Secretário da SAF Júlio Mendonça participa de seminário de política agrária ao lado de Haddad e Boulos

Entidades governamentais e movimentos populares do campo de todo o país estiveram reunidos entre os dias 6 e 8 de junho, em Guararema-SP, no seminário Terra e Território: diversidade e lutas, com o objetivo de discutir os rumos da política agrária no Brasil diante do avanço do agronegócio enquanto modelo econômico de exploração e padronização da cultura camponesa impulsionado pelo governo Bolsonaro.

O secretário da SAF, Júlio César Mendonça, esteve neste sábado (08), na Escola Nacional Florestan Fernandes, onde aconteceu o evento, ao lado de lideranças camponesas, quilombolas, indígenas, sindicais, políticas, pesquisadores e parlamentares uniram esforços para pensar uma plataforma comum do campo unitário que possa contemplar as pautas ambientais e agrárias e também uma carta compromisso das entidades ali representadas. Personalidades como João Pedro Stédile, líder nacional do Movimento dos Trabalhadores sem Terra (MST), Guilherme Boulos (PSol) e Fernando Haddad (PT) participaram do debate e posicionaram-se em favor de um novo modelo de desenvolvimento para o país pensando o uso dos recursos naturais de forma sustentável e a inclusão da população do campo na economia.

“É preciso um novo modelo de economia em que a sociedade não sirva apenas ao lucro de meia dúzia de brasileiros, mas que essa economia sirva à maioria e se organize em um modelo sustentável de desenvolvimento. Porque desenvolvimento econômico acompanhado do aumento da desigualdade social e da destruição ambiental não nos serve”, avaliou Guilherme Boulos. O representante do PT, Fernando Haddad, destacou também a importância do Nordeste e sua força de trabalho no desenvolvimento desse modelo econômico.

O secretário de Agricultura Familiar do Estado do Maranhão, Júlio César Mendonça, que na ocasião representou o Fórum de Gestores Responsáveis pelas Políticas Públicas da Agricultura Familiar do Nordeste, também destacou a orientação do governador Flávio Dino de total incentivo à agricultura familiar enquanto fonte de alimento saudável e geradora de emprego e renda: “No Maranhão, estamos discutindo alternativas concretas para o fortalecimento das instituições que atuam na agricultura familiar e convocamos todos os estados para o enfrentamento e resistência ao modelo antagônico imposto pelo governo Bolsonaro”.

O último dia do seminário foi marcado por um ato político que culminou com a leitura de uma carta ao povo brasileiro com denúncias e compromissos assumidos durante os três dias de debates. Entre os pontos de maior destaque elencam-se o aumento do desemprego, a retirada de direitos trabalhistas e a exploração de recursos públicos e bens naturais.

Para a presidente da Agerp-MA e vice-presidente Nordeste da ASBRAER, Loroana Santana, o seminário foi uma oportunidade valiosa de aglutinar forças do campo progressista para construir uma pauta unitária para as populações dos campos, das águas e das florestas, e iniciativas como esta devem ser replicadas em todo o país para o fortalecimento das agendas avaliou a gestora que também compôs organização do evento.

O Maranhão foi representado pelo secretário da SAF, Julio Cesar Mendonça, a presidenta da Agerp, Loroana Santana, o secretário da Sedihpop, Chico Gonçalves. Também participaram Elias Araújo (MST); Rosmari Malheiros (Contag); Francisca Pereira (MIQCB) e Fábio Pacheco (Tijupá).

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