VIANA FELIZ faz o Papai feliz!

Divulgação

O VIANA FELIZ realiza uma super rodada de prêmios neste domingo, 12 de agosto, em homenagem ao Dia dos Pais.

São quatro rodadas de R$ 2.500,00; uma de 15.000,00; dezRrodadas da Sorte de R$ 100,00 e a premiação mais aguardada. UM RENAULT KWID 0km.

O sorteio está sendo aguardado com grande expectativa na cidade e está grande a procura pela aquisição das cartelas. É a sua chance!

A volta por cima de Sebastião Xoxota

Nonato Reis*

Sebastião Xoxota andava numa tristeza de fazer dó. Completara em março último 28 anos. Do grupo de amigos inseparáveis, era o mais velho. E também o menos instruído. Fizera apenas o quarto ano primário, e ainda assim, incompleto. Podia ser classificado como um semianalfabeto que mal sabia assinar o nome e ler algumas palavras.

Das disciplinas, talvez a Matemática fosse a que se relacionava melhor. Pelo menos na parte de aritmética. Sabia cálculo mental como ninguém no Ibacazinho, e dava show durante as famosas sabatinas, sempre ocupando os primeiros lugares da turma.

Mas era só. Fora disso se achava um zero à esquerda, que além de “feio pra chuchu”, ainda fora desfavorecido da sorte, tendo que carregar nas costas “aquele troço medonho”, que lembrava a anatomia do sexo feminino. De tão parecido tinha até pelos em volta da coisa, o que só contribuía para aumentar o seu drama.

Mulher que era a melhor coisa da vida, não tinha. Só uma louca poderia se interessar por um homem, cuja sexualidade vivia sob suspeita. Já pensou, na hora de apresentar o namorado, a garota ter que nominar aquela indecência? “Este é o Sebastião Xoxota, meu namorado!”.

Tião fez uma careta de repugnância, deu uma cusparada na parede de palha e fitou a janela aberta, que oferecia uma visão magnífica do rio Maracu. Para completar a sua desventura, era um covarde, “um frouxo”, como bem lembrou Amaralinda, a mulher mais inteligente que o Ibacazinho jamais vira.

Como podia ter permitido o aterramento do Maracu, estando ele na presidência da entidade criada com a missão, justamente de salvar o rio daquela aberração?

Respirou fundo com um misto de frustração e resignação. Que podia fazer, era mesmo um nada, um homem “que não sabe honrar os ovos que carrega no saco”.

Linda tinha toda razão. Não era digno de viver naquele lugar. Melhor que fosse embora dali, tentar a vida em outro lugar, onde ninguém o reconhecesse, nem mesmo a indecência que carregava nas costas.

Onde quer que escolhesse para viver, seria outro homem: Sebastião Cidreira, lavrador e vaqueiro. Haveria de ser alguém na vida, e não essa coisa em que se transformara no Ibacazinho. Tião se perdia em divagações, quando a porta se abriu e Zuca entrou sem bater.

– Olá, Tião, desculpa entrar assim, de repente. É que trago um recado de Linda, e é coisa urgente.

– Linda? O que ela quer comigo?

– Não sei. Só mandou te chamar. Ela está lá no clube de jovens. E quer que você vá até lá imediatamente. Você sabe como são os recados de Linda.

– Não são recados, são ordens.

– Pois é. E não saio daqui sem ser contigo.

O clube de jovens funcionava na escola Celso Mendonça, anos depois denominada “João Cidreira”, construída em barro e telha pelo município, em terreno cedido pelo criador José Maria Cidreira.

Quando Zuca e Sebastião Xoxota adentraram a sala, Linda, Eugênio, Maroto, Pedro e Serafina já os aguardavam. Os dois deram “boa noite”, no que foram retribuídos pelos demais. Ainda magoado, Tião tomou logo a palavra.

– Não sei por que me chamaram aqui. Não faço mais parte do clube.

