Governo realiza seletivo para hospital que reforçará combate à Covid-19 em Viana

O Governo do Estado iniciou, nesta segunda-feira (8), o Processo Seletivo Simplificado nº 020/2020/MA, para o Hospital Regional Dr. Antônio Hadade, no município de Viana. Ao todo, são 346 vagas distribuídas em 16 especialidades. O recebimento e análise dos currículos acontecerá até esta quarta-feira (10) e o seletivo é realizado pelo Instituto Vida e Saúde (INVISA), em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde (SES).

edital do processo seletivo está disponível no site da SES ( Fotos: Julyane Galvão)

“A inauguração do hospital beneficiará a população da região da Baixada Maranhense, além de manter o plano de descentralização da oferta de atendimento especializado em saúde pública. Com isso, vamos poder dar suporte às pessoas que necessitarem do atendimento especializado, evitando o translado para a capital, contribuindo também na recuperação do paciente”, disse o secretário de Estado da Saúde, Carlos Lula.

Estão abertas vagas de cadastro de reserva para agente de portaria, assistente social, auxiliar administrativo, auxiliar de farmácia, enfermeiro, farmacêutico bioquímico, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, maqueiro, motorista (categoria D), nutricionista, psicólogo, técnico de enfermagem, técnico de imobilização, técnico de laboratório e técnico de radiologia. Todos os diplomas deverão ser devidamente registrados e fornecidos por instituição de nível superior reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC).

Os candidatos serão avaliados de acordo com o quadro de pontuação. Todos os documentos comprobatórios devem ser entregues, até esta quarta-feira (10), juntamente com o currículo atualizado com foto, em forma de cópia legível. O candidato deverá realizar a entrega no Hospital Regional Dr. José Murad, em Viana, localizado na Rua Prof. Antônio Lopes, 883 – Centro, das 9h às 12h e das 13h às 16h.

Os candidatos selecionados atuarão com todo e qualquer tipo de paciente, podendo ser diretamente ou indiretamente no tratamento da Covid-19. Por essa razão, àqueles com mais de 60 anos e pertencentes ao Grupo de Vulneráveis, mencionados no Decreto 35.678 do dia 22 de março de 2020 do Estado do Maranhão, não poderão assumir o cargo, visto que fazem parte do grupo de risco. O edital do processo seletivo está disponível no site da SES.

Pacientes renais crônicos de Viana continuam enfrentando dificuldades

Apesar da notícia-fato, apresentada por vereadores do município de Viana ao Ministério Público, no final do mês passado, os pacientes renais crônicos continuam enfrentando problemas com o transporte pago pela Prefeitura.

O veículo contratado para levar e buscar exclusivamente pacientes renais crônicos até o Centro de Nefrologia Maranhão (Cenefron), em São Luís estava com pagamento atrasado há quatro meses. Para não ficar no prejuízo, os proprietários resolveram aglomerar o veículo de outros passageiros, colocando em risco a vida de todos, piorando a situação dos que já têm a saúde fragilizada pela insuficiência renal.

São várias denúncias de que o problema ainda não foi resolvido. Seu José Matias Pinto, morador do bairro Citel, perdeu a última sessão de hemodiálise porque o transporte chegou atrasado. Eles denunciam que estão sendo transportados em outros carros de órgãos da Prefeitura de Viana. Matias foi no carro da Vigilância Sanitária. Já Claudiane Santos, do Residencial Frei Serafim, foi levada numa ambulância, usada para transportar pessoas enfermas, correndo mais um vez risco de contaminação. As filas de espera para hemodiálise, como se sabe, como são enormes. Quem chega atrasado perde a vaga.

Em um comunicado confuso, repleto de incoerências, a Prefeitura de Viana tentou amenizar a péssima repercussão do caso, informando que não possuía contrato direto com o proprietário do veículo (van). Mesmo alegando não ter contrato, como se isso não configurasse responsabilidade pelo ocorrido, comunicou que “o Município notificou a empresa para prestar esclarecimentos por clausulas que foram descumpridas no contrato, e pediu a imediata substituição do Locador da Van”. 15 dias depois, não houve ainda nenhuma substituição do locador. Quem continua sofrendo são os pacientes renais crônicos com mais uma maldade!

