Exclusivo! Hospital de Viana atenderá a partir da próxima semana pacientes com Covid e com outras necessidades

Algumas obras são essenciais e precisam ser mantidas para garantir o bem-estar da nossa população, e o mais importante, seguir firme na missão principal: salvar vidas!

Fachada do Hospital Antonio Hadade – Viana-MA, no bairro Vila Zizi. A obra recebe os últimos retoques, equipamentos e será inaugurado na próxima semana pelo governador Flávio Dino (PC do B).

Confira mais detalhes sobre o novo Hospital de Viana no vídeo do secretário da Sinfra, Clayton Noleto.

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DR. HADADE – Conheça a história do médico vianense que dá nome ao novo hospital estadual do município

ANTONIO HADADE

Competência e dedicação ao desenvolvimento da Medicina no Maranhão

Por Luiz Alexandre Raposo*

Em julho de 2014 – último ano do seu segundo mandato-, a então governadora Roseana Sarney Murad recebeu uma comitiva da Academia Vianense de Letras. Previamente agendado pelo prefeito Francisco Gomes, o encontro tinha como finalidade apresentar à governadora uma sugestão de nome para o novo hospital estadual a ser construído na cidade.

Fachada do Hospital Antonio Hadade – Viana-MA, no bairro Vila Zizi. A obra recebe os últimos retoques, equipamentos e deve ser inaugurado no próximo mês, pelo governador Flávio Dino (PC do B).

Sempre voltada à preservação da memória vianense, o que inclui obviamente o reconhecimento público de homens e mulheres que ajudaram a escrever a história da cidade, a AVL indicou o nome do médico Antonio Hadade para ser homenageado com tal distinção.

Falecido em 1988, o vianense Antonio Hadade foi um dos grandes responsáveis pelo avanço e aperfeiçoamento da Medicina no Maranhão. Graduado em 1952 pela antiga Faculdade de Medicina da Bahia, antes de fixar residência definitiva em São Luís, Antonio Hadade retornou a Viana, onde prestou assistência médica à população local durante cinco anos.

A governadora, que conheceu pessoalmente o Dr. Antônio Hadade, prometeu encaminhar a sugestão da AVL para votação no plenário da Assembleia Legislativa, por intermédio do deputado estadual Max Barros. 

Uma história de vida que começa em Viana

Filho de família libanesa radicada em Viana, ele nasceu em 21 de dezembro de 1925. Era o segundo entre quatro irmãos. Seus pais, Felippe Hadade e Affife Brahs Hadade, haviam chegado à cidade alguns anos antes, assim como aconteceu com outros libaneses que migraram para o Brasil na época. 

O médico Antônio Hadade quando ainda trabalhava em Viana com sua equipe: Senhor Penha, Helmar Bacelar, Santinha Neves, Chico Travassos, Enedina Raposo e Salu Serra.

E foi por intermédio de outro filho de libaneses também residentes em Viana, o então acadêmico de Medicina (e futuro sacerdote) João Mohana, que o adolescente Antonio Hadade iniciou os estudos preparativos para ingressar na Faculdade de Medicina da Universidade da Bahia. Desse modo, em 1947, aos 21 anos de idade, conseguiu ser aprovado na seleção para aquela tradicional instituição de ensino superior.

Enquanto estudante, em uma de suas férias de fim de ano no Maranhão, Antonio assistiu à morte do pai, vítima de uma fatalidade ocorrida na Santa Casa de Misericórdia. Ao receber a transfusão de um plasma estragado, quando já se preparava para receber alta do hospital, Felippe Hadade teve óbito quase instantâneo, traumatizando para sempre a vida do filho que nada pôde fazer para reverter a situação.

Início da profissão

Após graduar-se, em 1952, o novo médico retornou a Viana no começo do ano seguinte para prestar serviços à população de sua cidade natal. Cumpria dessa maneira a promessa feita ao pai de, quando formado, trabalhar por alguns anos em benefício de seus conterrâneos, principalmente dos mais desvalidos.

Tal decisão, no entanto, não deixaria de lhe custar renúncias e até sacrifícios pessoais.

