A nova Praça do Panteon

Arquivo

Por Luiz Carlos Pinheiro Gomes*

A bem da verdade, aquele é um logradouro relativamente novo sendo assim denominado pela Lei Municipal n.º 442 de 30/7/1954. E encravado no antigo Largo do Quartel, espaço que em outros tempos também era chamado de Campo de Ourique. A Câmara de São Luís em 20/4/1998, pela Lei Municipal n.º 3697, designou aquele local como de homenagem póstuma oficial e permanente àqueles que tenham prestado relevantes contribuições às Letras e às Artes no Maranhão.

Os 16 bustos que outrora ali existiam — e 1 (um) inidentificável, pois algumas placas que os nomeavam desapareceram, foram colocados isoladamente um a um ao longo do tempo por familiares dos homenageados e por entidades ligadas à cultura como o Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão (IHGM) e a Academia Maranhense de Letras (AML). Contam que o primeiro monumento implantado foi o de Artur Azevedo seguido pelos de Raimundo Corrêa, Dunschee de Abranches e Nascimento Moraes.

Decerto o critério atual adotado pelo IPHAN/Prefeitura de São Luís foi o de manter os bustos das 16 personalidades que estavam ali anteriormente, retirando, não se sabe bem por que, os bustos de Domingos Perdigão e de Humberto de Campos! Sabe-se ainda que as peças originais foram retiradas e guardadas desde 2007 no pátio do Museu Histórico e Artístico do Maranhão (MHAM) com o objetivo louvável de se evitar por vandalismo a depredação das mesmas e por sugestão de membros da AML. Agora acrescentaram os bustos de Silva Maia, Josué Montelo, Teixeira Mendes e Clodoaldo Cardoso, perfazendo assim os 18 monumentos atuais.

Registre-se, por oportuno, que em que pese o nome pomposo “Panteon” que em latim se escreve Pantheon e em grego clássico significa Panteão (local comum a todos os deuses ou mausoléu de pessoas notáveis), a nossa Praça do Panteon — não vai lamentavelmente e por tradição — ostentar os nomes dos maiores expoentes da literatura, da história e da política do Maranhão. Nem tampouco vai expor os monumentos dos maiores vultos nas letras do nosso estado biografados pelo Plutarco Maranhense, Henriques Leal, em sua magistral obra Pantheon Maranhense! Diga-se os bustos das glórias consagradas da inteligência maranhense como de Odorico Mendes,  Sotero dos Reis, João Lisboa, Gonçalves Dias e de tantos outros.

Figuram após a reinauguração da praça os bustos de Henriques Leal, Gomes de Castro, Coelho Neto, Gomes de Souza, Ribamar Bogéa, Nascimento Moraes, Maria Firmina, Raimundo Correia, Urbano Santos, Teixeira Mendes, Corrêa de Araújo, Josué Montelo, Silva Maia, Bandeira Tribuzi, Dunshee de Abranches, Clodoaldo Cardoso, Artur Azevedo e Arnaldo Ferreira. Portanto de 18 personalidades.

Em tempos anteriores, aquele logradouro ostentava os bustos de Henriques Leal, Gomes de Castro, Coelho Neto, Gomes de Souza, Ribamar Bogéa, Nascimento Moraes, Maria Firmina dos Reis, Raimundo Corrêa, Urbano Santos, Corrêa de Araújo, Bandeira Tribuzi, Dunshee de Abranches, Arthur Azevedo, Arnaldo de Jesus Ferreira, Domingos Perdigão e Humberto de Campos. Portanto de 16 personalidades.

Sugerimos que nos 16 espaços de 2 a 3m existentes entre os pedestais atuais, recebam os bustos daqueles que foram a essência da cultura do Maranhão e que lamentavelmente foram esquecidos.

Vista aérea do Complexo Deodoro, em São Luís (MA). Foto de Meireles Jr. Cortesia Iphan.

No que tange à Praça Deodoro (antiga Praça da Independência), muitos devem ter ficado aqui curiosos porque não mencionamos nestas linhas este topônimo tão conhecido na cidade inclusive como todo aquele espaço. Consultando várias fontes, muitas divergentes e confusas, concluímos que esta praça compreende aquele quadrilátero que vai da Rua de Santaninha (Salvador de Oliveira) à Rua dos Remédios (Rio Branco) margeado pelas ruas da Paz e do Sol e em frente da Praça do Panteon, local onde existia um camelódromo.

Com referência às plaquetas de identificação, cheias de erros gramaticais e ante a reação dos visitantes, acho que deverão ser melhoradas as suas redações urgentemente, e enriquecidos os seus textos por membros da AML, ou da ALL, ou do IHGM, se assim acharem necessário. Outrossim, sugerimos ser substituídas por placas de bronze que terão inegavelmente uma vida útil infinitamente superior às recém-colocadas.

*Vianense / Engenheiro | Publicado no Jornal O Estado do Maranhão, edição do dia 4/1/2019.

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