Inaugurado há quatro meses, HTO reduz tempo de espera por cirurgias


Com o HTO, tempo de espera por cirurgias foi reduzido (Fotos: Julyane Galvão)

 

A aposentada Eloiza Rocha, de 66 anos, passou por momentos de dor intensa ao cair no quintal de casa no último dia 28 de janeiro e fraturar o joelho. Natural de Miranda do Norte, ela recebeu encaminhamento para São Luís e passou por cirurgia no Hospital de Traumatologia e Ortopedia do Maranhão (HTO), na quinta-feira (1º). O pouco tempo entre o incidente e o procedimento diminuirá o tempo de recuperação e o risco de sequelas, além de melhorar a qualidade de vida da paciente.

“Caí em cima da perna onde já tinha feito outra cirurgia e quebrou. Nunca imaginei ser atendida tão rápido. Da primeira vez que precisei, em 2010, passei quase três meses atrás de médico e não conseguia. Vim para São Luís, no mesmo dia e trazida para o HTO no dia 31. Essa rapidez faz o sofrimento da gente diminuir”, disse a aposentada, que passou por um procedimento chamado osteosíntese de patela.

Assim como ela, centenas de pacientes já se beneficiaram com a unidade entregue pelo Governo do Estado em outubro de 2017. O equipamento de saúde, primeiro do estado destinado ao atendimento das demandas de alta complexidade exclusivo na área, tem garantido atendimento ágil e eficaz à população, reduzindo a fila e o tempo de espera.

“Investir no HTO foi uma das decisões mais acertadas da gestão Flávio Dino, pois conseguimos atuar em um grande gargalo no atendimento em saúde. Até então, as cirurgias eram feitas no Hospital de Câncer do Maranhão, com limitações de equipamentos e de número de cirurgias e com uma demanda cada vez mais crescente. Entregamos uma unidade com perfil cirúrgico e equipamentos de última geração”, enfatiza o secretário de Estado da Saúde, Carlos Lula.

Com uma estrutura composta por 44 leitos, sendo 10 deles de UTI, e três centros cirúrgicos, o HTO tem realizado mais de 200 cirurgias por mês, número que tem aumentado progressivamente. A perspectiva é que cheguem a 400 cirurgias mensais.

Em 2014, com os procedimentos cirúrgicos realizados no Hospital do Câncer do Maranhão (antigo Hospital Geral), apenas 30 cirurgias eram feitas mensalmente, capacidade que já havia aumentado para 80, em 2015, já na gestão do governador Flávio Dino.

Atendimentos

Segundo o diretor clínico do HTO, Newton Gripp, essa agilidade se deve a uma soma de fatores. Primeiro, ao fato de a unidade ser dedicada exclusivamente às cirurgias ortopédicas adultas e infantis. Depois, o talento e dedicação do corpo especializado – são 26 ortopedistas, sete plantonistas, dois coordenadores, dois cirurgiões maxibucofacial, um cirurgião plástico, além de intensivistas, cardiologistas e outros especialistas.

“Havia uma fila enorme de pessoas aguardando por uma cirurgia. No Hospital de Câncer funcionávamos em uma ala, com apenas 24 leitos, e com um centro cirúrgico que era prioritário para as cirurgias de câncer, isso fazia a capacidade operacional ser reduzida. Isso gerou uma espera de até dois anos. Hoje, um paciente demora em média três meses para ser operado”, afirmou o diretor.

Outro destaque é a capacidade do HTO realizar cirurgias de alta complexidade, como alongamentos ósseos, traumas graves de acetábulo e bacia, escolioses congênitas e adquiridas, videocirurgias artroscópicas complexas. De outubro a janeiro, foram 5.935 atendimentos, considerando-se cirurgias, consultas e outros procedimentos.

“Quando um hospital do Sistema Único de Saúde funciona bem, aumenta a procura por ele, inclusive de pacientes que costumam ser atendidos na rede particular. Temos observado esse movimento. Isso é um reconhecimento ao trabalho”, ressaltou Newton Gripp.

O Hospital de Traumatologia e Ortopedia funciona por meio de regulação – os pacientes precisam ser encaminhados por outras unidades de saúde para ter acesso à cirurgia no local. Com o atendimento rápido e humanizado, o que tem sobrado são os elogios dos pacientes.

“Estou no céu. Sendo bem atendida, com funcionários cuidadosos. Estou satisfeita e feliz. O hospital foi um presente para o estado. Acho que nem quero ir embora, vou ficar por aqui mesmo”, brincou Eloiza Rocha.

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