Conhecendo os monumentos da nossa cidade. Canto do Galo.

De acordo com Travassos Furtado, no livro “Minha vida, minha luta”, a ideia de colocar o galo nessa esquina foi do português Manoel Julio da Silva, que tinha seu comércio no local. A estatueta foi trazida de Portugal e foi colocada ali no dia 30 de setembro de 1889, após ser conduzida em passeata festiva pela cidade com direito a banda de música e muitos foguetes. Portanto, há mais de um século que a imponente estatueta do galo vem acompanhando os acontecimentos da cidade e o desfile de incontáveis gerações de vienenses.

Em 1963, depois do sumiço da ave original, o então prefeito José Pereira Gomes mandou confeccionar um novo galo para continuar sua vigília secular na mesma esquina. Até a década de 80, o galo ficava exposto na casa onde residiu a professora Santoca Gomes. Com a construção de uma igreja evangélica no mesmo local, o galo foi transferido para o prédio em frente, hoje ocupado pela Biblioteca Municipal.

Pintura de autoria do artista plástico vianense Botelho, mostrando a estatueta do galo ainda no lado esquerdo de quem descia a rua.

Fonte de inspiração para compositores e poetas vianenses, além de ponto preferido pelos seresteiros do passado, essa tradicional esquina dividia a cidade na “parte de cima” e na “parte de baixo.”

Para maiores detalhes sobre o desaparecimento do galo, ver O Renascer Vianense, edição número 13 – agosto de 2006.

Por Luiz Alexandre Raposo – Academia Vianense de Letras – AVL

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