MÊS DA MULHER – Professora perseguida por prefeito de Viana denuncia: “a realidade é que Magrado não valoriza as mulheres”

“Isso é controverso com a realidade do nosso município”, descreve a professora Francinalva Serra, indignada diante de uma notícia sobre um evento promovido pela Prefeitura de Viana para homenagear as mulheres, com abordagem de diversos temas, entre eles: “igualdade de direitos e o combate à violência contra a mulher”.

“A realidade é que ele (Magrado) não valoriza as mulheres. Na semana da mulher, eu gostaria de mostrar que nós não devemos baixar a cabeça e, sim, corrermos atrás dos nossos sonhos, independente de qualquer coisa”, opinou a profissional do Magistério.

A professora, graduada em Pedagogia e pós-graduada em Educação Infantil, foi demitida por telefone após ter participado de um evento com o pré-candidato a prefeito, Carrinho Cidreira (PL). Ao posar com fotos ao lado de Carrinho, Francinalva teria despertado a ira do prefeito Magrado Barros (DEM) que, por sua vez, determinou a demissão da profissional, tanto da creche Sonho de Criança, da Rede Pública Municipal de Viana, quanto exigido o desligamento de uma emissora de rádio local. A direção da emissora negou que a demissão tenha sido perseguição política.

Além de ficar sem dois empregos, ela não recebeu o último mês que trabalhou e nem o abono salarial, pago a todos os contratados. Há oito anos a professora prestava serviço para o município. Sem dó nem piedade, Magrado demitiu Francinalva. Além deixá-la em dificuldades financeiras, tirando-lhe os sustendo, revelou-se um perseguidor implacável com sérias dificuldades em respeitar a liberdade de escolha das pessoas e a própria democracia.

A filiação de Cleinaldo Bil ao Podemos foi uma festa popular em Viana com Eduardo Braide e Cézar Bombeiro

O que a princípio seria apenas uma solenidade simples para a filiação do líder sindical Cleinaldo Bil, ao Podemos, com a sua ficha abonada pelo deputado federal Eduardo Braide, dirigente estadual do partido, acabou se transformando num grande ato político, em que também esteve o vereador Cézar Bombeiro e inúmeras lideranças políticas e comunitárias.

A solenidade surpreendeu muita gente pela excessiva motivação popular para um ato, que a maioria classificou o inicio da renovação política em Viana. O deputado Eduardo Braide, que hoje lidera com muita folga a corrida à prefeitura de São Luís, na ocasião destacou que Cleinaldo Bil  será uma expressiva liderança politica em Viana, e que tem o seu apoio, uma vez que se identifica com os seus princípios e valores políticos e com o partido Podemos.

Cézar Bombeiro, bastante emocionado não escondeu a sua grande satisfação em ver o seu irmão Cleinaldo Bil, ingressando em um novo partido e com muita identificação em lutar por direitos e dignidade do povo de Viana.

Cleinaldo Bil, que já é uma importante liderança em Viana, viu o nome ser bradado pelo povo, como uma grande esperança. Disse que, ficou surpreso com a grande participação popular e salientou que isso representa responsabilidades. Agradeceu a indicação do seu nome ao Podemos, pelo deputado Eduardo Braide a direção do partido em Viana. Não escondeu a emoção ao fala do irmão e lutador Cézar Bombeiro e de todos os seus parentes de Viana, que não mediram esforços em participar e contribuir para a grande festa. (Via Blog do Aldir Dantas).

A melancia gigante, as sementes e o curel

Foto ilustrativa

Por Nonato Reis*

Edite Silva e Gracinha Magalhães marcaram época como professoras em Viana. O tempo, que é o arquiteto da história, juntou as duas e me ofereceu de presente no curso ginasial. Uma já beirando os 70 anos no limiar da aposentadoria. A outra novinha, saída da adolescência, mal terminado o curso Normal.

Dona Edite era calma, risonha, educada; tinha uma aura divina. Ganhou notoriedade pelo gênio inovador. Professora de Geografia, dava aulas desenhando na lousa mapas das diversas regiões do País. Seu traço era tão preciso que se tinha a impressão de visualizar ao vivo e em cores os acidentes geográficos.

Gracinha, ao contrário, e mesmo sendo tão jovem, era disciplinadora implacável. O aluno que se metesse a besta com ela teria que se explicar com o diretor da escola e não raro pegava ao menos uma semana de suspensão.

Geraldo, meu primo, um dia pediu para ir ao banheiro. Ela disse: “vai, mas é só essa vez!”. Uma hora depois, reformulou o convite. Gracinha negou. “Vai não, senhor”. “Então vou mijar aqui mesmo”, ameaçou. E ela: “mija, se tu for homem”. Ele abriu a braguilha e cumpriu a palavra. Quase foi expulso do colégio.

No Ginásio Antônio Lopes, onde as duas davam aulas, havia um quinteto de alunos endiabrados, que de tão subversivos ganharam o apelido de “a turma do mal”: Ailton Aires, Murilo Muniz (meu primo), José Mauro Carvalho, José Arnoldson e Expedido Moraes. Ailton se tornaria juiz de direito, José Mauro, médico; Murilo, funcionário público; Arnoldson e Expedito, eu não sei o que foi feito deles.

Um belo dia Dona Edite e Gracinha Magalhães ganharam de presente de um pai de aluno uma melancia imensa, que pesava mais de 15 quilos. Por ser tão grande, Dona Edite e Gracinha, que adoravam a fruta, decidiram guardá-la na sala da diretoria, para ao final da aula saborearem o presente ali mesmo junto com os demais professores.

Ailton, considerado o cabeça do grupo, chamou os parceiros e propôs a missão: “Vamos roubar a melancia!”. A turma rechaçou. “Não tem como carregar um bicho daquele”. Ailton fincou o pé. “Tem sim, e eu sei como fazer”.

Zé Mauro andava em um jipe sem capota, que pertencia a Dulcídio, pai dele. Ailton então formulou a estratégia. “Zé Mauro, tu pega o jipe e estaciona rente à janela da diretoria, que dá para a rua do Grêmio. O resto da turma carrega a melancia e faz ela passar pela janela e cair dentro do jipe”

Operação concluída com sucesso, o grupo rumou no jipe até a Gurgueia, uma área de brejo na entrada da cidade e pontificada por pés de algodão. Ali deram cabo da melancia. Terminado o serviço, o grupo já se preparava para subir no jipe, e Ailton os chamou de volta. “Calma, que o trabalho ainda não terminou”.

Pegaram as cascas da melancia junto com as sementes e embrulharam em papel bruto, formando uma embalagem. Depois Ailton destacou uma folha do caderno que trazia consigo e rabiscou uma quadrinha, que colaram em cima do pacote e depositaram na sala da diretoria. O poema era mais ou menos assim:

“Comemos a melancia

Porque a gente tava com apetite

Os caroços ficam com a Gracinha

E o curel, com a Dona Edite”.

*Jornalista e Escritor