Boa praça, Nélio Júnior de Viana-MA comemora aniversário ao lado de familiares, amigos e lideranças políticas

O começo de semana foi repleto de felicitações para Nélio Júnior de Viana-MA. Na terça (16), o jovem político, comemorou ao lado de amigos, familiares e lideranças políticas mais um ano de vida e de realizações.

Para não passar a data em Branco, organizou um Jantar no Restaurante Picui Tábua de Carne, evento prestigiado pela família, por amigos e lideranças políticas como José Leandro (ex-prefeito Vitorino freire) seu filho Marcos Maciel, Kabão (ex-prefeito Cantanhede), Chico Gomes (ex-prefeito Viana), Marcone Veloso, Zé Santos, Felycksson do Posto, Joaquim Campelo, além deste colunista. Representantes do Fórum em Defesa da Baixada Maranhense também marcaram presença como Batista Azevedo e Leonardo Cardoso.

Representantes do Fórum em Defesa da Baixada também marcaram presença como Batista Azevedo e Leonardo Cardoso. Um bom encontro de amigos regado a um bom churrasco, cerva gelada e de quebra uma atualização política de cenários pra 2018! Vida longa!

Nélio Júnior, falou que estava feliz pela vida e por tantos amigos que vieram abraçá-lo durante a comemoração do seu aniversário. “Hoje é dia de agradecer a Deus pela vida, pelos amigos, pela saúde e pela oportunidade de poder trabalhar e ajudar no crescimento de minha terra Viana. Estou feliz e com o espírito renovado para continuar a luta“, pontuou.

Eleições 2016

Nélio Júnior disputou as eleições de 2016, a uma vaga para o Legislativo Vianense, obtendo uma votação de 460 votos ficando na suplência. Iniciou o projeto acreditado pela classe política que lhe acompanha, porém com apoios espontâneos de amigos e lideranças comunitárias, saiu com uma expressiva votação, assim se consolidando como uma força política na cidade de Viana.

O Blog deseja para aquele que teve um passado de luta, um presente de conquistas e um futuro de muitas vitórias. Parabéns!

Veja algumas fotos do aniversário.

Com o Blog do Léo Cardoso

 

 

Diques da Produção já chegam a 16 municípios da Baixada Maranhense para ajudar produtores

Com o início das obras em Matinha no início deste mês, chegou a 16 o número de municípios beneficiados com a construção de 17 obras do Diques da Produção do Governo do Maranhão. O programa, executado por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedes), era esperado havia muito tempo pelos moradores da Baixada Maranhense. O programa vai chegar a 35 cidades no total.

O programa inclui a construção de diques e barragens. Os diques são canais com extensão média de 1,2 mil metros. Eles alagarão no período de chuvas e permitirão a sobrevivência de peixes que morreriam com a seca, além de oferecerem água para o gado e plantações. A obra vai servir para o uso comum da população, estimulando a geração de emprego e renda.

O presidente da Associação dos Moradores Quilombolas de Matinha, Raimundo Belfort Trindade, foi conferir de perto o início da construção do Dique em Matinha. A chegada da escavadeira foi a realização de um sonho para a comunidade.

“Ele [equipamento] vem com algo esperado pelo nosso povo, trazendo mais produção, uma arrecadação e preservação de área para que tenhamos alimentação, produtividade e sustentabilidade da comunidade”, comentou.

As obras já foram finalizadas em 13 municípios, onde os tanques já contam com toda a estrutura necessária para o armazenamento da água. Matinha, Olinda Nova e o segundo dique de Bequimão também já tiveram construção iniciada.

O secretário da Sedes, Neto Evangelista, afirmou que as obras de construção desses diques estão entre as mais importantes ações do Governo do Estado na Baixada Maranhense: “A meta é transformar a realidade atual da região com produção, crescimento econômico e inclusão socioprodutiva”.

Um dos objetivos do projeto é reduzir os índices de insegurança alimentar e de pobreza na região e promover a geração de trabalho, emprego e renda nas comunidades contempladas.