Foto de formatura do jovem médico

Ao partir da capital baiana, deixava ali uma noiva à sua espera, depois de recusar três propostas de emprego conseguidas pelo futuro sogro. Além disso, sem falar nas boas oportunidades perdidas para um profissional em início de carreira, as condições de trabalho em Viana nem se comparavam àquelas oferecidas em Salvador.

Na metade do século passado, prestar assistência médica no interior do Estado, principalmente numa região então de difícil acesso como a Baixada Maranhense, era realmente um desafio gigantesco. Nada, porém, que pudesse arrefecer o destemor e o idealismo do jovem médico de apenas 27 anos.

Por outro lado, para uma cidade que carecia de assistência médica permanente, a chegada do médico filho da terra trazia conforto e otimismo a seus habitantes. Recebido com carinho pelos conterrâneos, Antonio Hadade não mediu esforços para socorrer aqueles que necessitavam de sua ajuda. Para isso contava com o apoio de uma equipe de enfermeiros locais, composta por Chico Travassos, Enedina Raposo, Santinha Neves, Helmar Bacelar, Salú Serra e Senhor Penha (entre outros).

A atuação do Dr. Antonio Hadade estendia-se ainda a mais seis municípios circunvizinhos a Viana, conforme exigia o contrato de trabalho assinado com o Governo do Estado. Assim, fora os chamados de emergências, eram comuns as viagens periódicas a Penalva, Matinha, Monção, Cajari e redondezas.

O matrimônio

Passados três anos de trabalhos ininterruptos, quando enfim conseguiu suporte financeiro para arcar com a responsabilidade de manter uma família, Antonio Hadade retornou a Salvador em dezembro de 1955, para se casar com a jovem baiana Ruth Simões.

Casamento com Ruth Simões em Salvador

Enquanto trabalhava a milhas de distância, o médico manteve correspondência contínua com a noiva na Bahia, dando continuidade ao romance iniciado tempos atrás. O casal havia combinado residir em Viana por mais alguns anos. Antes disso, viajariam em lua de mel pelo Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná.

Ao desembarcarem em Viana, dois meses depois, um problema inesperado: a casa alugada pelo noivo, antes do casamento, havia sido ocupada nesse meio tempo por um homem que sofria de hanseníase. Para complicar a situação, os recém-casados não estavam sozinhos, mas acompanhados da mãe da noiva que viera para ajudar a montar a nova residência da filha.

Os três foram socorridos pelo pároco local, padre Manoel Arouche, que lhes ofereceu hospedagem temporária no Palácio Episcopal, enquanto procurariam uma nova morada. A questão é que o prédio ainda estava sem janelas e não dispunha de água. Realmente a recepção à esposa e à sogra do médico, em Viana, não foi nada agradável.

A mudança para São Luís

Antonio e Ruth residiram em Viana por pouco tempo, algo em torno de sete meses. Ao perceberem os sintomas que anunciavam a chegada do primeiro herdeiro, o casal decidiu que seria melhor contar com o acompanhamento pré-natal de um especialista em Salvador.

Desse modo, após o nascimento da primeira filha, D. Ruth retornou ao Maranhão, mas já acertado que ficaria em São Luís, enquanto o marido continuaria trabalhando em Viana por mais algum tempo. Um ano e meio depois, conseguida a transferência, o casal se reuniu novamente na capital, onde então começaria uma nova e profícua etapa na vida profissional do médico Antonio Hadade.

Entre os conterrâneos vianenses já cativados pela sua simpatia e capacidade de conquistar novos amigos, o médico deixaria não apenas a marca de sua competência, mas igualmente a gratidão e a admiração de todos pela sua disponibilidade em ajudar o próximo.

O reconhecimento e o prestígio na capital

Radicado definitivamente em São Luís, Antonio Hadade ganhou notoriedade como profissional da Medicina, o que o capacitaria a assumir os mais diversos cargos e atividades sociais.

Antonio Hadade ao presidir um evento do INAMPS em São Luís

Em pouco mais de três décadas de serviços prestados à população da capital (1957 a 1988), o médico concursado pelo antigo INPS exerceu diversas funções (veja quadro).

