Viana 263 anos: zelo pela tradição gloriosa

Por Nélio Junior*

Viana é a Quarta cidade mais antiga do Maranhão e, em 8 de julho de 1757, elevou a nova povoação à categoria de “Vila”.

O nome Viana foi uma homenagem à cidade portuguesa Viana do Castelo.

Utilizando-se da mão de obra escrava, em meados do século 19, o município atingiu o destaque comercial, proveniente principalmente da lavoura do algodão, seguida do arroz, milho e mandioca.

Com prosperidade econômica, o município também se distinguia na produção literária e foi berço de intelectuais como Estêvão Carvalho, Celso Magalhães, os irmãos Antônio e Raimundo Lopes, Astolfo Serra, Ozimo de Carvalho e Travassos Furtado. Ficou conhecida também como Cidade da Música, de Dilú Mello, dentre outras personalidades da cultura.

Infelizmente, o patrimônio histórico vianense se deteriora, dia após dia, bem como todo o conjunto de suas mais ricas tradições. 

Sem planejamento e sem a necessária infraestrutura, a centenária cidade cresce de forma desordenada, cercada de problemas, desde a infraestrutura assim como a prestação de serviços públicos e privados. 

Com uma população atual de mais de 55.257 habitantes (segundo o último censo IBGE), Viana entrou no século XXI com desafios gigantescos a serem vencidos e precisa de choques de gestão e de cultura, de forma que recupere o tempo perdido.

Precisamos resgatar nossa história e levar Viana novamente a ser destaque, pois como cidade-polo da Baixada Maranhense, tem o papel de liderar o desenvolvimento da região, e isso só será possível mediante políticas públicas voltadas para Educação, Cultura e para o incremento do Turismo.

Esta é a nossa luta, pois como diz o intelectual Travassos Furtado, em sua obra Minha vida, minha luta: “Viana é uma terra de tradição gloriosa. Cabe aos vianenses o sublime dever de amar a sua terra, zelando por tão rico patrimônio, cuja memória deve conservar-se imortal e transmitida de geração a geração como testemunho da gloriosa história de Viana e dos vultos ilustres que fizeram sua grandeza”.

 Parabéns, Viana, pelos seus 263 anos!

*Historiador e acadêmico de Direito

Viana – Morre a professora Maria Amaral, aos 65 anos, vítima da Covid-19

Morreu na manhã desta terça-feira, 07, a professora Maria Raimunda Amaral Barros, a conhecida Maria Amaral, aos 65 anos. Ela era professora da Rede Pública de Viana e foi diretora do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Estadual (SINTSEP).

Dona Maria foi infectada pelo Coronavírus, juntamente com o marido, José Amaral ainda em Viana, onde residiam. Ambos foram transferidos para São Luís, onde ficaram internados em UTIs do CTO do bairro Angelim.

Zé Amaral se recuperou e está em observação, mas a professora não resistiu e foi vencida pela doença, na manhã desta terça-feira.

Maria Amaral era aposentada do antigo CEMA e já estava afastada de suas funções como professora da Rede Pública, aguardando a finalização do processo de aposentadoria.

O presidente do SINTSEP, Cleinaldo Bil Lopes, o Partido Podemos – do qual era secretária geral em Viana – e muitos amigos lamentaram pelas redes sociais o falecimento de Maria Amaral, que deixa um legado de amor à família, à profissão e uma vida pautada de respeito e dignidade com todos que conviveram com ela.

O Blog Vianensidades, na pessoa do editor, lamenta o falecimento de Dona Maria Amaral e envia condolências a família, em especial à amiga Mayara, Nonato e José Amaral. Que Deus conforte o coração de toda a família.