IFMA abre inscrições para curso de inglês gratuito e online

São ofertadas 40 vagas e as inscrições estão abertas até dia 30 de julho.

Data de aplicação das provas do IFMA é alterada para janeiro de 2017 — Foto: Flora Dolores/O Estado

O Instituto Federal do Maranhão (IFMA) Campus Porto Franco lançou projeto de extensão que irá ofertar um curso de conversação em Língua Inglesa em nível intermediário gratuito para a comunidade. As aulas iniciam em agosto/2020 e encerram em dezembro/2020. O curso está dividido em seis módulos e é totalmente gratuito.

São ofertadas 40 vagas e as inscrições estão abertas desde às 8 horas desta segunda-feira (27) e prossegue até às 23 horas do dia 30 de julho (quinta-feira). As inscrições devem ser realizadas por meio de formulário eletrônico disponível na internet.

No momento da inscrição, os candidatos devem anexar um arquivo de áudio ou vídeo seguindo orientações do teste de nível disponíveis no próprio formulário. Em caso de dúvidas, os contatos podem ser realizados pelo e-mail: [email protected]

O “English Conversation Course” tem como objetivo estabelecer um espaço de interação e contato com a Língua Inglesa em situações reais de uso que possibilitem o aprimoramento da competência comunicativa dos participantes. Os concludentes receberão certificação ao término do curso. Acesse o edital clicando aqui.

O curso será ofertado de forma online através de plataformas virtuais, Google Classroom e Google meet e terá carga horária total de 40h. As aulas irão acontecer nas segundas-feiras das 14h às 16h.

(Por G1 MA — São Luís)

Endividamento aumenta entre famílias mais pobres em julho

Pesquisa aponta queda no endividamento entre os mais ricos

Moeda Nacional, Real, Dinheiro, notas de real

O percentual de famílias com dívidas atingiu 67,4% em julho, o maior nível da série histórica da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgou hoje (28) a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

O crescimento se deve ao aumento do endividamento das famílias com até 10 salários mínimos de renda, que chegou ao recorde de 69% em julho, acima dos 68,2% de junho e dos 65,4% de julho de 2019. Por outro lado, o grupo de famílias com renda superior a esse patamar teve uma redução do endividamento, chegando a 59,1% em julho, abaixo dos 60,7% em junho. Apesar disso, o percentual ficou acima dos 58,7% de julho de 2019.

“As necessidades de crédito têm aumentado para as famílias com menor renda, seja para pagamento de despesas correntes, seja para manutenção de algum nível de consumo”, analisa a CNC em texto de divulgação da pesquisa, que compara: “por outro lado, para as famílias de maior renda, tem aumentado a propensão a poupar”.

A pesquisa é realizada mensalmente com 18 mil consumidores e considera como dívidas as despesas declaradas com cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal, prestação de carro e de casa, ainda que estejam em dia.

A Peic também questiona os entrevistados sobre dívidas ou contas em atraso, percentual que chegou a 26,3% no geral, o maior valor desde setembro de 2017.

Mais uma vez, o percentual cresceu para as famílias de menor renda e caiu para as mais ricas. Enquanto os lares com até 10 salários mínimos tiveram aumento de 28,6% em junho para 29,7% em julho, para os demais, o percentual caiu de 11,3% para 11,2%. 

Outro percentual calculado pela pesquisa é o das famílias que não terão condições de pagar suas dívidas, que chegou a 12% em julho, acima dos 11,6% de junho e dos 9,6% de julho de 2019. Nesse caso, o percentual cresceu para os dois grupos de renda: de 13,2% em junho para 13,7% em julho no caso das mais pobres; e de 4,7% em junho para 4,9% em julho no caso das mais ricas.

Nível de endividamento

O número de pessoas que se declararam muito endividadas teve, em julho, sua primeira queda desde o início do ano. O percentual caiu de 16,1% em junho para 15,5%. No ano passado, porém, essa fatia dos entrevistados era de 13,3%.

Em média, as famílias declararam que as dívidas consomem 30,3% de sua renda, percentual que caiu em relação a junho, quando era de 30,4%. Já em julho de 2019, eram 29,9%.

Ainda segundo a pesquisa, o tempo médio de comprometimento com dívidas cresceu e chegou a 7,4 meses em julho. Uma parcela de 21,2% das famílias declarou ter dívidas até três meses, enquanto 34,5%, por mais de um ano. Também se elevou o tempo médio para quitação das dívidas das famílias inadimplentes, de 60,7 dias em junho para 61 dias em julho.

Tipo de dívida

A dívida mais comum entre os brasileiros é o cartão de crédito, declarado por três em cada quatro entrevistados, com 76,2%. Carnês foram mencionados em 17,6% das entrevistas; financiamento de carro, em 11,3% e financiamento de casa, em 10,1%.

A CNC avalia que há sinais de alguma recuperação da economia a partir de maio e junho, mas a proporção de consumidores endividados no país é elevada.

“Assim, é importante seguir ampliando o acesso ao crédito com custos mais baixos, como também alongar os prazos de pagamento das dívidas para, com isso, mitigar o risco do crédito no sistema financeiro”, afirma o texto, que destaca que benefícios emergenciais têm impactado positivamente o consumo, e as quedas de taxas de juros e inflação podem favorecer o poder de compra dos consumidores.

(Agência Brasil)