Como profissional voltado ao estudo, Antonio Hadade tornou-se membro da Associação Americana de Cirurgiões, proferiu inúmeras palestras e conferências sobre assuntos médicos, além de apresentar vários trabalhos científicos no Colégio Brasileiro de Cirurgiões, inclusive em simpósios realizados em Buenos Aires. Deve-se a ele, também, a implantação da residência médica no Maranhão.

Participação no 1 Encontro da Previdência e Assistência, em Brasília (1984)

O idealismo do biografado destacou-se, ainda, pela sua participação no ato de fundação da Faculdade de Ciências Médicas do Maranhão, e ao continuar ali prestando serviço como professor, até mesmo depois que a referida faculdade foi absorvida pela Fundação Universidade do Maranhão e, posteriormente, pela Universidade Federal do Maranhão, na década de 60.

Ao lado do então Ministro Jarbas Passarinho (1984)

Pelo resumido quadro do seu longo currículo, constata-se que Antonio Hadade não foi só um médico adstrito ao seu consultório, a um centro cirúrgico ou à sua mesa de gabinete. Sua competência expandiu-se em favor da medicina em todo o Estado do Maranhão, contribuindo para sua modernização e aprimoramento.

Falecido em 14 de abril de 1988, aos 62 anos de idade, o médico vianense deixou viúva D. Ruth Simões Hadade com quem teve quatro filhos: Maria Ângela, Maria Teresa, Maria Cristina e Luís Antonio.

Acompanhado dos então deputados Edison Lobão e Nan Sousa, durante a inauguração do Hospital Materno Infantil em São Luís

Ao pleitear ao Governo do Estado, portanto, uma digna homenagem a este médico que tanto trabalhou em prol da saúde dos maranhenses, a Academia Vianense de Letras tenta resgatar do esquecimento a figura deste homem que, pelos seus méritos e idealismo, merece realmente o reconhecimento e a perpetuação do seu nome na memória de seus conterrâneos.

O médico e a esposa Ruth Hadade no casamento do filho Luis Antonio

 

ANTONIO HADADE

• Secretário Regional de Medicina Social do INAMPS;

• Superintendente Regional substituto do INAMPS;

• Membro diretor da Santa Casa de Misericórdia do Maranhão;

• Professor fundador da Escola de Medicina do Maranhão (Faculdade de Ciências Médicas) e, posteriormente, professor de Clínica Cirúrgica do curso de Medicina, da Universidade Federal do Maranhão;

• Professor de Clínica Médica na Faculdade de Enfermagem;

• Professor da cadeira de Fisiologia da Faculdade de Farmácia;

• Secretário de Saúde do Estado do Maranhão;

• Secretário de Saúde e Assistência Social do município de São Luís;

• Diretor do Hospital Presidente Dutra;

• Presidente do Rotary Clube Praia Grande;

• Presidente do Sampaio Correia Futebol Clube.

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*Acadêmico da Academia Vianense de Letras (AVL)

Cadeira n 9 – Patrono: Dilú Melo

Publicado no jornal “O RENASCER VIANENSE” – Edição 43 – agosto de 2014.

Servidores demonstram preocupação com a falta de EPIs no retorno das atividades nos órgãos do Executivo

Na próxima segunda-feira, 1º de junho, será iniciada a retomada progressiva das atividades nos órgãos e entidades do Poder Executivo. O expediente nas repartições deverá atender às medidas sanitárias de contenção da Covid-19. Contudo, há uma grande preocupação por parte dos servidores no que diz respeito à garantia de equipamentos de proteção individual (EPIs), como a distribuição de máscaras e protetores faciais, por exemplo, além do álcool gel.

Ilustrativa

Alguns servidores relataram ao SINTSEP que na maioria dos órgãos, como na Secretaria de Estado do Meio Ambiente, será oferecido apenas o álcool gel na entrada, quando deveriam disponibilizar, também, máscaras e protetores faciais àqueles que estiverem trabalhando.