Secretário da SAF participa da inauguração do hospital de Lago da Pedra

Representando o governador Flávio Dino, o secretário da SAF, Júlio César Mendonça, esteve presente na entrega do Hospital Regional Dr. Rubens Jorge, em Lago da Pedra, nesta segunda-feira (8). A ação contou com a presença do prefeito Laércio Arruda.

A unidade será referência ao tratamento de pacientes com COVID-19, que necessitam de internação hospitalar, com 25 leitos clínicos e 5 de estabilização, com respiradores.

Mais um reforço para os mais de 1.500 leitos que o Governo do Maranhão, por meio da Secretaria de Estado da Saúde, já disponibilizou na rede estadual de saúde exclusivamente para pacientes diagnosticados com o novo coronavírus.

#SistemaSAFEmFoco

#GovernoDeTodosNós

“Impiedade” de Bolsonaro com mortes por coronavírus parece psicopatia, diz Maria Rita Kehl

Quanto passaram de 10 mil, no dia 11 de maio, Bolsonaro lamentou pela primeira vez as mortes: “Olha, eu lamento cada morte que ocorre a cada hora. Lamento. Agora, o que nós podemos fazer é tratar com devido zelo recurso público. Em vez de fazer a notinha de pesar, que eu acho válido, eu também sou pesaroso a essas questões… Tem que dar exemplo, gastar menos”.

© Reuters Bolsonaro andou a cavalo em manifestação a seu favor em Brasília

Quando uma apoiadora pediu uma mensagem de conforto para as famílias em luto no Brasil, e o país superava 30 mil mortes, nesta semana, no dia 2 de junho, Bolsonaro respondeu: “A gente lamenta todos os mortos, mas é o destino de todo mundo”.

Essa “impiedade” do presidente da República, nos olhos da psicanalista e escritora Maria Rita Kehl, se aproxima da psicopatia. A designação define pessoas com traço comportamental em que há falta de remorso ou empatia com o próximo, entre outras características.

“É muito difícil fazer diagnóstico de alguém que não conhecemos”, diz ela. “Mas a minha impressão desde a campanha é que ele está mais próximo daquilo que a gente chama de psicopata.”

Para ela, a impossibilidade da despedida de parentes ou amigos mortos na pandemia é traumática e pode levar a processos de luto mais longos e melancólicos. Kehl compôs a Comissão Nacional da Verdade, que investigou os crimes da ditadura militar no Brasil. Ela compara o luto pela morte de pessoas na pandemia ao luto pelos desaparecidos na ditadura.

Por telefone de casa, em São Paulo, à BBC News Brasil, Kehl falou sobre a pandemia, Bolsonaro e a “tristeza e indignação coletivas” que os brasileiros sentem. Seu livro “Ressentimento” será relançado em agosto pela editora Boitempo, com edição revista e atualizada.

Leia abaixo trechos da entrevista.

BBC News Brasil – Pessoas estão perdendo familiares e amigos sem poder se despedir. Qual é o peso disso para o luto?

Maria Rita Kehl – Comparo com a impossibilidade do luto dos desaparecidos na ditadura. O desaparecimento depois de um tempo indica que foram mortos, mas os corpos nunca foram localizados. Sabemos do desespero desses familiares. Até hoje desaparecem pessoas no Brasil, mas em geral nas periferias, pessoas negras, mortas pela polícia.

A morte é um fenômeno difícil de simbolizar… De repente o corpo está, mas a pessoa não está. Por isso que não tem uma cultura tão primitiva que não tenha um ritual de sepultamento em homenagem a seus mortos.

De modo que só posso imaginar que [no caso dos mortos por coronavírus] deve ser um luto quase impossível. Só não é tão impossível quanto a dos familiares dos desaparecidos porque a morte foi real, aconteceu.

Já é ruim o suficiente em qualquer morte. Agora, as pessoas não podem ver, não podem sepultar. Seu parente entra no hospital, depois você fica sabendo da morte e não pode nem ver o corpo. Isso é muito traumático. Tenho impressão que essas pessoas vão ter processos de luto mais complicados, mais longos, melancólicos do que os processos de luto que já são tristes de pessoas que a gente sepulta.

MSN  BRASIL – CONTINUE LENDO