantas novidades desembarcadas aqui, foi uma herança europeia, que procurava compensar a rotina previsível do lar, com as delícias do álcool e da carne. Na etimologia, cabaré deriva da junção do espanhol cabaretta, que significa casa de diversão, com o francês cabaret ou taberna, indicando um lugar de entretenimento,

Na chamada Belle Époque – o período marcado pelo reflorescimento intelectual e artístico na Europa e em especial na França – vicejavam em Paris, e ao contrário da ideia que fazemos deles, eram lugares de requinte e bom gosto, frequentados por luminares das artes e da cultura em geral.

O mais famoso deles, o Chat Noir, que fora pinçado do conto “O gato preto” do escritor Edgar Allan Poe, dava-se ao luxo de reunir entre seus visitantes o casal Jean Paul Sartre e Somone de Beuavoir. Os clientes acorriam a essas casas, ávidos por entretenimento e por saber as últimas novidades em matéria de literatura, música e política.

Os autores subiam ao palco para declamar poesias, ler trechos de obras ainda inéditas e até fazer discursos inflamados contra o regime.

No Brasil o cabaré viveu os seus dias de glória até a primeira metade do século XX, com especial destaque para o bairro da Lapa, no Rio de Janeiro, chamada de Monte Martre Brasileira, numa alusão ao reduto boêmio parisiense. Nas casas esplendidamente iluminadas da Lapa o homem comum do morro podia esbarrar com os expoentes da cultura da época, como Portinari, Manuel Bandeira, Drummond, Villa-Lobos e Di Cavalcante.

Até o Presidente Getúlio Vargas se deixava envolver pelo charme da luz vermelha e vira e mexe podia ser visto na Lapa e, especialmente em Poços de Caldas, Minas Gerais, em cujo hotel que o hospedava mandara adaptar uma suíte nos mesmos moldes do quarto do Hotel Glória, no Rio, que o recebia regularmente.

O certo é que com o tempo esses lugares, antes repletos de luxo e riqueza, entraram em crise por uma série de fatores conjunturais, mais principalmente em face da proibição da jogatina, o seu principal ponto de atração e de geração de renda. O glamour desapareceu e cedeu espaço à decadência e à promiscuidade.

Mesmo assim, nos anos 70 e 80 ainda eram a principal atração noturna nas periferias das cidades, sejam de grande, médio ou pequeno portes. Eu já os conheci no último estágio de sobrevivência, abrigados em ambientes lúgubres e mal iluminadas. Deles fiz palco de pagodeiras e orgias (no melhor sentido da mistura “álcool/mulheres”).

Havia a Base da Ziloca, no retorno da Cohab, onde eu perdi a virgindade nos braços de uma loirinha de cara enfezada; a Base do Ribeiro, no retorno do Tirirical – que reunia as melhores meninas; e o Recanto da Madá, no Turu, que era o point dos figurões.

Peguei gosto pela coisa e em pouco tempo já me julgava graduado no assunto. Lembro-me de uma viagem de estudos memorável do curso de Jornalismo na cidade de Viana, minha terra natal, em 1982. Memorável, não pelo aspecto positivo, que isso fique logo esclarecido. Depois de um dia exaustivo entrevistando gente na feira da cidade, eu e mais um grupo de amigos decidimos fechar a noite no puteiro. Fomos para o “Luz da Serra”, que era o maior cabaré da cidade, em tamanho e problema.

Ocupamos várias mesas dispostas em círculos e solicitamos o concurso de dois garçons para servirem tira-gosto e cerveja. Em pouco tempo o acúmulo de garrafas vazias na mesa dava a ideia do consumo de álcool. Amado Batista inundava o salão e, mesmo sem saber dançar, eu me deliciava vendo os demais casais desfilando impávidos pelo salão quase às escuras.