“Queremos saber quais as condições que o Governo do Estado dará aos servidores, no que tange a questão do equipamento de proteção individual. Já recebemos relatos de muitas pessoas do serviço público, que estão preocupadas se serão fornecidos esses equipamentos no ambiente de trabalho. Se tiver a máscara e o protetor facial, o servidor ficará melhor protegido”, questionou Cleinaldo Bil Lopes, presidente do SINTSEP.

O SINTSEP também mandou confeccionar e irá distribuir máscaras aos seus filiados e filiadas. “Nós estamos com receio de o servidor chegar na repartição e não ter o mínimo equipamento de proteção individual. Por isso, iremos distribuir, no primeiro momento, as máscaras para os nossos filiados e, em um segundo momento, mandaremos confeccionar os protetores faciais para distribuição. Mas, entendemos que essa distribuição tem que ser garantida pelo Governo do Estado a todos os servidores”, garantiu Cleinaldo Bil Lopes.

Segundo o decreto que regulamenta o retorno das atividades, o expediente atenderá uma escala de revezamento de funcionários, sendo obrigatória a utilização de máscaras de proteção, bem como a observação por parte dos servidores, empregados públicos e colaboradores da etiqueta respiratória. Deverá ser mantido, também, distanciamento mínimo de dois metros entre cada servidor, podendo, para tanto, ser reduzida a lotação de cada setor, entre outras medidas.

Os funcionários do grupo de risco continuam dispensados de trabalho presencial até o dia 15 de junho. O atendimento presencial ao público externo só será retomado a partir do dia 8 de junho.

Fonte: PORTAL SINTSEP

Viana – artistas realizam “Live Solidária” neste domingo, 31

VIANA – Vários artistas vão participar da “Live Solidária” promovida pelo Sistema Maracu de Comunicação, com apoio do Blog Vianensidades, neste domingo, 31, das 18 às 22h, para ajudar no tratamento da Assistente Social vianense, Lena Oliveira, filha do senhor Luis Messias.

Divulgação

Internada por conta de um agressivo câncer no ovário, Lena já passou por duas cirurgias, em março e setembro do ano passado, e precisa fazer mais um procedimento. Segundo informações da família, a quimioterapia realizada não surtiu efeitos, e o seu médico sugeriu a alternativa de tratamento com a medicação Lynparza 150mg/comprimido, cujo valor é de R$ 37.687,20 (quase 38 mil reais) com 120 comprimidos, que devem tomados 4x ao dia, durante 30 dias.

ATRAÇÕES CONFIRMADAS:

Wandin Rey, Dinho Moral, Mharkinhos Ribeiro, Maurício Melo, Lydia Mel, Júnior Sanfoneiro, Geyne Borges, Lucélio Muiraquitã, Sandra Duarte, Wilson Bacana, Marinaldo Santos, entre outros.

Além de ouvir música boa, os internautas podem ajudar no tratamento de Lena Oliveira, pelas contas abaixo:

 

CONTAS PARA DOAÇÃO:

AGÊNCIA: 3495

CONTA POUPANÇA: 52597-1

OPERAÇÃO: 013

CAIXA ECONÔMICA

JOSÉ DE RIBAMAR S. OLIVEIRA

CPF: 727 248 113 72

 

AGÊNCIA: 1181

CONTA CORRENTE: 10494-9

BRADESCO

LUCILEILA SOUSA OLIVEIRA AZEVEDO

CPF: 409 246 373 15

 

AGÊNCIA: 4288-9

CONTA POUPANÇA: 20781-0

OPERAÇÃO: 51

BANCO DO BRASIL

JÉSSICA OLIVEIRA COSTA

CPF: 019 184 443 82

A Live será transmitida através da TV Maracu Canal 9, Rádio Maracu AM – 630, com apresentação de George Duarte e Tânia Diniz, e Redes Sociais dos artistas e da Maracu.

Colabore com essa ação de amor a uma guerreira vianense, pois a maior doação vem do coração.

