MP e Judiciário devem investigar atos hostis contra jornalistas no Alvorada, diz Gilmar Mendes

Grupo Globo e ‘Folha de S.Paulo’ decidiram nesta segunda (25) deixar cobertura na residência oficial da Presidência em razão da falta de segurança para os profissionais.

15.jan.2020 – Jair Bolsonaro fala a jornalistas diante do Palácio da Alvorada, em Brasília – Imagem: Gabriela Biló/Estadão Conteúdo

Por Filipe Matoso, G1 — Brasília

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta terça-feira (26) em uma rede social que o Ministério Público e o Poder Judiciário devem investigar os atos de hostilidade praticados contra jornalistas na portaria do Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República.

Nesta segunda (25), o Grupo Globo e o jornal “Folha de S. Paulo” anunciaram ter deixado a cobertura no local em razão da falta de segurança para os profissionais.

“É chocante a decisão da @folha e da @RedeGlobo de suspender a cobertura no Palácio da Alvorada diante de riscos à integridade moral e física dos jornalistas. O MP e o Judiciário devem investigar esses atos que, se existentes, configuram atentado grave à liberdade de imprensa”, publicou o ministro.

Diariamente, jornalistas esperam o presidente Jair Bolsonaro deixar o Palácio da Alvorada em direção ao Palácio do Planalto e também o esperam retornar.

Frequentemente, Bolsonaro desce do comboio oficial e concede entrevista à imprensa credenciada pela Presidência e conversa com os apoiadores, também autorizados pela segurança a ficar no local.

Os jornalistas e os apoiadores do presidente são separados por uma grade.

Os apoiadores, contudo, costumam ofender os profissionais de imprensa, xingá-los e gritar palavras de ordem. Os insultos têm sido cada vez mais agressivos, contra jornalistas de todos os veículos que trabalham no local.

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