Pescado da agricultura familiar fará parte da merenda escolar no Maranhão

Estudantes maranhenses de instituições públicas de ensino terão alimentos mais ricos em proteínas e nutrientes, com o consumo do pescado que será inserido no cardápio da merenda escolar. Esta medida é fruto de decreto assinado pelo governador Flávio Dino, que determina a inclusão obrigatória de pescados, oriundos da agricultura familiar, na alimentação de estudantes maranhenses.

O objetivo da decisão é melhorar a alimentação das crianças e jovens, na perspectiva da segurança alimentar e nutricional, bem como estimular o desenvolvimento sustentável e produtivo dos pequenos produtores rurais.

A inclusão do pescado na alimentação escolar deverá observar os termos estabelecidos no Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), conforme a legislação vigente. Além disso, no processo de aquisição do pescado será priorizado o agricultor familiar do município onde está localizada a unidade escolar. A seleção dos produtores será por meio de chamada pública.

Para o secretário de Estado da Agricultura Familiar (SAF), Júlio César Mendonça, “a inclusão do pescado na alimentação escolar é, sem dúvida, uma iniciativa que fará a diferença na vida das crianças e jovens. Por se tratar de um alimento saudável, com alto valor nutricional, os estudantes terão maior desempenho no processo de aprendizagem”.

Júlio César ressaltou que o decreto visa fortalecer e incentivar economicamente os empreendimentos familiares rurais, ampliando a cadeia produtiva da piscicultura e oportunizando trabalho e renda para as famílias.

O secretário de Estado da Educação, Felipe Camarão, afirmou que a inclusão do pescado da agricultura familiar no cardápio da alimentação das escolas públicas é mais uma medida do Governo do Estado que, além de apoiar o pescador maranhense, promove a alimentação saudável dos estudantes.

“É importante ressaltar que 30% do recurso da alimentação escolar já é destinado à agricultura familiar. Portanto, essa é mais uma iniciativa que demonstra o compromisso desse governo com a população, sobretudo, com aqueles que mais precisam”, afirmou Felipe Camarão.

VIANA NO BREU – Moradores de bairro em Viana fazem “vaquinha” para comprar lâmpadas para rua

“Gente, eu vou morrer e não vejo uma melhora aqui”, declara Dona Creusa, moradora do bairro Maiobão, em Viana, que vive há 30 anos no lugar. A situação do local é de calamidade, sem iluminação pública, com bueiros abertos, buracos, matagal crescendo e o completo abandono por parte do poder público. 

Com a rua (que vai até o Campo Novo e ao antigo CEMA) praticamente intransitável, aconteceu recentemente um grave acidente com um motorista de moto. Quando chove a situação piora, com águas invadindo casas e colocando em risco a saúde e até vida dos moradores.

À noite, a situação piora com a escuridão. Apesar da iluminação pública ser de responsabilidade dos municípios, definida pela Constituição Federal de 1988, são os próprios habitantes do bairro que fazem coletas para comprar lâmpadas e, assim amenizar a situação. Mas, nem por isso são isentos de pagar a fatura de energia elétrica ou recebem descontos.

“Uma rua tão curtinha, né?”, diz Dona Creusa que não sabe nem quem é o secretario de Infraestrutura da Prefeitura de Viana, município que segundo o IBGE tem uma taxa de apenas 0,5%. A situação não é diferente em outros pontos do município: a Avenida Luís Couto está completamente esburacada; o Parque Dilu Melo, personalidade que orgulha os vianenses, é uma vergonha; a Rua 15 de novembro, no bairro Democrata e a Rua Rio Branco são manchas deixadas pelo fiasco de uma administração pública eleita com o estelionato eleitoral da “mudança”.