Conhecendo os monumentos da cidade

Fundidos em Lisboa, em 1848, estes sinos acompanharam a caminhada do povo vianense por quase um século e meio, repicando tanto nos momentos festivos como nos momentos de infortúnio.

No final da década de 1970, os dois históricos sinos foram retirados do campanário da torre da igreja e substituídos por um novo par de instrumentos, pois um deles apresentava uma pequena rachadura que prejudicava a sonoridade do conjunto.

Em 1982 descobriu-se que os sinos haviam sido vendidos ao Governo do Estado pelo então bispo da Diocese de Viana, Dom Adalberto Paulo da Silva. A revolta da população foi geral, deflagrando-se a partir daí uma acirrada campanha pela recuperação dos sinos, a qual alcançaria repercussão nacional na mídia da época, principalmente por meio da cantora e compositora Dilu Melo e do jornalista vianense Benedito Francisco Silva  ( ambos radicados no Rio de Janeiro). Dilu telefonou para sua amiga Hebe Camargo, à época na TV Bandeirantes, pedindo que o caso dos sinos de Viana fosse denunciado no seu programa. Hebe prontamente atendeu à solicitação da amiga e a reportagem denúncia foi levada ao ar. Em poucos minutos, a produção do programa recebeu um telefonema do então governador do Maranhão, Luis Rocha, prometendo devolver os sinos à sua cidade de origem.

Mas somente depois de seis anos, em 6/6/1987, os sinos retornaram de fato a Viana, quando foram recebidos com festa pela comunidade. Inicialmente ficaram expostos no jardim da Prefeitura Municipal.

Tombados como Patrimônio Cultural do Maranhão, atualmente os sinos históricos encontram-se em exposição pública no alto de um campanário de madeira (especialmente doado pelo governo Jackson Lago), ao lado da Catedral da Diocese de Viana  (antiga Igreja Matriz ).

Por Luiz Alexandre Raposo (Acadêmico da AVL)

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *