Viana – Comoção e música na despedida do músico Pinininho

“Pinininho” foi morto quando iniciava o turno de trabalho, no Posto Luiza, em Viana-MA

Centenas de vianeses acompanharam hoje (30), pela manhã, o cortejo fúnebre do vigilante José Inaldo Torres Sousa, o Pinininho, 34 anos, que trabalhava no Posto Luiza, na MA-014, em Viana-MA e que foi barbaramente assassinado com um tiro no peito, nesta segunda-feira (29), quando chegava para trabalhar. (Reveja)

Pinininho que também era músico, saxofonista, foi homenageado por seus colegas das bandas “Vadia” e “Rabo Seco Venenosa”, desde a saída da casa dos seus pais – onde foi velado – até o cemitério municipal São Sebastião.

A multidão fez questão de parar em frente à conveniência do posto, para um minuto de silêncio e homenagens ao músico, cuja partida precoce deixou muita tristeza em sua legião de amigos. ASSISTA AOS VÍDEOS:

 

 

Editorial

VIANA – CIDADE ABANDONADA

Como dizia o político e escritor mexicano Jaime Bodet, “um homem morre em mim todas as vezes que um homem, em qualquer parte, é assassinado…”

A pacata Viana, Cidade dos Lagos, foi palco de duas tragédias: dois assassinatos praticados de forma brutal e desumana, a luz do dia, deixando a população revoltada, triste e o sentimento que fica é de abandono, desamparo e impotência.

Será que a vida deixou de ser uma bênção de Deus, para ser uma concessão do crime?

Todos estão perplexos! A quem recorrer? A quem solicitar socorro?

Vivemos dias tristes, inimagináveis de muito sofrimento diante de uma pandemia que assola o mundo.

E o que assistimos diante dos nossos olhos, ao nosso lado, e ao mesmo tempo distante a léguas da resolução dos nossos problemas?

Uma gestão municipal que passa três semanas para lavar filtros do SAAE, deixando cidade sem água, sem higiene e suja;

Um lamaçal na Zona Rural, buracos, esgotos, escolas abandonadas entregues ao matagal e esconderijo de bandidos;

Uma feira ninho de urubus, ratos e imundices de toda ordem;

Um prefeito perdido, sem preparo para administrar, mas muito esperto para lidar com o erário para beneficiar seus amigos, familiares e seus abomináveis vícios;

Uma Câmara de Vereadores, cuja maioria se comporta como “troiras”, amarrados pelo rabo financeiro para se sustentarem como cidadãos. Nenhum gesto, nenhum pronunciamento, nenhuma audiência pública para debater nossos infortúnios.

Viana, Cidade Pólo da Baixada, com quase 60 mil habitantes, possui um aparato policial pífio, com viaturas sucateadas; onde só se faz um Boletim de Ocorrência até quinta-feira, e mesmo assim tendo que aguardar as ocorrências da cidades vizinhas, enquanto o tráfico e a bandidagem fazem o que bem entendem;

Estamos com medo: de sair, de conversar, de andar nas ruas e com vergonha de ser vianenses.

QUEREMOS RESPOSTAS, QUEREMOS JUSTIÇA!

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