SOS Viana – Cidade dos Lagos sofre sem água para medidas de prevenção contra o Coronavírus

O município Viana enfrenta um dos mais graves problemas de sua história administrativa relacionados à saúde pública. Embora detentora de enorme potencial hídrico, há quase quatros anos a cidade sofre com a crônica falta d’agua nas residências.

Eleito com a promessa de dar prioridade à regularização do abastecimento de água, o prefeito Magrado Barros (DEM) nunca resolveu o problema, mesmo já encerrando o mandato atual. Nestes tempos em que a higiene frequente das mãos, por um período demorado, é medida imprescindível, a situação é ainda pior para os vianenses que não contam com o líquido essencial.

Há quase uma semana, a população enfrenta o tormento da falta d’água. O Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAE) se limita a emitir comunicados “pedido desculpas à população pelo transtorno”. Em pleno feriado de Páscoa, famílias não puderam realizar os afazeres domésticos como deveriam, tanto na higiene dos alimentos quanto do próprio corpo, sem água potável.

A qualidade da água que está jorrando nas torneiras de Viana (quando chega)

Para piorar, além do isolamento “forçado” nos povoados por causa das estradas em péssimo estado de conservação, não existem nem 10 postos de saúde para Atenção Básica funcionando na zona rural.

A limpeza pública do município está sendo feita de modo irregular. Apesar de já ter recebido 665 mil reais do Governo Federal, exclusivamente para combate ao covid-19, a gestão Magrado Barros não investiu um real em medidas consistentes de prevenção ao coronavírus. Se tivesse gasto apenas 5 mil reais em álcool em gel para distribuir à população já faria a diferença. Até mesmo as cestas básicas, usadas para fazer politicagem por Magrado e seu grupo político, foram doadas pelo Ministério da Cidadania, por intermédio da Fundação Palmares.

São quase meio milhão de reais depositados nos cofres municipais sem fiscalização e sem nenhuma ação para evitar que as tragédias causadas pelo coronavírus cheguem a Viana.

A cidade pede socorro. Alô, Ministério Público!

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