Cézar Bombeiro cria ONG e incentiva atividades culturais na Liberdade

O líder do PSD na Câmara de São Luís, vereador Cézar Bombeiro, lançou um projeto cultural no bairro da Liberdade aproveitando as comemorações dos 102 anos da comunidade.

A ONG Saci Pererê oferece aos moradores do bairro oficinas de música, dança, tambor de crioula e capoeira. Para o parlamentar, esse é um projeto importante que visa ampliar as atividades culturais na comunidade e fazer com que os jovens possam ter um poder de inserção maior na comunidade.

Via Blog do Genivaldo Abreu

Viana e preconceito: a dor que aniquila a alma

Arquivo Google

Por Nonato Reis*

Viana já foi uma cidade marcadamente preconceituosa. Discriminava pela cor da pele, pelo poder aquisitivo, pelo comportamento sexual e até pela origem. Aqueles que residiam na zona rural padeciam desde o nascimento; eram tratados como subclasse, e muitos não tinham sequer o direito de serem identificados pelo nome. Eu e outros da minha época, egressos de uma comunidade ribeirinha, éramos chamados simplesmente de “Bacazinho”, embora o nome do nosso povoado seja grafado com o acréscimo de um “i” no início dessa palavra.

Mas era no plano social que a segregação se dava de forma ainda mais cristalina. Havia clubes de festa para negros, mulatos (cruzamento de negro com branco), prostituta, e, claro, para brancos.

Os brancos, aliás, se julgavam imaculados e se davam o direito de frequentar todos os espaços, o que jamais acontecia de modo inverso. O Grêmio era o reduto da elite, mas quem era branco, ainda que pobre, desde que com uma amizade ascendente, podia ter acesso ao salão de festa do clube.

Na minha época de menino corria uma história engraçada, envolvendo uma família tradicional da cidade, da qual pertenciam o Padre Eider Silva e a Dona Edith, lendária professora do município, que fez história por seu carisma e pela maneira peculiar de ensinar geografia, desenhando os acidentes geográficos em plena lousa, à semelhança de um mapa cartográfico.

Conta-se que num dia de carnaval, o salão do Grêmio apinhado de gente, um dos irmãos Silva, conhecido por Zé Gato, famoso pelo senso de humor, acercou-se do presidente do clube, Caturro de Auro, e no seu ouvido segredou em tom grave. “Caturro, aqui está cheio de ‘gato’. Como é que você permite uma coisa dessa?” (na época a palavra gato tinha uma conotação pejorativa, era usada também para designar prostituta).

Assustado, o presidente quis saber onde estavam os tais gatos, para que fossem convidados a se retirarem. E Zé, na maior cara de pau, respondeu: “estão todos ao seu redor: eu, João, Rosa, Edith … (e foi dando o nome de todos os membros da família, que eram chamados pelo sobrenome de Gato). O riso foi geral.

Piadas à parte, a coisa não tinha nada de divertido, e muita gente sofreu na pele a dor de ser discriminado em público. Eu me incluo nessa triste relação. Certa vez, em plena sala de aula, a diretora da escola, que nutria por mim indisfarçável antipatia, adentrou a turma sem pedir licença, cravou os olhos em mim e disparou, alto e bom som: “Aqui tem gente que parece que não toma banho. A farda, de tão encardida, só pode ser lavada em água de poção (designação de córrego)”.

Aquilo doeu fundo feito um punhal encravado na alma, não apenas pelo efeito direto da ofensa, mas em face da injustiça contra minha mãe, que cuidava dos filhos com um zelo comovente. Mesmo morando no mato, nossa roupa era sempre bem levada e engomada. À noite, jamais sentávamos à mesa para jantar, antes de tomar banho e trocar as vestes, as unhas devidamente aparadas. Na hora de dormir, a reza de todas as noites: um pai-nosso, uma ave-maria, as oferendas e os pedidos ao reino dos céus.

De outra feita a diretora cismou com o meu cabelo que, entre os 13 e 14 anos, era o que eu exibia de mais atraente. Loiros, encaracolados, caídos aos ombros. Comparavam-me ao São João ocidental, pintado em telas a óleo. Ela achou aquilo um disparate para os padrões da escola, cujo traço mais visível era a disciplina. “Com esse cabelo você não entra mais em sala de aula. Pode cortá-los e bem rente!”, ordenou.

Com dor no coração, cortei-os. Ela achou pouco. “Tem que cortar mais!”. Cortei de novo. Não a satisfez. No terceiro corte, meu avô se encrespou e foi ter com ela. “Isso o que a senhora faz com o meu neto não é certo. O que há por trás dessa malvadeza?”. Resolveu. Mas a essa altura, nada mais me confortaria. A minha vaidade já havia sido ferida de morte.

Os duros golpes de preconceito eu tentava compensar com desempenho escolar. Houve um tempo em que fui alçado ao posto de primeiro da turma, o que me dava visibilidade, mas me deixava mal com os colegas, que iam à forra inventando apelidos, a maioria depreciativos. Porque tenho a cabeça meio achatada, igual cearense, me chamavam de “cabeça doida”, numa mistura que juntava anatomia e inteligência.

Na sexta série ginasial, lá pelo mês de setembro, carregado de notas 10 em História, eu me recusei a fazer um trabalho em grupo, que somaria pontos na nota mensal. As reuniões do grupo aconteceriam à tarde, o que me obrigava a permanecer na cidade, sem casa e comida. Sabedora, a professora me premiou com um Zero, mesmo tendo fechado a prova mensal.

Pior foi o que aconteceu com um primo, o “Lourinho”, excelente aluno de Matemática. Um colega seu, que sentava atrás dele, desenhou um “24” (número atribuído ao veado) em suas costas.

Indignado, ele tirou a blusa no meio da aula e a exibiu à professora. Foi simplesmente expulso da escola, mesmo com um monte de gente intercedendo a seu favor. Teve que terminar o curso em outro colégio, enquanto o verdadeiro autor da confusão não sofreu nenhuma punição.

Só quem já foi vítima de preconceito conhece os efeitos danosos dessa praga na natureza humana. Até hoje trago comigo as marcas da segregação. Sempre que vou a Viana, coisa que faço cada vez com menos frequência, procuro me refugiar à beira do rio Maracu, onde nasci, e me encontro com as minhas origens.

Da cidade poucas coisas cultivo, exceto o amor por sua história e o fascínio pela arquitetura de seus prédios coloniais. Pouco a visito. É como uma tela bonita que contemplo, porém desconfiado, guardo distância.

*Jornalista | Escritor

Publicado originalmente no Jornal Pequeno, em 28/07/2013

Vereador Cézar Bombeiro: Eduardo Braide é o pré-candidato da vontade do povo

O vereador Cézar Bombeiro manifestou-se hoje sobre a pré-candidatura do deputado federal Eduardo Braide à prefeitura de São Luís. O nome dele transita com muita força e carinho nos meios comunitários pela conquista da credibilidade e de se constituir em uma esperança de mudança que o povo quer.

Nesta eleição teremos o Eduardo Braide  sendo enfrentado por grupos políticos, numa união contra os anseios coletivos, mas felizmente o povo de São Luís já fez a sua escolha e não vai se deixar influenciar pelos inúmeros engodos que estão sendo postos, como ocorreu há 04 anos.

O resultado todos conhecem, principalmente as populações dos bairros, os usuários dos transportes coletivos, os que sofrem nas filas de marcações de consultas e de uma maneira bastante dolorosa as milhares de crianças que são excluídas do direitos a educação, sem falarmos nas creches que deixaram de ser construídas.

Na Câmara Municipal, eu com um pequeno número de vereadores, que defende os direitos e os interesses coletivos é ignorado pelo executivo municipal, mas nem por isso deixamos de lutar. Eduardo Braide, eu acredito juntamente com o povo será a grande redenção de São Luís ao desenvolvimento com o foco principal na seriedade, no compromisso e na transparência, de há muito ausente na atual administração da prefeitura de São Luís. Vamos todos para a luta para que possamos transformar nossos sonhos em realidade, acreditando que outra cidade de São Luís, é possível, afirma Cézar Bombeiro.

(Via Blog do Aldir Dantas)

IFMA abre inscrições para curso de inglês gratuito e online

São ofertadas 40 vagas e as inscrições estão abertas até dia 30 de julho.

Data de aplicação das provas do IFMA é alterada para janeiro de 2017 — Foto: Flora Dolores/O Estado

O Instituto Federal do Maranhão (IFMA) Campus Porto Franco lançou projeto de extensão que irá ofertar um curso de conversação em Língua Inglesa em nível intermediário gratuito para a comunidade. As aulas iniciam em agosto/2020 e encerram em dezembro/2020. O curso está dividido em seis módulos e é totalmente gratuito.

São ofertadas 40 vagas e as inscrições estão abertas desde às 8 horas desta segunda-feira (27) e prossegue até às 23 horas do dia 30 de julho (quinta-feira). As inscrições devem ser realizadas por meio de formulário eletrônico disponível na internet.