A cantora Japa e os cantores  Michael Wesley e Wandin Rey gravaram  vídeos de apoio à Live. Assista:

Vereadores solicitam ao MP apuração de possíveis crimes cometidos pela Prefeitura de Viana na pandemia de coronavírus

Seis dos quinze parlamentares da Câmara Municipal de Viana apresentaram nesta quarta-feira (27) uma notícia de fato à promotora de Justiça da Comarca de Viana, Isabelle de Carvalho Fernandes Saraiva, solicitando apuração de possíveis crimes cometidos pelo prefeito de Viana, Magrado Aroucha Barros (DEM). Notícia de Fato é uma solicitação dirigida aos órgãos da atividade-fim do Ministério Público, submetida à apreciação das Procuradorias e Promotorias de Justiça, conforme atribuições de respectivas áreas de atuação.

Os vereadores João Cutrim Rabelo (PL), Lourival Serra Cutrim (PL), José Valdemar Nascimento (PL), Batista Luzardo Pinheiro Barros Segundo (PSL), Wybis Frank Rodrigues Ribeiro (PSL) e Nadson Muniz Araujo (PSDB) solicitaram apuração e responsabilização dos implicados em graves denúncias divulgadas no município e até na capital. A primeira delas é referente à compra, realizada sem licitação, com recursos do Fundo Municipal de Saúde, no valor de R$ 20.350,00 (vinte mil, trezentos e cinquenta reais) para aquisição de máscaras, luvas e álcool em gel, a preços com indício de superfaturamento, tendo o litro do produto, por exemplo, sendo adquirido por R$ 64,00 (sessenta e quatro reais) a unidade.

A outra denúncia é relacionada à ausência de pagamento, por parte da Prefeitura Municipal de Viana, para a empresa de transporte responsável por levar e trazer pacientes renais crônicos até o Centro de Nefrologia Maranhão (Cenefron), em São Luís. Com o atraso dos pagamentos, os proprietários dos veículos resolveram aglomerar pacientes renais crônicos junto a outros passageiros, fretando o veículo ao público em geral, e colocando em risco a saúde já debilitada dos portadores da doença.

Gastos sem transparência

Os vereadores vianenses também alertam o Ministério Público sobre elevadas quantias já recebidas  pela Prefeitura de Viana: R$ 545.256,80 (quinhentos e quarenta e cinco mil, duzentos e cinquenta e seis reais e oitenta centavos) referentes à alimentação escolar  do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE); R$ 21.720,00 (vinte e um mil e setecentos e vinte reais) recebidos pela administração Magrado Barros do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE); R$ 103.293,36 (cento e três mil, duzentos e noventa e três reais e trinta e seis centavos), do Programa Nacional de Apoio ao Transporte Escolar (PNATE) e R$ 294.125,32 (duzentos e noventa e quatro mil, cento e vinte e cinco reais e trinta e dois centavos) referentes à quota estadual/municipal do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), durante o  período de 02 de março a 13 de maio deste ano, não atendendo a todos os alunos da rede pública municipal. As aulas estão suspensas, portanto, sem gastos com transporte escolar e muitas escolas não receberam até o momento qualquer tipo de investimento, sem que se saiba a destinação destes recursos.

Segundo o documento, assinado pelos vereadores, os fatos, “se constatados revelam uma desumana falta de coerência com os princípios básicos de uma boa administração”.

Sem medo de perseguições, os parlamentares vianenses dão um exemplo de independência na fiscalização dos atos do Executivo municipal. Nestes tempos de pandemia, a ação tem um peso ainda maior por evitar que mais contaminações e até mortes possam ocorrer.

Moraes determina quebra de sigilo de investigados e bloqueio de perfis na internet

Ministro do STF autorizou operação que fez buscas e apreensões em endereços de aliados de Jair Bolsonaro, como o ex-deputado Roberto Jefferson e o empresário Luciano Hang.

Allan dos Santos (à esquerda), blogueiro do site bolsonarista Terça Livre, durante operação da Polícia Federal contra fake news. A PF fez buscas em sua residência, em Brasília, na manhã desta quarta-feira, 27. — Foto: GABRIELA BILÓ/ESTADÃO CONTEÚDO

Por Rosanne D’Agostino, Fernanda Vivas e Márcio Falcão, G1 e TV Globo — Brasília

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou, nesta quarta-feira (27), a quebra de sigilos fiscal e bancário de suspeitos de financiar grupos de disseminação de fake news e ataques a instituições nas redes sociais.

