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Revista ‘New York’ critica ‘catastrofismo’ da imprensa mundial antes dos Jogos

New York Magazine
Um artigo publicado na New York Magazine, na quinta-feira (11), diz que as previsões catastróficas da imprensa mundial sobre a Olimpíada do Rio falharam, mas que isso pode acabar sendo um problema para o Brasil.O texto, assinado pelo jornalista Alex Cuadros, relembra algumas manchetes que serviram para aumentar a tensão antes dos Jogos do Rio, que incluem ondas de tiroteios, risco de surto de zika, superbactéria e, inclusive, que “sequestros relâmpagos são tão comuns no Brasil quanto a feijoada”, publicada na revista americana Newsweek.

Cuadros descreveu a cobertura prévia da Olimpíada como uma competição para inflar o alarmismo. “Agora que os Jogos começaram, essa histeria parece inapropriada. Isso teria sido suficientemente claro para qualquer um que simplesmente caminhasse ao redor da cidade”, escreveu.

O artigo não ignora os problemas do Brasil e da Olimpíada, citando o tráfico de drogas, pobreza, violência, crise econômica e política. No entanto, o jornalista diz que a cobertura midiática internacional inflou a tensão sobre os fatos, causando pânico – assim como também aconteceu na Copa do Mundo de 2014.

Os motivos para o alarmismo, segundo o texto, tem a ver com a forma de atuação da imprensa em geral. “Uma das razões para o pânico pré-olímpico deste ano é que é muito mais difícil contar a história do que não está acontecendo. Por isso é difícil para pessoas de fora saber que os próprios brasileiros se preocupam muito menos com a zika – especialmente agora que é inverno no Rio e as taxas de transmissão caíram. É difícil saber que a recente ‘agitação política’, apesar da sugestão implícita de hordas de pobres atacando edifícios governamentais, é mais pacífica do que muitos comícios de Donald Trump.”

De acordo com Cuadros, o foco em problemas, quando eles acabam não se tornando o desastre esperado, faz o evento parece ser um sucesso.

“Qualquer coisa menos do que ‘desastroso’ pode ser enquadrado como um triunfo […]. O que era cautela, pode se tornar propaganda política. Em um país onde o progresso é difícil de atingir, esse é o tipo errado de legado”, encerra o texto.

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