No momento da inscrição, os candidatos devem anexar um arquivo de áudio ou vídeo seguindo orientações do teste de nível disponíveis no próprio formulário. Em caso de dúvidas, os contatos podem ser realizados pelo e-mail: [email protected]

O “English Conversation Course” tem como objetivo estabelecer um espaço de interação e contato com a Língua Inglesa em situações reais de uso que possibilitem o aprimoramento da competência comunicativa dos participantes. Os concludentes receberão certificação ao término do curso. Acesse o edital clicando aqui.

O curso será ofertado de forma online através de plataformas virtuais, Google Classroom e Google meet e terá carga horária total de 40h. As aulas irão acontecer nas segundas-feiras das 14h às 16h.

(Por G1 MA — São Luís)

Endividamento aumenta entre famílias mais pobres em julho

Pesquisa aponta queda no endividamento entre os mais ricos

Moeda Nacional, Real, Dinheiro, notas de real

O percentual de famílias com dívidas atingiu 67,4% em julho, o maior nível da série histórica da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgou hoje (28) a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

O crescimento se deve ao aumento do endividamento das famílias com até 10 salários mínimos de renda, que chegou ao recorde de 69% em julho, acima dos 68,2% de junho e dos 65,4% de julho de 2019. Por outro lado, o grupo de famílias com renda superior a esse patamar teve uma redução do endividamento, chegando a 59,1% em julho, abaixo dos 60,7% em junho. Apesar disso, o percentual ficou acima dos 58,7% de julho de 2019.

“As necessidades de crédito têm aumentado para as famílias com menor renda, seja para pagamento de despesas correntes, seja para manutenção de algum nível de consumo”, analisa a CNC em texto de divulgação da pesquisa, que compara: “por outro lado, para as famílias de maior renda, tem aumentado a propensão a poupar”.

A pesquisa é realizada mensalmente com 18 mil consumidores e considera como dívidas as despesas declaradas com cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal, prestação de carro e de casa, ainda que estejam em dia.

A Peic também questiona os entrevistados sobre dívidas ou contas em atraso, percentual que chegou a 26,3% no geral, o maior valor desde setembro de 2017.

Mais uma vez, o percentual cresceu para as famílias de menor renda e caiu para as mais ricas. Enquanto os lares com até 10 salários mínimos tiveram aumento de 28,6% em junho para 29,7% em julho, para os demais, o percentual caiu de 11,3% para 11,2%. 

Outro percentual calculado pela pesquisa é o das famílias que não terão condições de pagar suas dívidas, que chegou a 12% em julho, acima dos 11,6% de junho e dos 9,6% de julho de 2019. Nesse caso, o percentual cresceu para os dois grupos de renda: de 13,2% em junho para 13,7% em julho no caso das mais pobres; e de 4,7% em junho para 4,9% em julho no caso das mais ricas.

Nível de endividamento

O número de pessoas que se declararam muito endividadas teve, em julho, sua primeira queda desde o início do ano. O percentual caiu de 16,1% em junho para 15,5%. No ano passado, porém, essa fatia dos entrevistados era de 13,3%.

Em média, as famílias declararam que as dívidas consomem 30,3% de sua renda, percentual que caiu em relação a junho, quando era de 30,4%. Já em julho de 2019, eram 29,9%.

Ainda segundo a pesquisa, o tempo médio de comprometimento com dívidas cresceu e chegou a 7,4 meses em julho. Uma parcela de 21,2% das famílias declarou ter dívidas até três meses, enquanto 34,5%, por mais de um ano. Também se elevou o tempo médio para quitação das dívidas das famílias inadimplentes, de 60,7 dias em junho para 61 dias em julho.

Tipo de dívida

A dívida mais comum entre os brasileiros é o cartão de crédito, declarado por três em cada quatro entrevistados, com 76,2%. Carnês foram mencionados em 17,6% das entrevistas; financiamento de carro, em 11,3% e financiamento de casa, em 10,1%.

A CNC avalia que há sinais de alguma recuperação da economia a partir de maio e junho, mas a proporção de consumidores endividados no país é elevada.

“Assim, é importante seguir ampliando o acesso ao crédito com custos mais baixos, como também alongar os prazos de pagamento das dívidas para, com isso, mitigar o risco do crédito no sistema financeiro”, afirma o texto, que destaca que benefícios emergenciais têm impactado positivamente o consumo, e as quedas de taxas de juros e inflação podem favorecer o poder de compra dos consumidores.

(Agência Brasil)