Os municípios já beneficiados são Pinheiro, Bacurituba, Arari, Olinda Nova, São Vicente Ferrer, Cajapió, Penalva, Bequimão, Santa Rita, São João Batista, Viana, Anajatuba, Mirinzal, Palmeirândia, Peri Mirim e Matinha.

3 anos de mudança: Governo investe mais de R$ 247 milhões na infraestrutura da Baixada Maranhense

Durante os três primeiros anos da gestão do governador Flávio Dino, a Baixada Maranhense, formada por 21 municípios, já recebeu mais de R$ 247 milhões em obras

Estrada Pedro do Rosário/Cocalino

Construções e urbanizações nas áreas da educação, segurança, saúde, espaços públicos, vias urbanas e rodovias fazem parte do maior pacote de investimentos do Governo do Estado da história da região. Para este ano, mais investimentos já foram anunciados.

Educação

Um dos maiores programas do governo Flávio Dino é o Escola Digna, que transforma escolas de taipa e barro em escolas de alvenaria. Na Baixada Maranhense, o governo investe R$ 9.897.866,36 na construção de Escolas Dignas. Uma delas fica na cidade de Monção, no povoado Vila da Paz. Os alunos receberam com muita alegria o prédio novo com duas salas, banheiros, cozinhas e salas administrativas.

“Estávamos contando os dias para que as aulas pudessem começar”, afirmou o professor Mauro Henrique durante o último dia de aula num barracão improvisado.

 

O Programa Escola Digna também constrói Núcleos de Educação Integral, constrói e reforma escolas regulares e quadras poliesportivas em todas as regiões. Na Baixada, dois núcleos estão em construção e 16 escolas recebem investimentos de mais de R$ 25 milhões. O Centro de Ensino (C.E.) Nina Rodrigues, por exemplo, teve todo o seu prédio reformado. Os serviços de revisão e melhorias no telhado, instalação de forro, recuperação de banheiros, revisão das instalações elétrica e hidráulica, pintura, entre outros serviços, deram novos ares à escola que tem oito salas de aula, laboratório, biblioteca, pátio, além de espaços administrativos.

 “É um sentimento de muita gratidão ao Governo do Estado por essa iniciativa de dar mais dignidade aos nossos alunos, professores e demais funcionários. Este momento aqui mostra que o governo está empenhado em transformar a nossa escola em um espaço digno”, destacou a gestora geral em exercício, Ingrid Lituânia.

Outra reforma significativa foi do C.E. José de Anchieta, em Pinheiro. A escola fica localizada no Campinho, um dos maiores bairros da cidade de Pinheiro. É uma das maiores e mais tradicionais escolas públicas da cidade. Com 40 anos de história, tem uma grande relevância no contexto educacional da cidade, mesmo assim, há 13 anos a escola não passava por uma reforma, de fato, estruturante.

 A obra realizada pelo Governo beneficia diretamente mais de 900 estudantes, além de professores e funcionários. A reforma incluiu a recuperação do telhado, troca de piso, instalações hidráulicas e elétricas renovadas, pintura das paredes, instalação de aparelhos de ar condicionado, novos quadros, reforma de banheiros, troca de portas, janelas e de luminárias, instalação da subestação de energia elétrica e nova adequação dos espaços de lazer, além da aquisição do novo mobiliário.

Ainda na educação estão em construção três Institutos Estaduais de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IEMA) nas cidades de Santa Helena, São Vicente Ferrer e Vitória do Mearim. O IEMA foi criado com o intuito de ampliar a oferta de educação profissional técnica de nível médio no estado.

Saúde

Na área da saúde, o Governo do Maranhão investe R$ 52.099.940,66 na construção, reforma e ampliação de oito prédios. Uma das grandes realizações da Baixada foi a inauguração do Hospital Regional Dr. Jackson Lago, em Pinheiro. O hospital regional possui 122 leitos de internação, sendo 26 de clínica médica, 26 leitos de clínica pediátrica, 26 leitos de clínica ortopédica, 26 leitos de clínica cirúrgica, 12 leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e seis leitos de Unidade de Cuidados Intermediários (UCI). 

