“A Fazenda Bacazinho”, o livro que marca a estreia de Nonato Reis na crônica

O estilo leve e sedutor, a descrição minuciosa de cenas e personagens e o senso de humor característico de suas obras dão o tom de “A Fazenda Bacazinho”, livro que assinala a estreia do jornalista e escritor Nonato Reis na crônica. Antes ele já havia lançado os romances “Lipe e Juliana” (2017) e “A Saga de Amaralinda” (2018), ambos com edição esgotada.

Divulgação

A Fazenda Bacazinho é uma das atrações da Feira do Livro de São Luís deste ano, a XIII FeliS, que acontecerá no período de 11 a 20 de outubro, no Multicenter Sebrae. O lançamento está marcado para o dia 19/10, às 19h30, no espaço do Café Literário da FeliS.

São 60 textos ambientados em uma velha fazenda do povoado de Ibacazinho, município de Viana, que pertenceu à Igreja Católica. A fazenda remonta ao século XIX, e há dúvidas quanto à sua origem. “Conta a lenda que durante uma travessia do gado dos campos alagados para os tesos, os criadores teriam sido surpreendidos por um forte temporal, e um deles, temendo perder toda a criação e a própria vida, fizera uma promessa à santa, de dar a ela metade da sua criação, caso saíssem ilesos daquela tempestade”, explica Nonato Reis.

O temporal, como que por encanto, se dissipara e o sol voltara a brilhar sob céu claro. “O fazendeiro, porém, voltara atrás na promessa, ficando em dívida com a santa. Uma forte praga se abatera, então, sobre sua fazenda, matando toda forma de vida ali existente, inclusive, o dono da propriedade”.

Depois disso, temendo serem atingidos pela maldição, todos os anos, cada criador doava duas reses para a santa, nascendo daí um imenso patrimônio. Conforme Nonato Reis, no período áureo da fazenda, nos 60 E 70, Nossa Senhora da Conceição, padroeira de Viana, chegou a ter mais de 2.000 cabeças de gado, tornando-se uma das maiores fazendeiras da região.

O livro aborda os hábitos e costumes do Ibacazinho, um povoado surgido na esteira da catequese jesuítica. Os textos falam de lendas, mistérios e tradições do lugar, com destaque para aparição de espíritos e figuras alegóricas da cultura da Baixada. “A Fazenda Bacazinho” presta também homenagem a personagens que fizeram a história do povoado, no espaço temporal de 100 anos, a partir do final do século XIX. (NR).

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