Algum tempo depois, devidamente acompanhado de uma morena atarracada, pernas grossas e bunda imensa, deixei o salão e fechei-me no quarto. Ao passar pelo primo Valdenez, melhor treinado no ofício do que eu, ele ainda me advertiu ao pé do ouvido. “Primo, cuidado. Essa mulher é o demônio na cama”, ao que revidei com um sorriso de superioridade. “Deixa comigo, eu conheço o caminho”.

Eu me sentia cansado, após um dia duro de trabalho e o consumo exagerado de cerveja, mas a mulher estava ali convidativa e eu não podia deixá-la na mão. Veio o primeiro tempo e o segundo. No terceiro eu já falava coisa com coisa, e nem sei como dormir.

Acordei no meio da madruga, com a menina ao aos gritos. “Vem comigo, minha colega está morrendo no salão, ela tomou Baygon”.

Eu, mais morto do que vivo, balbuciei alguma coisa do tipo “vai você e diga que lhe desejo boa viagem”. Despertei com o sol a pino. Olhei em volta, a mulher dormia e roncava feito um bicho. Deitado de costas, coloquei as mãos na barriga e levei um susto. No lugar do estômago havia um buraco que parecia grudado à coluna. Pensei: “estou morto!”. Pulei da cama e me vesti. A casa estava toda fechada e eu tive que pular uma das janelas laterais, para ganhar a rua.

Fui andando pela estrada de piçarra em direção ao Ibacazinho, meu berço natal e onde ainda moravam os meus pais e minhas irmãs. Cheguei na Quinta, a algumas centenas de metros do rio Maracu, e na mercearia de Marcos, tio de uns primos meus, pedi suco e pão fresco. Ele disse: “tem refresco de coco e de maracujá”. Eu aprovei com a cabeça: “traz dois litros, um de cada e mais duas dúzias de pães”. Após a “lauta” refeição, achei que reduzira um pouco o tamanho do buraco na barriga. Mas ao sair, Marcos comentou apontando-me o abdômem. “Rapaz, o que foi isso?” Eu tangenciei: “Muito trabalho”. Ele sorriu e, do alto da sua experiência, recomendou. “Da próxima vez te alimenta melhor, antes de partir para o bom combate”.

Em casa, minha mãe me recebeu toda saudosa, como de costume. “Meu filho, eu já estava pensando que tu ia nos fazer a desfeita de vir a Viana e não nos visitar”. Eu usei a viagem de estudos como álibi. Depois pedi-lhe uma toalha e já ia me afastando à procura da cacimba no quintal de casa, quando fui flagrado pela sua observação. “Meu filho, o que fizeram contigo?” E passando a mão na minha cintura, completou. “Está parecendo um aracu desovado!” Eu responsabilizei a lida com os livros. “A senhora pensa que é fácil fazer faculdade? Custa muitas noites de sono, minha mãe”, e fui andando na direção do poço, a tempo de ainda ouvir meu pai comentar baixinho. “Faculdade coisa nenhuma. É puta que está acabando com ele”.

*Jornalista

Mistura Fina – novo conceito em moda unisex, inaugura loja em Viana

Inaugurada no último sábado, 4, o novo conceito em moda feminina e masculina na Cidade dos Lagos. Instalada na Rua Antônio Serafim Bairro Citel, a loja traz pra Viana as grandes marcas do mercado para atender uma clientela exigente que busca qualidade por um bom preço.

Nas prateleiras, marcas como GATABAKANA, CHARPEY, BONECA DE PANO, HERING, SANTA LOLLA, NVP, SANNY E MUITO MAIS, além de ter em seu estoque roupas infantis e juvenis.

A empresária Rosinha Muniz esclarece: “Mistura Fina trás em si um conceito diferente pra cidade de Viana, já que atende a gostos exigentes do seguimento feminino sem perder de vista a necessidade do dia a dia de nossas mulheres, Com esse passo, incluímos Viana no roteiro das lojas de sucesso da Baixada”, conclui.

A mistura fina funciona das 8 às 18h. Fones: 98 981430733 3351 1132 – para atendimento personalizado.