Linda o interrompeu:

– Você pediu para sair, mas o seu pedido foi negado.

Ele fez cara de surpreso.

– Como negado?

– Não podemos abrir mão da sua participação, Tião. Aliás, quero de público te pedir desculpas pela forma deselegante com que te tratei.

– Mas eu mereci.

– De fato você se omitiu. Mas é normal, talvez qualquer um de nós, naquela situação, fizesse a mesma coisa. O que importa é que você admitiu o erro.

Linda fez uma pausa e o fitou nos olhos.

– E reconheceu, antes de se encontrar comigo, o que é mais importante.

Tião baixou a cabeça em silêncio, e Linda prosseguiu.

– De modo que, para demonstrar o nosso apreço e reconhecimento pelo trabalho que você faz no grupo, resolvemos, por aclamação, entregar a você o cargo de presidente efetivo do clube de jovens. Daqui para frente, você é o nosso comandante.

Tião não acreditava no que ouvia. Aquilo não era real. Só podia ser brincadeira.

– O que é isso? Estão me gozando?

Eugênio intercedeu.

– Não, Tião. Isto é sério. Você, daqui para frente, dirige o clube, e todos estamos de acordo.

– Mas você não era o presidente?

– Disse bem: “era”. Meu mandato encerrou em abril. De lá para cá ficou esse vácuo. De forma que daqui para frente, você é o presidente, e Zuca permanece como secretária. Esperamos que não nos decepcionem.

Tião não sabia o que fazer, e Linda principiou uma salva de palmas, sendo seguida pelos demais. Então ele pensou na imprevisibilidade da vida, que alterna momentos bons e ruins, tristezas e alegrias, tudo “num piscar de olhos”.

Minutos atrás era um homem atormentado pela dor e decepção. Agora, alguém feliz e orgulhoso de si mesmo. Que viessem o clube e todos os desafios decorrentes do cargo, talvez nem soubesse como enfrentá-los, porém jamais repetiria o pecado da omissão.

Jornalista/Escritor

Capítulo 9 da segunda parte do romance “A saga de Amaralinda”, previsto para o início de 2019.

Realizada a primeira reunião para a instalação da Academia de São João Batista

O Centro de Convenções e Informática de São João Batista sediou no último sábado, 14, a primeira reunião para a instalação da Academia Joanina de Ciências, Artes e Letras. O evento foi organizado por várias pessoas da cidade e teve o apoio do Fórum em Defesa da Baixada Maranhense.

A entidade está apoiando e fomentando a criação das academias na região e o professor Manoel Barros, do quadro da Universidade Federal do Maranhão, está coordenando o projeto. Em São João Batista, além dos futuros ‘imortais’, estavam convidados e a presença do ex-presidente da entidade, Flávio Braga.

Além de professores, estavam presentes também representantes de movimentos sociais e culturais de São João Batista e de pessoas que já tem produção literária. A reunião começou com uma rápida abertura feita pelo professor Raimundinho Cutrim e uma explanação do projeto sobre as academias, sob o comando do professor Manoel Barros, que também é joanino.

Ele explicou sobre o objetivo da academia e sobre o trabalho que ela pode fazer. O professor destacou também que os próximos passos será escolher o nome, escolher os patronos e membros, bem como elaborar regimento e demais documentos para a constituição da Academia do município.

Durante as apresentações dos participantes, eles destacaram também que a entidade deve comportar diversos artistas joaninos, espalhados pelo município. Uma nova reunião será realizada em setembro ou outubro para, de fato, fazer o ato que instituirá a Academia Joanina de Ciências, Artes e Letras.

Via Blog do Jailson Mendes

“CABO AMADOR”

Era uma manhã de março, na Cidade dos Lagos. O nosso majestoso cartão-postal estava quase em sua plenitude, mas as lanchas, canoas, barcos, entre outros meios fluviais, já povoavam a extensa lâmina d´água do Lago Maracu.

