Falta de abastecimento causa transtornos à população em São Luís

Produtos essenciais à população, como combustíveis e itens alimentícios, estão difíceis de encontrar nos estabelecimentos de São Luís. Esse impasse ocorre pela falta de abastecimento, causada pela paralisação dos caminhoneiros, que ocorre em nível nacional e já está no seu nono dia. A categoria exige redução no preço do óleo diesel.

 

Faltam produtos nas prateleiras de supermercados

Em São Luís, caminhoneiros de diversos estados estão concentrados no Km 5 da BR-135 e também em outros trechos da rodovia federal. A manifestação não causa impacto ao fluxo de veículos menores. De acordo com o presidente do Sindicato dos Revendedores de Combustíveis do Maranhão (Sindcombustíveis-MA), João Rolim, 70% do total de 220 postos de combustíveis da capital maranhense estão abastecidos.

“Durante o último domingo, 20, caminhões-tanque saíram do Porto do Itaqui, escoltados, para abastecer os postos de São Luís. O abastecimento ocorreu de forma fracionada, mas os estabelecimentos receberam o produto. Calculamos que 70% dos postos dispõem do produto. Os outros 30% aguardam. Aqui na capital, havia 250 postos, mas alguns fecharam. Atualmente, contabilizamos 220”, explicou Rolim.

Alguns postos da capital maranhense e da Região Metropolitana de São Luís estão comercializando o litro da gasolina a quase R$ 5,00.

Ainda há caminhões parados na BR-135

Alimentos

O desabastecimento também reflete no setor alimentício. Alimentos de panificação e hortifruti já começam a faltar em um supermercado situado no bairro da Cohama.

Na Central de Abastecimento do Maranhão (Ceasa), bancas de frutas, legumes e hortaliças estavam vazias ou no limite, na manhã de ontem.

Ônibus – a frota de ônibus foi reduzida ontem em 30% na capital maranhense, de acordo com informações do Sindicato das Empresas de Transporte de São Luís (SET). Segundo o sindicato, a medida visa garantir um atendimento mínimo na cidade por conta da falta de combustível. A Prefeitura de São Luís, por sua vez, garantiu, em nota divulgada no domingo, que a frota de ônibus circularia em 100%.

 

Universidades – a Universidade Federal do Maranhão (UFMA) suspendeu as aulas ontem, devido à falta de combustíveis. Já as atividades administrativas da instituição ocorreram normalmente. Não houve aulas também na Universidade Estadual do Maranhão (Uema), a fim de minimizar os transtornos para a comunidade universitária, segundo a instituição. Algumas faculdades particulares também suspenderam as aulas.

Gás – o Sindigás informou, ontem, que algumas praças ainda possuem um estoque mínimo de GLP, apesar da situação caótica do abastecimento do produto em todo o Brasil. Por ele ser armazenável, tem a vantagem de permitir ao consumidor contar com uma reserva, em média, de até 22 dias.

Grevistas e forças policiais estão permitindo apenas a passagem de caminhões com GLP granel para abastecer serviços essenciais, como hospitais, creches, escolas e presídios. Porém, caminhões com botijões de 13kg, 20kg, 45kg vazios ou cheios com nota fiscal a caminho das revendas não são reconhecidos pelos grevistas como serviço essencial.

O Sindigás reitera que há gás nas bases. O problema no abastecimento deve-se às dificuldades de escoamento do produto pelas rodovias do país.

(Com informações do Imirante)

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *