Lockdown da Prefeitura de Vitorino Freire combate coronavírus e persegue motoqueiros

Depois de três meses de pandemia de coronavírus, a  Prefeitura de Vitorino Freire resolveu decretar, esta semana, o lockdown no município, a partir de segunda-feira (22) até o dia 10 de julho. A medida revoltou os comerciantes, que chegaram a registrar o intenso movimento no comércio informal, com camelôs vendendo seus produtos sem nenhuma fiscalização. A decisão foi anunciada pela própria prefeita Luanna Brigel (DEM), em vídeo, sob a justificativa de  “achatar a curva do coronavírus durante este pandemia” e diante do “rápido crescimento” da doença.

O município possui um dos menores índices de letalidade do estado, com 1 óbito, segundo a Secretaria de Estado da Saúde. O dado difere dos números apresentados pela Secretaria Municipal, que apresenta 8 mortes na cidade.

A administração da prefeita Luanna já recebeu R$ 1 milhão, 59 mil, 787 reais e 36 centavos do Governo Federal para Enfrentamento de Emergência de Saúde Pública de importância internacional, decorrente do coronavírus, segundo dados disponíveis no Portal da Transparência.

O problema é que – sob o argumento de combater o avanço do coronavírus –  as barreiras instaladas nas entradas e saídas do município resolveram perseguir também os motoqueiros da cidade, com apreensão de dezenas de motos. A revolta foi grande na noite de ontem (23). “É um falta de respeito com o povo de Vitorino Freire, é tempo de união. Gente, nós estamos precisando é de cestas básicas, é de ajudar quem está passando fome e não prender as motos do vitorinenes”, declara Ribamar Silva. A vigilante Haydê Miranda explica: “o que eu sei é que depois que o pessoal saem das barrerias de contenção, depois das 18 horas, a polícia fica fazendo rondas e quem eles vêem pelas rua em motos, eles as conduzem pra delegacia, chamando batidão. Acho desnecessário”.

Apesar da medida que prejudicou motoboys e autônomos que vivem da entrega de produtos, o site oficial do Detran-MA informa que as fiscalizações estão suspensas por tempo indeterminado em razão da pandemia de coronvírus.

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