O pedreiro Sebastião Ribeiro, de 67 anos, há três anos aguardava pela cirurgia de catarata. Na primeira ação do hospital, um mutirão, foi possível realizar a operação. “A operação da vista foi um sucesso, estou feliz demais”, comemorou Sebastião Ribeiro.

Segurança

Já na segurança, o governo Flávio Dino investe cerca de R$ 4.640.047,10 na reforma, construção e manutenção de prédios na Baixada Maranhense. Em Penalva, está sendo realizada a reforma e ampliação da Delegacia de Polícia Civil. Em Pinheiro, o governo reforma e modernização o 10º Batalhão de Polícia Militar. A delegacia de São Bento também está recebendo intervenções.

Mais Asfalto

O Programa Mais Asfalto é uma ação do Governo que pavimenta e melhora rodovias e requalifica as vias urbanas das cidades. Na Baixada, o investimento do Mais Asfalto supera os R$ 156 milhões. Um dos grandes gargalos da região era a MA-006, entre Pedro do Rosário ao povoado Cocalinho. São 42 quilômetros de extensão que por décadas foram alvos de protestos por parte dos moradores.

 “Mais de 49 anos eu esperei por todo tempo o asfalto passar aqui”, relatou a aposentada Maria de Nazaré, de 66 anos, uma das moradoras mais antigas de Pedro do Rosário.

Além dessa rodovia, o Governo está investindo na construção de 16 quilômetros da Estrada do Peixe, que liga Itans a Matinha, e na construção da Ponte Central/Bequimão.

Na MA-106, entre Cujupe e Governador Nunes Freire, as obras de recuperação dos seus 186 quilômetros facilita o deslocamento de maranhenses e paraenses. De Vitória do Mearim até o povoado Três Marias, na MA-014, estão sendo recuperados 151 quilômetros da rodovia. Ainda na MA-014, estão sendo realizados investimentos de Palmeirândia até o entroncamento com a MA-106, em Peri-Mirim.

Folia vianense

Realizada com grande sucesso no ano passado, a festa Folia dos Conterrâneos e Amigos de Viana está de volta ao calendário do pré-carnaval da capital maranhense.

O evento acontece no dia 3 de fevereiro, sábado, com animação de Thais Moreno e Banda, Grupo de pagode e Banda de instrumentos de sopro.

É uma boa pedida para confraternizar com os conterrâneos e amigos, em um local seguro e muita diversão em São Luís. Abaixo os contatos para adquirir o seu abadá:

WhatsAp: 98 9227 2700 | 98721 2761

Olha a “Piaba Maluka” aí, gente!

Bloco ‘Piaba Maluka’ fará o pré-carnaval dos baixadeiros em São Luís

As atrações culturais são fundamentais para integração dos forenses. A Piaba Maluka é um bloco carnavalesco criado em 2003 pela Família Braga, sob a liderança de Flávio, 1º Presidente do Fórum da Baixada, que teve a visão e abnegação de trazer a brincadeira para ser o pré-carnaval dos baixadeiros.

O Grito de carnaval dos baixadeiros deste ano de 2018 será no dia 27 de janeiro (sábado), na AABB (Calhau), a partir das 14:00 horas.

O Abadá está sendo comercializado ao preço de R$ 20,00 (vinte reais). As encomendas estão sendo realizadas nos grupos de WhatsApp do Fórum da Baixada, ou pelo contato acima (ver banner).

Venham participar conosco.

Com a Folha de SJB

Prefeito de Viana, Magrado Barros, sofre princípio de infarto e é transferido para São Luís

Viana – O prefeito de Viana, Magrado Barros (PSDB), sofreu um princípio de infarto na manhã desta quinta-feira (4), por volta do meio dia. Socorrido, Magrado foi levado ao Hospital Municipal, examinado e, em seguida foi transferido para São Luis no helicóptero do CTA – do Governo do Estado. 

Segundo as últimas informações, o quadro do prefeito é estável, porém requer cuidados.

Magrado foi transferido pelo helicóptero do CTA

A qualquer momento mais informações.

