Empresário recupera ruas de comunidade abandonada, em Viana-MA

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Já virou rotina no município. Inúmeras comunidades, depois de não serem atendidas em seus anseios pela prefeitura, estão apelando para vários jovens empreendedores para dar soluções em seus locais de convivência, a maioria com problemas de infraestrutura e iluminação pública.

O empresário Fellickson do Posto, proprietário do posto Vinólia, dentre outros empreendimentos, é um dos mais procurados nestes tempos de crise econômica – principal desculpa das gestões para não cumprirem com suas obrigações -, já perdeu a conta de quantos pedidos teve que atender, mas, ressalta que resolver problemas de infraestrutura e iluminação é tarefa do poder municipal.

Desta vez foi a comunidade Sabiá, no bairro Campo Novo (um dos mais carentes de Viana), teve suas ruas e vielas (oito no total), raspadas com trator, de forma que a Cemar também pudesse trafegar na área e levar energia elétrica para as famílias.

Fellickson conversa com moradores sobre as carências da comunidade

“Sou um jovem empreendedor, amo a minha cidade e faço o possível dentro das minhas limitações. Mas, deixo bem claro que estou fazendo porque sei das dificuldades das pessoas em se locomover em ruas cheias de lamas e buracos e também às escuras, o que se torna um grande risco de assalto”, disse o empresário.

Ascensão política

Esse tipo de colaboração, felizmente, também já acontece em outras regiões, onde os empresários mais bem sucedidos adotam uma espécie de “colaboração social”, associando os seus nomes e ou marcas junto às comunidades, claro, sempre em busca de reconhecimento ou futuras aspirações políticas.

Nesse caso, fica evidente que, caso essas obras tenham qualidade e durabilidade, já se torna um atestado de boa gestão e, também a compreensão de que uma obra pública custa caro é preciso conservar e valorizar o bem comum.

O que não pode acontecer é as Prefeituras assistirem de camarote a realização de obras de sua responsabilidade, abrindo assim precedentes para que outros as realizem com recursos privados, dos seus negócios, afinal, os recursos do FPM – Fundo de Participação dos Municípios, não se destinam tão somente para custear banquetes, farras e festanças com o dinheiro público.

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