Eu, então, com quase seis anos, intrépido, observava aquele vai e vem das embarcações deslizando entre as moitas de mururus, balsedos e aguapés. Estava no canto da nossa residência, na Rua Antônio Lopes, com vista para um beco que revelava o lago, assim como o imponente Morro do Mocoroca.

Na margem espremida, entre currais e cerca de capinzais, uma enorme canoa, conhecida como “casco da estiva” desembarcava pesadas sacas de arroz, café, trigo, entre outros derivados que seriam distribuídos no comércio local.

Um a um, os sacos eram colocados nas cabeças ou nos ombros de corpulentos homens – bravos pais de família –, descamisados, chapéu de palha na cabeça e que causavam impressão aos garotos da época por causa da musculatura avantajada e pela alegria durante a breve e pesada atividade. Em seguida, as mercadorias eram empilhas em carroças que formavam fila para receberem a carga.

Nisso, uma pesada mão toca meus ombros e ouço uma conhecida voz:

– Tu “tá” vendo aqueles homens carregando sacas na cabeça?

– Sim senhor, respondi!

– Olha também aqueles outros puxando as carroças. “Tá” olhando?

– “Tô” vendo, declarei virando-me para um senhor moreno, musculoso e voz firme.

Era o meu pai, Amadeu Morais, que, de relance, abriu um pequeno embrulho e me apresentou ao conteúdo.

Antes, porém, ele apontou para os personagens da cena às margens do lago.

– Sabes por que aqueles homens estão carregando sacos e puxando carroças?

Arregalei os olhos e aguardei a resposta.

– Porque eles nunca quiseram estudar, afirmou meu pai com ar de sabedoria e complacência.

Só naquele momento, ele me entregou, até então, os objetos da minha curiosidade; uma daquelas antigas cartilhas do ABC, uma tabuada e um lápis preto, com uma pequena borracha branca introduzida em uma das extremidades.

Logo ele que, anos depois eu viera, a saber – por meio da minha avó paterna –  que o meu pai havia tomado três surras durante três dias consecutivos, na porta da escola, mas não entrou no recinto do saber. Não entrou e não estudou!

Recebi o humilde e mais importante material escolar e, também, a primeira lição:

– A partir de amanhã, tu “vai” começar a aprender a ler e escrever!

Trago esse episódio como um mantra, que, mais tarde, mesmo de forma silenciosa, transmitiria aos meus filhos e a todas as crianças que, por ventura, eu observasse estar fora da escola.

E, foi assim que observei, atentamente, a luta do meu pai e da sua fiel companheira, minha mãe, Hermínia Morais, determinados a não permitir que nenhum dos seus dez filhos ficassem fora da escola.

Essa é a maior e mais importante herança que ele nos deixou!

No último domingo, 8 de julho, dia do aniversário de Viana, Amadeu Morais sentiu-se mal, depois de seis anos sofrendo por problemas neurológicos, acamado, sem visão, sem forças para caminhar e, como se estivesse com o nome da sua companheira gravado de forma repetida, implorava pela sua voz, pela sua presença, pelo seu amor e carinho.

Levado às pressas ao hospital, faleceu nos braços do meu irmão José Carlos, aos 88 anos, de forma serena, suave, como se atendesse ao chamado do Pai Celestial, não antes de amargar o seu purgatório, ou o que se paga aqui na Terra, antes do mistério da morte.

Deixou aos seus dez filhos (dois deles “in memorian”), a herança do aprendizado, o talento nato de um operário e o DNA correndo em nossas veias, pois, mesmo de forma empírica, causava espanto aos seus clientes que usaram seus serviços, seja como ferreiro, armeiro, ou qualquer atividade que precisasse de um perito confiável e experiente.

