Óleo encontrado nas praias do Nordeste vem de 3 campos da Venezuela, diz Petrobras

Companhia disse que não tem mecanismos para deter as manchas do produto antes que elas cheguem à costa. Mais de 340 toneladas já foram recolhidas do litoral pela empresa.

Mancha de óleo é encontrada em Suape, no Cabo de Santo Agostinho — Foto: Salve Maracaípe/Reprodução/WhatsApp

Por Daniel Silveira, G1

O óleo encontrado nas praias do Nordeste brasileiro é proveniente de três campos da Venezuela, informou a Petrobras nesta sexta-feira (25).

“Quando a gente fez a análise em mais de 30 amostras, a gente concluiu que era de três campos venezuelanos, era um brent [petróleo cru]. A origem do petróleo é lá”, disse o diretor de Assuntos Corporativos da Petrobras, Eberaldo Neto.

“A origem do vazamento é outra coisa. A origem do vazamento a gente entende que é da costa brasileira”, completou. A afirmação foi feita durante entrevista para comentar os resultados da empresa no terceiro trimestre.

Agulha no palheiro”

A petroleira disse ainda não ter mecanismos técnicos para impedir a chegada do óleo vazado no mar às praias. Mais de 340 toneladas do material já foram recolhidas da costa brasileira pela empresa desde setembro, quando foram identificadas as primeiras manchas no litoral nordestino.

A estatal não teria responsabilidade pelo vazamento, mas faz mobilização para a limpeza das praias por um acordo com o governo.

“Fica praticamente impossível você pegar esse óleo e segurar com barreiras e outros instrumentos que a gente tem. Então, o mecanismo de captura tem sido quando a maré e a corrente jogam para a praia. Infelizmente tem sido desse jeito porque os mecanismos que a gente detém são agulha no palheiro para pegar, por conta da característica do óleo”, disse o diretor.

Manchas de óleo no Nordeste: o que se sabe sobre o problema.

Segundo Neto, tão logo foi acionada pelo Ibama sobre o surgimento do óleo nas praias, a Petrobras se mobilizou para identificar o vazamento e recolher o material que chega à costa.

“Pela característica do óleo, [ele é] diferente dos óleos que a gente produz aqui, que sobrenadariam por ter uma densidade menor que a da água do mar. [Nesse caso] a gente pegaria por imagens de satélite e poderia fazer um combate mais antes que chegasse na praia”, reforçou o diretor.

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