São alvo dos pedidos de quebra de sigilo os empresários Edgard Gomes Corona, Luciano Hang, o humorista Reynaldo Bianchi Junior e o militar Winston Rodrigues Lima. As informações demandadas pelo STF se referem ao período entre julho de 2018 e abril de 2020.

Moraes preside o inquérito do Supremo que apura ataques à Corte. Nesta quarta, foi deflagrada operação da Polícia Federal para cumprir mandados judiciais contra empresários, blogueiros e parlamentares por suposta produção e disseminação de notícias falsas.

Na decisão, Alexandre de Moraes também determinou o bloqueio de contas em redes sociais, tais como Facebook, Twitter e Instagram dos 17 investigados. A medida, diz o ministro, é necessária “para a interrupção dos discursos com conteúdo de ódio, subversão da ordem e incentivo à quebra da normalidade institucional e democrática”.

O pedido também inclui a apreensão de computadores, tablets, celulares e outros dispositivos eletrônicos, bem como de quaisquer outros materiais relacionados à disseminação das aludidas mensagens ofensivas e ameaçadoras.

Ao autorizar as diligências, o ministro argumentou que “garantias individuais que não podem ser utilizados como um verdadeiro escudo protetivo da prática de atividades ilícitas” e que “em caráter de absoluta excepcionalidade, é possível o afastamento dos sigilos bancários e fiscais dos investigados, pois existentes fundados elementos de suspeita que se apoiem em indícios idôneos, reveladores de possível autoria de prática delituosa por parte daquele que sofre a investigação”.

Postagens preservadas

Alexandre de Moraes enviou um ofício para que redes sociais preservem o conteúdo das postagens de parlamentares citados na operação, como de Carla Zambelli (PSL-SP).

A decisão manda ainda expedição de ofício para que a rede social Twitter forneça a identificação dos usuários “@bolsoneas”, “@ patriotas” e “@taoquei1”, no prazo de cinco dias.

O ministro afirma que provas colhidas apontam para a “a real possibilidade de existência de uma associação criminosa, denominada nos depoimentos dos parlamentares como ‘Gabinete do Ódio'”.

Segundo Alexandre de Moraes, a suposta associação criminosa seria dedicada a “disseminação de notícias falsas, ataques ofensivos a diversas pessoas, às autoridades e às Instituições, dentre elas o Supremo Tribunal Federal, com flagrante conteúdo de ódio, subversão da ordem e incentivo à quebra da normalidade institucional e democrática”.

Alexandre de Moraes afirma que recebeu o relato de que “essa estrutura, aparentemente, está sendo financiada por um grupo de empresários que, conforme os indícios constantes dos autos, atuaria de maneira velada fornecendo recursos (das mais variadas formas), para os integrantes dessa organização”.

Para o ministro, há “sérias suspeitas de que integrariam esse complexo esquema de disseminação de notícias falsas por intermédio de publicações em redes sociais, atingindo um público diário de milhões de pessoas, expondo a perigo de lesão, com suas notícias ofensivas e fraudulentas, a independência dos poderes e o Estado de Direito”.

PF na cola de prefeitos do Maranhão

Polícia Federal de olho A Polícia Federal vem realizando em diversos estados e cidades do Brasil, operações para coibir o desvio de recursos públicos enviados pelo Governo federal às Prefeituras para combate ao coronavírus (Covid-19)

Acontece que a facilidade e o uso desses valores para a contratação de empresas e aquisição de materiais sem o uso da licitação, amparados pela medida Provisória 926/20, têm contribuído para o superfaturamento e desvio de verbas públicas.

No Maranhão não é diferente e diversas denúncias sobre alguns municípios já chegaram até o conhecimento da Polícia Federal, Controladoria Geral (CGU) e ministério Público Federal (MPF) entre as denúncias estão: superfaturamento, ausência de capacidade técnica e financeira de empresas contratadas, entre outras.