Dinheiro recebido por ONGs do Fundo Amazônia não beneficia as mulheres que quebram babaçu

AQUILES EMIR

O site Diário do Poder, editado pelo jornalista Cláudio Humberto, traz, nesta terça-feira (03), mais uma grave denúncia sobre dinheiro do Fundo Amazônia recebido por ONGs brasileiras sem que tenha chegado ao seu real destino e tenha beneficiado quem realmente precisa de ajuda. De acordo com a nova denúncia, uma auditoria sobre o uso desses recursos constatou que R$ 9,2 milhões que seriam para melhorar a qualidade de vida de mulheres e crianças que sobrevivem da quebra do coco babaçu tiveram outro destino.

Desde sábado (31 de agosto), Cláudio Humberto, cuja coluna é publicada diariamente pelo Jornal Pequeno, vem revelando esquisitices nas contas de ONGs que recebem dinheiro do Fundo Amazônia, apontando como principais beneficiários desses recursos não o meio ambiente, muitos menos os povos das florestas, mas os próprios dirigentes das organizações não governamentais.

No que se refere à “assistência” a quebradeiras de coco, uma das atividades extrativistas mais tradicionais do Maranhão, o site informa que a Associação do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB), que estaria inadimplente, não comprovou o trabalhou que realizaria para erradicar o trabalho infantil, já que nas comunidades extrativistas, crianças começam a carregar e a quebrar babaçu desde os 6 anos.

Outra ação da entidade seria levar às casas dessas mulheres água encanada, luz elétrica, vasos sanitários e pôr fim ao “banho de cuia”, mas “seis meses depois da liberação da primeira parcela, de R$ 1,5 milhão, as mulheres continuam sem sentir qualquer mudança na sua precária situação de vida.

Amazônia – De acordo com Cláudio Humberto, uma auditoria em 18 contratos constatou um repasse de R$ 252,2 milhões, sem que haja comprovação correta da aplicação desse dinheiro. Ele cita como exemplo o repasse de R$ 14,2 milhões para a ONG Imazon, dos quais R$ 12,4 milhões foram gastos pelos próprios dirigentes da instituição, sendo que só consultoria foram R$ 3,7 milhões.

A Imazon teria faturado, em três contratos R$ 36,6 milhões, sendo que R$ 9,7 milhões foram aplicados em ações para contribuir na “mobilização de atores locais”.

Um outro repasse, de R$ 11,6 milhões, teve como destinatárioas as organizações não governamentais IBAM, IPAM e TNT Brasil, sem que estas tenham prestado contas sobre a aplicação do dinheiro.

(Maranhão Hoje – Com informações do DP)

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