Com a Folha SJB

A mulher do próximo

Por Nonato Reis*

Maria Júlia ganhou o sugestivo epíteto algum tempo depois de deixar a localidade de São José, no município de Viana, às margens do rio Pindaré, praticamente escorraçada pelo pescador Bucho de Bilha, com quem tivera um caso de amor complicado. Sem ter para onde ir, tomou o caminho da cidade e fixou moradia na periferia, onde passou a “ganhar a vida” como prostituta.

Parecia trazer na alma a mal sina de provocar a gula do sexo oposto. Nascera no lugar chamado Cachoeira, distante algumas léguas do Ibacazinho, e ali enfileirou amantes, um sobre o outro. O último, um vaqueiro da fazenda Ingá Seca, obrigou-a a deixar o torrão natal e a família às pressas, depois que o homem – a quem dera o prazer de deitar com ela por algumas fases de lua – morto de ciúme, matou a golpes de faca dois outros pretendentes e tentou mandá-la com “os sócios” para a “cidade de pés juntos”.

Por ironia das coisas, do envolvimento com o vaqueiro herdou o apelido de “Santinha”, mas ela própria sabia que de santa só carregava o codinome. Mal chegou no São José e viu surgir no seu caminho a figura de Bucho de Bilha, um pescador grandalhão, de quase 1,90m de altura; musculoso, barriga em formato de melancia, cara enfezada.

Bucho de Bilha encarnava a imagem do macho da zona rural. Fora educado sobre o figurino tradicional, que retratava a mulher como a “dama (ou escrava) do lar”. Para o pescador, a mulher para casar tinha que ser prendada – saber cozinhar, lavar e engomar; cuidar da casa e ser dedicada ao marido. Estudar? “Não, senhor! Elas se formam e depois ficam cheias das ideias, querendo trabalhar fora, sair com amigos e coisa e tal”.

Bateu os olhos em Santinha e foi amor à primeira vista. Casados, formavam um par desconexo. Ele era rude, grosso, bicho do mato; ela, educada, meiga, receptiva. O sentimento, porém, tem as suas próprias razões e Santinha parecia nem notar as diferenças entre ambos. Bucho de Bilha ditava as regras da casa; mantinha-se vigilante sobre quaisquer sinais que pudessem colocar em risco a estabilidade do casal.

Porém descuidava de um pressuposto básico. Nunca fora de se preocupar com estética, nem de seguir princípios de higiene. “Esse negócio de sabonete, cremes e não sei mais o quê é coisa de fresco”, usava a frase como álibi para os que reclamavam dos odores repugnantes da sua presença.

Na cama era formidável. Vangloriava-se de passar duas horas ativo, sem intervalos ou preliminares. Santinha aguentava o ritual noturno em silêncio: o peso do corpo dele subindo e descendo sobre o seu; o suor enlameado, pegajoso; o cheiro acre que impregnava o espírito e embrulhava o estômago. “Ou essa mulher é santa ou deve estar sofrendo do juízo”, diziam as más línguas.

Santinha até que se esforçou por manter a relação, mas fidelidade nunca foi o seu forte. Não demorou e o juízo dela virou do avesso. Um primo que estudava na capital e há anos não sentava os pés no povoado, apareceu de repente para uma temporada de férias. Como toda a família dele já morava em São Luís, a opção foi aboletar-se na casa da prima.

Tarcísio era magro, alto, branquela, fala mansa. Metido a poeta, escrevia umas coisas que tocavam o coração da prima como descarga elétrica. E ainda havia aquele cheiro de seiva do campo que gostava de usar após o banho e que a fazia flutuar.

Em pouco tempo, a vida de Maria Júlia encheu-se de luz. O primo grudara nela como sombra. A presença dele parecia estar em todos os lugares, especialmente naquele ponto mais sublime do espírito. Como que entorpecida de um sonho azul, deixou-se guiar por aqueles fluidos magnéticos, sem se dar conta de que avançava um sinal proibido. E foi assim, pisando em nuvens de algodão, que a santa adentrou o “Jardim do Éden” e “plantou” um par de adereços nos cornos do pescador, em plena cama conjugal.

A reação do marido foi imediata. Escaldado com o alerta dos “amigos” de que a amizade dos primos passava da conta, Bucho de Bilha largou as redes de pescar no rio e fez o caminho de volta. Vendo a casa fechada e ouvindo gemidos abafados que vinham do quarto do casal, não teve dúvidas: meteu o pé na porta escancarando diante dos olhos a cena do crime.

– Filho da puta, sua desavergonhada; eu mato vocês!

Espumando de ódio, lançou-se sobre a cama como um touro selvagem. Lépido feito puma, o primo deslizou entre as pernas do pescador, ganhou a porta da rua e fugiu em disparada, completamente despido, sob o olhar estupefato dos moradores.

As mãos do marido traído caíram pesadas sobre o pescoço da santa. Depois a pegou pelos cabelos e com uma das mãos a conduziu até o meio da rua. Diante do olhar incrédulo da platéia, sacou da peixeira e cortou a ponta de cada uma das orelhas da mulher.

Em seguida a arrastou pelos cabelos até a casa dos pais e a arremessou no meio da sala como quem joga fora um saco de lixo. “Tomem a desavergonhada de vocês. Ela fez um cabra macho de corno, mas nunca mais vai se meter a besta com outro”.

Foi então que, triste e amargurada, Maria Júlia tomou a decisão que mudaria o curso da sua vida e o próprio nome. Deixou a casa dos pais, que àquela altura não era mais sua, e alugou uma “porta e janela” na entrada da Gugueia, que transformou em “parada obrigatória” de homens à procura de sexo pago.

Não demorou e a fama dela de “pegadora” correu beirada. Em uma única noite chegava a atender mais de dez clientes, que faziam fila na porta do puteiro, dispostos a meter a mão na carteira, para tê-la na cama por uma ou duas horas. A cada cliente saciado, ela gritava para a fila: “próximo!”. E assim varava a noite no ofício de “ganhar a vida”, que, segundo ela, não lhe impunha sacrifício algum. Muito pelo contrário. “Cuidar bem da freguesia é o que me deixa viva”.

Uma noite, já rompendo a aurora, a estrela Dalva límpida no horizonte, ela chamou o próximo e então deu de cara com aquele homem enorme, a barba por fazer, e um facão do tipo “americano” em uma das mãos, que reconheceu imediatamente.

Sem contrair um único músculo, fitou-o com frieza espantosa e já se preparava para recebê-lo em coito, quando o homem interveio: “Eu não vim deitar contigo. Vim te levar de volta pra casa, que é lá o teu lugar”.

Maria Julia ponderou que não podia acompanhá-lo, agora era mulher de vários homens, dividida que estava entre todos que a procuravam. “Não me pertenço mais, sou uma mulher da vida”, ao que Bucho de Bilha acolheu com espantosa criatividade. “Sim, você é ‘a mulher do próximo’, eu sei, mas acontece que “o próximo” sou eu, e depois de mim não haverá outro, porque aquele que se meter a besta contigo eu mando para o quinto dos infernos”. E pegando os pertences de Maria Júlia, ordenou.

– Vem comigo, que o puteiro fechou.

Maria Júlia interveio:

– Você não vai mais me arrastar pela vida como quem puxa uma cadelinha. Eu agora sou do mundo. Não pertenço a ninguém.

Bucho de Bilha sabia que, se a perdesse, perderia a própria vida. Dela sentia falta como o próprio ar, para viver. Então, jogou a última cartada.

– Você vem e eu te deixo ‘de corda de rastro’, para fazer o que quiser e com quem quiser, contanto que não me abandone.

Maria Júlia o fitou entre perplexa e admirada:

– Vai me aceitar desse jeito, sabendo que será alvo de chacota, execrado e humilhado?

– Aceito sim, que ninguém tem nada com isso.

Seguiram os dois de volta para casa, e Maria Julia assumiu o duplo papel de “mulher casada” e também “do próximo”.

A casa do pescador incorporou a rotina de filas de homem à espera de uma vez para deitar com Maria Julia, e até tarde da noite ouvia-se a voz dela a movimentar a clientela: “próximo!”.

Jornalista*

Este texto integra o projeto de um livro de crônicas ambientado no Ibacazinho, cujo título será “A mulher do próximo”.