O apelido carinhoso de “Cabo Amador”, como era conhecido entre tantos outros “Cabos” na Praça da Matriz, em Viana, talvez não simbolizasse o verdadeiro “general” ou “gladiador” que foi. Talvez um guerreiro de muito valor, que trabalhou durante toda a vida, com honestidade, humildade, caráter, resignação e dignidade.

Na verdade, foi realmente um grande pai de família para os seus dez filhos.

Saudades!

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Em memória de AMADEU MORAIS

Inspirado na luta para criar e educar os seus 10 filhos: Maria Rosa, Luiz Antonio, José Carlos, Maria do Espírito Santo, Diana (in memorian) Beatriz, Mariene, Élio Aquino, Emílio e Cristiano (in memoriam); dos seus netos, bisnetos, irmãos sobrinhos, demais familiares e amigos.

Viana, 13 de julho de 2018

Luiz Antonio de Jesus Morais

Agora lascou. Prefeito de Penalva desafia Ministério Público e diz que não vai empossar os concursados

Ronildo Campos nega e diz que enviará cronograma ao MP até esta sexta-feira, 13. Aprovados dizem que foram humilhados na residência do gestor penalvense.

Segundo informa o Blog do Jaílson Mendes, diversos aprovados no Concurso Público disseram que foram humilhados ontem, 11, durante uma reunião com o prefeito do município, Ronildo Campos. Pelo menos cinco aprovados disseram serem, inclusive, ameaçados na casa do gestor e acusaram o irmão do prefeito de intimidação.

O caso aconteceu na manhã de ontem, quando diversos aprovados no Concurso Público de 2017 fizeram um ato de reivindicação para forçar o prefeito de Penalva a empossar os que passaram no certame. Além de passeatas, uma comissão foi até a casa de Ronildo Campos para conversar com ele e falar sobre a posse, que deveria ser realizada em janeiro deste ano.

“Sou um dos aprovados do concurso de Penalva e reitero tudo o que já foi dito pelos meus colegas de grupo e da comissão que foram em busca de informações sobre o nosso concurso e foram recebidos de forma grosseira e desordeira pela comitiva do prefeito e do próprio gestor da cidade de Penalva que afirma em bom e alto tom que não tem intenção de nos convocar para assumirmos nossos cargos que foram adquiridos de forma correta”, relatou.

“O Protesto dos aprovados do concurso público de Penalva aconteceu hoje. O prefeito entraria em acordo com os aprovados desde que seria na sua própria residência, entretanto chegando lá, o prefeito não cumpriu com o combinado e disse que não chamaria os professores e o restante dos cargos somente 30%, insatisfeito os aprovados seguiram para a promotoria e foram bem recebidos. Com a situação o promotor presente achou um absurdo os argumentos do gestor municipal e deu prazo de 10 dias para empossar os aprovados”, comentou outro.

Eles também acusaram Ronildo de querer atrasar ainda mais a posse e disseram que ele se mostrou contra a posse dos mais de 200 aprovados no certame, realizado pelo Instituto Machado de Assis.

Segundo informa ainda a matéria, o prefeito negou que tenha tratado alguém mal e que, inclusive ele ficou de enviar um cronograma de posse até sexta-feira próxima ao Ministério Público.

“Na minha casa não aconteceu nada disso. Recebi não só a comissão, como todas as pessoas que estavam na manifestação; esclareci todas as dúvidas e informei que o cronograma de posse estaria sexta-feira no Ministério Público. Quanto a serem expulsos da minha casa, esse rapaz falta com a verdade, inclusive muitos aprovados após a ida desses integrantes da comissão permaneceram na minha residência, onde esticamos o bate papo por amanhã a fora”, disse o gestor.

Resta aguardar até esta sexta-feira, 13, e confirmar se o gestor de Penalva honra sua palavra ou mais uma vez vai enrolar centenas de pessoas que gastaram tempo e dinheiro para ingressarem na Prefeitura pelo meio legítimo do concurso público. Estamos de olho!!!