Viana – Moradora faz apelo desesperado por ajuda: “a minha casa está quase caindo em cima da minha família”

Viana – A Desigualdade Social no Brasil é um problema que afeta grande parte da população brasileira, e, embora nos últimos anos ela tenha diminuído muitas famílias ainda padecem diante da exclusão de moradias e acesso ao mínimo básico para sobreviver.

Em Viana, a moradora Raimunda Serra, mãe de 4 filhas menores, desempregada, se encaixa nesse perfil de brasileiros que necessitam do assistencialismo do poder público.

A dona de casa, que é moradora do bairro Campo Novo, um dos mais pobres e vulneráveis do município, num ato de quase desespero, recorreu as redes sociais para revelar a sua situação de pobreza e abandono, e apelar ao poder público, ao empresariado ou a alguma alma caridosa que se compadeça da sua situação, pois a sua humilde residência – de taipa, coberta com telhas de amianto -, apresenta rachaduras, não possui móveis, tampouco eletrodomésticos.

O Blog Vianensidades apurou que a Secretaria de Assistência Social do Município, cuja secretária, Rivalgênia Moraes, filha da vice-prefeita, Lucimar Gonçalves, dispõe no momento de R$ 250.000,00 (Duzentos e cinquenta mil reais em caixa), em sua conta vinculada ao Fundo Municipal de Assistência Social, recursos oriundos do Bloco de Proteção Básica, do Governo Federal, que tem objetivo socorrer e amparar as famílias em situação de vulnerabilidade social. (Veja gráfico abaixo).

 

Alguns grupos de WatsApp já estão em campanha para revelar essas e outras situações de famílias vianenses, que sofrem com o descaso e o abandono dos seus bairros, na infraestrutura, falta de água, acesso a saúde e educação, e também necessitam da presença  dos órgãos públicos para combater essas desigualdades, pois suas únicas fontes de renda advém de programas sociais como o Bolsa Família, insuficientes para custear as despesas e levar uma vida digna.

Se alguém puder dar qualquer ajuda a Aparecida e seus filhos, favor entrar em contato com os telefones: 987497443 ou 984542491.

O que é

A assistência social é uma política pública, dever do Estado e direito de todo cidadão que dela necessitar. Foi instituída no Brasil pela Constituição Federal de 1988 e, em 7 de dezembro de 1993, foi criada a Lei Orgânica de Assistência Social (Loas), um passo muito importante para a política pública da assistência social no país. Esta lei faz parte do tripé da Seguridade Social (Saúde, Previdência e Assistência Social), que é um conjunto de medidas que buscam a proteção social dos cidadãos. Com a Loas, o Governo passa a instituir um orçamento para financiar programas, projetos, serviços e benefícios voltados a indivíduos e famílias em situação de vulnerabilidade social.

Desigualdade Social no Brasil

As regiões mais afetadas pelos problemas sociais são o Norte e o Nordeste do país, os quais apresentam os piores IDH’s (Índice de Desenvolvimento Humano) do Brasil.

Resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD-2011) e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), apontam a diminuição da pobreza e, consequentemente, da desigualdade social.

Assim, nos últimos anos 28 milhões de brasileiros saíram da pobreza absoluta e 36 milhões entraram na classe média.

Entretanto, estima-se que 16 milhões de pessoas ainda permanecem na pobreza extrema.

Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), as transferências do Programa Bolsa Família são responsáveis por 13% da redução da desigualdade no país.

Causas e Consequências

Embora o Brasil esteja entre os dez países com o PIB mais alto, é o oitavo país com o maior índice de desigualdade social e econômica do mundo.

Segundo relatório de ONU (2010) as principais causas da desigualdade social são: Falta de acesso à educação de qualidade; Política fiscal injusta; Baixos salários; Dificuldade de acesso aos serviços básicos: saúde, transporte público e saneamento básico.

Decorrente, essencialmente, da má distribuição de renda, as consequências da desigualdade social no Brasil são observadas pela: favelização; pobreza; miséria; desemprego; desnutrição; marginalização; violência.

Estudiosos propõem soluções para o problema, dentre eles: aliar democracia com eficiência econômica e justiça social.

(Com informações do Portal Toda Matéria)

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