Ex-doméstica, maranhense é classificada na primeira fase do ‘The Voice +’

Yeda Maranhão também é sambista do Salgueiro teve voz comparada à de Alcione nas redes sociais.

Ex-doméstica, maranhense é classificada na primeira fase do ‘The Voice +’ — Foto: Reprodução/TV Globo

Yeda Maranhão é o nome da maranhense de 76 anos que participou da primeira audição às cegas do “The Voice +”, novo reality show da TV Globo. A cantora escolheu a música “Nem Morta”, interpretada originalmente por Alcione, onde três cadeiras viraram para a artista.

A maranhense revelou que teve uma infância difícil, que onde morava nem tinha luz elétrica: “Tive meus filhos e o pai deles me abandonou, então fui para o Rio de Janeiro trabalhar em casa de família e ajudar minha mãe que ficou com eles lá. Encontrei uma grande patroa, Dona Beatriz, que me ensinou tudo e que me levou em um lugar para me apresentar. Ali, foi me dando mais vontade de cantar.”

Yeda, que estava usando um look confeccionado por ela própria, escolheu escolheu o Time Mumuzinho para disputar as próximas fases do reality show.

Quando trabalhava como doméstica, a artista lavava roupa cantando e foi aí que a patroa viu seu talento. Ela também já foi cabeleireira, manicure e costureira. Hoje, integra a ala de compositores do Salgueiro e já foi até indicada ao Grammy Latino.

“Comecei a andar em escolas de samba e fiz um samba para o Salgueiro, o presidente gostou e disse que dali para frente eu seria batizada na ala de compositores, como sou até hoje. Fiz parte do grupo musical da Velha Guarda. Em 2004, fomos indicados ao Grammy Latino. Sou uma cantora do povo”, vibrou Yeda, aplaudida pelos técnicos.

Após sua apresentação, a maranhense ainda recebeu elogios da jurada Claudia Leitte. “Sua história é inspiradora, seu vestido é lindo”, comentou.

Yeda Maranhão é participante da 1ª temporada do ‘The Voice +’ — Foto: Divulgação/TV Globo

(G1-MA)

Primeira vacinada será enfermeira do Emílio Ribas em SP

SÃO PAULO – A enfermeira Mônica Calazans, de 54 anos, será a primeira pessoa vacinada contra a Covid-19 no Brasil, com o imunizante CoronaVac, desenvolvido pelo Instituto Butantan, em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac. A informação é do Instituto de Infectologia Emílio Ribas.

Mônica Calazans, de 54 anos, é diabética, obesa e hipertensa e trabalha há oito meses no hospital

Com a aprovação pela maioria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) neste domingo, 17, do uso emergencial do fármaco, Calazans e outros profissionais de saúde indicados por hospitais públicos e que trabalham na linha de frente do combate à Covid-19 serão vacinados pelo governo de São Paulo.

Anvisa:  Dois diretores votam a favor do uso emergencial da CoronaVac e da vacina de Oxford contra a Covid-19

Diabética, obesa e hipertensa, a enfermeira faz parte de grupo de risco e trabalha na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Emílio Ribas, em São Paulo. A instituição é referência no tratamento de doenças infecciosas.

Em maio, quando a pandemia atingia alguns de seus maiores picos, Mônica Calazans se inscreveu para trabalhar no Emílio Ribas, mesmo ciente de que a unidade estaria no epicentro do combate à pandemia. A vocação falou mais alto, diz. A informação foi antecipada pela Folha de S.Paulo.

Mônica Calazans trabalhou como auxiliar de enfermagem durante 26 anos. O diploma universitário veio mais tarde, aos 47. Viúva e mãe, nem ela nem o filho de 30 anos se infectaram com a Covid-19. A família, entretanto, não passou isenta pela pandemia. Seu irmão caçula, auxiliar de enfermagem de 44 anos, ficou internado por 20 dias com a doença.

Mônica será vacinada na tarde deste domingo, logo após ao pronunciamento do governador João Doria no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Ela receberá a imunização das mãos da enfermeira Jéssica Pires de Camargo, de 30 anos, mestre de Saúde Coletiva pela Santa Casa de São Paulo. Na sequência, Mônica receberá do governador um selo simbólico com os dizeres “Estou vacinado pelo Butantan” e uma pulseira com a frase “Eu me vacinei”.

(GLOBO.COM)